Notas iniciais
Isso era mesmo verdade e Esme era uma segunda mãe pra mim, mas não podia lhe falar sobre o desejo que sentia por Isabella, pois sei que ela me daria um sermão por causa disso, e eu sei que estava merecendo mesmo, confesso que até me assustei com a veemência de minhas palavras, Esme olhou pra mim por alguns minutos, depois deu um meio sorriso, a encarei sem entender sua atitude afinal ela parecia realmente brava, depois me disse num tom calmo.
- Eu acredito em você meu querido, desculpe por ter me aborrecido.

...

POVS EDWARD...

Procurei não demonstrar o quanto a entrada de Charlie na sala dos quadros me deixou tenso, afinal estava a ponto de beijar sua filha, e se ele visse alguma coisa? Eu me via agora andando em cima de uma navalha afiada, de um lado esse desejo incontrolável e insano que sentia por Isabella, por outro uma amizade de anos que não ousaria perder, com certeza tudo que estava passando nos últimos tempos era castigo divino, só podia! Ultimamente todas as minhas amantes haviam perdido a graça, não conseguia mais dormir com nenhuma delas, mas que droga! Elas eram lindas e boas de cama, isso com certeza se devia a um certo par de olhos chocolates que me perseguiam até nos sonhos.

Não conseguia entender, afinal Bella era jovem demais, mais me atraia de um jeito que me fazia esquecer quem sou, ou quem ela é, precisava me afastar, precisava agir como se devia, mas cada dia ficava pior, mas tinha certeza de duas coisas, se não morresse de desejo com certeza enlouqueceria, agora fiquei curioso pra saber o que Charlie foi falar com Bella, será que é sobre mim? Será que ele desconfia de nós? Não estranharia em nada se desconfiasse afinal ele é um homem muito astuto, ao contrário de mim que ultimamente não ando pensando muito com a cabeça, pelo menos não com a de cima, soltei o ar frustrado, e resolvi sair da sala de quadros, mas Bella me surpreendeu hoje, além de brava era culta, gostei disso, as últimas mulheres que conheci só sabiam os nomes de grifes famosas, falar de artes com alguma delas era o mesmo que falar pra um ateu que deus existe, ou seja, uma total perda de tempo.

Alguns dias se passaram, e eu e Bella não tivemos mais a oportunidade de ficarmos sozinhos, melhor assim, afinal nossos encontros eram marcados por brigas, ironias, e também por... Uma atração que... É melhor nem terminar a frase, de qualquer forma não gostava desse afastamento, queria ficar mais perto dela, saber um pouco mais sobre sua vida, talvez pudéssemos nos conhecer melhor, continuar nossa conversa sobre artes ou... Não! Eu tenho que parar com isso, sei muito bem o que pode acontecer com essa aproximação, quase teria perdido o controle se não fosse a interferência de Charlie, então era melhor não arriscar. Continuei meu trabalho no parlamento, que ficava cada vez estressante, dei graças a deus quando chegou o sábado, precisava relaxar um pouco, e já que as mulheres deixaram de me relaxar a algum tempo, resolvi remar no rio, essa atividade sempre foi boa quando quis colocar os pensamentos em ordem, espero que funcionem agora e desviem meu foco de Isabella Swan.

Coloquei uma roupa informal, mais confortável, peguei o bote e comecei a remar lentamente apreciando a vista, a tarde estava agradável, gostava de ficar perto da natureza, ouvir o canto dos pássaros, apesar do tempo frio, de repente senti uma coisa estranha como se tivesse que mover minha cabeça pro lado oposto ao que estava, e assim fiz, avistei a ponte, e uma pessoa sentada na escada, seus cabelos longos balançavam com o vento, seria Bella? Mas o que ela fazia ali? Não, não deve ser ela, quero tanto vê-la que estou tendo alucinações com certeza, tomado por uma curiosidade enorme acabei decidindo ir até lá, só pra saber se era Bella ou não, minha cabeça dizia pra não ir, mas havia outra parte que gritava dentro de mim dizendo o contrário, e tinha certeza que não deveria ouvi-la, mas sem que em desse conta meus braços já remavam naquela direção, só pra comprovar o que no fundo eu já sabia, sim era ela, e estava ainda mais linda, se é que isso é possível, eu sei que deveria remar de volta, mas não tinha forças, queria estar perto dela, então esperei que ela notasse minha presença e assim que ela ergueu seus lindos olhos chocolates eu abri com um sorriso de pura felicidade, mas talvez ela achou que fosse apenas uma gentileza em seguida disse:

- Boa tarde Bella! Admirando a paisagem?

Ela pareceu agitada com minha presença e disse num tom nervoso:

- É... Estou sim.

Então ela gostava de Belas paisagens... Talvez eu pudesse lhe mostrar mais algumas, não deveria fazer esse convite, mas já que estou aqui, não volto atrás.

- Não gostaria de dar um passeio comigo?

Tinha quase certeza que ela diria não, ainda sim tinha a esperança que ela dissesse sim, mas o que deu em mim? Não podia ficar sozinha com ela nesse bote, sei que não, mas estava cansado de fugir de minhas vontades e desejos.

- Eu... Não posso, além do mais não sei nadar.

Ela não sabia nadar? Com certeza se a água não estivesse tão fria meu convite seria outro, ou poderia lhe ensinar e... E nada! Eu tenho que controlar meus pensamentos, ou... Eu vou me controlar, vou sim, ela até levantou pra ir embora, então usando um tom persuasivo continuei:

- Mas eu sei nadar muito bem, e remo melhor ainda, estará segura comigo, eu garanto.

Ela parecia hesitar então a olhei intensamente e jogando todo o meu charme disse:

- Vamos lá Bella, é apenas um passeio, quero lhe mostrar alguns lugares que ainda não conhece, venha.

Encostei o bote mais perto da escada, e estendi minha mão em sua direção, doido pra que ela cedesse, doido pra sentir suas mãos delicadas sobre as minhas, pra minha alegria e porque não dizer também para o meu “total desespero” ela cedeu, suas mãos estavam frias como da primeira vez que a toquei, com certeza ela estava com medo pois não sabia nadar, então procurei tranqüilizá-la, e sentimento de proteção tomou conta de mim, achei estranho, nunca tive esse sentimento por ninguém, então disse num tom firme:

- Não fique nervosa, confie em mim.

Levantei ajudando-a a se sentar na outra ponta do bote, o espaço entre nós era mínimo e perigoso, assim que ela se acomodou me sentei do outro lado, quando minha vontade era sentar do seu lado e... Preciso pensar com clareza, mas ela está perto demais, é melhor pedir pra ela sair agora, mas ela pensaria que fiquei louco, pois a convidei, Não! Não posso fazer isso, sou um nobre e vou agir como tal, então tentei manter um diálogo normal, a tratando apenas como minha hóspede, tentando ignorar a minha atração por ela, sem saber se conseguiria, então comecei a mover o bote lentamente, e dando um sorriso torto perguntei:

- Já tinha andado de bote antes?

Ela olhava pra mim de uma maneira que não soube identificar qual é e depois falou um tanto embaraçada.

- Não, nunca... E como não sei nadar...

- Devia aprender a nadar é muito bom, eu sempre gostei de água, quando criança eu costumava andar de bote com meu pai, foi ele que me ensinou, depois descobrir que era um ótimo exercício e que fortalecia os músculos.

Nem eu acreditei que tinha falado isso, nunca tinha contado esse fato pra ninguém, mas de repente me senti a vontade com ela, estava gastando de conversar com Bella, ainda que preferisse mais tomá-la em meus braços.

- Os seus pais morreram não foi?

- Sim... Há alguns anos, eles eram muito especiais.

Não gostava de falar sobre a morte deles, sempre ficava triste, Bella pareceu entender e mudou de assunto.

- Eu vi alguns pomares hoje, esse lugar e lindo demais.

Eu sorri de modo relaxado e disse:

- Tem razão, mais fique de olhos atentos, pois ainda vai ver muito beleza pela frente.

Sim, com certeza, iria lhe proporcionar belos momentos, já que o que queria lhe proporcionar não podia então... É melhor parar de pensar bobagens, mas é difícil, sempre difícil, ainda mais com seus lindos olhos me fitando e sua boca... Que estava mais tentadora do que nunca, ela sorriu também e disse:

- Eu queria me desculpar com você... Pelas coisas que te disse, a forma como venho te tratado, você podia ter contado meu comportamento pro meu pai ou até expulsado a gente daqui e mesmo assim não fez nada, me perdoe! Quem sou eu pra me meter na sua vida, você deve me achar uma menina chata e intrometida, não é?

Ela não precisava fazer isso, afinal nem fiquei zangado, mas sim... Exitado, então sacudi a cabeça sorrindo com meu pensamento e disse:

- Eu também lhe devo desculpas, principalmente por minhas brincadeiras, bom... Eu não posso mandar prender ninguém sendo um duque, e também não sei pintar quadros, e não acho você chata ou intrometida.

Ela sorriu de volta e estava desarmada como eu, que bom, tomara que nossos desentendimentos tenham realmente acabado.

- Tinha quase certeza disso.

De repente nos encaramos, e aquele silencio perturbador se instalou, senti meu coração acelerar, e fixei os olhos sobre seus lábios, como se ele fosse a jóia mais preciosa do mundo, mas um barulho alto e irritante que eu conhecia bem nos tirou daquela magia, Bella se assustou e levantou olhando pra todos os lados e disse:

- Mas o que foi isso?

Eu também levantei e disse num tom normal:

- Calma, não foi nada, foi só um tiro.

- Um tiro? E diz isso com essa calma?

Eu sorrir por notar seu abalo sem motivo e disse:

- Estamos na época de caça Bella, é comum.

- E o que se caça nessa época?

Então procurando pensar um pouco disse:

- Servos... Aves.

Ela colocou a mão no peito e suspirou parecendo aliviada:

- Ainda bem, pensei que estavam matando alguém.

Agora eu sorri pelo modo como o susto a deixou ainda mais linda... E sexy.

- Fica tão linda agitada desse jeito.

Disse num tom rouco e sem mais resistir toquei seu rosto, ela fechou os olhos apreciando minha caricia, ela não estava ajudando, e via o meu controle se esvair pouco a pouco.

- É melhor... Voltarmos... Está tarde.

Ela disse com a voz baixa, tentando fazer com que eu criasse juízo e me afastasse, mas era difícil.

- Sim... É melhor.

Falei sussurrando próximo ao seu ouvido, em seguida senti sua mão apertando o tecido de minha camisa sobre o peito, então não pensei em mais nada, essa garota me impedia de pensar, conseguia me deixar louco e nem sabia se era de propósito ou não, senti que ela estremeceu, então afundei meus dedos em seus cabelos inebriado pelo cheiro e maciez deles, em seguida aspirei o perfume de em seu pescoço e disse algo usando um tom sexy e tinha certeza que ela confirmaria:

- Seu perfume... É o mesmo do meu... Sabia?

- Sim.

Bella disse num fio de voz e parecia totalmente envolvida assim como eu, ela abriu os olhos e viu o meu cheio de desejo, pois a essa altura era inegável, então toquei seus lábios com meu polegar e confessei de maneira temerosa e irrefutável.

-- Eu tentei... Mais não posso mais fugir.

- Edward...

Seu tom só confirmou o que eu queria saber, então sem mais esperar a beijei com volúpia, e fui prontamente correspondido, ela gemia contra meus lábios e agora eu sabia que mais nada me seguraria, estávamos sozinhos eu poderia deitá-la sobre o bote e... Me afastei de seus lábios para percorrê-los por seu pescoço, depois mordi seu orelha como se fosse a mais deliciosa das frutas, ela gemeu e se agarrou ainda mais a mim, meu deus! Tudo estava sendo melhor do que imaginava, ela despertava em mim um desejo que nunca conheci antes, que me deixava tonto e trêmulo ao mesmo tempo, em seguida toquei um de seus seios que pareciam feitos pra serem tocados por mim, gemi de maneira abafada, sentindo minha ereção que encostava nas coxas de Bella quase explodindo dentro das calças, sabendo que não me seguraria por mais muito tempo, tinha certeza que faríamos amor aqui de qualquer jeito, pois sei que ambos queriam isso, mas pra minha total frustração ela me empurrou e disse num tom firme:

- Pare! Me solte! Não vou ser mais uma pra você! Me solte!

A olhei um tanto confuso, e sem entender o porquê de sua reação brusca disse:

- Fique calma! Pare!

Mas ela não me ouviu e debateu ainda mais entre meus braços, o bote começou a sacudir de um lado para o outro, então temendo o que iria acontecer disse num tom firme:

- Fique quieta! Ou o vamos cair na água.

E pro meu total desgosto foi isso que aconteceu, a água estava tão fria que pareciam mil facas furando minha pele, mas só consegui pensar em Bella, ela não sabia nadar, era como se o extinto de protegê-la tivesse voltado, estiquei meus braços na água e quando a senti a ergui pela cintura, ela se agarrou em mim e disse com total pavor:

- Por favor, não me solte!

A apertei ainda mais contra meus braços tentando lhe passar segurança, nunca deixaria que nada de ruim lhe conhecesse, meu peito se apertou só de imaginar isso então disse convicto:

- Não vou soltar! Agora venha vamos voltar pro bote.

Eu a ajudei a subir em seguida fiz o mesmo, o vento frio que nos alcançou piorava o frio, então pensei rápido, estávamos longe da margem, se eu não tomasse uma atitude logo poderíamos congelar, então comecei a tirar minhas roupas e ela disse:

- O que está fazendo?

- Tirando a camisa e o casaco, faça o mesmo.

Não queria que ela interpretasse mal minhas palavras, mas esse era o único jeito que conhecia pra nos aquecermos nessa situação.

Ela me olhou de forma estranha, talvez pensasse que eu estava brincando então disse:

- Mas pra que?

- faça o que estou pedindo, estamos muito longe da beira do rio, em seguida sente no meu colo e me abrace isso vai evitar que congelemos até eu remar de volta.

Nem eu acreditei que disse isso, realmente aquilo parecia absurdo até pra mim, mas não tínhamos escolha.

Ela olhou pra mim eu já estava só de calça agora, Bella parecia hesitante, mas lhe dei um olhar firme, ela pareceu entender e começou a tirar suas roupas, aquilo parecia uma tortura, eu estava congelando mais ainda era um homem, quando ela virou de costas pra tirar sua blusa senti ao ar escapar do meu corpo, sua pela era tão alva e parecia tão delicada.

- Feche os olhos Edward, e só abra quando eu me sentar em seu colo, está bem?

Meus deus! Com todos esses anos de experiência com mulheres nunca passei por uma situação tão... Erótica? Apesar de querer apenas nos aquecer, sei exatamente o que poderia ter acontecido antes de caírmos na água, e não precisava de mais uma tortura como essa.

- Está... Está bem.

Minha voz deve ter saído estranha pelo nervosismo, mas fechei os olhos como pediu, nunca fiquei tão perto de uma mulher assim sem ter feito amor com ela, e nunca desejei tanto uma mulher como desejo bella, acho que preferiria morrer de frio do que tê-la tão perto e não poder fazer nada, ela se sentou de lado e me abraçou eu quase soltei um gemido de dor por seu corpo está gelado, e de prazer, por finalmente tê-la assim tão perto, seus seios macios e os bicos rijos pelo frio contra meu peito me matariam antes deu voltar com certeza, eu não sabia se agradecia ou se soltava uma praga por estar quase congelado da cintura pra baixo.

- Por deus Bella! Você está congelando.

- Vo... cê tam..bém.

Ela disse com a voz afetada pelo frio, e me culpei, se eu não tivesse beijado ela com certeza não cairíamos na água, Bella quis me afastar dando conta da loucura que fizemos, ainda sim não consigo me arrepender, sei que foi errado, mas poderia ter evitado a situação constrangedora e... Perturbadora em que estamos agora, a abracei fortemente tentando aquecê-la um pouco mais e disse:

- Vou começar a remar o máximo que puder pra chegarmos o quanto antes, não me solte ou vamos congelar, entendeu?

- Isso não é mais um truque... Pra... Tentar... Me seduzir não é?

Por deus! Isso eu fiz antes, ou ela não percebeu? Resolvi então esclarecer algumas coisas, queria que ela soubesse que apesar de estar quase nua em meu colo, estou com a melhor das intenções dessa vez.

- Você que sabe se quiser morrer de frio, é só voltar pro meu lugar, e vestir suas roupas molhadas, quando eu era criança fui acampar com meu pai, e caí no rio e só estou aqui hoje porque ele fez o que estou fazendo agora.

- Desculpe Edward, a culpa foi minha, se nos adoecermos eu...

Bella disse parecendo acreditar em mim, mas ela não tinha culpa, então disse num tom calmo:

- Não vamos adoecer os nossos corpos juntos logo vão produzir calor, apenas não me solte, está bem?

- Sim... Não soltarei.

Ela disse num tom firme, e eu com muito esforço me soltei dela pra começar a remar o mais rápido possível, nunca pensei que essa “tortura” pudesse ser tão boa e tão ruim ao mesmo tempo ,assim que encostei na margem o frio de nossos corpos haviam diminuído um pouco, então disse:

- Chegamos!

Nos encaramos e nossas bocas ficaram muito próximas, e perguntei com a voz rouca:

- Quer que eu feche os olhos quando levantar?

Não, eu não queria fechar os olhos, mas confesso que gostei quando ela me pediu isso antes, mesmo não sendo, parecia um jogo de sedução, o melhor jogo que já joguei, com certeza, ela piscou algumas vezes, se levantado e ficando de costas, nem tive a chance de ver nem um pouco o que me interessava, ela vestiu suas roupas depressa soltou um gemido como se tivesse sentindo dor e saiu do bote, fiz o mesmo, mas ela parecia ter dificuldade pra andar, com certeza ainda estava afetada pelo frio, então resolvi ajudá-la mais uma vez e a tomando nos braços disse:

- Assim vamos demorar ainda mais.

Ela não falou nada e se deixou ser conduzida, gostei de pelo menos tê-la mais um pouco em meus braços, perto do castelo a coloquei no chão, afinal não queria que ninguém visse a cena, ou achariam estranho, antes de se afastar ela agradeceu num tom baixo e entrou quase correndo no castelo, com certeza doida por um banho quente, mas antes tivemos que passar por Esme e por seu olhar assustado, com certeza agora eu teria problemas, ela viria trás de mim pra saber o que houve, e não ia descansar até que eu contasse.

Assim que cheguei em meu quarto, tirei as roupas molhadas e me enfie no banho, a água quente era reconfortante, assim como as lembranças dessa tarde, e tudo começou pelo meu convite de um simples passeio, tinha certeza que isso não ia dar certo, a atração entre nós é forte demais, de qualquer forma foi só um beijo, não... Não foi, sem bem disso, foi muito mais, mas pelo menos o pior não aconteceu, ainda que eu quisesse... Não! Não poderíamos, não seria certo. Assim que saí do banho vesti meu roupão e quando cheguei ao quarto me assustei ao ver Esme parada, me olhando com os olhos cerrados e os braços cruzados, conhecia bem aquela postura, ela sempre ficava assim quando fazia algo de errado desde que eu era criança, procurei não encará-la, fui pro closed peguei uma roupa e disse com a voz tranqüila:

- Algum problema Esme?

- O que foi aquela cena que eu vi agora pouco Edward?

Ela perguntou num tom sério, mas como não pretendia lhe contar a verdade disse:

- Que cena?

Ela soltou o ar com força em sinal de aborrecimento e disse:

- Você e Isabella chegando com as roupas molhadas, o que houve?

- É... Aquilo... Não foi nada.

Disse de maneira hesitante, ela me encarou de maneira cética e prosseguiu:

- Eu te conheço desde de criança Edward, e você não sabe mentir, agora diga o que aconteceu, só não me diga que você e ela...

A interrompi e disse com o tom firme:

- Por deus Esme! O que pensa que sou? Isabella é minha hospede e filha de meu amigo, ela... Caiu no lago e como não sabe nadar... Eu pulei pra salvá-la, foi isso.

Ela me olhou de soslaio e disse nervosa:

- Como caiu no lago? O que houve?

- Eu a convidei pra dar um passeio de bote e...

Ela me interrompeu agora e disse num tom aborrecido:

- Você a convidou pra um passeio de bote? Então está tentando seduzi-la? A tratando como qualquer uma! Mas será que nunca vai amadurecer Edward? Ela poderia ser sua filha, e além do mais não tem consideração pelo senhor Charlie?

Agora fui eu que me irritei e disse:

- Claro que tenho, nunca faria nada pra manchar minha amizade com Charlie, só quis ser um bom anfitrião, por isso lhe convidei pra um passeio, eu nunca faltei ao respeito com Isabella, nunca seria capaz de magoá-la, e muito menos de tratá-la como uma qualquer Esme.

Isso era mesmo verdade e Esme era uma segunda mãe pra mim, mas não podia lhe falar sobre o desejo que sentia por Isabella, pois sei que ela me daria um sermão por causa disso, e eu sei que estava merecendo mesmo, confesso que até me assustei com a veemência de minhas palavras, Esme olhou pra mim por alguns minutos, depois deu um meio sorriso, a encarei sem entender sua atitude afinal ela parecia realmente brava, depois me disse num tom calmo.

- Eu acredito em você meu querido, desculpe por ter me aborrecido.

Ela se aproximou me dando o beijo no rosto e disse:

- Imagino que durante o passeio Bella tenha caído do bote acidentalmente, e você pulou pra salvá-la, Foi assim não foi?

Apenas confirmei com a cabeça.

- Tenho muito orgulho de você Edward, agora vou deixar que troque de roupa, com licença.

Ela saiu e eu fiquei parado pensando, Esme não era assim, ela aceitou minha desculpa muito depressa, coisa que normalmente não acontecia de qualquer forma isso era ótimo, se até Esme que me conhece muito bem acreditou que não sinto nada por Bella, então Charlie nunca pensará o mesmo, assim espero, então tirei meu roupão e comecei a me vestir me perguntando como será quando ver Bella de novo, vou conseguir me segurar? Ela com certeza está arrependida pelo modo que me empurrou no bote, preciso pensar com clareza, se antes do beijo era cada vez mais difícil ficar longe dela, agora então... Estou perdido, perdido... E feliz ao mesmo tempo, o que está havendo comigo? Realmente me reconheço cada vez menos.

CONTINUA...

Notas finais
OLÁ! TUDO BOM?

VCS ACREDITAM MESMO QUE EDWARD CONSEGUIU ENGANAR ESME?

ROBEIJOS!

BOA LEITURA!

THAU!