O Mito do Olimpo

6 A Casa, o álbum e o diário.


Notas iniciais
A História a ser postada é de minha autoria.

— Aquela Jovenzinha ruiva é sua irmã, moça? – Pergunta Sofia.

— Sim. Ela se chama Lorranea, meu namorado Raphael, e eu Crystal. – Respondo.

Sofia nos leva até uma casa do outro lado da rua, a casa era completamente branca e estava bem arrumada por dentro, as mobílias totalmente novas, com certeza ela arrumava aquele lugar todos os dias a espera de algum morador.

— Vou buscar nossas roupas. – Raphael diz. O Taxista ainda estava lá.

— Tchau, amor. Daqui a algumas horas eu volto. – Raphael diz.

— Ora! Nem um beijo de “despedida”? – Sofia olha rápido para Lorranea. Raphael se aproxima de mim, me abraça e dá um rápido selinho.

Fiquei vermelha de vergonha. Observo o carro desaparecer na estrada. Sofia voltou para sua casa.

— Hummm, mais um pretendente pra sua lista, irmãzinha. – Lorranea ri.

— Cala a boca, foi só encenação. – Vou para dentro da casa.

As 20:00h Raphael chega com as caixas de roupas e outros utensílios, as 00:00h Raphael dorme, as 01:00h, as 01:30h Lorranea. Sonhei novamente, neste sonho, eu estava em frente da casa da falecida senhora Gutterman. A Porta se abre e eu entro, continuo andando por um extenso corredor escuro, cada passo que eu dava parecia que não existia fim no corredor. Ouço a voz da minha mãe.

— Sim? – Respondo ao chamado.

— Procure o álbum de fotos e um diário, eles estão escondidos na casa. – Diz a voz. E então desperto.

Fui a primeira a se levantar, fiz o que tinha que fazer, faço minha higiene diária e tomou um banho.

Já era 09h40min da manhã, Lorranea e Raphael ainda estavam dormindo. Alguns minutos depois Lorranea desperta e foi fazer o que tinha que fazer, logo após foi me ajudar a arrumar a casa. Foi combinado com que eu lavasse os pratos, e Lorranea varrer a casa. Por último foi Raphael a se levantar.

— Bom dia! – Diz ele bocejando.

— Bom! – Eu e Lorranea respondemos juntas.

— Tenho que ir ao supermercado, não é muito longe daqui, são só uns dezenove minutos... – Raphael me olha. – Alguma de vocês vem comigo? –

— Eu vou arrumar a casa, por que você não vai com ele Crystal? – Lorranea diz ainda varrendo a casa.

— Eu? Ok... – Vou até o quarto para trocar de roupa; Uma bermuda jeans feminina e uma blusa com mangas curtas e laranja. Enquanto isso Raphael tomava banho e escovava os dentes. Fiquei esperando ele na sala, Raphael desce a escadaria. Estava vestido com bermuda e uma camisa com manga comprida. Sofia havia emprestado o carro dela para Raphael.

— Vamos então. – Fomos até o carro de Sophia. Na metade do caminho Raphael interrompe aquele silêncio.

— Tem algo que você está escondendo de nós? – Pergunta Raphael.

— Não... – Desvio o olhar para um lugar qualquer do carro.

— Ok... Mas sabe que pode confiar em nós não é? Somos seus amigos... – Raphael espera alguma resposta da minha parte, mas o que recebeu foi o meu silêncio. Depois de alguns minutos chegamos ao supermercado, pego um carrinho de compras e escolho o que precisávamos. Pagamos as compras no caixa e levamos as sacolas para o carro, Acabei me descuidando e esqueci uma sacola no caixa. Raphael coloca tudo no porta malas, mas quando estavam indo embora, uma velha me chama.

— Mocinha, Mocinha! Você esqueceu esta sacola aqui! – Diz a velha com dificuldades.

— Já volto. – Saio do carro e vou até a velha.

— Obrigada, senhora. – Agradeço.

— Oh de nada. Mocinha, que belos olhos você tem! – A velha segura meu braço.

— Precisa de algo? – Pergunto.

— Não. – A velha me solta.

Vou em direção ao carro, completamente distraída, não percebo que um carro vinha violentamente e com alta velocidade em minha direção.

— Crystal! – Raphael grita e corre o mais rápido que conseguia para tentar me salvar.

Raphael percebendo que o carro estava cada vez mais perto, ele se joga em cima de mim. Caímos no chão, meu coração estava a mil, afinal, passei de morrer.

— Você está machucada? – Raphael me suspende.

Eu ainda estava desnorteada olhando a destruição, o muro do supermercado havia sido destruído. Se não fosse Raphael sobraria agora pedacinhos meu pelo chão.

—... – Fico em silêncio e vou para o carro.

Na metade do caminho, entrei em desespero e começo a chorar.

— Por que está chorando? – Pergunta Raphael encostando o carro na estrada e parando.

— Desculpa... Mas você poderia ter morrido por minha causa! – Ainda estava chorando.

— Shh. – Raphael me abraça. – Eu não morri, está sentindo? – Raphael me abraça fortemente. Raphael me solta, agora estávamos olhando um para o outro. Cada vez mais pertos... Até que os nossos lábios se chocam um no outro. Nos beijamos, ficamos ofegantes. Raphael explorava cada pedacinho dos meus lábios, faço o mesmo com ele. A mente de Raphael dizia “lábios da Crystal”, mas o seu coração, “lábios da minha Crystal”. Nos beijamos loucamente, a batida dos nossos corações por alguma razão, ficaram sincronizados, depois de vários beijos Raphael a solta. Ele estava com uma grande excitação em seu pênis. Raphael pensava seriamente em se declarar.

— Crystal... – As bochechas dele ficam vermelhas.

— Oi, Raphael? – Sorrio.

— Eu te amo... – Raphael a abraça.

— Eu também te amo. – Respondo.

— Não vou deixar nada de mal acontecer com você... Eu prometo... – Sussurra ele. As 13h00minh chegamos a casa, conto o ocorrido para Lorranea, ela ficou muito feliz pelo acontecimento. As 15h00minh Sofia teve que sair e deixou os seus dois filhos sob minha supervisão, Jordan um garoto ruivo de 13 anos e cabelo liso, olhos pretos, altura média. O outro era loiro, cabelos ondulados, baixinho e se chama Wilson.

Resolvo perguntar sobre a Sra. Gutterman para o Jordan.

— Jordan. – Aceno com a mão para que o garoto fosse até mim.

— Sim? – Jordan me olha.

— Como era a senhora Gutterman? Já ouvi da sua mãe, mas quero ouvir de sua parte agora. – Digo.

— Ela era bem... Estranha... Sabe, a mamãe e eu pensamos uma vez que ela usava drogas. – O garoto agora olha para os lados.

— Você já notou algo estranho acontecendo com ela? Sei lá, algo diferente? – Sento-me no sofá com o garoto.

— É... Algumas vezes, eu a via conversando “sozinha”. Ela acreditava que uma mulher chamada “Aura” era amiga dela. – Diz o garoto. Naquele momento, meu coração começou a acelerar. Como ela conhecia a sua falecida mãe? Era isso que eu queria descobrir, mas se entrasse agora na casa, sentia que algo muito ruim aconteceria.

— E tem mais... – Diz Jordan. Mas antes que ele terminasse Sofia chega batendo na porta.

— Jordan, Wilson. A mamãe chegou! – Diz Sofia esperando do lado de fora. Os garotos vão embora. As 18h00minh jantamos e contei sobre a minha conversa com Jordan.

— Estranho... A mãe diz algo, o filho outra. – Diz Raphael – Aí tem coisa! –

— É... – Digo.

As 22h00min ficamos cansados e fomos dormir. As 23h00minh desperto no meio da madrugada com sede vou até a cozinha beber um copo d’água, mas em meio ao caminho para a cozinha, algo me atraia para a janela. Fiquei com o olhar completamente fixado na casa. Uma imagem começou a se formar em frente da casa, Percebi que era a imagem da minha mãe. Saio da casa, vejo a imagem da minha mãe adentrar na escuridão da floresta, sigo-a. A floresta estava um pouco escorregadia, vejo a imagem de minha mãe parar em frente de um lago. Aproximo-me lentamente daquela imagem. Quando toco na imagem, a imagem dela desaparece. Escuto barulhos de passos humanos.

— Quem está ai? – Pergunto nervosa.

Alguns galhos estavam quebrando. Começo a correr apavorada, mas alguém me persegue. Tento correr pelo lugar que percorri, mas não me lembro por aonde vim. Perdida, me dei de cara com um precipício, com certeza pensou ela, que seria jogada dali. Olhei para o fundo do precipício, mas não enxerguei nada. Vejo alguém se aproximar lentamente. A sensação de medo se espalhou terrivelmente em meu corpo. A estranha pessoa avança em cima de mim. Dou um grito tão alto que acorda Raphael e Lorranea de uma vez só.

— Crystal... – Disse ele correndo do quarto e indo em direção a floresta. Ele correu tanto que perdeu a noção de quanto tempo estava correndo. Finalmente ele encontrou o precipício, ele pensou coisas horríveis, será que ela caiu? Ele começa a chorar pensando na sua amada.

— Raphael... Eu acho que... – Lorranea é interrompida.

— Não termine esta frase! – Disse Raphael.

— Droga! – Diz Raphael chorando e esmurrando. Eles amanhecem com Sofia e seus filhos me procurando naquela imensa floresta. Mas não me acharam, então só poderiam pensar nas piores das hipóteses. Sofia estava muito cansada então ela foi para casa com seus filhos. Depois foi a vez de Lorranea que estava cansada e se queixando de dores nas pernas. E Então só restou Raphael que tentava me achar, de novo e de novo. Só havia um lugar que não procuraram, nos arredores da casa estranha da Sra. Gutterman . Achando nada ele retorna para a casa.

“Uma semana depois”

Levanto-me com dificuldades e passo a mão na cabeça. O lugar era muito escuro, eu estava com muita fome e sede, tento achar uma saída naquela imensa escuridão, mas então, me lembro do acontecido.

— Raphael... – Sussurro com dificuldades. De tanto procurar acho uma saída. Estava logo atrás de mim, a porta se abre. Vejo que eu estava em uma casa com um grande corredor. A casa era a mesma que eu sonhei, era a casa da Sra. Gutterman. Procuro o tal álbum e o diário que estava em meu sonho. Passei horas andando, até chegar ao final do corredor e achar uma porta. Entrei em uma sala escura, vi que parecia mais uma biblioteca, havia uma janela que do lado de fora dava para ver as outras casas de Sophia, a pouca luz que entrava no local me ajudava, encontrei o diário e o álbum. Lá mesmo decido abrir o álbum, Vi várias fotos da mulher falecida, ela me lembrava um pouco da minha mãe, não pela aparência mais sim pela cor dos olhos, ela tinha a mesma cor verde dos olhos da minha mãe. Virei à página e logo após... Encontrei uma foto com... Minha mãe?

“Foto de aniversário da minha irmã Aura Gutterman.”

Aquela mulher era minha tia? Como isto? Nos documentos constava outro nome. Fui virando as páginas, em uma delas estava escrito: “Aniversário de um ano da minha filha, Crystal Gutterman.” Me espantei mais ainda com a foto... A foto de seu pai, que havia a abandonado... Mais e mais fotos dela com cinco anos, fotos de seu pai, sua mãe e “tia”...

Um diário caiu do álbum.

“O Diário.”

06/06/2026.

Escrito por: Aura Gutterman.

Estou muito feliz, pois minha querida filha nasceu, estamos morando no campo agora, pois os daimon¹ podem vir atrás de nós. Farei de tudo para proteger minha amada Crystal.

07/06/2026.

Escrito por: Aura Gutterman.

Estava nas redondezas da casa quando vi um daimon rastreador, eles não são muito fortes, mas tive que usar a espada fúnebre². Crystal era quieta e chorona ao mesmo tempo. Dei de mamar a ela, dei um banho, Cantei uma canção e ela adormeceu. Espero que a caixa de Pandora³ esteja a salvo.

09/06/2026.

Escrito por: Aura Gutterman.

Deixei a minha pequenina com minha irmã, Lisandra Gutterman, escutei alguns boatos de que uma gangue de magos agora estava ajudando os daimon a me encontrar. Pensei até que a F.C.M estava ajudando-os. Mas um amigo meu, Rufus Daryck, que também faz parte da F.C.M disse que não está sabendo de nada. Por precaução, consultei ao oráculo, mas não obtive resposta.

Notas finais
Daimon: Vem do grego e significa Demônio. Espada Fúnebre: Espada da morte, dos mortos, do funeral. Uma das armas que pode ferir demônios e outras coisas. Caixa de Pandora: Na história, a caixa possui os maiores demônios do submundo e do tártaros preso dentro, e outras coisas que ainda vou pensar :). F.C.M: Federação dos clubes mágicos. Avaliem!!