O Irresistível Duque de Birmingham
5 Conversando Com O Amigo
Notas iniciais
POVS EDWARD...
A final da minha noite não podia ter sido pior, porque Bella tinha que estar lá quando eu saí? Porque tinha que ser proibida pra mim? E porque ela parecia me odiar? Rolava na cama sem poder dormir, dei um suspiro frustado, e olhei em direção a janela, já estava amanhecendo e eu não tinha dormido quase nada, me levantei irritado e comecei a andar pelo quarto, estava nu em pelo, pois era assim que dormia roupas sempre me incomodavam na hora de deitar, passei as mãos nervosamente pelos cabelos e pensei:
“O que eu faço agora? como vou olhar pro Charlie depois do que fiz? será que o que fiz foi tão grave assim? eu nem se quer a beijei, mas faltou pouco, muito... pouco, quando lembro do seu corpo em volta do meu... da sua pele... do seu perfume que era o mesmo que eu usava, oh Deus! será que bella vai contar o que houve ao pai? ela seria capaz de me colocar e se colocar em uma situação tão constrangedora? talvez o melhor fosse pedir ao Charlie que fossem embora, mas não seria justo eu prometi ajudá-lo, preciso de uma saída e rápido”.
E a única saída que encontrei no momento foi evitá-los por três dias, mas não podia fugir pra sempre, acho que até Esme estranhou meu jeito, pois até na hora das refeições eu fugia só pra não encarar meu amigo e a “tentação” de sua filha, mas isso tinha que acabar, não podia fugir pra sempre, então vi que precisava me abrir com alguém, um amigo talvez, mas lógico que não podia ser Charlie, então lembrei de Jacob Black meu braço direito no parlamento, nos conhecíamos a bastante tempo e sabia que ele era confiável, então liguei pra ele e o mesmo me convidou pra tomar café em sua casa, agradeci já que hoje não tinha que trabalhar e não pretendia encarar meus hospedes ainda.
Ele me recebeu em sua mansão com um abraço caloroso, em seguida fomos até a sala de jantar onde o café já estava servido, nos sentamos um de frente pro outro na mesa e ele disse num tom ameno:
- A que devo a honra meu amigo? Não é sempre que me procura pra conversamos.
Acabei sorrindo, Jake tinha um bom humor inabalável.
- Eu tenho que conversar com alguém, estou precisando de uns conselhos.
Disse num tom sério, ele pareceu se espantar por um momento depois disse:
- O que? O grande Duque de Birmingham precisando de conselhos? Deve ser grave mesmo.
Ele ainda usava um tom brincalhão, mas ao ver minha cara séria ele perguntou parecendo preocupado:
- O que houve?
- Bom... Você sabe que meu amigo Charlie está hospedado em meu castelo com sua filha, não sabe?
- Sim, Você até me falou que o está ajudando, pois ele passa por problemas financeiros, depois disse que ele viria com a filha, não foi?
Eu sacudi a cabeça de forma afirmativa e depois continuei:
- Sim, foi isso mesmo, e ai está o problema.
Disse com certo nervosismo, e Jake perguntou sem entender.
- Como assim? Está ai aonde?
- A filha dele é o meu problema, entende? Ele é linda, jovem, e eu estou louco pra levá-la pra cama.
Jake me olhou parecendo louco pra rir, depois disse:
- E que conselho quer de mim? Que eu lhe diga que vá em frente?
- Você não entende? Ela deve ter no máximo dezoito anos, é filha do meu melhor amigo e sou muito mais velho do que ela, percebeu agora?
Jake pareceu pensar um pouco depois disse:
- Não tinha pensado por esse lado, mas ela é tão irresistível assim?
- Sim, e muito, ela é linda, inteligente, e sua pele me tira do sério.
Ele me olhou de forma avaliativa depois disse:
- Será aconteceu algum milagre aqui? O maior “Don Ruan” da Inglaterra se apaixonou?
- Não diga absurdos! Ela poderia ser minha filha, é só desejo.
Jake riu ao ver minha aflição em lhe responder.
- Será mesmo? Nunca vi você falar assim de uma mulher antes, seus olhos até brilharam.
Rolei os olhos em sinal de desconforto e disse:
- Isso não está ajudando, o que acha que devo fazer?
- Bom... Ela corresponde de alguma forma?
- Não... Acho que ela me odeia!
Jake arregalou os olhos e disse:
- Tem certeza?
- Sim.
Disse num suspiro desanimado.
- Bom já que ela não quer nada contigo e nem quisesse poderia acontecer algo, então... É melhor pedir a Charlie que vá embora e a leve com ele, não é?
- Acha que não já pensei nisso? Mais não posso fazer isso com ele, o homem precisa de ajuda, não posso o mandar embora só por um desejo absurdo.
Disse com pesar na voz.
- Já que é assim, então só tenho uma coisa a lhe dizer, já que não pode beber o vinho, o jeito é apreciar seu buquê.
Dei um sorriso triste, ao concluir que Jake tinha razão, em seguida tomamos nosso café em silêncio.
Logo depois fui direto pra casa, já que não pretendia expulsá-los precisava conversar com Bella e saber o que ela ia fazer, se ia ou não contar o que houve ao seu pai, por isso precisava falar com ela a sós, comecei a procurá-la e a encontrei na sala dos quadros, nunca pensei que Bella pudesse vir aqui, sempre achei que os adolescentes de hoje odiassem artes, será que me enganei? Ela parecia distraída olhando um dos quadros, me aproximei a passos largos, apreciando suas formas que eram como sempre uma “tentação”, em seguida me coloquei ao seu lado, e me dirigi a ela num tom amigável, realmente queria melhorar as coisas entre nós, mesmo sem saber se ela queria isso.
- Bom dia Bella! Gosta do que vê?
Ela respondeu minha pergunta com outra, parecia incomodada comigo e não me encarou:
- Quem lhe deu permissão pra me chamar pelo meu primeiro nome?
Ela fez o mesmo comigo, e adorava pronunciar seu apelido era tão lindo, então disse:
— A partir do momento que fez a mesma coisa no nosso último encontro, não se lembra? Eu poderia mandar prendê-la pelo seu atrevimento, sabia?
Sabia que com essa última frase a faria olhar pra mim, seu rosto estava cético, e tinha que estar mesmo, é lógico que não podia fazer isso, tinha apenas um título de nobreza, não tinha poder sobre a vida de ninguém, não era da policia, ou era? Mas adorei ver sua cara de “dúvida”, com certeza ela pensou que aqui pudesse ser diferente já que é um país de regime parlamentar e não uma democracia como nos estados unidos, só que não somos tão diferentes assim, acho que minha “mentirinha” valeu a pena, ela ficava linda com aquela “ruginha” de preocupação no rosto, mas acabei me entregando quando mordi os lábios pra não rir, ela viu que eu estava brincando, então voltou o rosto novamente pro quadro e disse num tom irônico:
- Faça o que quiser, eu vim de um país livre, não sabia que os monarcas da Inglaterra ainda agiam como na idade média, não acha melhor me queimar na fogueira de uma vez?
Tive que rir, afinal aquilo não aconteceria nos dias de hoje, e se fosse mandá-la pra algum lugar com certeza a mandaria pra minha cama, mas o que eu estou dizendo? Não posso perder o foco, então resolvi ir direto ao assunto que me trouxe aqui.
- Quem sabe... Então contou o que queria ao seu pai?
Ela pareceu tensa com minha pergunta, ainda sim continuava ríspida:
- E pra que? Eu por acaso lhe contaria alguma novidade?
- Não, não contaria.
Meu tom continuava ameno, não pretendia mais brigar, por mais que ela quisesse, eu era o mais velho tinha que dar algum exemplo de sensatez, ainda que perto dela eu só tenha vontade de agir como um adolescente “bobo” e puxá-la pros meus braços.
- Vai mandar eu e meu pai embora, não é?
Ela era mais esperta do que eu imaginava, ainda sim não queria demonstrar que pensei isso, não queria magoá-la, então fingi estar surpreso.
- E porque eu faria isso?
- Você sabe.
Ela abaixou a cabeça envergonhada, seu rosto vermelho era muito atraente, Bella devia estar se referindo a discussão e depois ao tapa que em deu, mas a única parte que realmente me interessava disso tudo foi quando tive seu corpo colado ao meu, era melhor não lembrar desses detalhes agora, ainda mais com ela tão perto assim.
- E ficar sem a sua sinceridade mordaz, nunca.
O pior é que estava sendo sincero, mas acho que ela pensou que foi uma ironia, pois me encarou e disse:
- Então não pretende fazer nada?
- Sim... Pretendo lhe pedir desculpas, se você fizer o mesmo é claro.
Eu queria mesmo isso, já que teríamos que conviver durante um bom tempo não seria bom se nos destratássemos, principalmente por Charlie, e por mim também, gostaria muito que ela ao menos sorrisse pra mim de vez em quando, mas era difícil já que ela não gostava de mim, não é? E não podia tirar sua razão.
- Eu não lhe devo desculpas, não me arrependo do que disse.
- Sendo assim também não me desculpo, e não me arrependo.
Já que ela era teimosa e não dava o braço a torcer, eu ia fazer o mesmo, pois tenho o meu orgulho.
Resolvi me calar, e ela fez o mesmo, a olhava de canto, observando seus lindos cabelos, sentindo seu perfume o mesmo do meu, Bella estava tão perto, eu podia puxá-la pra mim, não podia? Não! Não podia! Ela olhava pra frente, sua respiração parecia um pouco alterada, as minhas mãos formigaram com vontade de tocá- la, eu tive certeza que perderia o controle, mas pra tentar me controlar resolvi olhar pra frente e comentar a pintura:
- Esse Quadro é de Monet ele era um pintor francês e...
- Ele é tido como o maior expoente do impressionismo, e esse quadro chama-se “levar Del Sole”.
Não acreditei quando ela complementou minha explicação, ela realmente gostava de artes, impressionante!
- Eu... Não imaginava que conhecia artes.
A encarei com espanto e ela disse com arrogância:
- Acha que todas as “menininhas Americanas” não tem nada na cabeça?
- Eu não quis ofendê-la.
Disse de forma sincera, mas já que ela me alfinetou o tempo todo, acho que chegou a hora de “dar o troco”.
- Monet pintava paisagens, eu pinto modelos ao vivo, só que nuas, não quer posar pra mim?
Meu tom debochado a tirou do sério como imaginei, ela se virou pra mim disposta a me dar outro tapa, mas fui mais rápido e segurei seu pulso, ela me olhava zangada, mas ficava ainda mais irresistível assim, minha respiração acelerou como nunca antes, notei que ela ficou agitada também, seus lábios eram tão convidativos, que olhei diretamente pra eles, ela fez o mesmo com os meus, senti que ela queria que eu a beijasse, Bella fechou os olhos e quando eu finalmente tocaria seus lábios ouvimos passos próximos, aquilo nos despertou e voltamos à posição de antes, como se não estivéssemos fazendo nada de mais além de olhar a pintura.
- Bella!
Era Charlie, ela se virou primeiro e eu me virei em seguida.
- Papai!
Ela disse num tom normal, cumprimentei Charlie com a cabeça e ele fez o mesmo dizendo:
- Que bom vê-lo Duque, há tempos não nos dar o prazer de sua companhia.
- Tem razão meu amigo, andei com muitos compromissos mais isso acabou, não pretendo deixar meus hospedes sozinhos de novo.
Ele olhou pra Bella e disse:
- Podemos conversar um pouco filha? Não se importa não é Edward?
- Claro que não.
Charlie se virou em direção à saída e Bella o seguiu em silêncio, apesar do tom normal que falou comigo, podia jurar que ele não gostou de nos ver juntos.
CONTINUA...
Notas finais
ROBEIJOS!
THAU!
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