O Futuro da Humanidade - Interativa

2 Assassina em Série - Samantha Liddel


Notas iniciais
Heeeey povoooo!!!! demorei pra carai, eu sei u.u mas o bom é que minha semana de provas acabou e as férias chegaraum u.u :3 e ai está um cap. quentin' saindo do fornin' procês (Giovana empina e rebola que o diga) ENFIM, GIRLS, sei que estão putas comigo pela demora, eu sei, maaas esse cap. é da personagem divosa da Caroll, a primeira que enviou a fichinha, portanto a primeira a estrelar nesse mundinho de X-Men que é essa fic aushaushaush AH! E Caroll, eu mudei algumas coisas espero que não se importe, porque eu esqueci de organizar alguns fatos, como ela deixando o tio no hospital e tals, mas espero que goste mesmo assim ausha buenas, aqui está sua sósia, qualquer coisa se eu CONSEGUIR colocar a imagem do capítulo eu tiro o link aushaushau: http://dicasnainternet.com/wp-content/uploads/2014/06/ruivo-acobreado-e-tendencia-inverno-2014-2.jpg bom, espero que gostem e beijos beijos!!!

POV Samanta Liddel

Fazia muito tempo desde que eu havia matado meu tio.

É, para quem consegue ler mentes, adivinhar o futuro e morrer de dores de cabeça por isso, controlar as pessoas psicologicamente já era demais. Porém, estaria mentindo se dissesse que não gostava disso, ou que não usava ao meu favor.

O único problema era que tudo tinha se tornado um fardo depois do acontecido.

[Sydney, Austrália — 02.06.2073 — 4h30 PM]

Era uma tarde de verão, o céu estava azul com nuvens belíssimas, e o alaranjado do pôr do sol já se misturava às cores alegres. Tinha feito 14 anos fazia poucas semanas, e parecia uma tarde linda, mas para mim, era a mais horrorosa de todas.

– Vamos, Sam. – Meu tio parecia estressado. Eu estava com preguiça, meu dia tinha sido horrível. Tinha conseguido captar as informações da prova da cabeça do professor, porém, ele me deu um zero por achar que eu tinha colado, e escrito exatamente tudo igual . Mas não estava a fim de descontar aquela raiva num saco gigante e pesado de boxe. Eu queria me deitar na cama e dormir, deixar os trezentos livros de tarefa pra trás.

Mas, aparentemente, eu não conseguiria.

– Tio. – Respirei bem fundo e massageei as têmporas. – Será que poderíamos parar com isso só um pouquinho por hoje?

– O que? – Ele perguntou, rindo, como se fosse uma piada. – Desculpe, Samanta, mas honestamente, não posso mimá-la. Daqui a pouco você vai pedir um tempo amanhã, depois um tempo maior depois de amanhã, e vai começar a ficar mole e preguiçosa até que suspendamos os treinos pelo resto de sua adolescência! Não, não, não vai rolar. Só faltam duas horas.

“Só faltam duas horas. Como se duas horas fosse pouco, tio.”

Pelo menos ele não podia ler mentes.

– Será que você não entende que eu não sou feita de ferro? Eu estou começando a cansar desses seus exageros, até parece que eu vou ter que lutar contra um exército de alienígenas comedores de cérebro superfortes no dia do natal, como você disse quando eu tinha cinco anos, pelo amor de Deus, me deixa em paz! – Tirei minhas luvas e meu protetor de tornozelo. Estavam suados e com um cheiro horrível, era isso que dava treinar dias, tardes e noites incansavelmente por um objetivo inútil.

– Volte aqui, mocinha! – Pude ouvi-lo gritar de longe. “se ela pelo menos soubesse que seu pai saiu da cadeia há algumas semanas...”. Senti meu coração parar. Virei-me bruscamente e senti meu rosto esquentar, as lágrimas viriam.

– Meu pai foi liberado da cadeia? – Perguntei, raivosa. Meu tio parecia surpreso.

– Você lê mentes, por acaso? – Talvez, quem sabe, velhote.

– RESPONDE! – Gritei. O Cara de 60 anos estava começando a se assustar. – Me diz, ele saiu da cadeia ou não?

– Você está complicando as coisas, Sam, eu nunca disse isso...

– MAS PENSOU! – Gritei, comecei a me aproximar, e justo naquele momento de raiva, pude sentir que todo aquele esforço aumentou meus músculos, eu parecia mais forte do que nunca, mas não pretendia usar minha força, e sim minha mente. – RESPONDA!

– S-sim, sim! Ele saiu, saiu faz duas semanas... E-ele foi preso pouco tempo depois de você nascer, e sua pena era de 14 anos, e como você fez 14 não faz nem um mês, então...

– POR QUANTO TEMPO VOCÊ ME ESCONDEU ISSO? POR QUANTO TEMPO VOCÊ PRETENDIA OMITIR A VERDADE?

– O QUE? EU ACABEI DE LHE CONTAR!

– MAS VOCÊ NUNCA ME DISSE QUE ELE IRIA VOLTAR, PARA MIM, MEU PAI TERIA PRISÃO PERPÉTUA, VOCÊ TINHA QUE TER ME CONTADO!

– DESCULPE! EU SÓ QUERIA TE PROTEGER!

– ME PROTEGER? – Cheguei bem perto e tive que me segurar para não fazer algo super precipitado. Meu tio estava ajoelhado, com medo da fera que se revelava em mim. – eu posso me proteger sozinha.

E então, foi muito simples.

Por um rápido milésimo de segundo, quis que ele sentisse dor.

A minha dor.

A dor que eu estava sentindo, como se tivesse sido apunhalada nas costas e um mal estar podre de cansaço e estresse.

E então, a vontade passou.

Entretanto, algo revirava-se no tapete da sala. Eu estava virada de costas para ele, de cabeça baixa, suportando a ideia de que o marginal do meu pai estava à solta, quem sabe matando gente, roubando, ou então, na pior das hipóteses: tentando me encontrar.

Porém, grunhidos, gemidos e engasgos saíam da garganta de meu tio, que ao me virar, vi estar agachado e numa reação típica de quem está tendo um ataque cardíaco. Minhas pupilas ficaram menores, minhas bochechas ficaram quentes, meus olhos lacrimejaram, meu estômago dobrou, minha boca entreabriu, minhas narinas coçaram, minha garganta secou e o medo invadiu completamente meu organismo, que antes era tomado pela raiva.

– E-ei, ei...Tio... Ei tio... Para... – Eu balancei seu corpo, mas ele continuava tremendo, gritando e gemendo, como se estivesse à beira da morte. – Que... Que brincadeira mais sem graça, hã? D-deixe disso, e-eu sei que você sempre foi muito brincalhão, certo? – Balancei mais, porém, num milésimo de segundo, ele pareceu olhar para mim como quem pergunta “por que, Samantha, por que?” e fechou os olhos, caindo mole em meus braços. Parecia real, muito real.

Mas não podia ser real.

Eu não podia ter matado meu tio.

– TIO, PARA COM ISSO! – Gritei. – SEU IDIOTA! DESCULPA, DESCULPA TER ESPERNEADO COM VOCÊ, EU SINTO MUITO! EU ESTOU NERVOSA E COM MEDO, FAZEMOS E FALAMOS COISAS QUE NÃO DEVEMOS QUANDO ESTAMOS DESSE JEITO, POR FAVOR, NÃO FAZ ISSO COMIGO! – Chorei. Estava vermelha, e fazia de tudo para que ele parasse de me “enganar”, porém, ele realmente não parecia dar sinal de vida. Chequei sua respiração, mas não havia movimento torácico ou ar entrando e saindo pelas narinas. Cheguei perto de seu coração, e para a confirmação do meu desespero, não estava batendo.

Puta que pariu.

Eu matei o meu tio.

Eu.matei.o.meu.tio.

– NÃÃÃOO! EU SÓ DESEJEI, NÃO CONCRETIZEI! PELO AMOR! PORRA, TIO! ACORDA, ACORDA! ACORDA CARA, CUIDA DE MIM! EU TE AMO! EU NÃO QUIS TE AMEAÇAR, DESCULPA! ACORDAAA! – Mas nada adiantava. Ele estava morto, e a assassina era eu. Não servia de nada continuar naquela casa, com equipamentos de luta e sofrimento, eu não sabia administrar grana, era apenas uma estudante e não fazia ideia de como pagar contas, era tudo ele que cuidava, eu só era mais um peso. Peguei as chaves e abri a porta. Sai correndo pelas ruas de Sydney.

Eu precisava de um local pra ficar.

$$$$$$

– Então... Você quer ficar aqui por uns dias? – A velha gorda e nariguda da recepção do orfanato parecia espreitar os olhos para mim. Eu não estava na melhor aparência, depois do que tinha passado... E também estava chovendo, o que não contribuiu nada para encontrar aquele lugar. – Aqui não é abrigo para animais.

Torci o nariz. Com base nos meus poderes telepáticos, pude concluir que aquela infeliz falava qualquer merda que lhe vinha à cabeça.

– Bem, você não pode sair por aí falando tudo o que pensa, sabia? Pode magoar as pessoas.

– Como sabe desse fato? – Ela cuspiu enquanto falava, mordendo um pão velho numa cestinha de madeira no balcão, me fitando com aqueles olhos mofados de tanto tédio.

– Eu leio mentes. – Disse, simplesmente, porque sabia que a velhota não cairia. Nem todo mundo é uma criança de cinco anos que acredita nesses troços sobrenaturais. Nem eu sei se acredito em mim mesma.

– Ah, é mesmo? – Ela engasgou com o pão, mas logo voltou ao normal. – Que número eu estou pensando?

– 7.

– E por quê?

– Porque foi o número de vezes que você se casou nos anos 2058-2059-2060.

– Como foi meu último...

– Seu último casamento durou menos de três semanas, pois seu sétimo marido fugiu no meio da noite depois de uma briga escandalosa e, se não me engano, depois de ver você só de biquíni. Pelo amor de Deus, ele pede você em casamento e nunca a viu de biquíni? Deve ter sido uma visão horrorosa. – Conclui. A mulher parecia surpresa, mas mesmo assim, não consegui arrancar dela aquela expressão de tédio.

– Você por acaso é um demônio? – Perguntou. Sorri maquiavelicamente, revelando minhas sardas por trás do escuro capuz, minha pele branca como giz de cera.

– Se você não me acolher no seu estimável orfanato caindo aos pedaços, eu posso te assombrar até seu último suspiro. – Disse, sombriamente.

Aquilo sempre dava certo.

As crianças e adolescentes órfãos que sentavam-se à mesa do café, almoço e jantar vieram espiar de perto, elas pareciam bastante curiosas. Enquanto a senhora preenchia alguma coisa com meus dados, a TV pequena na parede anunciou notícias de última hora:

“Eu sou Annie Leonard, falando ao vivo do bairro Whestern, Sydney.”

Ah não.

Meu bairro. Meu bairro.

O que os repórteres estavam fazendo no meu bairro?

“Interrompemos esse programa para uma notícia urgente. Edward Liddel, um senhor de 60 anos de idade, professor de artes maciais no colégio Van Alhir, no centro da cidade, foi encontrado morto esta tarde. Segundo os vizinhos, ele morava sozinho nesta enorme casa com a sobrinha, Samantha Liddel, de 14 anos. Eles treinavam no quintal da casa, como uma espécie de proteção contra bandidos ou como um método esportivo, porém, o professor não tem marcas de espancamento ou assassinato, parece ter morrido de algum ataque, doença desconhecida ou outra causa. A única suspeita que temos é o repentino desaparecimento da sobrinha, que deixou a porta entreaberta e sem as chaves, deixando a chuva alagar parte da sala de estar. Este vizinho conta que convive á bastante tempo com a família, e estava ajudando a mãe à lavar a louça quando ouviu gritos e viu Samantha deixar a casa ás pressas. Quando foram verificar, Edward estava caído no chão, sem responder á nenhum chamado...”

A reportagem mostrava fotos da minha casa e meu amigo de infância, Isaac, contando tudo aos repórteres.

Para piorar a situação, eu tinha dito meu nome á mulher, e o jornal da TV tinha compartilhado uma foto minha.

Todos no orfanato me encaravam amedrontados. Pude ouvir suas vozes:

“Ela é maluca... Será que matou o tio?”.

“Com certeza foi ela, não teria outro motivo para ter fugido”.

“Não podemos dividir abrigo com esta... Assassina”.

Em menos de cinco minutos, eu já havia sido chutada para fora do orfanato, e para “melhorar”, a chuva não parava.

Mas eu não aguentaria viver naquele troço por muito tempo.

Meus instintos diriam para fugir.

E foi naquele dia que eu percebi que, recusava-me a acreditar que um assassino era meu pai, porém, eu era igualzinha à ele.

Uma assassina em série.

$$$$$$

Passei 3 anos numa mansão barata. Eu não sabia como, mas conseguia controlar o dono dela, e até recebia umas mordomias. Os dias eram sempre monótonos e iguais, e sentia falta do meu tio. Pus-me a chorar várias vezes, até que percebi que aquilo não adiantaria de merda alguma. Então só me divertia com o dono da pensão para acabar com a solidão.

Todo mundo que aparecia por ali procurando local para dormir eu acabava despachando. A casa acabou virando só minha.

O tempo foi passando e eu e o dono acabamos ficando enrolados com as contas, então a mente dele acabou causando uma espécie de bloqueio para com a minha, o que fez ele me tirar dali depois de todos aqueles anos.

Eu já tinha 17 anos e não tinha concluído a escola, não fazia a mínima ideia do que fazer dali para frente.

Me virei nas ruas, tive que me segurar para não me envolver com gente errada, até que um homem misterioso passou a me seguir.

[Sydney, Austrália — 15.04.2077]

Era uma tarde de quinta-feira, estava escuro e eu estava voltando para o sofá velho debaixo do prédio onde os vagabundos ficavam (que eu espantava, por sinal).

Foi então que eu vi a notícia por uma televisão de bar: Um exército dos EUA fora completamente desmantelado por um grupo da nova espécie: mais fortes, mais inteligentes e mais ágeis. Porém, a notícia já era de alguns meses atrás: dezembro de 76.

O capitão, sobrevivente da catástrofe, dizia que um tinha superforça, outra controlava os elementos, uma controlava os animais, um era fraco, mas intelectual e engenhoso, um era rápido e elástico, podia ficar invisível. Uma era telepata e controlava a tecnologia. Outra parava o tempo e um lia mentes.

Senti um peso sobre minhas costas, e não era tudo que eu vinha carregando na mochila, não, era o fato daquelas pessoas serem diferentes, como eu.

– Que bobagem! – Ouvi um velho gordo com uma cerveja reclamar. – Parece até aqueles filmes banais de super heróis da época da minha mãe, isso é invenção desse cara para aparecer na TV.

– Acredite, ele não está mentindo. – Um homem bonito, da faixa dos 20-30 anos, bebia um refrigerante sem gelo, e piscou para o velhote, que levantou uma sobrancelha.

– Como você sabe que ele não está enganando o resto de nós?

– Porque eu estava lá no dia. – Ele terminou seu refrigerante e deixou a gorjeta na mesa. Ia andando quando o rabugento lhe chamou novamente:

– Mentiroso!

– Eu? Mentiroso? – Ele se virou, sorrindo, mostrando 32 dentes branquinhos. – Mentirosa é sua mãe, que traia seu pai até morrer assassinada em julho de 2045. –Ele deixou o bar, e eu e o homem de bocas abertas também.

– Minha mãe traia meu pai?

O tal homem que, provavelmente, lê mentes, desceu as escadas. Eu estava parada, boquiaberta, assim como o velho. Parece que nós, telepatas, conseguimos buscar informações da memória da pessoa que desejarmos, além de lermos seus pensamentos.

Somos demais, eu sei.

O único problema era o uso incorreto daquele dom, poder ou fardo, eu realmente não sabia como chamar. Era a prova viva daquilo.

Estava tão imersa em meus pensamentos que não notei que o homem estava me encarando sem piscar, e segurando uma imagem entre seus dedos. Rapidamente puxei meu capuz e sai andando o mais rápido que consegui.

“Por que ele estava me encarando, por quê?”

Tentei ler a mente dele de longe, mas não consegui, o que era algo raro. Na realidade, eu nunca tinha falhado na tentativa de saber os pensamentos ou as intenções de alguém, por isso eu nunca me envolvia com gente falsa. Sempre sabia o que se passava em suas cabeças sujas, então me afastava.

A única explicação era que ele tinha o mesmo poder que eu, e sabia controlá-lo, ao ponto de fechar-se para mim.

Continuei andando, dessa vez mais rápido. Não tinha para onde ir, mas qualquer lugar longe daquele homem seria maravilhoso, até mesmo uma sarjeta.

Olhei de relance para trás e tomei um susto quando sua mão alcançou meu ombro. Ele era rápido!

Defensivamente, levantei meu punho e lhe dei um soco no olho:

– AI! – Ele caiu no chão. Parecia mais frágil daquele jeito do que eu jamais poderia imaginar. – Qual é a sua, garota?

– Qual é a sua digo eu! – Esperneei. As pessoas que passavam nos encaravam como se fôssemos um casal brigando ou uma menina esquizofrênica batendo no irmão mais velho. Ele realmente não tinha cara de ter seus 40 anos, mas chega de falar da idade ou aparência de idade dele. – Primeiro você fica me encarando assustadoramente e depois fica me perseguindo como um maníaco! O que você quer?

– Espera... – Ele ia se levantando, mas eu chutei ele de volta para o chão.

– Eu não tenho dinheiro, não tenho comida e eu não vou dormir com você, virgindade é coisa séria, viu?

– CALE-SE! – Ele gritou. Levantou-se rapidamente antes que eu pudesse atacar e agarrou-se ao poste e a parede suja daquele prédio antigo de 2030. – Eu não sou bandido, ladrão, estuprador ou maníaco, tá? Eu sou tão pé-rapado e assustador para você pensar uma coisa dessas de mim?

– Nunca se sabe né, cara? – Balancei a cabeça em negação. – Foi mal.

– Foi péssimo. – Ajudei ele a se equilibrar. – Você é uma menina forte pra 14 anos.

– EU TENHO 17!

– Ah, é mesmo, é o que diz no papel.

– Que papel?!

– Sabe, que bom que você tem cara de nova, afinal, quando você tiver 50 não vão achar que você já deveria estar morta, como a minha avó.

– Fala logo o que você quer, manezão. Eu tenho mais o que fazer! – Irritei-me. Era mentira, lógico.

– Não tem não. – Meu coração acelerou. Será que ele...?

– O-oque? COMO SABE...

– Você não tem para onde ir, dorme num lugar diferente todos os dias e já perambulou por quase todos os cantos de Sydney depois de ser expulsa da pensão. Você achou um sofá velho num condomínio aberto e com pouca segurança, mas você sempre arruma um jeito de expulsar os valentões que ficam por lá. Você matou seu tio... – Ele não pôde terminar, porque levou um belo soco na barriga. Segurei seus curtos cabelos pelas unhas e o fiz olhar no fundo dos meus olhos:

– Quem é você e o que quer comigo? – Ele ficou um tempo quieto, mas quando levantei meu punho, ele continuou:

– Nossa, que bom que você se destaca na aptidão física, não só mental. Sabe, você daria uma bela aluna na força física, se bem que se o Daniel me desse um soco desses eu praticamente já estaria morto. Por isso procuro nunca brigar com ele, tipo, ele sempre está certo e ponto final! – Revirei os olhos para sua tagarelice e belisquei seu nariz e arranquei uns tufos de cabelo.

Eu não gostava de brincadeirinhas, muito menos de enrolação.

– Ai! Ai! Ai! Tá bom, tá bom eu conto, eu conto, só por favor, me solta!

– NÃO! Me conta agora senão eu...

– OK! OK! – Ele fez um gesto para me acalmar, o que não funcionou nem um pouco. – Meu nome é Alexander Barrymore, e eu sou o terceiro dos oito primeiros casos da nova espécie humana. Chamam-nos de diferentes, porque somos mais fortes, mais resistentes e mais inteligentes, nasci em 2048 na Bélgica, mas eu sei falar sete línguas, legal né? – Revirei os olhos e puxei seus cabelos um pouquinho mais. Se continuasse daquele jeito, ele ia acabar careca. – AI! AI! PARA!

– E o que eu tenho a ver com isso? Você não me parece forte, muito menos resistente. Você é fraco com a dor.

– Mas eu sou telepata, então qualquer coisa que você me perguntar sobre você ou sobre qualquer outra pessoa, eu vou poder ler a resposta ou vasculhá-la em suas memórias, tipo os sete casamentos daquela velha gorda que você procurou quando tinha 14 anos, no dia em que seu tio morreu.

Soltei seus cabelos e o encarei sem nenhuma expressão. Mas para ser mais sincera, eu estava assustada pra caramba.

Eu não era a única. Não era.

Virei-me e sai andando de vagar, ainda processando aquilo tudo. Parecia um filme estranho girando na minha cabeça, nem um pouco digno de Oscar.

Senti novamente suas mãos em meu ombro, tremendo por causa de outro soco. Mas eu não me movi, apenas escutei:

– Vamos, Samantha, você sabe que é igual a mim. Sabe que pode fazer as mesmas coisas que eu. – Alexander continuou. Senti um arrepio na minha espinha, ele sabia de tudo, tudo mesmo. Até meu nome, onde me encontrar. – Você corre perigo.

– Como assim?

– Todos da sua espécie correm perigo.

– Todos os humanos correm perigo?

– A esta altura do campeonato, não se pode dizer exatamente que somos humanos.

– Então somos o que? Teletubies mágicos?

– Talvez.

– Vê se me erra, cansei de você e não conversamos nem por meia hora. – Dessa vez ele agarrou meu braço com uma força que não tinha mostrado antes, mas eu era mais forte ainda e puxei de volta. Ele me soltou, depois de algum “cabo de guerra” e disse:

– Estão querendo nos exterminar. O governo americano está providenciando exércitos para todos os cantos do mundo e as tropas ainda estão por chegar em Sydney. Estão caçando-nos e não vão sossegar até arrumarem um jeito de nos erradicar.

– Sei me cuidar, eu vou sobreviver até pelo menos ano que vem.

– Você precisa vir comigo. – Ele estendeu seu braço para mim, e apesar de todo o sangue e a careta de dor que ele fazia de vez em quando, parecia-me, surpreendentemente e de repente, amigável. – É só me dar a mão.

Não sei o que se passou pela minha cabeça naquela hora, mas eu só queria sair daquela cidade escura e suja, queria me enlaçar em alguém que me guiasse até um lugar bom de se viver.

Então lhe dei a mão, como se ela fosse a coisa certa a fazer.

Um raio de esperança para uma vira-lata ruiva, assassina em série.

Notas finais
Essa ruiva é lindona, né? Pota que pariu aushaushaudhsaush' desculpe se não atingi seus objetivos, mas bora comentar né? assim eu não revelo os próximos personagens, hein? lembrando que o ataque aconteceu 14.12.2076 (meu aniversário de 75 anos, gent u.u #velhota) e se passaram três meses para construir a academia Donrel, e a partir de abril de 2077 eles passariam a identificar os diferentes e trazê-los para sua academia (o engraçado foi que o Alex encontrou a Sam por acaso, ele já estava a procura dela ausaushuahsuahs tanto que tinha uma foto com as informações) O titio Ed nasceu em 2013, gent, aushaushaushaushaush' beijoooooooooooooooosss e comenteeeem :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.