O Irresistível Duque de Birmingham
2 O Duque e a "Menininha"
Notas iniciais
Em seguida senti seus lábios quentes e macios sobre a pele de minha mão e naquele segundo desejei que aqueles lábios não tivessem só ali e sim por todo meu corpo...
POVS EDWARD...
Passava das seis da tarde, eu estava no parlamento em uma reunião com os ministros, não via à hora de sair, pois era hoje que meus hospedes chegariam e eu como bom anfitrião não podia me atrasar, assim que a reunião acabou eu sai do prédio e me dirigi a minha Mercedes blindada, o motorista já me esperava e eu lhe disse:
- Vamos rápido James! Preciso chegar ao palácio o quanto antes.
- Como quiser alteza.
Em menos de vinte minutos eu já adentrava os domínios do palácio, me dirigi à entrada e fui recebido por minha governanta Esme.
- Boa noite Edward! Como foi seu dia?
Esme era a única pessoa dentro do palácio que me chamava pelo nome, o fato dela ter me visto crescer quebrou qualquer formalidade entre nós, sempre a vi como minha segunda mãe e acho que ela também me enxerga como um filho postiço.
- Cansativo minha querida.
Dei-lhe um beijo na testa, entrando na enorme sala, e logo fui cercado por varias criadas me perguntando se eu queria algo, enquanto me ajudavam a tirar o enorme casaco de frio que eu usava.
- Vou querer algo sim, talvez... Mais tarde.
Disse num tom sedutor seguido de um sorriso malicioso, elas arfaram concordando e se retiraram em seguida, Esme me lançou um olhar reprovador e disse:
- Quando vai criar juízo Edward? Já tem quarenta anos, não acha que já passou da hora de se casar?
Dei uma sonora gargalhada e disse:
- Por deus esme! Você fala como se vivêssemos no século dezenove, estamos em dois mil e onze, apesar de ser um nobre não preciso me casar, meu coração é grande demais pra uma mulher só.
O meu tom debochado a irritou ainda mais e ela continuou:
- Ainda bem que seus pais não estão mais aqui pra ver isso.
Dei-lhe um abraço carinhoso, isso sempre a desmontava e deu certo, ela sorriu e eu disse:
- Pare de ser rabugenta! Conte-me já está tudo pronto pra receber os meus hóspedes?
- Está tudo pronto sim, preparei dois quartos pra menina afinal não sabemos a idade dela, pode ser um bebê ou uma moça.
- Acho que é uma criança sim, mas de qualquer modo você fez bem, nunca se sabe, não é? Vá que ela seja uma linda moça e acabe me tirando o fôlego assim que entrar por aquela porta, fazendo eu cometer a loucura de lhe pedir em casamento e criar juízo com você deseja.
Disse num tom ameno e nós sorrimos, mas em seguida ela ficou seria e disse:
- Seja como for se comporte! afinal você não quer causar má impressão no senhor Swan, não é?
- O que quer dizer com “se comporte”?
Fiz-me de desentendido e ela completou:
- Sei que você entendeu.
- Minha queda por belas moças não vai lhe causar má impressão Esme, eu garanto.
Afastei-me dela e me dirigi aos meus aposentos antes que ela me censurasse outra vez, entrei no meu amplo e arejado quarto, minha linda criada Rose me esperava com um sorriso no rosto, eu lhe mostrei o que era o prazer e depois que experimentou não saiu mais de minha cama, era o que acontecia com todas as outras, praticamente todas as moças do reino já tinham dormido comigo, e as que ainda não tinham não viam a hora, jamais encontrei resistência nas minhas conquistas, e isso às vezes me cansava, acho que gostaria de ter um desafio, de ter alguém que não cedesse tão fácil aos meus encantos, no fundo tinha medo de nunca conhecer o amor.
- Suponho que vossa alteza vá tomar banho, quer ajuda?
Ela disse de maneira provocante acariciando meu peito sobre a camisa.
- Quem sabe... Minha flor.
Disse num tom rouco, beijando levemente o seu pescoço indo até o colo, a respiração dela acelerou e trocamos um delicioso beijo, ela começou a desabotoar minha camisa eu segurei suas mãos e disse:
- Hoje não docinho, tenho visitas... Outro dia com certeza.
Ela suspirou frustrada e disse:
- Claro... Alteza.
Ela saiu em seguida, tirei a roupa e entrei na minha banheira de água quente, torcendo pra que tudo desse certo quando meus convidados chegassem, assim que terminei me sequei e me vesti, sai do quarto e em dirigi a sala, meu celular tocou e eu atendi:
- Alô!
- Sou eu Alteza, Tânia.
- Como vai linda?
Notei os olhos de esme cravados em mim.
- Gostaria de vê-lo, poderia ser amanhã?
Tânia era uma socialite e morava na frança onde a conheci a alguns meses, ela costumava vir aqui e ficar comigo, era mais uma conquista como todas as outras.
- Sinto muito meu bem, mas... Ando ocupado, quando puder vê-la a procuro, está bem?
- Sim... Eu entendo, mas... Estou com saudades.
- Eu também, mas agora preciso desligar. Um beijo.
- Outro bem gostoso.
Ela disse num tom sexy depois desligou, Esme se aproximou e disse de forma irônica:
- Assuntos do parlamento Edward?
Dei-lhe um sorriso, mas ela permaneceu seria e disse:
- Vim lhe avisar que os hospedes chegaram.
Dirigi-me a porta do castelo, o primeiro que entrou foi Charlie e logo atrás dele apareceu uma moça linda de cabelos castanhos e o olhar mais meigo que já vi, ela se posicionou ao seu lado e meu coração disparou como nunca antes, e passeei minhas orbes sobre seu corpo que era pequeno mais perfeito, e senti um forte desejo de descobrir o que havia por debaixo de suas roupas, mas... Que loucura foi essa que pensei? Em seguida subir o olhar até encontrar os seus que eram cor de chocolate, hum... Chocolate... Será que ela não podia ter a cor dos olhos menos sugestiva e deliciosa? Era tentação demais pra um homem como eu, ela tirou fones do ouvido e guardou um pequeno aparelho que parecia ser um ipod no bolso do casaco e abaixou a vista na hora parecendo tímida. Dei um abraço demorado em meu amigo dizendo:
- Que bom vê-lo Charlie, fez boa viagem?
- Melhor impossível alteza, essa é minha filha como tinha lhe falado.
Ele disse sorrindo passando o braço em volta do ombro da jovem não pude evitar o espanto, afinal pensei que ela fosse uma criança, Charlie e eu sempre fomos grandes amigos mais ele nunca me falou muito sobre sua filha e agora entendi porque, era porque era linda, e com a fama que eu tinha certamente ele tinha medo que eu me interessasse por ela, ela olhou pro seu pai como se perguntasse algo em silencio, em seguida peguei uma de suas delicadas mãos e senti como se tivesse levado um choque, eram tão macias como nenhuma outra e imaginei que o resto de seu corpo devia ser melhor ainda, mas estavam frias.
- Duque Edward Cullen de Birmingham, é um enorme prazer conhecê-la.
Meu tom saiu mais afável do que o normal e não entendi porque, então beijei sua mão, e num ato de loucura por pouco não passei a língua ali doido pra sentir seu gosto e de explorar todo resto calmamente como um descobridor diante de novas terras, ela me encarou e parecia surpresa ou admirada e um tanto tensa e rezei pra que esse desconforto não fosse por minha causa, afinal as mulheres sempre pareciam felizes perto de mim bem... Relaxadas eu diria, Rsssssssss!
- Isabella Swan, é um prazer conhecê-lo também alteza.
Ela disse de maneira polida, sua voz era firme e doce ao mesmo tempo um verdadeiro encanto, me afastei dela algo que me desagradou e novamente não entendi em seguida disse:
- Estou muito feliz que estejam aqui, vai ser um prazer hospedá-los.
- Imagina Alteza! Nós que agradecemos sua generosidade.
Charlie disse em retribuição.
- Não precisa agradecer, somos amigos, lembra? Espero que estejam com fome, pois já vou mandar servir o jantar.
Agora todos nós rimos, e ouvir o sorriso de Isabella foi como música pra mim, mas o que estava havendo comigo? Nunca senti algo assim em relação a uma mulher, e ela parecia ter no máximo uns dezessete ou dezoito anos poderia ser minha filha, nunca me interessei por menininhas e não seria agora.
O jantar seguiu tranqüilo eu e Charlie conversamos bastante, Isabella falava pouco, mesmo assim me sentia encantado por ela e por seu jeito tímido, a olhava disfarçadamente não queria que Charlie notasse nada, ele conhece minha fama, mas seria incapaz de me atrever com ela por ser filha do meu amigo, será mesmo? Era difícil pensar assim já que agora eu dividiria o mesmo teto com tanta beleza.
POVS BELLA...
Entramos no avião a caminho da Inglaterra, não posso dizer que fiquei totalmente feliz, mas também não estou triste, só lamentando as coisas que vou ter que deixar pra trás, como a faculdade e meus amigos, só espero que o tempo que passamos lá não seja realmente longo como disse meu pai.
- Está tudo bem querida?
Ele perguntou assim que sentou ao meu lado dentro do avião.
- Claro que sim pai.
Ele notou meu olhar um tanto desanimado e disse:
- Sei que está triste por se afastar de casa nesse momento, mas será por pouco tempo eu garanto, estou indo apenas pra buscar o apoio do duque, como lhe disse os negócios andam ruins.
- Eu entendo... Não se preocupe.
Eu disse de maneira carinhosa.
- Você vai adorar a Inglaterra, tenho certeza que o duque vai ter muito gosto em nos hospedar e nos mostrar as maravilhas do castelo e da cidade.
Com certeza aquilo seria “animador” ficar ao lado de um homem de quarenta anos que deve ser velho e rabugento, “que maravilha”! Pensei com ironia e meu pai disse num tom sério.
- O duque Edward Cullen realmente é uma ótima pessoa e grande amigo, mas como eu lhe falei ele nunca se casou e tem uma péssima fama.
Não entendi o que meu pai quis dizer com “péssima fama” e perguntei:
- Como assim papai?
- Ele é mulherengo, entende... Já namorou praticamente toda a Inglaterra, tenho certeza que você sabe se dar ao respeito e nunca se interessaria por um homem que tem idade pra ser seu pai, e também tenho certeza que ele apesar de ser assim a respeitará por ser minha filha, mas... Quero que tome cuidado de qualquer forma, ele não é o tipo de homem que passa despercebido diante de uma mulher.
Senti uma vontade imensa de gargalhar, quer dizer que esse “senhor” era conquistador? Meu deus! O que dinheiro e um titulo de nobreza não fazem, só pode ser isso duvido que ele tenha outro atrativo.
- Fique tranqüilo papai, não gosto de homens mais velhos, o senhor sabe disso.
Disse tentando segurar a grande vontade de rir, meu pai às vezes era muito engraçado.
- Só fiz o que qualquer pai faria, afinal só quero protegê-la e não a deixar cair nas mãos de um conquistador nato como o duque.
“conquistador nato” oh deus! Sem mais me conter acabei sorrindo e meu pai perguntou:
- O que eu disse de tão engraçado?
- Nada pai... Nada.
Nossa conversa terminou por ai, inclinei minha poltrona, afinal a viagem seria um pouco longa, peguei meu ipod e coloquei os fones de ouvido e comecei a ouvir algumas músicas.
Eu acabei cochilando e meu pai me chamou quando o avião aterisou, fazia um frio imenso e apertei o casaco ainda mais contra o corpo, apesar disso o fim de tarde estava lindo, uma limosine com dois seguranças esperavam por nós, mais uma hora de carro e chegamos ao castelo do famoso duque que era extraordinário, sempre vivi na riqueza, mas nunca tinha visto tanto luxo e beleza junto, cheguei a arfar, mas em seguida pensei com ironia:
“Será que o duque quer recompensar alguma coisa com uma propriedade tão linda dessa? Rssssssssss!”
Meu pai se aproximou primeiro da porta e foi entrando, eu fiquei atrás dele, e foi nesse exato momento que eu o vi, eu ainda escutava o meu ipod e foi nesse exato momento também que começou a tocar uma de minhas músicas favoritas...
Celine Dion — In his Touch / tradução – No Toque Dele
Forgive me
Me perdoe
Don't know where to start
Não sei por onde começar
I guess we've come to
Acho que chegamos
The serious part
Na parte séria
I need to find out
Eu preciso descobrir
If there's a chance
Se existe uma chance
For us
Pra nós
Don't give me that same old look
Não me de esse mesmo velho olhar
It won't win me over
Ele não vai ganhar de mim
Don't give me that same old speech
Não me de esse mesmo velho discurso
You don't have to speak at all
Você não tem que falar nada
You can say you love me
Você pode dizer que me ama
That I'm your perfect crush
Que sou seu acidente perfeito
How it hurts to need someone that much
Como doi precisar tanto de alguém
You can swear you mean it
Você pode jurar dizer isso
But that ain't good enough
Mas não seria bom suficiente
Cuz when a man loves a woman it is all
Porque quando um homem ama uma mulher tudo está
In his touch
No toque dele…
Ele era tão bonito que não parecia ser real, tinha os cabelos cor de bronze, um rosto perfeito e anguloso e os olhos mais verdes do mundo, senti um tremor interno e não entendi o que estava havendo, quando fiquei ao lado de meu pai ele me olhou dos pés a cabeça antes de me encarar, fiquei totalmente sem graça tirei meus fones e guardei meu ipod no bolso do casaco e abaixei o olhar em seguida tentando disfarçar meu embaraço, era como se ele estivesse me despindo só com a força de seus olhos que mais pareciam duas esmeraldas de tão brilhantes e intensos que eram.
Nossa! ele é tudo! Só pode ser filho do duque, mas... Ele teve herdeiros? O homem e meu pai trocaram um caloroso abraço e eu pensei novamente:
“Não pode ser ele, Pode? o duque tem quarenta anos e devia ser velho, gordo, e feio, e não... alto, musculoso e aparentar no máximo vinte e cinco anos, não, não podem ser ele! ele deve ser parente ou empregado do duque com certeza.”
- Que bom vê-lo Charlie, fez boa viagem?
O lindo rapaz falou e sua voz... Era rouca, máscula, era perfeição demais! De onde saiu esse “deus”?
- Melhor impossível alteza, essa é minha filha como tinha lhe falado.
Meu pai falou com um sorriso passando a mão em volta do meu ombro e eu o encarei como se perguntasse com o olhar, ele é duque? Não pode ser! Em seguida sua mão tocou a minha, era enorme e quente, seus dedos eram macios, senti como se uma corrente elétrica passasse por todo meu corpo enquanto ele disse antes de levar minha mão aos seus lábios:
- Duque Edward Cullen de Birmingham, é um enorme prazer conhecê-la.
Em seguida senti seus lábios quentes e macios sobre a pele de minha mão e naquele segundo desejei que aqueles lábios não tivessem só ali e sim por todo meu corpo, inclusive na minha boca, meu coração bateu tão rápido que fiquei com medo que ele pudesse ouvir, oh deus! Estou enlouquecendo! Como pode ser ele o duque? É inacreditável! Agora entendo o que meu pai quis dizer antes, ele tinha razão, era impossível que um homem daqueles passasse despercebido. Encarei seus lindos olhos verdes com perplexidade e senti minhas mãos frias de nervosismo, mas não sei se ele percebeu, ainda sim como manda a boa educação lhe disse:
- Isabella Swan, é um prazer conhecê-lo também alteza.
Ele se afastou de mim e tive uma sensação ruim, não queria que ele deixasse de me tocar.
- Estou muito feliz que estejam aqui, vai ser um prazer hospedá-los.
Ele disse gentilmente.
- Imagina Alteza! Nós que agradecemos sua generosidade.
Meu pai disse em retribuição.
- Não precisa agradecer, somos amigos, lembra? Espero que estejam com fome, pois já vou mandar servir o jantar.
Ele usou um tom gracioso, arrancando sorrisos de nós, era impossível não rir, sua risada era deliciosamente envolvente como tudo nele, aliás.
Logo nós dirigimos a grande mesa de jantar onde a comida era farta e deliciosa, meu pai e o duque conversavam sobre tudo, realmente existia uma grande amizade entre eles, já recuperada do choque de saber que aquele “deus” era o duque e que me enganei terrivelmente ao seu respeito, tentava ainda de maneira tímida entrar na conversa, e estranhei meu jeito, normalmente não era tão acanhada assim, mas aquele homem parecia exercer um poder sobre mim, de me deixar nervosa e ao mesmo tempo em êxtase, oh deus! O que estava havendo comigo? Nunca senti isso antes, e ele tinha idade pra ser meu pai, apesar de não parecer ser tão mais velho, o olhava de vez em quando com que sem querer e notava que ele às vezes fazendo o mesmo, ele era o melhor amigo de meu pai e eu tinha que manter distancia dele, mas será que conseguiria resistir morando com essa tentação ? Essa resposta infelizmente não tinha.
CONTINUA...
Notas finais
COMENTEM!
ROBEIJOS!
BOA LEITURA!
THAU!
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