O Irresistível Duque de Birmingham
24 Minha Cura
Notas iniciais
COMENTEM!
POVS EDWARD...
Mesmo com a possibilidade de Bella ter me abandonado, precisava pensar coma calma, o castelo era muito grande, talvez ela pudesse estar em outro lugar, e também tinha Charlie ela não o deixaria assim, não é? Respirei fundo tentando me acalmar e pensei no labirinto, esse lugar era muito especial pra mim, desde do dia do aniversario de Bella em que estivemos ali, e pensei que talvez pudesse ser especial pra ela também, então resolvi ir até lá rezando pra encontrá-la, e quando cheguei perto da porta do labirinto a chamei:
– Bella! Você está ai?
Acho que me enganei, pois ela não me respondeu, talvez tenha ido mesmo embora, oh deus... Ainda sim decidi tentar mais uma vez, e disse num tom mais alto:
– Bella! Sou eu Edward, se está ai responda, por favor.
E mais uma vez nenhuma resposta, talvez devesse entrar pra procurar, mais se ela tivesse ido embora só perderia mais tempo, e se ela tivesse ai com certeza me responderia, ou não? De qualquer forma preciso encontrá-la, e vou até o fim do mundo se for preciso, talvez esteja agindo de forma egoísta, indo atrás de uma mulher que não me quer, mais não posso mais viver sem ela, não posso. Então voltei ao castelo e ao avistar um de meus empregados disse:
– Pegue a chave do meu carro, vou atrás de Isabella, pois ela sumiu, não está em lugar nenhum, se ela aparecer aqui me avise estou no celular.
– Claro que sim, alteza.
O empregado disse de forma respeitosa, em seguida saiu pra fazer o que ordenei, e assim que ele voltou com as chaves do carro saí em disparado, e na verdade não sabia pra onde ir, ou nem onde começar a procurá-la, minha cabeça fervia e meu coração estava apertado, tudo que sabia é que não poderia viver sem ela, nunca tinha me apaixonado antes, e agora que aconteceu não era justo perdê-la, ela era tão jovem, tão imatura, mais tão linda e meiga e tinha conquistado meu coração, estava tão aflito e mergulhado em pensamentos, que não vi o caminhão vindo em minha direção na estrada, sabia que a colisão seria inevitável afinal estava quase a duzentos por hora em meu volvo prata, e não conseguiria frear a tempo.
Sim... vi a morte diante de mim, com certeza não sairia dessa com vida, e antes de bater no caminhão e afundar na escuridão, a imagem de Bella foi a última coisa que veio em minha mente, e prometi ali segundos antes do final que se tivesse a chance de vê-la de novo nem que fosse uma ultima vez, não esconderia mais o que sinto por ela, diria que amava e depois se morresse tudo bem, mais não poderia ir sem dizer isso a ela, não poderia, e não dissesse não morreria em paz.
E não sei por quanto tempo fiquei mergulhado na escuridão que já havia mencionado, mais também sentia muita dor, um dor que parecia querer rasgar meu corpo inteiro, eu queria gritar e dizer que doía muito, mais senti que não conseguia mexer meu corpo inerte, talvez já estivesse morto e não sabia, mais se já estava morto, como ainda poderia pensar? E como ainda podia lembrar de minha Bella? Do seu sorriso... Da sua voz do seu cheiro... Como? Mais sim... Eu conseguia lembrar ela habitava minha mente o tempo todo, como se fosse o único fio de vida que ainda me restava.
Mais de repente sem esperar, uma golfada de ar entrou pelo meu corpo, e a dor de antes diminuiu um pouco, ainda sim tentei abri os olhos mais não consegui, seria possível eu ainda estar vivo? E algum tempo depois eu tive uma nova reação meu coração começou a bater forte no peito, e comecei a sentir cada parte do meu corpo novamente e algumas doíam demais, e agora pra minha surpresa consegui abri os olhos e sentia minha garganta seca, tão seca que chegava a doer e ao olhar ao meu redor, vi algumas pessoas vestidas de branco, deus... Onde estava? Seria um hospital? Ou mais um de meus delírios? Decidi então fechar os olhos de novo, e de repente senti toque sob minha mão, e uma corrente elétrica percorreu todo o meu corpo, e foi como se uma voz gritasse em meu cérebro:
– Acorde! Você está vivo!
E ao abrir os olhos vi Bella na minha frente, ela parecia um pouco abatida, mais continuava linda como sempre, sim... Estava vivo, só poderia estar vivo pra sentir o que senti quando ela me tocou, queria gritar de felicidade, queria ter forças pra levantar e abraçá-la, estava tendo a segunda chance que havia pedido e nem acreditava nisso, e com certo esforço tentei dizer seu nome e percebi que meu timbre estava estranho:
– Bella.
Percebi a emoção em seus olhos ao me encarar, e um leve sorriso brotou em meu rosto, e quando ela falou sua voz estava trêmula:
– Que... Bom que voltou... Me deu um grande susto .
Engoli em seco, falar pra mim era uma tarefa difícil agora, e meu tom saiu fraco ao dizer:
– É bom ver você... Pensei que não te veria mais, pensei também que tinha me deixado.
Sim... Era a pura verdade e não vi mais porque esconder isso, afinal de hoje em diante não pretendia esconder nada que se passasse em meu coração, ela fez uma cara surpresa como se não esperasse minhas palavras, em seguida apertou minha mão um pouco mais e disse com firmeza:
– Nunca vou te deixar, vamos nos casar, lembra?
Suas palavras me encheram de uma emoção que nunca senti antes, então ela não me deixaria? E ainda pretendia ser minha mulher? E algo dento de mim me disse que tudo daria certo agora e disse simplesmente:
– Sim... Vamos.
E Lhe lancei um olhar profundo cheio de significado, desejando lhe falar tudo que estava em meu peito, mais ainda me sentia muito fraco e debilitado, mais quando estivesse melhor lhe diria tudo, e cumpriria minha promessa, sem me importar com as conseqüências, lutei muito contra o que estou sentindo, e não posso mais lutar, não posso, eu a amo, e ela entrou na minha vida como um furação, derrubando todos as barreiras que ergui pra afastá-la, enchendo meu coração com um sentimento tão grande que nem sequer sabia que existia, e agora nada importa pra mim, nem nossa diferença de idade, nem meu passado libertino, só ao lado dela me sinto vivo e completo, e sei que foi a esperança que vê-la de novo que me fez praticamente voltar do mundo dos mortos.
Meu olhar a fez arfar, e um subido desejo me invadiu, e meu olhar agora se direcionou pros seus lábios e tudo que queria era sentir seu gosto novamente, queria esticar meus braços e puxá-la pra mim, mais não conseguia, mal podia me mexer, e pra minha felicidade ele se curvou lentamente cobrindo meus lábios e nosso beijo foi calmo, devido ao meu estado, ainda sim bastou pra fazer meu sangue ferver nas veias, algo que sempre acontecia quando ela me tocava, e quando ela se afastou sussurrei de forma natural, o modo como a chamava quando a tinha em meus braços.
– Minha... “menininha”.
Fiquei mais uns dias no hospital, e os médicos não cansavam de falar que o fato deu estar vivo foi um verdadeiro milagre, pois quando eu cheguei ao hospital meu estado era tão critico que nem eles acreditavam que fosse me recuperar, ainda mais sem nenhuma seqüela grave, apenas um braço quebrado e varias costelas fraturadas, e mesmo assim quando voltei pra casa tive que ser amparado por Charlie e Jake, mesmo já estando bom do braço, meu estado ainda era delicado, e como minhas costas ainda não estavam boas, teria que ficar de repouso absoluto.
E mesmo assim adorei a recepção que tive ao voltar, o hall estava repleto de amigos e funcionários que me aplaudiram e me deram abraços calorosos, e agradeci a cada um pelo carinho, em seguida meus amigos que estavam me amparando me ajudaram a subir as escadas até o quarto, e quando chegamos Esme, Bella e Renesme entraram logo depois e me ajudaram a me acomodar em minha enorme cama, eu não acreditava que tinha voltado, era muito bom, me sentia feliz como nunca antes, ainda conversei um pouco mais com meus amigos, e sorria de vez em quando, e sempre que podia lançava um longo olhar a Bella, ela também parecia radiante com minha volta.
Logo meus amigos se despediram eles sabiam que precisava descansar, e confesso que queria mesmo, Charlie os acompanhou ficando apenas Esme e Bella, Esme também saiu logo depois dizendo que teria que fazer meu almoço, dizendo que agora que estava em recuperação precisaria me alimentar bem, me tratando como se ainda fosse um menino, tive que sorrir depois de perder meus pais ela era aminha única referencia de família, e adorei seus cuidados comigo, e repente me vi sozinho com minha linda, ela parecia um pouco tensa e quando falou usou um tom cuidadoso:
– Edward... Será que posso lhe falar um minuto?
– Claro que sim minha linda, porque não se senta ao meu lado?
Disse num tom suave, a olhando com carinho, lhe daria até a vida inteira se ela me pedisse, ela então se aproximou e sentou ao meu lado na cama lentamente, e sem me encarar disse:
– Bom... Eu... Foi minha culpa Edward, no dia em que você me procurou no labirinto eu estava lá, e não lhe respondi, pois estava zangada, desculpe se não fosse por isso não teria pegado o carro e sofrido o acidente e...
Deus... Ela começou a chorar... Jamais a culparia de nada, a culpa foi do caminhão que se atravessou em meu caminho, ainda que na verdade não soubesse por que ela estava zangada comigo pra não me responder no labirinto, lhe interrompi e disse num tom calmo:
– Olhe pra mim Bella, não foi sua culpa.
E quando nos encaramos fiquei preocupado, não queria que ela sofresse ou que se sentisse culpada, o que aconteceu foi horrível, mais já passou eu estou aqui e vivo, e ela continuou:
– Claro que foi minha culpa! Não lhe respondi no labirinto porque estava zangada é que... No dia do nosso noivado, depois o nosso encontro na... Estufa fui até o banheiro e Victória apareceu por lá, e me disse coisas horríveis, que você ainda estava com ela que a tinha convidado pra festa e que ainda tinha casos com outras mulheres, fiquei triste e zangada por isso fugi, por isso briguei com você e me revoltei quando me deu aquelas palmadas.
Agora tudo fazia sentido, Victória! Mais não deixaria as coisas assim, ela me pagaria bem caro, de certa forma senti culpa também pela forma como a tratei quando ela saiu da festa e disse com seriedade:
– Agora entendo tudo, acho que lhe devo desculpas Bella, se te tivesse me contado nunca teria brigado com você e lhe dado palmadas sabe disso, mais pelo que vi acreditou no que Victória disse, não foi?
Não pude conter uma ponta de tristeza ao perguntar, era claro que ela tinha acreditado em Victória, e isso me doeu demais, tudo que queria era ter sua confiança, mais como? Se nunca demonstrei que ela podia confiar em mim, se nunca abri meu coração, não podia tirar sua razão, ela confirmou minha pergunta com um gesto de cabeça abaixando os olhos, e me doía tê-la feito sofrer, ainda que todas as palavras de Victoria fossem mentirosas, e me zanguei comigo mesmo, porque não me abri antes? Porque pela primeira vez me senti inseguro diante de uma situação, porque nunca tinha me apaixonado e não sabia me portar e o que fazer essa era verdade, por isso disse:
– Claro que acreditaria, sempre agi como um “idiota”, não é?
A raiva que demonstrei de mim mesmo ao falar a fez me encarar com surpresa, e sim... vi que chegou o momento dela saber a verdade, e me encontrava apavorado por dentro, ainda que fora tentasse aparentar calma, eu o seguro Duque de Birmingham, de quarenta anos, estava apavorado diante de uma menina que tinha a metade da minha idade, e tudo por temer sua reação, e se ela odiasse o que fosse ouvir? Bella não me amava eu sei, mais acho que não suportaria que ela me odiasse depois de me ouvir dizer que a amo, mais prometi que abriria meu coração se sobrevivesse, e então me muni de uma coragem que não sei de onde veio e comecei:
– Mais não vou mais agir assim, quando sofri aquele acidente na estrada e vi a morte de perto, prometi pra mim mesmo que se tivesse uma segunda chance pra olhar em seus olhos como estou fazendo agora lhe diria a verdade Bella, e não me importa que não sinta o mesmo, não posso mais segurar isso dentro de mim, não posso... Eu te amo.
Não acreditei que tinha conseguido, agora era esperar sua reação, e fosse qual fosse procuraria entender, primeiro ela arfou como se estivesse surpresa, e quando falou sua voz estava trêmula:
– Co... Mo?
Meu temor havia diminuído um pouco, pois ela não reagiu de forma agressiva e acho isso foi um bom sinal, então acariciei seu rosto enxugando suas lágrimas e prossegui:
– Sim... É verdade, é verdade, e só não falei antes porque não podia, tinha seu pai, tinha a nossa diferença de idade, e nunca achei que fosse me querer afinal sou tão mais velho e minha reputação... O fato Bella é que te amo, e não a pedi em casamento apenas por Charlie ou para te proteger, só usei isso como escudo pra não revelar a verdade, mais prometo que vou ser o melhor marido do mundo, e lhe juro que Victória mentiu, há muito tempo só existe uma mulher pra mim, você.
Ela chorou mais ainda, mais não sabia dizer se era de alegria ou de tristeza, e ela perguntou puxando o fôlego:
– Desde quando? Desde quando soube que me amava?
Dei um meio sorriso ao recordar quando aconteceu, e a olhando profundamente disse:
– Desde a primeira vez que te vi, mais acho que tive a certeza no dia que me enfrentou no corredor do castelo, lembra? E me disse tudo àquilo que merecia ouvir que ninguém tinha coragem de me falar, ali me encantou de vez Bella.
Meu tom saiu baixo e sem que me desse conta acariciei seus lábios cheios e rosados com meu polegar, agora ela sorria e chorava ao mesmo tempo, sim... Ele gostou da minha declaração disso tive certeza, ainda que não me amasse ela não desprezava meu sentimento, e talvez com o tempo pudesse conquistar seu coração, e minha alma se encheu com essa esperança, ela então me abraçou afundando o rosto do meu peito e disse com emoção:
– Se soubesse que me amava, teria dito que te amo há muito mais tempo Edward.
Eu ouvi direito, não era possível! Ela me correspondia? Não pude esconder a surpresa e perguntei a encarando:
– O que? É verdade? Também me ama?
– Sim... Também desde a primeira vez que te vi, mais também não tinha coragem de te falar, achava que nunca ia se interessar por uma menina como eu, tão nova e inexperiente.
Deus... Seria possível? Então agimos igualmente, dois inseguros sem coragem de falar por temer a reação do outro, que loucura! Ela me amava, me amava, era muito bom pra ser verdade, então disse agora sem esconder a minha emoção:
– Oh deus! Fomos tão bobos.
A beijei de leve e ela perguntou ainda sorrindo:
– Então tudo que fez por mim foi por amor? Como minha festa de aniversario? O salvamento de papai? E quando me salvou e Mike também?
– Sim... Tudo isso “minha menininha” e faria muito mais, agora diga de novo que ama, tem certeza? Ainda não consigo acreditar.
– Eu te amo! Te amo muito!
Ela disse quase berrando numa atitude muito jovial e muito encantadora também, ela era minha e seu coração também, e depois de tudo que passamos saber de seu amor foi como um bálsamo pra mim, então a puxei pros meus lábios lhe dando um beijo apaixonado, sem conter as batidas ruidosas do meu coração e a felicidade que agora tomava conta de mim, uma felicidade que nunca senti antes, Bella era minha vida, e ter ela em meus braços é tudo que vou querer pra eternidade.
Agora podia dizer com certeza que esses últimos dias foram os melhores da minha vida, Bella fazia questão de cuidar me mim pessoalmente, me dando as refeições e os remédios na hora certa como o médico prescreveu, o que deixou Esme um pouco enciumada devo confessar, mais ela ficou feliz assim como nossos amigos quando falamos que estávamos apaixonados, e dizia já saber que nos amávamos, e que apenas não tínhamos coragem de assumir, e agora sei que ela tinha razão.
Como não podia me levantar e tinha que fazer repouso absoluto, Bella me fazia companhia o dia todo, e fazia o possível pra me distrair e evitar que eu ficasse entediado, afinal apesar dos meus quarenta anos sempre fui um homem muito ativo, não era fácil ficar parado, então ela começou a me trazer livros e revistas pra ler, e conversávamos bastante e descobri que apesar da nossa diferença de idade tínhamos mais em comum do que imaginava, e nunca antes a companhia de alguém me fez tão bem, disputamos até algumas partidas de xadrez e ela me ganhou várias vezes, e isso era difícil raramente perdia uma partida, e sua inteligência me fazia ficar ainda mais apaixonado por ela.
E algumas vezes notava seu olhar um pouco triste ao me ver debilitado, tinha certeza que ela ainda carregava culpa pela acidente, mesmo eu falando que não a culpava de nada e o que houve foi uma fatalidade, e notava também que ela andava pálida demais, e achei que era porque já não saía mais do castelo e ficava o tempo todo comigo, Bella era muito jovem, queria vê-la feliz, e sei que cuidar de uma pessoa em recuperação não devia ser nada animador, era bom que ela saísse mais e convivesse com gente da sua idade também, então lembrei da faculdade que ela queria fazer, e conversei com ela sobe o assunto, falando que já quem em breve nos casaríamos, seria bom que ela começasse a procurar um boa faculdade, pra que perder mais tempo? Se o seu sonho era ser uma grande advogada nada melhor do que começar agora.
Ela ficou feliz e sorriu como há tempos não a via sorrir, e disse que sempre pensou na sua faculdade, mais que com os últimos acontecimentos havia deixado o assunto de lado, imagino que sim os últimos problemas que passamos foram difíceis demais, ainda mais pra ela que é tão jovem, mais combinamos que deixaríamos tudo de ruim lá atrás e começaríamos de novo, e que daqui pra frente seriamos felizes como nunca, e apesar de ver em seus olhos que ela queria ir correndo procurar uma faculdade ela ainda relutou dizendo que eu ainda precisaria de seus cuidados, e que talvez devesse esperar um pouco mais, mais disse que não era pra tanto, disse que tinha um monte de empregadas pra cuidar de mim, e tinha Esme também que era praticamente minha segunda mãe, e que tudo que queria agora era que ela pensasse um pouco em si também, e que eu já estava muito melhor.
E apesar do meu discurso Bella ainda relutou mais no final acabou cedendo, mais agora confesso que me arrependi de ter feito esse pedido, pois Bella começou a fazer o curso e já quase não tem tempo pra mim, ela tem aula quase o dia inteiro, costuma ir pra casa dos novos amigos que fez pra estudar e quando vem me ver já é muito tarde, e apenas me dá um beijo, pergunta se estou tomando os remédios me alimentando e depois vai embora, e alega cansaço, e ainda que me sentisse abandonado não queria me queixar, afinal fui eu que insistir pra ela fazer a faculdade, pois queria vê-la feliz, e sei que ela está posso ver em seu rosto.
Ainda sim não posso negar o ciúme que está me corroendo por dentro, só de imaginar que ela está convivendo com pessoas da idade dela e que no meio dessas pessoas devem haver rapazes também, e que ela pode se interessar por algum deles... Bella disse que me ama, eu acredito nisso, mais eu bem sei que nenhum homem é confiável, eu mesmo nunca fui até me apaixonar por ela, e só de imaginar que algum desses novos amigos a olha com desejo, já basta por meu sangue ferver nas veias, ainda mais agora na posição de desvantagem que estou, preso a uma cama e debilitado, sem poder levantar e cuidar do que é meu e sem poder também fazer amor com ela, o médico havia proibido, e também não tinha condições físicas pra isso.
Mais decidi mandar as recomendações médicas pro inferno, Bella era minha noiva, e sim estava enciumado, e mesmo ainda debilitado decidi que já era hora de fazer amor com ela novamente, afinal desde o acidente só trocamos alguns beijos, e confesso que sentia uma imensa falta do seu corpo colado ao meu, pois nem mesmo dormir ao meu lado ela dormia, disse que era melhor eu dormir sozinho, pois não queria me incomodar, e que ela se mexia muito ao dormir, e que uma pessoa em recuperação precisava de tranqüilidade.
Mais não contrariei seu pedido, apesar de sentir sua falta ao meu lado, mais sei que uma mulher carente pode muito bem olhar pro lado quando está insatisfeita, portando hoje vou tomá-la novamente, e quando ela veio me ver mais uma vez tarde da noite agiu normalmente, perguntou dos meus remédios, perguntou se estava comendo, com certeza não imaginava o que se passava em minha mente, por isso disse quando ela se sentou ao meu lado na cama:
– Como foi seu dia? Muito cansativo?
Ela deu um meio sorriso e disse:
– Bastante... Mais estou tão feliz, os professores da faculdade são ótimos, os amigos eu fiz também são maravilhosos, me sinto tão em casa como me sentia quando morava nos Estados Unidos, as pessoas aqui me receberam muito bem, e a cada dia que passa tenho certeza que escolhi a profissão certa, não poderia se outra coisa senão advogada.
Sorri também e disse:
– Que bom.
Ela me deu um beijo leve, e como sempre começou a se despedir.
– Agora tenho que ir, você precisa descansar e...
Mais peguei sua mão beijando seus dedos e disse num tom baixo:
– Mais já? Porque a pressa?
Ela me olhou de forma confusa com certeza estranhando meu comportamento, afinal não lhe tocava de forma sensual desde o acidente, mais ela arfou com meu gesto e soube que sim ela sentia minha falta tanto quanto eu, e quando ela falou sua voz saiu um pouco trêmula:
– É que... Estou cansada, e você... Também... Portando...
Mais disse a interrompendo:
– Sinta isso.
Em seguida abri a camisa do pijama que usava, colocando sua mão sob meu coração disparado, ela tremeu um pouco e disse mordendo os lábios:
– Está... disparado.
Depois ela colocou a mão sob minha testa, e disse com certa preocupação:
– Deus... Edward você está com febre, é melhor tomar outro remédio e...
Mais não esperei que ela terminasse. A puxei pros meus braços e disse firmemente:
– Sim... Estou... Mais a febre do meu desejo é maior.
Bella lutou um pouco tentando se desvencilhar e disse num sussurro:
– Por favor, amor... Não... Podemos... Você não pode.
– Então vai ter que me convencer disso... minha “menininha.”
Disse num tom rouco tomando seus lábios com loucura, e Bella se desmanchou em meus braços, e quando abaixei a mão por dentro do vestido que ela usava, colocando sua calcinha pro lado e tocando sua intimidade que já estava molhada com os meus dedos, ela gemeu se contorcendo, fazendo meu membro enrijecer na hora.
– Ah... Hum...
Tirei seu vestido a deixando apenas de calçinha, a deitei na cama ficando do seu lado, ainda mantendo a mão em sua fenda úmida, envolvi um de seus seios com minha outra mão, acariciando o bico rosado e rígido com o polegar, e ela gemeu arqueando e o corpo e disse num fio de voz:
– Edward... Não... Querido... Você não está... Bem.
Ela queria eu sei, seu corpo a entregava, ela negava apenas por estar preocupada comigo, olhei seu lindo corpo calmamente e notei que suas formas estavam maiores, inclusive seus seios, como se ela tivesse engordado um pouco, não importa, o fato é que está ainda mais irresistível, e sussurrei levando minha boca próxima aos seus seios:
– Então devo parar, é isso? Devo... Hum?
Em seguida tomei um mamilo na boca, ela gemeu ainda mais forte segurando meu rosto contra ela, então introduzi dois dedos em sua fenda e perguntei novamente com um sorriso malicioso nos lábios:
– Então meu amor, devo... Parar?
Ela apenas negou com a cabeça, dando uns gemidos roucos, acelerei os movimentos dos meus dedos, alternando minha língua entre seus seios, até vê-la explodir de êxtase, Bella ainda tentava recuperar o fôlego de seu orgasmo, quando me livrei das peças de roupa que vestia, me coloquei sob ela separando gentilmente suas pernas tirando sua calcinha, e me posicionando no seu centro disse com os olhos escuros de desejo:
– Eu te amo... te amo demais.
Ela acariciou meu rosto e peito e disse num tom suave:
– Eu também, te amo tanto.
Sorri abertamente cobrindo seus lábios num beijo abrasador a invadindo com loucura, minha vista embaçou devido à febre e minhas costas protestaram, pelo esforço físico, mais não me importei esse momento era muito especial pra nós, afinal era nossa primeira vez depois que declaramos nosso amor, Bella arranhou minhas costas e levantei seus quadris me aprofundando ainda mais em seu interior, nos arfávamos e gemíamos como nunca, deus... Como precisávamos disso, a saudade que estava de dê-la assim era enorme, e Bella demonstrava o mesmo, pois ela passou as pernas em volta dos meus quadris se movendo freneticamente contra mim e pedia entre gemidos:
– Mais... Edward... Mais... Oh!
– Sim... Hum... Tudo que minha “menininha” quiser.
Meus lábios agora exploravam sua orelha e seu pescoço e com mais algumas investidas fortes, atingimos o clímax praticamente ao mesmo tempo, senti um pontada na cabeça e sai de cima de Bella deitando de lado, e praguejei baixinho por ainda não estar curado e aproveitar mais o momento, minha cabeça parecia que ia explodir, fechei os olhos com força tentando aliviar a dor, e sentir a mão de Bella sob meu rosto em seguida ela disse com preocupação:
– Edward! O que está sentindo? Deus... Eu falei que não podíamos... Eu disse.
E só pra provocá-la disse:
– E você relutou bravamente, não foi?
Ela soltou o ar com força e percebi que a tinha irritado, e se não tivesse com tanta febre e tanta dor de cabeça até teria rido, a cama se afundou e notei que ela tinha levantado, ainda permanecia com os olhos fechados, em seguida notei que ela havia voltado pra cama e em seguida disse:
– Tome meu bem, esse remédio vai aliviar a febre.
Abri os olhos e notei que ela havia colocado seu vestido de volta, então peguei o copo de água e o remédio que ela me oferecia, sentei na cama e o tomei depois lhe devolvi o copo, ele o colocou sob a mesinha ao lado e acariciando meu rosto disse:
– Já vai passar... Oh deus! Porque fez isso? Poderíamos ter esperado até você estar melhor.
E lhe disse:
– Eu precisava agir, desde que começou a fazer faculdade não liga mais pra mim, eu preso nessa cama e você solta por ai, fazendo amigos com certeza conhecendo rapazes, e eu sei que se sentisse carente poderia...
Ela abriu a boca como se tivesse ficado indignada com o que ouviu, e me interrompendo disse num tom bravo:
– Edward! Como pode pensar algo assim? Eu te amo, jamais olharia pra outro homem, muito menos pros garotos da minha faculdade que não chegam aos seus pés, e eu queria esperar até estar melhor pra fazer faculdade, mais você insistiu, lembra?
Dei um suspiro e disse:
– Eu sei... Mais não imaginava que fosse me deixar de lado.
Ela me abraçou dando um beijo em meu peito e disse:
– Sinto muito, você tem razão, mais os estudos me tiram o tempo, eu bem que queria ficar mais com você, me perdoa?
Acariciei seus cabelos sedosos e disse:
– Claro eu sim... Desculpe meu ciúme bobo.
Ela me encarou com um sorriso e disse:
– O irresistível duque de Birmingham com ciúme de mim?
Sorri também acariciando seu rosto e disse susurrando:
– Sou um homem apaixonado, o que esperava?
Ela arfou mordendo os lábios, lhe beijei novamente, mais ela se desvencilhou de mim, me cobriu com o lençol até a cintura e se levantando disse:
– Agora descanse a febre logo vai baixar, e nunca devia ter arriscado sua saúde apenas por que estava com ciúmes, onde estava com a cabeça? Pode ter uma recaída, sabia?
E respondi:
– O médico falou que teria febre é normal, e não foi só por ciúme, foi por saudade também e sabe disso, você também estava com saudade, confesse.
Lhe dei uma piscada maliciosa e a vi enrubescer, em seguida ela disse:
– Sabe que sim, mais jamais pediria pra arriscar sua saúde, eu poderia esperar um pouco mais.
Senti que minha febre começou a baixar e minha cabeça havia melhorado um pouco também, e disse simplesmente já sentindo o cansaço me invadir:
– Vou fingir que acredito, agora porque não tira logo esse vestindo ficando nua de novo e vem pra cama, heinnnn?
Ela colocou a mão na cintura, parecendo brava como antes e disse:
– Edward! Deus! Já arriscou sua saúde demais por hoje, quer o que, hã? Se matar de vez? Já não basta estar me sentindo culpada por saber que só agiu assim porque me afastei de você devido à faculdade.
E ignorando seus protestos disse com malicia:
– Ou então se quiser... Posso tirá-lo de novo.
Ela estreitou os olhos em sinal de desagrado, então dei uma gargalhada e colocando as mãos pra cima em sinal de defesa disse:
– Calma amor... Só quero dormir ao seu lado, não dormiu mais comigo desde do acidente e sinto sua falta.
Seu rosto tomou uma expressão suave e ela disse:
– Eu também... E não dormir com você... Pois não queria incomodá-lo, sei que precisava de repouso, mais foi duro me manter longe.
– Mais de hoje em diante não vamos mais dormir longe um do outro, portando vem cá, vem.
Bati a mão ao meu lado na cama, ele me olhou com certa desconfiança e disse:
– Você vai se comportar mesmo? Pois juro que se tentar algo eu chamo a Esme.
Tive que reprimir um sorriso, Deus... Ela acha mesmo que Esme me impediria de algo? Se não fazia isso quando era criança imagina agora que sou um homem maduro, mais Bella não precisava saber disso, por isso disse:
– Não vai precisar fazer isso, vou me comportar muito bem, prometo.
Ela deu um meio sorriso, tirando seu vestido, e não perdi nenhum detalhe, deus... Ainda bem que estava cansado demais, mais se não fosse pelo mal estar da febre provalmente não teria me cansado tanto e seria difícil não tomá-la de novo, assim que Bella se despiu ela apagou a luz e se aconchegou sob meu peito, e disse tocando minha testa:
– Graças a deus... A febre está passando.
E a apertando entre meus braços, disse com um sorriso:
– Claro que vai passar... minha cura já está aqui.
CONTINUA...
Notas finais
ADIVINHEM QUEM VOLTA NO PROXIMO CAP? VICTÓRIA! NÃO PERCAM!
E NA SEXTA VAI TER SPOLIER DO PRINCIPE OCULTO, ANSIOSAS? RSSS!
ROBEIJOS!
COMENTEM!
THAU!
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