Notas iniciais
Abrimos os olhos e vi sim que existia algo pior do que isso era o verde profundo dos seus olhos, que parecia querer me afogar, que parecia ter um visgo capaz de me prender ali pra sempre, era um bálsamo e uma perdição, Edward seria pra sempre o amor da minha vida, e me doía guardar isso, ele não sentia o mesmo, então nunca teria coragem de dizer o meu coração grita desesperadamente em meu peito...
COMENTEM!

POVS BELLA...

1+1 Beyoncé

If I ain't got nothing -- Se eu não tiver nada

I got you -- Eu tenho você

If I ain't got something -- Se eu não tiver alguma coisa

I don't give a damn -- Eu não dou a mínima

'Cause I got it with you -- Porque eu tenho com você

I don't know much about algebra -- Eu não sei muito sobre álgebra

But I know 1 plus 1 equals 2 -- Mas eu sei que 1 mais 1 é igual a 2

And it's me and you -- E sou eu e você

That's all you have when the world is through -- Isso é tudo que você tem quando o mundo está acabado

Cause baby we ain't got nothing without love -- Porque baby, nós não temos nada sem amor

Darling, you got enough for the both of us -- Querido, você tem o suficiente para nós dois

So come on, baby, make love to me -- Então vamos lá, baby, faça amor comigo

When my days look low -- Quando meus dias parecerem deprimentes

Pull me in close and don't let me go -- Puxe-me para perto e não me deixe ir

Make love to me -- Faça amor comigo

So when te world is at war -- Então, quando o mundo estiver em guerra

Let our love heal us all -- Deixe o nosso amor curar a todos nós

Right now, baby, make love to me -- Agora, baby, faça amor comigo

Oh, make love to me -- Ah, faça amor comigo…

Assim que consegui me arrastar até o quarto, depois de ficar quase de manhã sentada na escada do hall, me sentia péssima, não consegui dormir, meu choro parecia não ter fim, quando tentava parar as palavras horríveis que Edward me disse voltavam na minha mente e eu chorava de novo, peguei o colar de esmeraldas que ele me deu e lembrei da noite do meu aniversário, também lembrei do nosso passeio de bote, da nossa primeira discussão, lembrei de tudo, e nunca ia esquecer de nada, de nenhum detalhe, como poderia? Sim... Ele não me deseja, brincou comigo o tempo todo, mas deus... Eu me apaixonei, sim, é verdade, e não tenho como evitar isso, por mais que eu queira, não tenho.

E desde o principio eu tentei, fugi dele quando me agarrou da primeira vez, o ofendi o quanto pode, e tudo pra que? Pra ficar loucamente apaixonada? Droga! Eu me odeio! O que vai acontecer agora? Daqui a pouco meu pai se acerta nos negócios e teremos que ir embora, e eu vou... Deixando meu coração com ele, e ele? Vai ficar nos braços das outras como sempre, como pode existir um homem assim? Que não é capaz de gostar de ninguém, que usa as mulheres como se fosse objeto, mas eu preciso esquecer tudo que houve... Sim... Ainda que tenha certeza que nunca vou esquecer.

Na manhã seguinte até me assustei ao ver meu rosto no espelho, estava inchado e eu tinha olheiras profundas nos olhos, suspirei de tristeza e se pudesse não sairia da cama nunca mais, mas era preciso, e quando desci pra tomar café já passavam das onze horas, olhei pra enorme mesa que como sempre estava farta, mas não sentia fome, a empregada veio rapidamente assim que sentei e começou a me servir, disse que ela poderia ir que me serviria sozinha, ela se retirou de forma educada e disse que se precisasse era só chamar, coloquei um pouco de café em minha xícara e duas colheres de açúcar, comecei a mexer com a colher e me perdi em pensamentos, pensamentos que como sempre me deixavam triste, foi quando ouvi a voz de Esme:

- Está mexendo esse café há tanto tempo que já deve estar gelado Bella.

A encarei e ela me dei um sorriso cortês dizendo:

- Está tudo bem minha querida?

- Está sim.

Disse num tom baixo, ela se sentou ao meu lado e falou:

- Não parece bem, não dormiu direito?

Poxa! Como gostaria de me abrir com alguém, mas não poderia ser com Esme, ela com certeza iria brigar se lhe contasse o que se passou comigo e com Edward, e com razão, afinal ela o via como filho, e devia me ver como uma menina ainda mais pela diferença de idade entre mim e o duque, ela com certeza acharia o nosso comportamento imoral, o que mais era poderia pensar? Ainda mais com Edward sendo amigo de meu pai. Dei um suspiro cansado e respondi:

- Não sei... Mas acabei perdendo o sono noite passada.

- Edward também estava tão abatido quanto você quando saiu, acho que ele sofreu da sua mesma falta de sono.

Olhei em seus olhos e podia jurar que ela queria dizer muito mais com aquela frase... Ela falou com se soubesse... Não, não tinha como ela saber, tenho certeza que Edward não contaria nada, ela apenas estava fazendo uma comparação, mas porque Edward estava abatido? Ele deveria estar feliz, afinal ontem me disse as piores verdades, não é? Decidi que precisava ficar sozinha, não queria mostrar minha cara de sofrimento pra mais ninguém, então levantei e disse:

- Eu preciso dar uma volta no jardim.

- De jeito nenhum, acho que você e Edward estão ficando doentes, pois ele também saiu sem tomar café, mas você não vai ficar sem comer de jeito nenhum.

Em seguida ela colocou mais café na minha xícara e começou a passar geléia em um pão, Esme falou num tom de bronca e aquilo até me animou um pouco, era bom ser cuidada de vez em quando por alguém que não fosse meu pai, ainda mais pra mim que cresci sem mãe, tentei dar um meio sorriso e disse:

- Está bem, você tem razão.

Engatamos uma conversa agradável, e quando vi já tinha comido bastante, Esme era uma pessoa tão agradável e generosa, merecia um “filho postiço melhor” com certeza. Depois fui pro meu quarto e tentei evitar Edward ao máximo, lógico que queria vê-lo, mas não queria que ele visse o quanto eu estava sofrendo, e o quanto eu era louca por ele, e minha tristeza só aumentou quando meu pai entrou no meu quarto e disse com animação:

- Tenho ótimas noticias minha filha!

Ele me abraçou e o encarei com curiosidade e disse:

- O que houve pai?

- Amanhã vou viajar pra Itália, pra falar com meu futuro sócio, vou no avião particular de Edward, ele também já adiantou o dinheiro da sociedade.

Eu já deveria imaginar que ele faria isso, depois de “brincar com a filhinha de seu amigo” até enjoar, nada melhor do que arrumar um jeito rápido de se livrar dela, mas ele só estava cumprindo sua parte no acordo em ajudar meu pai, não havia nada de estranho nisso, havia? Ainda sim me senti arrasada e ele continuou:

- Graças a deus tenho um amigo como o Edward filha, o que seria de nós sem ele? Já pensou nisso?

E nesse momento eu pensei que se não tivesse conhecido Edward meu coração não estaria partido em mil pedaços, mas lembrei que também ao seu lado tive muitos momentos maravilhosos e isso tinha que reconhecer pensar nele era como ter uma ferida aberta, uma hora sangrava, na outra bastava um sopro pra aliviar a dor.

- Tem razão pai, o que seria de nós?

Tentei dizer sem demonstrar o quanto aquilo me deixou pra baixo, ele emendou:

- Tenho certeza que quando voltar poderemos finalmente morar em um lugar só nosso, não acha? Já é hora de parar de abusar da hospitalidade do duque, e também precisa ver uma faculdade pra você, tenho certeza que vai se acostumar com a Inglaterra e em breve fará novos amigos, e em breve também vai poder ir pros estados unidos a passeio pra matar as saudades que sei que tem de lá, tudo vai se ajeitar filha seremos tão felizes quanto antes.

Disso agora eu duvidava bastante, mas não podia fugir do meu destino, sabia desde o principio que seria assim, mas tudo poderia ser mais fácil pra mim se não tivesse me apaixonado por Edward, e se todos os dias eu não lembrasse do seu toque, do seu cheiro, da sua voz, oh deus! Isso era torturante, e começou a passar varias coisas malucas pela minha cabeça, como ir até o quarto dele a noite e implorar que ele fizesse amor comigo, sim... Eu estava ponto de fazer isso, e que ele faria? Me colocaria pra fora claro! Já que não em deseja... E essa frase que ele me disse chega a fazer “Eco” de tanto que martela na minha cabeça, isso é a última coisa que uma mulher apaixonada quer ouvir.

Só eu mesma pra achar que um homem másculo e sexy e muito mais velho como ele ia querer algo comigo ainda que fosse uma única vez, não passo de uma adolescente desajeitada e sem atributos, por isso que meus relacionamentos anteriores foram fracassados, e acho que o fato de ter namorado garotos da minha idade e tão inexperientes no sexo contribuíram e muito pra isso, Droga de vida! Vai ver fui eu que estraguei tudo no meus namoros, vai ver eu fui a culpada e não eles, é, Edward conseguiu mesmo acabar como minha alto estima, espero que esteja feliz com seu feito.

Tentei convencer meu pai a me levar junto com ele pra Itália, não queria ficar sozinha, sabia que seria desprezada é claro, ainda sim não queria ficar sozinha com o duque, o castelo era enorme e seria fácil não cruzar com ele, mas com meu pai longe tinha medo de fazer a besteira que falei antes e me jogar aos pés de Edward, mas ele disse que não, disse que trataria de negócios e que seria uma viagem rápida, o jeito seria ficar e esperar, não havia mais nada que pudesse fazer, ou que eu diria a meu pai? Pra ele me levar junto porque estou apaixonada pelo duque e estou louca pra ir pra cama com ele mesmo que ele tenha dito que não me quer, lógico que não!

Fiquei tão zangada com ele por não me levar que nem fui me despedir no dia seguinte, desci apenas na hora do almoço, Edward quase nunca almoçava no castelo, então não o encontraria, mas pra minha surpresa quando cheguei ao hall o vi parado de costas falando no celular, ele parecia um pouco tenso e falava em italiano, tive aulas de Italiano há algum tempo atrás, ainda sim era difícil entender o que ele falava até ele fazer uma pergunta e senti o pânico tomar conta de mim.

- Che cosa? Vuoi dirmi che l'aereo era che Charlie è caduto prima di arrivare in Italia?

(- O que? Quer me dizer que o avião em que Charlie estava caiu antes de chegar à Itália?)

Talvez eu tenha entendido errado, mas tive tinha quase certeza que decifrei o que ele disse, então perguntei a ponto de desmaiar:

- O que?

Edward me olhou assustado e se aproximou depois disso tudo ficou escuro, acho que desmaiei mesmo, acordei um tempo depois em minha cama, Esme e Edward me olhavam de forma preocupada, então ilhei pra ele e perguntei a ponto de chorar:

- Foi verdade o que ouvi, o avião caiu? Meu pai está morto?

Ele deu um longo suspiro antes de dizer:

- Acho que você... Não entendeu direito e...

Ele falava de maneira hesitante como se quisesse me preparar pro pior, então rebati num tom alto:

- Não me subestime, eu entendo um pouco de italiano, agora não minta pra mim!

- Ainda não se sabe, parece que o avião não pousou no aeroporto correto, mas pode ter havido um engano, ele deve ter pousado em outro lugar, já estou verificando isso.

O tom calmo dele me irritou, tinha certeza que ele estava me enrolando, então disse aos berros:

- Mentiroso! Fez tudo de caso pensado, está doido pra se livrar da gente, aposto que mandou sabotar seu próprio avião, agora só falta se livrar de mim, o que vai fazer? Vai me matar também?

Ele me lançou um olhar chocado assim como Esme, não ligava que ela ouvisse, meu pai estava morto mesmo tinha certeza, nada mais me importava. Edward não disse nada, foi ela que falou:

- Meu deus! Ela não está bem, é melhor chamar um médico.

- É melhor... Faça isso.

Ele disse com dificuldade e lhe lancei um olhar cheio de ódio, e quando Esme deixou o quarto ele falou:

- Não sabe o que está dizendo, está nervosa, eu entendo, portando vou relevar.

- Vai revelar? Meu pai morreu e é tudo culpa sua, se ele estivesse num avião normal não teria morrido, porque não confessa que está feliz, heinnnn?

Ele então disse num tom bravo:

- Já disse que não sabe ainda se ele morreu, porque não acredita? E como pode achar que estou feliz com o desaparecimento de meu melhor amigo? Vou fazer o possível pra encontrá-lo, confia em mim.

- Não confio em você, sai daqui! Eu te odeio! Você é um assassino! Um assassino!

Disse num tom descontrolado afundei minha cara no travesseiro e chorei como nunca, quando levantei os olhos ele não estava mais no quarto, eu sabia que Edward não tinha culpa de nada, se meu pai tivesse morrido mesmo sei que seria uma fatalidade, mas foi o jeito que encontrei de puni-lo por ter me desprezado, agi como uma “idiota” eu sei, mas tinha certeza que consegui feri-lo, mas não me sentia feliz, droga! Porque fez isso? Por quê? Mas meu pai não pode ter morrido, não pode, oh deus! Isso não.

O médico entrou logo depois, eu estava tão nervosa que ele achou melhor me dar um calmante, e assim três dias se passaram, eu não levantava da cama pra nada, só chorava e rezava pra que meu pai não tivesse morrido, e Edward não veio mais me ver, depois de todas as barbaridades que eu disse era bem difícil mesmo que ele quisesse me ver, mas pediria desculpas pra ele assim que tivesse oportunidade, ainda mais depois de saber o esforço dele em encontrar meu pai, Esme vinha sempre em meu quarto, e me falava que ele estava fazendo o possível pra achá-lo, que vivia pendurado no telefone, e contratou todo o tipo de ajuda tanto aérea quanto por terra, e nem pro senado ele ia mais, fiquei comovida com seu gesto, mas confesso que até eu já não tinha mais esperança que ele estivesse vivo , mesmo querendo acreditar muito nisso, mas Esme me disse que Edward não ia descansar enquanto não o encontrasse e eu tinha certeza disso, mesmo que ele... Oh deus! Tenho que pensar positivo.

Minha prostração era tanta que não conseguia comer mais, a empregada trazia a bandeja cheia de comida e ela voltava do mesmo jeito, Esme insistia pra eu comer, disse que assim eu ficaria doente, mas eu não conseguia, não descia nada, a tristeza por não ter noticias de meu pai tomou conta de mim, mas dois dias se passaram, já havia anoitecido e mais uma vez não tinha comido nada, a porta se abriu e como sabia que deveria ser a empregada com o jantar disse num tom fraco, estava sem forças até pra falar:

- Pode levar a comida Ângela, não tenho fome.

E pra minha surpresa a resposta saiu num tom grave e rouco, conhecia aquela voz e como senti falta dela.

- Sou eu Bella, e você vai ter que comer.

Virei-me, pois estava deitada de costas pra porta e o vi ali em pé, ao lado da minha cama, segurando uma bandeja de comida que de tão quente chegava a fumegar, deus! Ele estava mais lindo do que nunca, com uma calça jeans e uma camisa de botões, sorriu pra mim daquela forma que sorria antes de me desprezar, e correspondi do mesmo jeito não pude evitar só a presença dele já tinha amenizado um pouco a minha dor.

- Trouxe o seu jantar, eu já provei, está delicioso.

Disse num tom gentil e se sentou ao meu lado na cama, colocando a bandeja sobre o colo, seu perfume me atingiu em cheio, não era o mesmo de antes, pois o de antes era o mesmo que eu usava, ainda sim era delicioso, porque será que mudou de perfume? Será que foi por minha causa? Vai ver ele enjoou tanto de mim que nem agüenta mais lembrar o meu cheiro. Eu continuei deitada, ainda não queria comer, mesmo sendo ele que trouxe a comida, Edward reparou no meu desanimo e disse:

- Você tem que comer Bella, não quer que Charlie encontre você doente quando voltar quer? Vamos! Sente-se, trouxe uma sopa de legumes pra você.

Ele falava aquilo só pra me animar, sabia tanto quanto eu que as chances do meu pai voltar com vida eram mínimas, olhei pro lado deixando escapar algumas lágrimas, mas ele pareceu ter ser irritado com meu choro, pois disse num tom firme:

- Tudo bem, já que vai continuar agindo com uma criança teimosa, é assim que vou te tratar.

Em seguida ele colocou a bandeja sobre o criado mudo, puxou minhas cobertas pro lado e me levantou, me colocando sentada sob seu colo, e fez sem esforço algum como seu eu pesasse apenas algumas gramas, ele era tão forte e tão grande, que eu parecia mesmo uma criança sentada em seu colo, não esbocei reação devido à fraqueza, acho que não reagiria mesmo se estivesse forte o suficiente pra me livrar de seus braços, e devia estar com uma aparência horrível também, a cara inchada de choro, cabelo desarrumado, pijama de algodão, oh deus! Ele não me queria, mas também não precisava me ver assim.

Edward envolveu um braço pela minha cintura, nossos rostos ficaram próximos, ele então disse enxugando minhas lágrimas com o polegar:

- Agora a “senhorita” vai comer.

Ele disse num tom ameno, o encarei e disse num tom baixo:

- Não consigo.

- Consegue sim.

Ele voltou a colocar a bandeja sob a cama, encheu a colher de sopa, mas antes a esfriou em seus lábios, pois estava quente, seria um gesto comum pra qualquer pessoa, mas Edward fazia aquilo de um jeito... Tão sexy, que meus olhos não perdiam nenhum detalhe desse ato, quando ele aproximou a colher da minha boca ela se abriu de forma automática, e não devíamos nosso olhar, sentia minha pulsação acelerar cada vez mais, e foi assim em silencio e nos encarando o tempo todo que tomei a sopa sem ao menos perceber que fazia isso, seu olhar era tão carinhoso e tão charmoso que me sentia feita de gelatina em seus braços, eu sei que ele fazia tudo por pena mais não me importava, fosse pelo motivo que fosse está tão perto dele como agora era melhor coisa do mundo.

Edward colocou a bandeja vazia de novo no criado mudo e disse com um sorriso satisfeito:

- Muito bem, agora precisa dormir um pouco, nos veremos amanhã.

Ele me deitou delicadamente na cama, e quando ia levantar agarrei em sua camisa e disse voltando a chorar.

- Não vá! Por favor, não me deixe sozinha, eu já perdi meu pai, não quero perder mais nada.

Deus! Edward não era meu, como podia ter medo de perder algo que nem se quer tive? Mas estava me sentindo tão desamparada, e se meu pai tivesse morrido mesmo? Eu estaria sozinha no mundo, ele aproximou seu corpo ainda mais do meu, me dando um olhar tão profundo que me tirou o fôlego e disse:

- Não, não perdeu seu pai, não pense assim, ele vai voltar, e mesmo que não volte nunca vou te deixar sozinha, você tem a mim, agora durma.

- Não vá, fique comigo.

Disse novamente ainda sem soltá-lo, ele fez menção em levantar e senti algo rígido próximo as minhas coxas, não podia ser! Ele estava excitado? Não, talvez tenha sido impressão, mas ele me lançou um olhar diferente agora, e a última vez que o vi me olhar assim foi no labirinto quando estávamos sozinhos, sim... Ele estava excitado, mas porque se não me desejava? Ele então disse num tom rouco:

- Bella... É melhor eu ir embora, só vim dar o seu jantar, me... Solte.

Ele levou sua mão até a minha como se fosse tirá-la de lá, mas não o fez, ele a colocou acima de minha cabeça, e se deitou sobre mim e quando senti sua ereção contra minha intimidade que se umedeceu só com esse leve contato, não pude me segurar e gemendo disse:

- Ah! Edward... Faça amor comigo... Preciso tanto de você... Tanto.

- Bella... Eu também.

Ele sussurrou e em seguida tomou meus lábios, meu coração disparou quando sua língua quente e provocadora sugava a minha com loucura, em seguida me encarou e disse num tom de tensão:

— Você está fraca, Não devíamos... Por favor... Me mande embora... Se não...

Mas coloquei um dedo sob seus lábios tentadores e disse:

- Não quero que vá embora, fique e... Faça amor comigo, faça e... Diminua a minha dor.

- oh! Minha “menininha” te quero tanto... Tanto.

Ele sussurrou e adorava quando ele me chamava assim, e voltamos a nos beijar, ele tirou minha roupa toda me deixando só de calçinha, em seguida tirou a sua ficando apenas de boxer, cheguei a arfar ao ver seu membro ainda mais rijo dentro da cueca, ele me deu um olhar devorador, passando pelo meu rosto, seios e parando ali em minha intimidade e disse com um sorriso malicioso:

- Essa calcinha é ainda mais linda que a última, sabia?

Eu sorri por saber que ele ainda lembrava da minha calcinha, então ele ainda estava com ela, será? Em seguida ele tocou em minha fenda úmida por cima do tecido e gememos juntos, ele disse então:

- Hum... Já está tão molhada... Assim não vou poder esperar.

- Não... Espere.

Disse com o coração disparado, ele sorriu me beijando novamente, pra depois atacar minha orelha, pescoço e seios, com chupadas e leves mordidas que estavam me deixando cada vez mais louca, meus gemidos se tornaram mais altos, e nem acreditava que isso estava acontecendo, o momento não era dos melhores, mas ele estava aqui, talvez não fosse desejo que o movesse a me tomar mas não importa, sonho com isso desde a primeira vez que o vi, ainda que seja só dessa vez, nunca vou esquecer, nunca. Quando senti sua mão na lateral da minha calcinha prendi a respiração num misto de nervosismo e ansiedade, ele a tirou de forma lenta como se quisesse aumentar a minha “tortura”.

Depois se abaixou até ficar com o rosto entre minhas pernas, eu me contorci louca de desejo, já não agüentava mais esperar, mas ele segurou na lateral das minha coxas e disse num tom tão cheio de erotismo que me deixou ainda mais úmida:

- Seja paciente... Me deixe sentir seu sabor.

Ele deu um gemido rouco antes de tocar minha fenda com sua língua quente e longa a sensação como sempre foi indescritível, e achei que fosse perder os sentidos, Deus! Como estava com saudade dela aqui, ele a movimentava como se estivesse saboreando o “melhor dos sorvetes”, e tudo ficou ainda melhor quando ele passou introduzir dois dedos também, então já a ponto de explodir disse:

- Edward... Por favor... Não posso mais...

Mas antes de terminar a frase ele parou e ouvi o barulho de algo rasgando, mas não olhei, imaginei que fosse o preservativo, e acho que era mesmo, pois em seguida fui invadida por seu membro, e soltei o ar com força junto com um gemido, pois ele me estocou fundo e forte, e percebi que era tocada como jamais fui ele me preenchia totalmente, comecei a mexer os quadris pra acompanhar seu ritmo intenso, nos encaramos e suas orbes verdes me encaram de maneira tão intensa que pareciam querer enxergar minha alma, me senti como se tivesse mergulhando num mar de prazer, algo que nunca senti antes, nossos gemidos eram os únicos sons do quarto, ele mordeu meus lábios levemente e depois sussurrou no meu ouvido:

- Minha “menininha” é tão deliciosa... E agora é minha, diga que é minha... Diga.

- Sim... Sou sua... Sua.

Gemi mais alto e ele me acompanhou, minha cabeça girou e o prazer ficou ainda mais intenso, nossos movimentos ficaram frenéticos, agarrei-me com força em suas costas enterrando minhas unhas ali, e quando o ápice veio estávamos quase aos gritos, ele se jogou sobre mim e enterrou a cabeça em meu pescoço, nossas respirações e nossos corações estavam alterados e tomando fôlego disse emocionada, não conseguia acreditar que tinha acontecido, devia ser um sonho, só pode.

- Edward... Isso foi...

Ele me encarou e passando os dedos sobre meu rosto disse:

- Eu sei foi maravilhoso... Nunca senti nada assim... Você é muito especial Bella.

As lágrimas vieram de forma abundante não pude evitar. Então ele gostou tanto quanto eu? Não podia ser! Podia? Era muita felicidade, mas acho que ele pensou que chorava de tristeza, pois deitou de costas me puxando pro seu peito e disse com carinho:

- Não fique assim, seu pai está vivo Bella, acredite, vou encontrá-lo.

Deus! Enquanto estava em seus braços tinha até esquecido do desaparecimento dele, pelo menos durante algum tempo ele me fez esquecer e isso foi maravilhoso, mas agora era preciso encarar a dura realidade, dei um suspiro triste acariciando seu peito forte e disse:

- Eu sei... Mas eu tenho medo que...

Ele me deu um beijo suave e disse:

- Não tenha medo... Ele estar bem tenho certeza, só estar perdido, mas vamos encontrá-lo.

- Eu também queria te pedir desculpas pelas barbaridades que falei... Sei que não teve culpa, me perdoe, por favor, sei que está zangado.

Ele me abraçou fortemente, depois me lançou um sorriso torto, e disse com gracejo:

- Depois de tudo que fizemos acha mesmo que estou zangado Bella?

Meu coração disparou novamente com suas palavras e meu rosto ficou vermelho, ele então disse num tom baixo acariciando uma mecha dos meus cabelos:

- Fica tão linda depois que faz amor, sabia?

Porque ele fazia isso comigo? Pra destroçar meu coração? Ele disse antes que não me desejava, mas agora seus olhos e palavras dizem outra, e não quero me iludir, não posso, ainda sim não queria que essa noite acabasse não queria que esse sonho terminasse, então disse de maneira provocante:

- Agora sei... Porque enlouquece as mulheres Edward... E quero mais... Muito mais.

Arranhei seu peito, mas ele levantou, ficando de costas,quando vi seu corpo nu tive a certeza que perfeição tinha nome, ele era um deus! Ombros largos, coxas torneadas e o bumbum... Mordi os lábios com força pra não gemer só com a sua visão, ele foi até o banheiro que ficava ao lado, depois voltou a se deitar, me trouxe de volta pro seu peito e disse:

- Durma meu anjo, ficarei aqui com você.

Mas voltei a me insinuar, encostei a perna em sua virilha e percebi que ele estava excitado de novo, Edward soltou um gemido e disse roucamente:

- Não brinque comigo, ou posso esquecer que está fraca e te possuir a noite toda.

- Mas é isso que quero.

Disse beijando seu peito de forma lasciva, mas ele puxou meu rosto e me beijou fazendo meu corpo se ascender de novo, já estava sem ar, quando ele parou de me beijar Edward desceu a mão até a minha intimidade úmida e gemi alto:

- Hum...

Ele então disse num tom provocante:

- Vire-se minha “menininha”.

Fiquei então de lado de costas pra ele, ouvi aquele barulho do preservativo novamente, em seguida ele me abraçou, envolveu as mãos em meus seios e mordeu meu ombro, eu gemi ainda mais, ele levantou minha perna colocando sobre a sua e me penetrou dessa vez de forma mais lenta e estremeci quando ele gemeu:

- Oh... Hum...

Aquela posição era nova pra mim, e nunca pensei que fazer amor de lado fosse ainda mais gostoso, mexia os quadris e sentia o corpo dele totalmente colado ao meu, a respiração dele estava acelerada e quente contra mim, ele me penetrou mais fundo e em seguida mordeu meu pescoço, não agüentei e disse:

- Oh deus! Vou... Morrer.

Ele então me virou de frente pra ele, voltando a me penetrar, o abracei com força ele me beijou, e quando tentava parar pra respirar ele me beijava de novo, e quando consegui disse:

- Edward... Edward... Não pare... Não pare...

Ele acelerou os movimentos agarrando forte em minha cintura e disse com a respiração acelerada.

- Bella... Assim sou eu que vou morrer... Vai me matar... Vai sim...

O ápice veio de novo e parecia ter sido melhor que o primeiro, estávamos de olhos fechados e com as testas coladas, não dissemos nada, passeei as mãos sobre seu rosto me dando conta que estava ainda mais apaixonada por ele, que ele era ainda mais sedutor e carinhoso do que imaginava, e meu peito se apertou por saber que ele nunca seria meu, ele deve ter agido por pena, ou porque eu pedi ... Meu pai estava desaparecido e eu estava amando um homem que nunca seria meu, o que poderia ser pior que isso?

Abrimos os olhos e vi sim que existia algo pior do que isso era o verde profundo dos seus olhos, que parecia querer me afogar, que parecia ter um visgo capaz de me prender ali pra sempre, era um bálsamo e uma perdição, Edward seria pra sempre o amor da minha vida, e me doía guardar isso, ele não sentia o mesmo, então nunca teria coragem de dizer o meu coração “grita” desesperadamente em meu peito.

CONTINUA...

Notas finais
OI GENTE! TUDO BOM? ESPERO QUE GOSTEM DO CAP!
QUERO AGRADECER A NENEMI PELA INDICAÇÃO!
Oh, make love to me, me... me... me... me
COMENTEM!
ROBEIJOS!
THAU!