O Irresistível Duque de Birmingham

9 Vida monótona nunca mais!


Notas iniciais
Se não te lembram as menores tolices que o amor te levou a fazer, é que jamais amaste.(Willian Shakespeare)

POVS EDWARD...

“Se não te lembram as menores tolices que o amor te levou a fazer, é que jamais amaste”.

(Willian Shakespeare)

Ainda eram cinco da manhã quando comecei a correr pelo jardim em volta do castelo, usava uma calça de moletom e dois casacos, apesar de ser inverno em Londres não me incomodava com o frio, sempre gostei de me exercitar, mais nos últimos dias isso tinha se tornado quase uma obsessão, essa era a única forma que encontrei pra não pensar em Bella vinte quatro horas por dia, não, não era mais o mesmo, pois em outros tempos à uma hora dessas eu estaria na minha cama dormindo na santa paz, depois é claro de ter “me divertido” com uma bela mulher, mas que droga! Ela tinha me lançado um feitiço só pode, antes bastava um mulher bonita pra me excitar e hoje... E hoje? Só ela tem essa proeza, as outras pra mim agora parecem tão sem graça quanto um dia de chuva.

Depois do nosso passeio de bote não ficamos mais sozinhos, como se isso tivesse diminuído o meu desejo por ela, claro que não! Só aumentou, eu vivo repetindo mentalmente que ela é nova demais, que é filha do meu amigo, que eles são meus hóspedes, mas não há argumento que resolva, por mil demônios eu a quero! E sei o quanto isso é errado, mais é um desejo tão forte que nunca senti antes, que fez meu sangue ferver e cada sentido do meu corpo se aguçar, todas as noites antes de dormir todos os momentos que passei com ela voltam na minha mente, mas sem duvida o nosso passeio de bote ainda é a lembrança mais intensa, pois sempre fantasio as coisas de maneiras diferentes, fantasio que nós não estávamos molhados e com frio quando ela se sentou sobre mim, mas sim muito excitados, e sempre nesses delírios nos beijamos sem parar, e eu toco seus seios com loucura e os sugo até ela gemer loucamente, e a possuo ali mesmo com ela em cima de mim até que gritamos de prazer, oh deus! Estou ficando louco, ela poderia ser minha filha, mas não é, não é.

Pelo menos ninguém ao nosso redor parece desconfiar de nada, nem Charlie, nem Esme, e isso é mesmo um alivio, o certo seria afastar ele e Bella daqui, mas não quero isso, mesmo que Bella nunca possa ser minha a quero por perto, mas o que estou dizendo? Não tenho nenhum direito sobre ela, nenhum... E mesmo que quisesse, mas eu não quero pelo amor de deus! Sou o duque de Birmingham, tenho quarenta anos, sou um homem e não um moleque que se deixa levar pelo desejo... É um grande desejo, alias, e isso não posso negar. Eu posso me controlar, sei que posso, são as mulheres que caem aos meus pés e não o contrario, já estou fazendo o que posso pra restabelecer Charlie financeiramente, e sei que em breve ele vai querer ir, e porque isso me preocupa tanto? É o mais certo ou não? Mais ela ainda não sabe de nada, não sabe que não vai mais voltar pra América, como ela vai reagir? Com certeza ela ficará muito triste quando souber que perdeu a casa e não voltará a ver seus amigos e fazer sua tão sonhada faculdade.

Droga! Ela tinha o direito de saber, eu deveria contar ou não? Charlie pediu que não o fizesse, e é só por isso que me seguro, mais não concordo, não mesmo, não quero que ela sofra, mas porque me preocupo tanto? Nunca me importei com nenhuma mulher antes, o fato é que gosto da sua companhia gosto de conversar com ela, não é só desejo, mais por quê? Não sei, mas ela me fascina como nenhuma mulher jamais fez antes, e olha que conheci muitas, mulheres ricas, lindas, boas de cama, mas nenhuma delas faz eu sentir o que sinto quando estou com ela, é que como se o tempo parasse o mundo não importasse quando estamos juntos, agora estou falando igual a Jacob a respeito de sua mulher e isso realmente está me assustando, e por falar nele me lembrei que daqui a pouco vou trabalhar, já estava amanhecendo quando entrei no banho, meu café estava posto as sete horas o tomei rapidamente e sai, quanto menos encontrasse com a “perdição” da minha hóspede era melhor.

O trabalho no meu gabinete tomou quase toda a manhã, por volta das onze e meia recebi uma ligação era Victória De Lare, uma rica viúva, e desde que seu marido morreu a bem pouco tempo, aliás, ela vive se insinuando pra mim, e até bem pouco tempo atrás também eu até teria sucumbido a esse mulher desejosa... Mas agora... Bem o fato é que ela herdou belas casas inclusive em Liverpool, e estou interessada em uma delas, afinal Liverpool é uma linda cidade e já cogitei a oportunidade de passar uma temporada lá, então lhe perguntei se ela não queria fazer negocio, ela disse que só pensaria no assunto se a convidasse pra jantar, então disse que tudo bem, mais deixei claro que jantaríamos no castelo e com outras pessoas, espero que ela tenha entendido que não tenho segundas intenções, mas se tiver que usar um pouco de charme pra convencê-la a fazer negócio não hesitarei, assim que desliguei o telefone meu amigo Jacob entrou e disse com gracejo:

- E então alteza, muito ocupado?

Acabei sorrindo, Jacob me chamava assim só pra me irritar, já o conhecia.

- Bastante.

Disse apontando a cadeira pra ele se sentar, assim que se acomodou falou:

- Então será que tem tempo pro almoço?

Dei um suspiro cansado e falei:

- Quem dera... Mas amanhã darei um jantar no castelo e quero que vá com sua família.

- Algo especial?

Ele perguntou com entusiasmo e eu disse:

- Bom... Quero comprar uma casa de uma conhecida Victória De Lare e... Como ela disse que gostaria de jantar comigo...

Jacob sorriu e disse com ironia:

- E ela sabe que não estarão sozinhos? Você mudou mesmo não é? Parece que sua hóspede operou um milagre.

- Não comece Jake, Isabella não tem nada a ver com isso, só que não estou interessado em Victória, é apenas um negócio.

Disse com certa irritação, Jake me olhou de forma suspeita e continuou:

- Sei... Tudo bem pode contar comigo.

- Não esqueça do Bob.

Disse já sem irritação, sorrimos e ele falou:

- O levarei sim, sei que gosta muito dele, quando pretende ter um também?

Senti um peso no coração com essa pergunta, nos últimos tempos tinha pensado muito nisso, um sonho que foi ficando pra trás com o tempo, talvez seja tarde, muito tarde.

- Adoraria te responder, mas tenho que trabalhar.

Tentei responder da melhor forma sem demonstrar tristeza, Jacob me lançou um olhar cheio de compreensão e saiu depois de se despedir, ao chegar ao castelo horas depois informei Esme sobre o jantar, ela ficou entusiasmada, adora receber amigos em casa e disse que mandaria preparar um jantar delicioso, disso não tinha duvida, ela cuidava da administração do castelo como ninguém. No dia seguinte à noite, me arrumei com requinte coloquei meu terno marrom feito a mão e um par de sapatos italianos, fiquei imaginando como Bella estaria vestida, mas procurei não pensar muito, ou o jantar se tornaria um martírio pra mim.

Assim que desci meus amigos já estavam ali, conversamos de maneira animada, mas Bella ainda não havia descido e não vi à hora de vê-la, resolvi me afastar um pouco pra brincar com bob, ele era uma criança adorável, eu o jogava pra cima e o ampara, ele gargalhava de maneira irresistível como só os bebês sabem, quando cansei o acomodei em meu colo, foi nesse estante que a vi vindo em minha direção, Bella estava tão linda que parecia uma miragem com um vestido preto de alças, ela me encarou profundamente com seus olhos cor chocolate que me tiravam o sono há tempos, corri meus olhos sobre seu corpo e só pensei em beijá-la até não ter mais forças, daria tudo pra ficar sozinha com ela agora, mas não podia tinha que manter o foco, ainda sim aproveitei o fato de bob está comigo para lhe lançar um elogio disfarçado dizendo:

- Olha como a Bella está linda Bob, cuidado pra não se apaixonar heinnn!

Ela parece ter gostado do meu gracejo, bob sorriu pra ela, será que tenho um concorrente? Que absurdo estou falando agora? Bella respondeu também com bom humor:

- Talvez tenha razão alteza.

Ela esticou suas mãos e pegou o pequeno bob no colo, ficamos ali os dois brincando com ele, aquele momento nosso parecia tão natural, me sentia tão a vontade com ela e com ele, uma sensação de paz, mas aquele momento foi quebrado com a aproximação de Victória, ela estava num vestido branco e sensual com certeza não percebeu que não quero nada com ela, de qualquer forma vou usar meu charme pra acelerar a venda da casa, deu um sorriso pra ela a chamando, queria apresentá-la a Bella, assim que chegou me deu um abraço demorado que me incomodou pois seu perfume era doce demais, a afastei me virei pra Bella e disse:

- Vic Essa é minha hóspede Isabella Swan, ela veio junto com seu pai Charlie passar uma temporada aqui comigo, e esse menino lindo em seus braços é o filho de meu amigo Jacob Black e de sua esposa Renesmee, o pequeno Robert, mas pode chamá-lo de Bob.

- Victória De Lare, sou uma velha amiga de Edward, é um prazer conhecê-la Isabella, e é um prazer conhecer você também Bob.

Ela sorriu e disse num tom falso e olhou Bella com desdém antes de beijá-la no rosto, não gostei daquilo, e além do mais ela soava como se fossemos íntimos, de qualquer forma se ela pensasse que realmente não a quero talvez ela não me venda a casa, portando vou fingir que não me importo com suas investidas, não vejo a hora de me livrar dessa mulher grudenta e mal educada, ainda mais agora que ela passou o braço em volta da minha cintura, ela tentou pegar bob no colo mais o menino chorou, parece que até ele viu o quanto ela é chata.

- O prazer é meu, agora se me der licença vou levar Bob pra mãe dele.

Bella respondeu de maneira educada mais poderia jurar que ela estava com... Ciúmes? Será? Se ela soubesse que há motivos, mas o que estou dizendo? Nós não temos nada, e nunca vamos ter, talvez se ela fosse mais velha e independente, ou não fosse filha de Charlie, e fosse parecida com quem? Com Victoria? Não! De jeito nenhum, se Bella fosse como Victória eu a ia querer bem longe, será que só a quero por que não posso tê-la? Só pode ser isso.

Victória foi apresentada aos outros convidados e logo nos dirigimos à mesa de jantar, ela fez questão de sentar ao meu lado, a conversa estava animada então disse aos outros:

- Convidei Victória porque estou interessado em um dos seus imóveis, vamos fechar negócio hoje, não é Vic?

- Não tão depressa Edward.

Todos sorriram com a resposta de Victória, menos Bella, ela parecia cada vez mais irritada, e eu tentava me controlar meu desejo por ela, o que eu não daria pra ser ela a mulher a meu lado, a taça de vinho de Bella virou de repente no colo de Victória enquanto ela fazia um carinho na minha nunca, agora tive certeza Bella estava com ciúmes, mas também me irritei porque com certeza aquilo arruinou minhas chances de negócio.

- Desculpe querida, foi sem querer.

Ela olhou com raiva pra Bella quando ouviu suas desculpas, pois percebeu que foi de propósito, e eu pedi que um dos empregados a levasse até o banheiro pra tentar se limpar o que seria quase impossível por seu vestido ser branco, em seguida encarei Bella um tanto zangado, por sorte ninguém notou aquilo e ninguém notou também quando levantei e pedi que me seguisse com um gesto de cabeça.

A principio eu estava zangado sim e estava disposto a brigar com ela, mas assim que a levei pelo cotovelo até uma pequena sala, e fechei a porta pra que não nos ouvissem algo mudou me dei conta que estávamos sozinhos pela primeira desde o passeio de bote, ainda sim tentei manter o tom zangado dizendo:

- Pode me dizer o que deu em você hoje?

Ela me encarou e disse com ironia:

- Em mim nada, estou ótima, por quê?

Ela estava testando minha paciência, como na primeira vez que brigamos no corredor do castelo, ela gostava de brincar com fogo, então disse em tom de ameaça:

- Não brinque comigo.

Ela então disparou num tom irritado:

- Quer que eu diga mesmo o que houve comigo? Então vou dizer, só tentei impedir que você e sua amiginha se agarrassem na mesa de jantar na frente de todos, só isso.

- O que?

Respondi quase segurando a vontade de rir, ela ficava ainda mais linda irritada daquele jeito, e continuou:

- Acha que alguém acreditou que vocês estavam apenas fazendo um negócio? Está na cara que são amantes.

Não consegui me segurar mais e cai na risada, os olhos dela faiscaram de raiva e disse:

- Mas claro que é um negócio, estou interessado em uma das mansões que Victória tem em Liverpool, não traria uma das minhas amantes pro castelo e muito menos pra jantar aqui.

Ela pareceu não acreditar e esbravejou dizendo:

- Mentiroso! Se fosse só isso mesmo não deixava ela ficar passando a mão em você.

Talvez eu tenha exagerado mesmo, mas não resistir e há provoquei um pouco mais dizendo de forma maliciosa:

- Às vezes é preciso usar um pouco de charme nos negócios também, sabia?

- Não! Não sabia! Eu Nei como pude me desculpar com você naquele dia, eu devia estar louca mesmo, você não passa de um “sedutor barato”.

Talvez tenha sido há algum tempo atrás, porque hoje só penso Bella, e de maneira desesperada, então me aproximei e disse com a voz rouca de desejo:

- Deixa ver se eu entendi... Então você jogou vinho no vestido de Victória pra manter o respeito e a moral dos meus convidados? Porque com certeza eu estava agindo de maneira indequeda quando deixei que ela me tocasse, foi isso?

- Sim.

Ela disse num tom firme, mas tinha certeza que ela estava mentindo, então sem mais me conter a puxei pela cintura colando nossos corpos, e disse muito perto da sua boca rosada e sedutora:

- Mentirosa... Porque não confessa que está morrendo de ciúmes de mim?

Sim eu perdi o controle, mas não podia agir como se não percebesse, ela me encarou com respiração acelerada e disse:

- Não... Não estou.

A apertei ainda mais contra mim pra que ela sentisse como me deixava louco de desejo, e pro meu desespero ela correspondia, pois suas pernas fraquejaram, eu devia me afastar, mas não conseguia, não podia, passei a noite toda querendo ficar a sós com ela e não posso perder essa chance.

- Está sim... E vou te obrigar a confessar.

Depois de minha ameaça maliciosa, precisava acariciá-la, precisava mais do que da última vez que a tive em meus braços, eu queria a enlouquecer de um jeito... Pra que ela nunca mais esquecesse pra que ela quisesse mais, queria dar a ela mais do que prazer, mais do que já dei a outra mulher, como carinho e atenção, e sem entender porque queria fazer isso, comecei a acariciar seu nariz com o meu, ela fechou os olhos se deliciando, adorei a forma como a deixava, depois passei o mesmo pelo seu pescoço sentindo seu cheiro e a maciez de sua pele, e insistir novamente num tom provocante:

- Confesse... Confesse... Que está morrendo de ciúme e que não consegue tirar nosso passeio de bote da cabeçaassim como eu.

Sem reposta continuei:

- Só vou beijá-la, depois que confessar.

- Edward...

Quando ela disse meu nome num tom fraco enlouqueci de vez, e confessei num sussurro o que só revelava pra mim mesmo:

- Sabe Bella... Quando pediu pra eu fechar os olhos pra não ver seus seios no bote quase tive um ataque do coração, por não vê-los, só por senti-los contra meu peito, até hoje imagino como eles são, estou casando de só imaginar... Cansado.

Minhas mãos tremiam quando alcancei o fecho de seu vestido nas suas costas, oh deus! Ela me fazia sentir como um menino diante da primeira mulher, como isso era possível? Era um homem tão experiente, mas perto dela me sinto um bobo, como se cada toque fosse uma descoberta, a melhor descoberta da vida, ela tremeu quando baixei seu vestido até sua cintura revelando seus seios, e soltei um suspiro abafado quando os vi finalmente, oh deus! Eram lindos, pequenos mais perfeitos, perfeitos pra mim, ela fechou os olhos parecendo envergonhada, então sussurrei em seu ouvido:

- Abra os olhos e olhe pra mim, você é linda, seus seios também.

Não queria que se intimidasse, queria que ela confiasse em mim o suficiente pra saber que não queria machucá-la e muito menos ferir seus princípios, e aquele sentimento de proteção me assaltou de novo, como quando caímos na água e eu a puxei rapidamente pra cima com medo que se afogasse, e essas sensações eram tão estranhas, tudo que ela despertava em mim era estranho e fascinante ao mesmo tempo. Encaramos-nos e mergulhamos um nos olhos do outro, os meus diziam tanto e sei que os dela também, depois olhei novamente seus seios, e senti minhas calças ainda mais apertadas, eu ainda morreria de desejo e com certeza morreria feliz, acariciei primeiro um e depois o outro delicamente, queria lhe causar uma tortura deliciosa e inesquecível, ela curvou o corpo pra trás gemeu sem receio, e eu ao ver o quanto o bico de seios estavam rijos como se me chamassem não pude mas me conter os suguei com vontade, ele me agarrou pelos cabelos e eu disse num tom rouco:

- Oh deus! É tão deliciosa... Ainda vai me matar Bella.

Sim era mesmo verdade, mas ainda era pouco ela merecia mais e eu a daria muito mais, então minhas mãos subiram pelas suas pernas de modo afoito, da primeira vez que lhe fiz essa caricia me contive, mas agora isso é impossível, afastei sua calcinha alcançando o que me parecia ser uma flor orvalhada, ela não demonstrou resistência com meu toque intimo, senti uma certa culpa, ela ainda uma menina, talvez fosse virgem, me senti como um vilão roubando sua virtude,mas não podia me conter, era tarde, então gemi e sussurrei:

- hum... Tão quente... Tão molhada... Sou eu que te deixo assim?

Ela gemeu mais forte e afirmou com a cabeça, então acelerei os movimentos no ponto que sei que ela sentiria mais prazer, mais ainda era pouco, meu sangue chegava ferver nas veias e meu membro estava tão rígido que me causava dor, nunca tinha me importado tanto com um prazer de uma mulher antes, e queria ser mais ousado, mas não queria machucá-la, introduzi um pouco o dedo e perguntei tenso:

- Estou te machucando? Você é...

- Não.

Ela respondeu rapidamente, aquilo a principio me deu certo alivio, por saber que não lhe machucaria, mas pro lado me incomodou, não gostei de saber que já foi de outro e não entendi porque esse subido ciúme, nunca fui assim sempre gostei de mulheres experientes, pois costumavam ser quentes na cama, mas agora... Agora não sei o que pensar, ao ver que ela gostava cada vez mais do meu toque introduzi mais um dedo acelerando os movimentos, sabia que ela estava perto, distribuí beijos pelo seu ombro e pescoço, ela se agarrou com força a mim como se temesse cair, como se eu fosse deixar que caísse, apesar de toda aquela loucura não havia esquecido de minha “ameaça” então a encarei e falei sussurrando:

- Confesse, confesse seu ciúme por mim, eu quero... Quero beijar você.

- Oh... Hum...

Seu gemido foi tão intenso que pra mim foi o mesmo que confessar, então disse de forma provocadora:

- Acho que isso é... Um sim.

A beijei intensamente sugando sua língua de forma ávida, ele estremeceu entre meus braços chegando ao ápice, parei de tocá-la intimamente e deixei de beijá-la bem devagar, aproveitando esse momento ao máximo, eu poderia continuar, eu poderia terminar a noite fazendo amor com ela de verdade, eu ainda estava queimando, o alivio que ela sentiu eu estava longe de sentir, mas não poderia ser aqui, não poderia ser desse jeito como se ela fosse uma qualquer, sei que se tentasse ela não fugiria, talvez até esperasse por isso, mas não posso, já fui longe demais, sei que se a possuísse uma vez ia querer isso sempre, e já cometi muito pecados por hoje, não poderia me olhar no espelho e nem no rosto de Charlie se seguisse adiante, a encarei e rebolei meus quadris contra ela, não pude evitar eles possuíam vida própria, gememos quase juntos, e dei graças a deus por estar com todas as minhas peças de roupas se não... Ainda sim como todo homem tinha meu orgulho, então perguntei:

- Nunca tinha sentido isso antes, não é?

Ela negou com a cabeça e eu sorri com pura felicidade, não fui seu primeiro homem, mas fui o primeiro que lhe deu um orgasmo e isso com certeza faz diferença, agora sei que ela não vai esquecer esse momento como eu, talvez não tenhamos outros, porque não gosto de pensar nisso, mas e se eu a tiver de novo ainda conseguirei me controlar e não ir até o fim? Oh deus!

- O que fez... Comigo?

Sua pergunta só confirmou o quanto ela tinha gostado, e lhe disse com profundo regozijo:

- Isso foi só o começo minha “menininha”, agora temos que ir, antes que eu não possa mais parar.

Isso era mesmo verdade, ajudei Bella se recompor e abri a porta, ela saiu sem dizer nada, mas o que mais diria? Eu ainda fiquei lá tentando me recompor também, graças a deus o “efeito Bella” estava passando e minha excitação diminuiu, cinco minutos mais tarde eu saí da sala, me dirigindo a sala de jantar, Bella não estava lá, Esme me disse que se sentiu indisposta e disse que ia se deitar, mas com certeza só queria evitar as outras pessoas, será que se arrependeu tanto assim? Tomara que não, pois apesar de ser errado não consigo me arrepender, já Victória tinha se dirigido a saída, apertei os passos e ainda consegui alcançá-la antes de sair e disse:

- Espere Victória! Aonde vai? O jantar ainda não terminou.

Victória me encarou furiosa e só agora vi o estrago que o vinho fez em seu vestido branco, realmente havia uma mancha em seu colo, com certeza um dano irreparável, então ela disse num tom afiado:

- Como pode dizer isso? Pensa que sou idiota? Acha que não vi o clima entre você e aquela garota? Espero que tenham conseguido fazer o que queriam quando sumiram, mas fique tranqüilo, parece que sou a única que notei isso.

Tentei abrir a boca e falar algo mais não consegui, afinal de contas ela estava certa, ela então continuou no mesmo tom:

- Pode esquecer o nosso negócio, e fique certo que vou lhe mandar a conta do meu vestido que aquela sua “namoradinha” estragou.

Em seguida ela saiu pisando firme, ela estava tão raivosa que pensei que fosse começar a espumar, não sei o que deu em mim, mas comecei a rir devagar, e de repente explodi em uma sonora gargalhada, ri tanto que segurei a barriga, deus! Essa noite tinha sido uma loucura, primeiro o jantar, depois o vinho que Bella jogou no vestido de Victória, em seguida nós dois naquela sala... E agora o surto de Victória me dizendo que não vai mais fazer negócio, nunca tinha me divertido tanto na vida, e isso só aconteceu depois que Bella entrou na minha vida, ela me desestruturou desde o primeiro momento, ela me insultou, ela me fez cair em um lago gelado, e agora ela me fez perder um grande negócio, e não consigo parar de rir, isso é loucura! Respirei fundo tentando controlar meus risos com medo que alguém me ouvisse, só agora percebo o quanto minha vida era monótona antes de conhecê-la, respirei fundo novamente, agora precisava voltar, pois o jantar ainda não tinha acabado e havia convidados em casa, deixarei pra pensar na loucura que foi essa noite só mais tarde.

CONTINUA...

Notas finais
OLÁ! TUDO BOM? NO PRÓXIMO POST BELLA VAI SABER QUE NÃO VAI MAIS VOLTAR PRA AMÉRICA, COMO ELA VAI REAGIR? OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS DE VCS! BOA LEITURA! ROBEIJOS! THAU!