O Futuro da Humanidade - Interativa

1 Prólogo - O Futuro da Humanidade


Notas iniciais
Oeee o
Margaux lê-se Margô OK? AUSHAUSH e não se esqueça de pegar as instruções de ficha de personagem nas notas da fanfic, espero que gostem e comentem please :P

[New York City, US – 14.12.2076 – 3h45 AM]

Três horas da manhã.

A essa hora a maioria das pessoas do hemisfério leste do planeta estaria dormindo, senão numa festa, numa bebedeira... Estaria tudo muito tranquilo, se não fosse o fato de um exército de soldados norte-americanos estivesse invadindo as ruas de Nova Iorque procurando por espécies alienígenas disfarçadas de humanos.

Muito normal.

O único problema era o fato de que não eram “aliens” e sim novas espécies humanoides, que se reproduziam igualmente, falavam igualmente, andavam igualmente, faziam tudo igualmente, a única diferença eram suas forças, seus poderes.

Fazia pouco tempo que o governo americano, nesses últimos tempos, passando a prestar ordens mundiais devido ao seu império desenvolvido muito além do ano de 2030, havia organizado exércitos preparados para uma terceira guerra, muito depois da segunda, sem falar da primeira. O porquê disso não seria levado em relação às crenças religiosas, raças, origens... E sim à personalidade humana, sua inclinação para o mal. Porém, esse grande império mundial, que andou conquistando boa parte da América Central, deixando de fora apenas os Sul americanos, descartou essa teoria quando descobriu das novas espécies, quando percebeu que elas poderiam se virar contra a raça humana, ou pior, contra o governo americano.

Mandou, então, caçar essas pessoas, de fato que fossem rastreadas e identificadas para que fossem para sempre erradicadas.

Só que o que os americanos não sabiam, era que aquela “epidemia” estava se espalhando mais rápido que o vírus Ebola, em meados de 2014.

À medida que os humanos normais se reproduziam, um bebê a cada 10 nascia com algum tipo de mutação, notável logo no segundo ano de vida, como super força, habilidade de controlar a tecnologia, atrair ou conversar com animais, esticar-se, ouvir de longe, controlar a água, o fogo, inteligência avançada por meio da leitura de mentes, e etc.

Só que a maioria se sentia amaldiçoado, e não abençoado por seus poderes, já que não aprendiam a controlá-los, poderiam se tornar uma tremenda desgraça.

Por enquanto, eram 50 mil pessoas daquele tipo.

Eles sabiam que não eram os únicos.

- Estão nos caçando. – Disse Margaux Nott, preocupada. Os oito da espécie estavam escondidos em um beco, esperando o exército passar por perto.

- Jura? Sério mesmo? – O sarcástico Samuel Stewart revirou os olhos. — Eles por acaso sabem nos identificar?

- Estão pretendendo usar um soro rastreador, ou então identificar as espécies com uma máquina estranha. Um “reconhecedor de origem”. Se der “espécie humana”, a pessoa é liberada, se der “desconhecido”, provavelmente eles irão decapitá-la, carbonizá-la, cozinhá-la, cortá-la ao meio e diversas outras formas cruéis de matá-la. – Explicou Drew Cadiman, o engenhoso do grupo.

- Parece que estamos de volta à Era Medieval. – Resmungou Sabrina Castro, a primeira brasileira à nascer com aquela diferença. Mais especificamente, aqueles oito foram os primeiros da humanidade. Depois do ano em que nasceram, milhares de outras pessoas passaram a adquirir a mesma coisa.

- Eles são idiotas? Será que não percebem que nós somos a ajuda perfeita? Somos superfortes, controlamos os quatro elementos, mexemos com a tecnologia, conversamos com animais, lemos mentes, nós somos super fodas e eles ainda querem nos erradicar? – A estressada Jordin Milton, Escocesa, da classe animalística, parecia se conter inutilmente.

- Dá pra você parar de falar palavrão pelo menos um minuto, Jordin? – Alexander Barrymore, Telepata, indignado falou. Sentiam que a correria dos soldados se aproximava, naquela noite, ninguém daquela cidade dormiria, pois ironicamente, Nova Iorque era a “cidade que nunca dormia”. Aquele ditado seria levado muito a sério naquela noite.

- Pare de ler minha mente, tapado. – Chispou a ruiva.

- O que faremos? Não podemos fugir para sempre. – Zoey Vitt choramingou. – A única maneira de sairmos dessa é encontrar um lugar onde ninguém vá. Uma ilha deserta? Alaska?

- É uma ideia fantástica. – Daniel Richards coçou a barba. – Mas o que faremos tão longe?

- Ah, não me pergunte. – A loira revirou os olhos.

- Eles se aproximam. – Disse Margaux. – Devemos matá-los?

- É o único jeito! – Todos disseram em uníssono.

- Ou a gente mata, ou ele nos matam! – Samuel insistiu. Margaux torceu o nariz, nervosa. De fato, era o único jeito.

- Então vamos nessa.

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Os soldados procuravam sinais de diferença e mutação genética nas pessoas que obrigavam a sair de casa. Longas inspeções eram feitas nas residências de Nova Iorque e muitas mães tiveram que assistir seus filhos sendo enfiados em maquinas radioativas e altamente tóxicas para ver se eles reagiam anormalmente à esses perigos.

Felizmente, ninguém saiu morto ou gravemente ferido.

Mas naquelas experiências malucas e desesperadas para achar a nova espécie, alguns machucadinhos todo mundo arranjou.

O beco escuro na esquina do Central Park estava vazio. Os oito diferentes saíram andando nas ruas com uma tranquilidade absurda, mas a verdade é que estavam disfarçando sua euforia.

Um grupo de soldados e um comandante se aproximou do grupo, mandando os recrutas segurarem todos.

- Quem são vocês? – Ele perguntou. Era alto, calvo e caucasiano, parecia nos seus 50 anos.

- Somos um grupo de professores de uma escola de etiqueta. – Brincou Samuel, sorrindo sarcasticamente. – O que acha que somos?

- Não fale assim comigo, mocinho!

- Mocinho? Nós temos a mesma idade! – Retrucou. O general, coronel ou seja lá que posição estava o comandante arqueou as sobrancelhas em sinal de surpresa. Stewart se permitiu rir, enquanto fingia estar apertado nos braços musculosos dos soldados, que não chegavam nem ao mínimo de sua capacidade. – Mentira, eu tenho 28, você aparenta ser bem mais velho que eu. – Ele reclamou quando recebeu um chute de Margaux, repreendendo.

- JÁ BASTA! – Gritou. – Levem estes abutres para o laboratório de experiência, me parecem suspeitos. – O grupo se entreolhou e levantou uma sobrancelha. Sorriram maquiavelicamente quando os soldados tentaram levá-los à força. Aqueles que tinham o objetivo de levantar Daniel do lugar não estavam conseguindo de jeito nenhum.

- General. – Chamou um recruta magrelo e inexperiente. – O moço não quer sair do lugar...

- PELO AMOR DE DEUS! DEPOIS DE TANTO TREINAMENTO É NISSO QUE RENDEU TODO O ESFORÇO? SAIAM DA FRENTE! – O coroa malhado expulsou os recrutas e tentou tirar Daniel do lugar à força, porém ele permanecia colado no chão, em uma posição normal de tédio e com uma expressão engraçada no rosto. Depois de muitas tentativas, o comandante parecia frustrado.

- Não pode ser...

- É isso mesmo, grandão. – Ele se virou, rindo e estalando os dedos. – Nós somos a nova espécie humana, a evolução, viemos para ficar e não é um exército de soldadinhos de chumbo que vai nos derrotar. – Richards beijou as costas da mão e depositou um forte soco no queixo do general, que serviu para desmembrar seu pescoço e deslocar seu maxilar ao ponto de morrer ali mesmo. Com aquilo, os militares perceberam que Daniel era o superforte do grupo, tiraram suas armas e atiraram, mas o mesmo arrancou o capô de um carro e serviu aquilo de escudo, antes que o metal rasgasse e os tiros lhe enfraquecessem, arremessou o mesmo para os soldados, vendo-os cair no chão. Um cheiro de sangue invadia aquele local.

- SOCORRO! – Ele pôde ouvir o grito de Sabrina, aquela que controlava o tempo. Provavelmente os demais militares teriam percebido a agitação e começaram a inspecionar e conter o grupo. Castro só podia parar o tempo usando as mãos, então elas provavelmente estariam presas.

- Ah não. – Ele resmungou. Saiu correndo derrubando árvores e distribuindo socos nos que tentavam impedi-lo. Uma bala lhe perfurou a perna e ele arfou de dor. Viu que Margaux, tecnopata, fazia as luzes dos postes de iluminação falharem e explodirem, afinal, ela controlava a tecnologia. Logo as ruas do Central Park foram se apagando, até que uma enorme escuridão avançou. Chegou até os agressores os puxou pela gola da camisa camuflada, antes que eles pudessem atirar, chocou-lhe as cabeças. Sentiu um par de braços quentes lhe abraçarem:

- Obrigada Da... OH DEUS! Você está ferido!

- Tá tudo bem, eu aguento, somos mais fortes que os humanos normais, não vou morrer por isso. – Sorriu de lado. – Pare o tempo, Sabrina!

- Pode deixar. – Ela disse, determinada. Jordin chamava os pássaros de determinados os tipos para bicarem seus adversários, já que ela tinha poder sobre os animais. Zoey fez chover e uma poça de lama, como areia movediça, se introduzir nos pés dos soldados. Os postes de luz quebrados fizeram um fogo com o vento da chuva, que Vitt fez diminuir. Samuel tinha distenções corporais: poderia ser rápido, se esticar, ficar invisível, ouvir de longe e etc. Porém, não tinha super força, então teve que se esforçar para escapar daqueles malucos. Fez inclinação para frente, “ativou o modo corrida” e deu seu máximo. Os recrutas acabaram saindo do caminho e Stewart os rodeou com velocidade máxima. O oxigênio estava acabando, e depois de alguns minutos daquele jeito, os soldados não mostraram mais nenhum sinal de vida.

Os únicos com problemas naquele grupo eram Alexander e Drew. Um era telepata, e outro engenhoso. Super inteligentes tinham habilidade para fazer planos, prever acontecimentos, mas não para lutar contra um exército. Os dois já tinham uma certa quantidade de tiros no corpo.

E então, Sabrina parou o tempo. Levantou as mãos para o ar e o fez. Ela tinha a capacidade de parar, voltar e ir para o futuro, mas tinha medo dos últimos dois, devido ao fato de nunca ter tentado, tudo poderia mudar. Também poderia escolher quem permaneceria intacto co m ela. Todos poderiam fugir enquanto tudo estava congelado.

- Peguem Drew e Alexander! – Gritou. – Eles estão horríveis, se não encontrarmos uma fonte de cura logo, eles acabarão mortos.

- Quantos tiros? – Samuel perguntou.

- 12. – Respondeu a brasileira. – Esse é o máximo de tiros que podemos receber.

- Enquanto um humano normal morre com um ou dois...

- Nós só morremos com dez vezes mais. Somos mesmo muito fodas!

- Quer calar a boca, Jordin? – Sabrina revirou os olhos. – A fonte de cura mais próxima é na fronteira do México, mas seria mais fácil irmos para a Bacia do Rio Amazonas. Na verdade temos muitas opções. O que vocês acham?

- Contanto que não leve muito tempo...

- Podemos nos teletransportar, lembra? Vamos lá.

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- Eu nunca entendi direito como água de fontes naturais nos fazem melhorar... É só água. – Indagou Zoey.

- Mas o que importa é que Drew, Alex e Daniel estão bem. – Margaux suspirou. – Não estamos no México nem no Rio Amazonas. Aonde você pensou que iríamos, Samuel?

- Estamos em Sydney, na Austrália, se querem saber. – Revirou os olhos. – E além do mais, este é um dos lugares mais afastados do governo americano e tem algumas ilhas aqui perto que nem foram descobertas, estão pensando no que estou pensando?

- O que? Fundar uma academia para jovens com os mesmos poderes que nós? – Jordin bateu a mão nas pernas e caiu na risada, como se tivesse contado uma piada engraçadíssima, talvez algo impossível de se acontecer que chegava a dar graça. Parou quando percebeu os olhares interessados sobre ela. – Ah, não... Eu só falei por falar, tá legal? Eu não...

- É BRILHANTE! – O engenhoso Drew, agora revigorado, pôs um dedo no ar e tornou a andar de um lado para o outro. Estavam parados num cais no mar de Sydney, muito moderno assim como o ano em que se encontravam. – Existem milhares de outras pessoas como nós aqui, porque não protegê-los da grande ameaça? É brilhante! Jordin, quem diria que por trás de toda essa maluquice tinha um cérebro!

- Escuta aqui seu...

- Chega, chega! – Daniel separou-os com seus fortes braços. – Quem vai construir essa belezinha pra gente? Além do mais, vamos enviar correio coruja para as pessoas como o antigo Harry Potter? Pelo amor do pai!

- Quem é Harry Potter?

- É um personagem de um livro antigo pra caramba.

- Poupe-me... Estamos em 2076!

- A questão não é essa! – O superforte continuou. – A questão é que não temos condições de ensinar pessoas a se orgulharem de seus poderes! Todos da humanidade sente repulsa por nós, ninguém vai aparecer!

- Só um tolo não apareceria! – Sabrina retrucou. – Todos estão procurando um abrigo, Daniel, é óbvio que eles se interessariam por um lugar onde todos são da mesma espécie! Além do mais, se formos para uma ilha deserta e formarmos um campo de concentração sobre a escola, ninguém vai nos localizar no mapa!

- Não temos todos esses poderes!

- Claro que temos. – Drew continuou. – Engenhoso vem de engenhosidade, que parece com engenheiro, então eu posso fazer o plano da escola, com sua superforça, pode levantar materiais de até 200 vezes maiores que seu tamanho, Margaux pode controlar os objetos tecnológicos, Jordin pode chamar alguns animais para servirem de ajudantes, enfim... Em pouco tempo, tudo estará pronto! Além disso, temos os hologramas baby, deixe de ser século XX!

- Vocês são malucos...

- Pensa bem, Daniel. – Sabrina insistiu. – Logo o governo americano vai matar um a um dos nossos semelhantes, não acha que eles merecem um abrigo? Talvez alguns anos de vida até que nos localizem, se é que vão nos localizar?

- Isolados do resto do mundo?

- Melhor isolados do que perseguidos. – Alexander reclamou. – Topa? – Richards pareceu pensar um pouco. Olhou para os lados, os australianos nem pareciam notar sua presença.

- Tudo bem. – Os demais festejaram. – Mas...

- Porque sempre tem um “mas”? – Samuel irritou-se, fazendo Jordin rir.

- Todos vão ajudar.

- Sim, claro, todo mundo, no máximo que conseguirem. – Confirmou Zoey. Os oito colocaram suas mãos juntas e jogaram para o ar, gritando:

“O FUTURO DA HUMANIDADE!”

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Longos três meses se passaram desde que os oito mataram um exército de soldados e congelaram o tempo nos EUA, fazendo-o voltar ao normal. Sempre arrumavam um jeito de dormir em hotéis em Sydney, e acabaram se hospedando num por algumas semanas. Já que podiam se teletransportar, chegavam à construção cedo e saiam tarde da noite. Mas aquele trabalho pesado estava rendendo. Jordin domava animais e fazia-os de ajudantes, como os elefantes, que traziam os objetos mais pesados (tudo feito com material da ilha ou encontrado em Sydney) com a trompa e com as costas. Era um litoral gigante e extenso, mas o campo de concentração que Sabrina tentou várias e várias vezes até conseguir deixava a impressão de que a ilha era pequena. Daniel carregava troncos de palmeiras enormes como se estivesse carregando pequenas taças de vidro. Drew fez o esquema do abrigo e ajudou na hora de construir as escadas e as paredes junto com Richards. Zoey investia na decoração e trazia material tecnológico para a ilha, enquanto investia no encanamento de água, o que seria moleza, já que ela controlava os quatro elementos. Alexander, além de ler mentes, também tinha algumas previsões imediatas, muito raramente, porém, previa quando alguma parte da construção ia cair e pedia para que Sabrina parasse o tempo. Samuel, com sua rapidez e elasticidade, corria de um lado para o outro e ajudava na colheita de materiais, além de esticar os braços para servir de “fita adesiva” enquanto arranjavam alo para segurar os objetos.

No fim, eles acabaram sendo tão rápidos e eficientes quanto engenheiros normais.

- Então... É isso. – Samuel suspirou, limpando o suor da testa.

- É tão estupendamente enorme. – Babou Jordin. – Não sabia que podíamos fazer isso.

- É... Arrependido disso, Daniel? – Brincou Sabrina.

- Nem um pouco... Só falta ter alunos.

- Claro, vamos enviar hologramas para os da nossa espécie. Devem ser a maioria adolescentes e jovens adultos, já que nós ainda nem chegamos nos 30 e fomos os primeiros a adquirir essa diferença. – Concluiu Margaux.

- Então... Vocês estão prontos para isso? – Perguntou Drew, relutante.

- Basicamente... Tecnicamente...

- Alex!

- Eu estou! Estou, eu... Acho que vai ser demais. – Sorriu o futuro mentor dos telepatas. Jpa tinham todos os planos em mente.

- Então... Juntem-se, meus diferentes! – Gritou Margaux. Todos formaram uma rodinha e depositaram duas mãos uma em cima da outra. – Podem pensar diferente, mas nós somos o futuro da humanidade, e a prova disso está nessa escola e nos seus alunos!

- Não somos tecnicamente humanos. – Sobrepôs Zoey.

- Somos sim, claro que somos! – Disse Margaux. – Eis aqui o primeiro grupo da evolução humana: Mais fortes, mais inteligentes e mais poderosos, não há mero mortal que possa nos vencer!

- Exatamente! – Disseram, felizes. – Um... Dois...Três...

“O FUTURO DA HUMANIDADE!”

Notas finais
E ai? Besta mas é o primeiro capítulo.
Mandem suas fichas!
beijooos :*