O Irresistível Duque de Birmingham
25 A Inimiga Voltou
Notas iniciais
COMENTEM!
POVS BELLA...
Deus... Ainda não podia ser verdade, Podia? Edward também me amava, também me queria? O duque mais cobiçado da Inglaterra tinha me dado seu coração? Não... Tudo parecia tão surreal, tão maravilhoso que ainda era difícil acreditar, e agora não lhe largava desde que ele saiu do hospital e voltou pro castelo, e passei a cuidar dele pessoalmente, era o mínimo que podia fazer, afinal ainda me sentia culpada pelo acidente dele que quase o matou, mais não era só culpa, adora levar as refeições dele e também os remédios, e percebi que cuidar e de quem se ama é o maior prazer da vida.
Meu pai e nossos amigos ficaram muito felizes, ao saber que assumimos o amor que sentíamos um pelo outro, Esme também é claro, mais confesso que sentia que ela ficou meio enciumada por cuidar pessoalmente de Edward, afinal ela o tinha como filho, e não tiro sua razão, mais ela não demonstrava seu ciúme abertamente com certeza sabia que eu também tinha todo o direito de cuidar de meu amor... Sim... Meu amor... Não canso de chamá-lo assim.
E como Edward tinha que fazer repouso absoluto eu procurava distraí-lo, pra ele não se sentir entediado, então lhe trazia livros e revistas, além é claro de conversar com ele sobre tudo, e ao perceber que tínhamos tanto em comum só fazia aumentar meu amor por ele, ganhei até algumas partidas de xadrez dele, mais tinha certeza que por cavalheirismo ele me deixou ganhar, afinal no jogo ele era imbatível, e em outras coisas também, e suspirava só de pensar nessas “tais coisas”, rssssss.
O meu mal estar físico que começou no dia do acidente de Edward aumentou, e comecei a ter enjôos diários, e a palidez do meu rosto era inevitável, ainda sim não falava disso com ninguém, ainda mais depois que minhas regras atrasaram, não podia ser! Mais tinha quase certeza que estava grávida, e pra confirmar resolvi fazer um exame no hospital e no final confirmei minhas suspeitas, senti uma felicidade enorme, um filho! Um filho de meu amor! Era tudo que faltava pra completar minha felicidade, e de certa forma não sabia o que fazer, contava agora ou depois? E como Edward reagiria? Afinal esse filho não foi planejado, mais ia acabar acontecendo, pois tínhamos nos amado varias vezes sem proteção, de qualquer forma resolvi esperar até ele se recuperar, e mesmo porque ainda me sentia sem coragem de falar, afinal ele poderia ter uma reação negativa, mais não queria pensar nisso agora.
A recuperação de Edward estava um pouco lenta, e às vezes não conseguia evitar um olhar triste em sua direção ao vê-lo ainda de cama, e a culpa pelo acidente continuava em mim, mesmo ele me isentando de qualquer culpa, não conseguia evitar, e um certo dia ele começou a falar comigo sobre a faculdade que pretendia fazer, confesso que me surpreendi com seu interesse e fiquei feliz por ele se preocupar com meu futuro, e ele disse que poderia começar a fazer logo pois em breve nos casaríamos, e só de pensar que seria sua mulher em breve sentia o ar escapar de meus pulmões de emoção, ainda mais ao saber que ele me amava.
E não pude deixar de sorrir, com a felicidade de me casar e de começar minha tão sonhada facul de advocacia, e sim queria começar o quanto antes, mais nossos problemas que tivemos nos impediram, e tive que dizer isso a ele, mais resolvemos deixar tudo pra trás e começar do zero, e agora ser felizes pra sempre, e sei que seriamos, mesmo ainda sem saber como ele reagiria a minha gravidez, mais ainda achava um pouco cedo pra começar os estudos, Edward ainda precisava de mim, e ainda não estava recuperado, disse que talvez seria melhor esperar um pouco, mais no fim ele acabou me convencendo do contrario, dizendo que tinha muita gente pra cuidar dele e que estava muito melhor.
A faculdade foi uma grata surpresa pra mim, estava adorando, fiz amigos e ia estudar na casa deles, pensei que as pessoas na Inglaterra fossem mais fechadas mais confesso que me surpreendi fui recebida muito bem, e talvez o fato de ser a noiva do duque de Birmingham tenha ajudado um pouco, será? Mais não importa estou muito empolgada com minha futura carreira de advogada, mais pro outro lado foi ruim, pois quase não tinha tempo pra Edward, e sempre quando ia vê-lo já era muito tarde, mais fazia questão de saber como andava sua saúde, e lhe disse que estava cansada pela intensidade dos estudos, mais também me sentia feliz por fazer o que sempre quis, e ele sabia disso.
Ainda assim queria ficar mais perto dele, lhe dar mais do que alguns beijos que havíamos trocado desde do acidente, mais sei que ele ainda não estava bem, e não cobraria nada antes do tempo, mais claro que sentia falta de dormir ao seu lado envolvida pelo calor de seus braços, mais ele precisava de repouso por isso preferi deixá-lo dormir sozinho em seu quarto, e era um sacrifício pra mim pois queria fazer amor com ele como antes, e as vezes custava a dormir a noite consumida pelo desejo, mais precisava ser paciente, mais confesso que as vezes era difícil.
E mais uma vez cheguei tarde da faculdade e cansada como sempre, mais muito empolgada com tudo, e também morta de saudade de Edward e precisava vê-lo, e ao entrar em seu quarto perguntei sobre sua saúde, algo que fazia com freqüência, e o fato de saber que ele melhorava ainda que lentamente me animava, e quando sentei ao seu lado na cama ele perguntou:
– Como foi seu dia? Muito cansativo?
Então dei um meio sorriso e disse:
– Bastante... Mais estou tão feliz, os professores da faculdade são ótimos, os amigos eu fiz também são maravilhosos, me sinto tão em casa como me sentia quando morava nos Estados Unidos, as pessoas aqui me receberam muito bem, e a cada dia que passa tenho certeza que escolhi a profissão certa, não poderia se outra coisa senão advogada.
Ele sorriu também e disse:
– Que bom.
Percebi que tinha que ir, ele devia estar cansado, ainda que quisesse ficar, e... Como queria... Por isso lhe dei um beijo leve, já sabendo que passaria o resto da noite ardendo de desejo em minha cama e disse:
– Agora tenho que ir, você precisa descansar e...
E o seu ato a seguir me pegou de surpresa, pois ele pegou minha mão beijando meus dedos, e disse num tom baixo:
– Mais já? Porque a pressa?
O Olhei de forma confusa, afinal ele não me tocava assim com intimidade desde do acidente, e me peguei arfando, e não consegui evitar o tremor de minha voz ao dizer:
– É que... Estou cansada, e você... Também... Portando...
Mais ele disse me interrompendo:
– Sinta isso.
Em seguida ele abriu a camisa de seu pijama de seda azul, colocando minha mão sob seu coração disparado, eu tremi em contado com sua pele, e mordi os lábios, deus... E minha cabeça girou, ele estaria assim... Por minha causa? E disse:
– Está... Disparado.
Mais sua pele estava muito quente, como se estivesse com febre, então coloquei minha mão em sua testa e disse com preocupação:
– Deus... Edward você está com febre, é melhor tomar outro remédio e...
Ele estava sentado em sua cama, e sem esperar me puxou pros seus braços, e disse firmemente:
– Sim... Estou... Mais a febre do meu desejo é maior.
Deus... Mais ele ainda não estava totalmente recuperado, ele não podia estar querendo... Então tentei me desvencilhar, mais não por mim, por ele, e tentando ignorar o calor dos seus braços e seu perfume másculo disse num sussurro nada convincente:
– Por favor, amor... Não... Podemos... Você não pode.
– Então vai ter que me convencer disso... Minha “menininha.”
Ele disse roucamente e tomou meus lábios, e não pude mais lutar, por deus... Estava com muita saudade, então ele colocou a mão por entre minhas coxas afastando minha calcinha, tocando meu botão que já estava vergonhosamente inchado e úmido, me contorci e não pude deixar de gemer:
– Ah... Hum...
Ele então tirou o vestido que usava, e me deitou na cama ficando ao meu lado, e sem tirar a mão do meu triangulo úmido, envolveu um dos meus seios com a outra mão, acariciando meu bico rígido com o polegar de forma deliciosa, meu coração disparou e um fogo se espalhou pelo meu corpo, ainda sim me preocupava com ele, então gemi arqueando o corpo e disse num fio de voz:
– Edward... Não... Querido... Você não está... Bem.
Mais ele não parecia disposto a parar, parecia não se preocupar com sua saúde, e só pra me “torturar” ainda mais disse sussurrando próximo aos meus seios:
– Então devo parar, é isso? Devo... Hum?
Ele então tomou meu mamilo na boca, e gemi enlouquecida, e segurei seu rosto contra mim querendo aumentar meu prazer, Edward introduziu dois dedos em minha intimidade e perguntou novamente sorrindo de forma maliciosa:
– Então meu amor, devo... Parar?
Sem forças pra falar ou pra resistir, apenas neguei com a cabeça, dando gemidos roucos, ele então acelerou seus dedos dentro de mim, e alternou sua língua entre meus seios, e senti o prazer já conhecido e que só ele sabia me dar, vindo de maneira furiosa, tanto que me deixou mole e sem ar, ele então tirou o resto de suas roupas, se colocou sob mim separando minhas pernas tirando minha calcinha, e disse com os olhos escuros denunciando amor e desejo:
– Eu te amo... Te amo demais.
Acariciei seu peito musculoso e seu rosto de anjo, e disse com todo coração num tom suave:
– Eu também, te amo tanto.
Ele sorriu lindamente me beijando e me penetrando com volúpia, oh deus... Como era bom senti-lo assim, era como estar no paraíso, arranhei suas costas e ele levantou meus quadris se colocando inteiramente em mim, gemíamos e respirarmos com dificuldade, ele me enlouquecia, e passar esse tempo longe parece ter tornado tudo ainda mais gostoso, me sentia a beira do abismo, então passei as pernas em torno dos quadris dele me movendo rapidamente e pedi sem controle:
– Mais... Edward... Mais... Oh!
– Sim... Hum... Tudo que minha “menininha” quiser.
A boca dele agora percorria minha orelha e pescoço, e com nosso movimento frenético o ápice veio forte e poderoso e pensei que fosse morrer de prazer, mais logo depois de me amar com loucura Edward saiu de cima de mim e se deitou de lado, ele praguejou baixinho fazendo uma careta de dor e fechou os olhos, deus... Me preocupei na hora e passando a mão em seu rosto disse:
– Edward! O que está sentindo? Deus... Eu falei que não podíamos... Eu disse.
Mais ele ainda teve a coragem de me provocar dizendo:
– E você relutou bravamente, não foi?
Como ele poderia ser tão inconseqüente? Tá certo que também tive culpa por ceder, mais deus... Quem conseguiria resistir? Eu o amo e estava morrendo de saudade, soltei o ar com força e decidi pegar seu remédio primeiro antes de brigar come ele mais uma vez, e decidi colocar de volta meu vestido, afinal a noite estava fria, saí da cama peguei o remédio na gaveta do armário e peguei um pouco de água na jarra que estava na mesa ao lado, voltei pra cama e disse lhe estendendo o remédio com a água:
– Tome meu bem, esse remédio vai aliviar a febre.
Ele abriu os olhos que ainda estavam fechados, pegou o remédio e a água sentou na cama e tomou o comprimido, depois me devolveu o copo e coloquei na mesa ao lado, acariciei seu rosto e disse:
– Já vai passar... Oh deus! Porque fez isso? Poderíamos ter esperado até você estar melhor.
E ele disse:
– Eu precisava agir, desde que começou a fazer faculdade não liga mais pra mim, eu preso nessa cama e você solta por ai, fazendo amigos com certeza conhecendo rapazes, e eu sei que se sentisse carente poderia...
Abri a boca com certa indignação, e lhe interrompi dizendo num tom alterado:
– Edward! Como pode pensar algo assim? Eu te amo, jamais olharia pra outro homem, muito menos pros garotos da minha faculdade que não chegam aos seus pés, e eu queria esperar até estar melhor pra fazer faculdade, mais você insistiu, lembra?
Ele deu um suspiro e disse:
– Eu sei... Mais não imaginava que fosse me deixar de lado.
Deus... Ele tinha razão, então o abracei dando um beijo em seu peito forte e disse:
– Sinto muito, você tem razão, mais os estudos me tiram o tempo, eu bem que queria ficar mais com você, me perdoa?
Ele acariciou meus cabelos e disse:
– Claro eu sim... Desculpe meu ciúme bobo.
Resolvi brincar com ele e lhe encarando com um sorriso disse:
– O irresistível duque de Birmingham com ciúme de mim?
Ele sorriu também, acariciou meu rosto e disse sussurrando:
– Sou um homem apaixonado, o que esperava?
Deus... Sempre perdia o fôlego com suas declarações acho que nunca ia me acostumar com o fato dele também me amar, então arfei e mordi os lábios, e ele me beijou, mais precisava me afastar, ele já havia se cansado demais, e não queria que ele piorasse então com muito esforço me desvencilhei de seus braços, o cobri até a cintura me levantei e disse:
– Agora descanse a febre logo vai baixar, e nunca devia ter arriscado sua saúde apenas por que estava com ciúmes, onde estava com a cabeça? Pode ter uma recaída, sabia?
E ele respondeu:
– O médico falou que teria febre é normal, e não foi só por ciúme, foi por saudade também e sabe disso, você também estava com saudade, confesse.
Ele me deu uma piscada maliciosa e enrubesci por saber que ele tinha razão, mais decidi não me abalar por seu charme e disse:
– Sabe que sim, mais jamais pediria pra arriscar sua saúde, eu poderia esperar um pouco mais.
Mais ele disse com naturalidade:
– Vou fingir que acredito, agora porque não tira logo esse vestindo ficando nua de novo e vem pra cama, heinnnn?
Agora me irritei de vez, coloquei a mão na cintura e disse:
– Edward! Deus! Já arriscou sua saúde demais por hoje, quer o que, hã? Se matar de vez? Já não basta estar me sentindo culpada por saber que só agiu assim porque me afastei de você devido à faculdade.
Mais ele ignorou o que disse e falou com malicia:
– Ou então se quiser... Posso tirá-lo de novo.
Estreitei os olhos... Deus... Ele era impossível não era de espantar que tivesse um harém antes de mim, ele então deu uma gargalhada rouca que me causou um arrepio de prazer, levantou as mãos pra cima como se quisesse se defender e disse:
– Calma amor... Só quero dormir ao seu lado, não dormiu mais comigo desde do acidente e sinto sua falta.
E eu também, tinha tanta saudade dele que chegava a doer e disse suavemente:
– Eu também... E não dormir com você... Pois não queria incomodá-lo, sei que precisava de repouso, mais foi duro me manter longe.
– Mais de hoje em diante não vamos mais dormir longe um do outro, portando vem cá, vem.
Ele bateu a mão ao seu lado na cama, mais conhecia Edward ele era sedutor demais e sei que se ele tentasse algo não resistiria, por isso o olhei com desconfiança e querendo me defender de alguma forma pra preservar sua saúde disse:
– Você vai se comportar mesmo? Pois juro que se tentar algo eu chamo a Esme.
Ele fez uma careta estranha como se segurasse um sorriso, e disse:
– Não vai precisar fazer isso, vou me comportar muito bem, prometo.
Dei um meio sorriso abaixando a guarda de vez, com certeza ele devia ter um pouco de medo de Esme sim afinal ela era como uma segunda mãe pra ele acho que minha tática funcionou, e mesmo assim ele não tirou os olhos de mim quando me despi, em seguida apaguei luz me aconchegando em seu peito, e disse com certo alivio tocando sua testa:
– Graças a deus... A febre está passando.
Ele me abraçou fortemente e disse com um sorriso:
– Claro que vai passar... Minha cura já está aqui.
E não demorou muito pra adormecemos, e agora duas semanas depois Edward está totalmente recuperado, estou diante do espelho de meu quarto dando os últimos retoques em minha maquiagem, são quase nove da noite, alisei o longo vestido de seda azul que vestia ele era de alças com um leve decote nas costas, meu cabelo estava preso num coque frouxo com alguns fios soltos, e enquanto passava uma leve camada de brilho nos lábios senti o medo me atingir, afinal essa era a primeira festa que ia com Edward sendo oficialmente sua noiva, e confesso que estava um pouco apavorada, a festa era do importante senador do parlamento Aro Volturi, ou seja, a presença de Edward era inevitável, sendo ele o duque de Birmingham e senador também, sem contar que ele era o homem de confiança da rainha, e acho que só agora tive consciência do quanto ele era poderoso.
Senti meu pulso disparar, deus... Em breve serei sua mulher e entrarei pra monarquia herdando o titulo de duquesa, e se não conseguir me adaptar? E se acabar envergonhando Edward? E se ele se arrepender de se casar comigo? Afinal sou mais jovem e não entendo nada de monarquia, talvez fosse melhor não ir nessa festa, vai ter tanta gente importante, duvido que me recebam bem, ainda mais sabendo que sou americana, se ao menos papai estivesse aqui me sentiria mais segura, mais ele recebeu uma importante ligação dos Estados unidos e teve que voltar, mais dessa vez ele preferiu ir num avião comercial, a achei melhor assim, estava tão absorva em pensamentos que tomei um susto levando a mão ao coração ao ouvir a voz de Edward dizendo:
– Você está linda.
Ele estava logo atrás de mim e pude vê-lo pelo espelho, ele vestia um terno preto com uma camisa de seda branca, os cabelos como sempre uma rebeldia, mais seu perfume másculo me causou um arrepio pelo corpo, ele abriu um lindo sorriso me abraçou por trás dando um beijo em meu pescoço e disse:
– Não queria assustá-la, desculpe.
Guardei o brilho que tinha nas mãos em cima da penteadeira e me virando pra ele disse:
– Não... Tudo bem.
Seus braços ainda estavam em minha volta, ele olhou meu rosto como se estudasse meus traços e disse:
– O que foi? Parece tensa.
Sim... E como estava... E achei melhor não esconder isso dele, por isso disse:
– Bom... É que estou um pouco preocupada com essa festa, eu... Não sou da monarquia e... Se não gostarem de mim?
Ele acariciou meu rosto dando um sorriso torto e disse:
– Não é mais em breve vai ser, e eles vão te adorar minha linda, você é um encanto.
Mais ainda me senti insegura e continuei:
– E que... Tenho medo de fazer algo errado... Não quero te envergonhar.
E dizendo isso abaixei os olhos, mais ele ergueu um queixo com a mão e disse:
– Impossível... Você é linda, doce, inteligente, em breve vai ser uma grande advogada, e vou estar ao seu lado o tempo todo, e tudo que terá que fazer é sorrir e cumprimentar pessoas, meia hora naquela festa e vai descobrir que ser da monarquia é mais fácil que respirar.
Não pude segurar um meio sorriso, ele faz tudo parecer tão fácil, então resolvi colocar minha insegurança de lado e disse enlaçando seu pescoço:
– Se diz isso, confio em você.
Ele se aproximou de minha orelha, dando uma leve mordidinha que fez meu corpo tremer e disse num tom rouco:
– Se bem que... Linda desse jeito, vai me matar de ciúmes na festa, todos só vão olhar pra você, acho que devia trancar você pra sempre nesse castelo.
Dei um leve sorriso, suas demonstrações de ciúmes sempre eram uma surpresa pra mim, e rebati:
– Acho que vou ter a mesma sensação com você ao meu lado.
Ele se afastou um pouco e disse com um sorriso malicioso:
– Hum... Será?
Em seguida puxou um lindo colar de pedras azuis de seu bolso e quase perdi o fôlego com tanta beleza, e ele disse simplesmente:
– Vire-se meu amor.
Fiz o que ele pediu e quando ele terminou de colocar o colar em meu pescoço, disse acariciando a lateral dos meus braços:
– E como fiz em seu aniversario lhe dando um colar de esmeraldas pra combinar com seu vestido verde, resolvi fazer o mesmo agora, lhe dar um colar de algas marinhas pra combinar com seu vestido azul, o que achou?
Toquei levemente o colar e encantada com o presente disse:
– Adorei, é lindo! Obrigada.
Me virei pra Edward que sorria lindamente e ele disse:
– Não mereço nada em troca?
E sem pensar em mais nada me joguei em seus braços e trocamos um beijo que me deixou sem ar, e Edward me disse que na volta ele ia querer muito mais que esse beijo, e meu coração disparou com sua sugestão maliciosa, mais também tinha outros planos por nosso fim de noite, contar que estava grávida, e decidi fazer isso quando voltarmos, afinal ele já estava recuperado, e rezei pra ter coragem suficiente pra fazê-lo.
A festa correu bem apesar de meu nervosismo, fiz o que Edward disse sorri e cumprimentei as pessoas, ele não saia do meu lado, e parecia orgulhoso ao me apresentar como sua noiva, o anfitrião da festa Aro Volturi era um homem elegante de meia idade, e sua mansão onde ocorria o evento era magnífica, e ele pareceu gostar de mim assim como as outras pessoas.
Tivemos um pomposo jantar servido numa enorme mesa onde se sentaram mais de vinte pessoas, depois fomos à outra parte da casa onde havia um enorme salão onde a música era regida por uma banda e um pianista, a elegância e o poder reinavam naquele lugar, e senão fosse por Edward me passando segurança acho que me sentiria deslocada, talvez demorasse algum tempo pra me acostumar com a monarquia, em um dado momento ele disse que teria que resolver um assunto e voltaria em breve, resolvi esperar rezando pra ele voltar logo, mais não passou nem cinco minutos que ele saiu então a vi era Vitoria a poucos passos de mim, enfiada num vestido preto longo e vulgar, com um decote imenso, acho que ela não me viu, pois tomou uma outra direção e logo sumiu do meu campo de visão.
E me perguntei o que ela fazia aqui? Será que foi se encontrar com Edward? Pois ele também sumiu, não... Não posso desconfiar dele, afinal já me deu provas suficientes que me ama, os casais já ocupavam a maioria do salão, vi Jacob e sua esposa renenesme rodopiando alegremente ao som da música, ela me deu um leve aceno que retribuí, a tensão tomou conta de mim, então decidi procurar Edward e tirar minhas duvidas, mais não tive tempo, pois um rapaz forte e moreno se aproximou de mim, disse que se chamava Paul Ohara e era um dos senadores do parlamento, não o tinha conhecido, e quando ele me pediu pra lhe conceder uma dança, resolvi aceitar, talvez conseguisse me distrair e tirar a aparição de Victória da cabeça.
Ele se mostrou um rapaz agradável e falou muito bem de Edward, disse que com certeza eu seria a mais bela duquesa de Birmingham, e sorri sem jeito com o elogio, e conforme dançávamos engatamos uma conversa agradável, mais nem assim tirava a preocupação da cabeça de imaginar que Victoria poderia estar com meu noivo, não sei quanto tempo dançamos, até ouvir Edward voltar e dizer um tom que achei seco demais ao rapaz:
– Será que já pode me devolver minha noiva Paul?
Paramos de dançar, Paul deu um meio sorriso parecendo relevar a grosseria de Edward e disse:
– Claro que sim.
E se dirigindo a mim deu um leve beijo em minha mão e disse:
– Foi um prazer Isabella, até logo alteza, tem uma bela noiva.
Ele deu um leve aceno de cabeça a Edward e partiu, o meu amor enlaçou minha cintura e nem deu o trabalho de retribuir o comprimento e eu disse:
– Edward porque foi tão grosseiro? Nunca o vi agir assim.
Começamos a nós mover lentamente no ritmo da música, e ele disse ainda aparecendo aborrecido:
– O que queria? Eu saio por um instante e os lobos caem matando.
E nesse momento me deu vontade de perguntar onde ele estava e se encontrou com Victória, mais resolvi me calar por enquanto, afinal talvez ele nem a tenha visto, e eu esteja imaginando coisas, e percebendo que ele ficou com ciúmes ao me ver com o senador disse tentando lhe acalmar:
– Não precisa ficar com ciúmes, Paul só quis ser gentil, e lhe elogiou bastante.
Ele me olhou com ceticismo e disse:
– E aposto que ele lhe elogiou bastante também, não foi? Sei exatamente o efeito que causa nos homens.
E eu também sabia o efeito que ele causava nas mulheres, afinal todas viravam o pescoço pra ele desde que entramos aqui, e temo que Victória também tenha vindo por sua causa, ainda sim não queria lhe causar ciúmes e disse:
– Paul foi muito gentil e não me faltou com o respeito, e só dancei com ele pra me distrair enquanto você não voltava, não quero que pense que eu...
Ele deu um meio sorriso acariciando meu rosto e disse:
– Não pensei em nada, sei que não tem culpa por ser tão linda, e tivesse no lugar do Paul também a tiraria pra dançar.
Dei um meio sorriso lhe dando um tapa em seu ombro e disse com gracejo:
– Então confessa que me trairia?
Ele me olhou profundamente e disse:
– Nunca, você é a mulher da minha vida.
Meu pulso acelerou, e seu olhar era tão verdadeiro que não pude duvidar, mais queria lhe falar sobre a gravidez e como decidi que seria hoje não podia voltar a trás por isso disse:
– Quando vamos embora querido? Estou um pouco cansada.
– Engraçado... enquanto dançava com Paul não parecia cansada.
– Edward!
Disse em forma de repreensão, ele sorriu se aproximando do meu ouvido e disse maliciosamente:
– Vamos em breve, afinal também estou louco pra voltar pra casa e ficar sozinho com você, mais antes... Quero dançar mais um pouquinho.
Eu estremeci, e ele me deu um beijo leve, enquanto me deixava ser conduzida em seus braços ao som de Claire de Lune de Debussy, rezando pra que nossa conversa de hoje fosse fácil, e que ele visse com bons olhos o filho que vamos ter.
CONTINUA...
Notas finais
E COMO ELE REAGIRÁ AO SABER DO BEBÊ?
NÃO PERCAM O PRÓXIMO CAP NA QUARTA, OK!
ROBEIJOS!
COMENTEM!
THAU!
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