– Esse troço tá ligado? – Perguntou uma voz ao longe. O fundo preto de repente foi sumindo e aos poucos um rosto ia se focalizando. – Ah, consegui!- Comemorou a garota.– Bem minna-san, pra quem não me conhece ainda, o meu nome é Hotori Nadeshiko, e estarei apresentando agora o 2° especial e primeiro Backstage da fic O Futuro Deles! – Falou a loira, como se fosse uma daquelas apresentadoras de programas de TV. – O Backstage servirá para que conheçam não somente a mim, mas a todos os novos personagens criados para essa aventura, que começará de verdade a partir do próximo capítulo. – Ela explicou.– Para começar, deixem eu me apresentar: Sou a primeira e, até agora, única filha do Ex-Rei Hotori Tadase e da Ex-Coringa Hinamori Amu. Como todos dizem, e eu sei que é verdade, puxei completamente o meu pai no quesito aparência. Embora deixe meus cabelos compridos e amarrados em um baixo rabo de cavalo, eles continuam sendo loiros, a mesma coisa com os olhos escarlate. Não que eu esteja reclamando! – Nadeshiko apressou-se em dizer. – O que mais amo nesse mundo são meus amigos e minha família... se bem que eu me livraria do Kiseki na primeira oportunidade. Eu amo o meu pai e ele não tem culpa de ter uma personalidade assim, mas eita Chara que tira o ano pra pegar no meu pé! – Murmurou a garota, serrando o punho.– Nadeshiko, o que está fazendo com essa câmera? – Indagou uma criaturinha, chegando perto de sua dona.– E por falar em Chara, essa aqui é minha Shugo Chara, Nakuro. – Nadeshiko apresentou a pequena. A chara usava um vestido branco e uma capa, ambos com singelos detalhes em rosa-choque nas bordas, e na cabeça usava uma coroa, onde havia uma estrela com asas de anjo; tinha cabelos medianos e castanhos, além de olhos da mesma cor.– Com quem você está falando, garota? – Questionou Nakuro.– Ué, com os telespectadores... ou melhor, leitores. – Nadeshiko respondeu o óbvio. A chara apenas encarou sua dona, voltando-se uma ou duas vezes para a câmera, até que constatou:– Você está ficando doida.– Por que não vai discutir maneiras de dominar o mundo com o Kiseki no baka? Eu estou ocupada, e se não vai ajudar, também não atrapalhe! – Resmungou a garota.– Está bem, o que preciso fazer? – Rendeu-se a chara.– Fale de porque você nasceu; que sonho meu te originou.– Essa é fácil! – Nakuro se animou instantaneamente. – Você nunca aceitou ser rebaixada apenas por ser uma garota, sempre querendo mostrar para os outros que não precisaria de um homem ao seu lado para liderar com justiça e sabedoria, como uma verdadeira princesa! Você quer mostrar sua própria força!– Obrigada! Era isso mesmo que eu precisava. – Exclamou Nadeshiko com os olhos brilhando. Nakuro logo se retirou, deixando a dona sozinha. — Agora que já acabei de me apresentar, que tal conhecermos o resto da turma? – Indagou Nadeshiko, entrando em sua casa e parando bem na sala.– Você está fazendo mesmo isso? Não acredito, Nadeshiko. – Riu um certo ruivo de olhos violeta.– Estou fazendo e você vai participar! – Brigou a loira. – O chato de cabelos bagunçados aí, é meu irmão por convivência: Souma Shaoran. – Nadeshiko explicou. – E agora ele vai se apresentar para vocês.– E como faço isso? Você já disse o meu nome, precisa de mais? – Questionou Shaoran, apenas para irritá-la.– Claro que precisa! Eles precisam saber quem são seus pais, seus interesses... – Nadeshiko enumerava.– Vamos Shaoran-kun, é pela Nadeshiko afinal. – Encorajou Touya, o chara do garoto.– Ah, e não se esqueça de apresentar o Touya-kun! – A loira exclamou por fim.– Está bem, vai. – Shaoran rendeu-se. – Como minha maninha já disse, o meu nome é Souma Shaoran, tenho quatorze anos e sou o primeiro e único filho do Ex-Valete Souma Kukai, e da famosa cantora Hoshina Utau. Muitos dizer que sou parecido com meu pai por causa dos cabelos ruivos e da pele morena, mas eu acho que tenho um pouco dos dois, até porque meus olhos são violeta como os da minha mãe e as pontas do meu cabelo também ficaram meio loiras com o tempo.– Eu ainda continuo achando que é tinta. – Intrometeu-se Nadeshiko.– Não é tinta, caramba! – Ralhou Shaoran. – Se vou fazer isso, me deixe fazer do meu jeito! – Ele brigou, e viu Nadeshiko passar um zíper invisível na boca. – O que mais gosto, além dessa pirralha que eu amo apesar de tudo – Apontou para a loira. -, são meus pais, meus outros amigos, e de cantar hap e jogar futebol. Apesar de meu sonho ser virar um compositor famoso ou um jogador da liga, o Touya nasceu por outro desejo meu.– Proteger as pessoas que ama. – o próprio chara completou. – Mesmo não sendo o que pode se chamar de líder, Shaoran-kun faria qualquer coisa para não ver as pessoas que ele gosta machucadas.– E acho que é isso, né? Já chega, Nadeshiko. – Shaoran interrompeu, já ficando envergonhado pelas palavras de seu chara.– É, já está bom. – Nadeshiko conformou-se. – Obrigada, onii-chama. – Ela agradeceu, retirando-se da sala e indo para a cozinha, onde à mesa estavam sentadas duas garotas. – Taiga, Rene, será que poderiam me ajudar em um negócio?– Do que precisa? – Indagou Renesmee, marcando a página do grosso livro que lia. A esverdeada havia mudado bem seu estilo, para começar não usava mais as infantis marias-chiquinhas e resolveu também cortar o cabelo. A única coisa que não mudou, e que de acordo com Rene nunca mudaria, era a preferência pelo óculos, ao invés de lentes de contato.– Preciso que se apresentem. – Respondeu Nadeshiko, e Taiga, que até então não tirou os olhos do livro de ciências, levantou uma sobrancelha para a amiga, confusa. – Estou fazendo um Backstage apresentado a nova geração de Shugo Chara e vocês duas não podem ficar de fora. – A loira explicou. – Preciso que digam quem são seus pais, seus interesses e da Rene porque a Jinora nasceu.– Está bem. – Renesmee concordou. – Poço começar? – Indagou para a irmã. Taiga apenas deu de ombros, voltando-se para o livro.Nadeshiko deu um pequeno sorriso cúmplice. Conhecia a ruiva muito bem e sabia que ela não gostava nem um pouco de ciências, ou seja, só poderia estar lendo outra coisa.– Pra começar, meu nome é Sanjou Renesmee, e sim esse nome veio de Crepúsculo. – Rene se adiantou em dizer. – Tenho treze anos e sou a filha mais velha do Ex-Valete Sanjou Kairi e da Ex-Às Yuiki Yaya. Meus cabelos e olhos verdes vieram do meu pai, e embora ache minha mãe bem bonita, não reclamo. Se tem uma coisa que eu amo e nunca deixarei de fazer é escrever minha histórias. Faço isso desde que me entendo por gente, meu sonho é...– “Fazer as pessoas sonharem com minhas histórias”. – Jinora, a chara da garota, interrompeu. – Nunca me canso de ouvir isso, é um sonho lindo, Rene-chan.– E foi dele que a Jinora nasceu. – Renesmee completou.– Obrigada, foi muito bom. – Agradeceu Nadeshiko, realmente feliz que a amiga tivesse colaborado tão bem. – Agora é você, Taiga-chan.– Ok! – Exclamou a ruiva, finalmente fechando aquele bendito livro. – Eu sou Sanjou Yuiki Taiga, irmã mais nova da Renesmee e sendo assim é óbvio que os pais dela são meus também. Tenho dez anos e sou uma das únicas da nossa turma que não tem um Shugo Chara ainda. – Bufou Taiga inflando as bochechas, coisa que sempre faz Kairi lembrar-se de Yaya quando ela era mais nova. – Puxei os cabelos ruivos da minha mãe, sem falar no modo de prendê-los em duas marias-chiquinhas; já os olhos verdes vieram do meu pai. Meu maior sonho é ser uma costureira mundialmente famosa, sempre crio uma nova roupa e trago para a Nadeshiko experimentar.– É, eu sou seu manequim particular. –Comentou a loira, revirando os olhos.– Não é pra tanto, já que diferente de você, os manequins ficam calados. – Ralhou Taiga. – Você está mais para uma modelo reclamona.– E adivinha só quem não vai experimentar aquele vestido que você trouxe hoje, heim?! – Nadeshiko rebateu, fazendo a ruiva se calar. – Acho que já está bom. Mas antes de eu ir... — Sem mais nem menos, Nadeshiko puxou o livro de ciências das mãos de Taiga e tirou de lá uma revista de moda. – Ah há, eu sabia!– Não acredito! – Renesmee começou a gritar. – E eu, a tonta, achando que você estava estudando! Era bom demais para ser verdade mesmo! – Tentando manter o controle, Rene pegou seu grosso livro e saiu dali.– Nossa, e isso porque eu só mostrei a revista. Imagine se ela visse isto! – De dentro da revista, a loira tirou um mangá. Na página, estavam dois garotos de mãos dadas e com os rostos a centímetros. – Fu-jo-shi. – Ela sussurrou, franzindo cada letra para irritar a amiga.– Não mostre isso, Nadeshiko! – Taiga voltou a arrancar o mangá das mãos da amiga, olhando desesperada para os lados.– Não sei pra que tanto medo. Seus pais e a Rene não se importam que você leia yaoi, e todos aqui sabem que você até assiste isso.– Não, a única que sabe disso é você! – Sussurrou a ruiva, desesperada. – E você me prometeu, quando descobriu esse meu lado, que nunca contaria pra ninguém e... VOCÊ AINDA ESTÁ GRAVANDO?! – Taiga berrou, só tinha reparado agora na luzinha piscando.– Não esquenta, esse vídeo é para os leitores. Eles iriam descobrir sobre isso uma hora ou outra! – Nadeshiko argumentou, erguendo a câmera no alto para que Taiga não alcançasse.– Tô nem aí! Apaga essa parte agora Nadeshiko, apaga!!– Calma! Eu juro que esse vídeo não vai sair daqui.– Ah e você é a senhorita honestidade, né? – Ironizou Taiga, ainda tentando pegar a câmera.– Te juro como melhor amiga! – Nadeshiko propôs, e Taiga se aquietou na hora. – Faço até uma jura de sangue se você quiser.– Hum, acho que não precisa tanto. – A ruiva murmurou, agora um pouco assustada.– Então já vou indo. Ainda faltam o Mizu-kun, a Haruhi e o Saito para “entrevistar”.– Vai falar com o Fujisaki também? Quer que todos os leitores desistam da fic??– Um medo besta por ser tachada de Fujoshi; uma bronca sem sentido com o Mizu-kun... Será que algum dia eu ainda te entendo? – Nadeshiko suspirou, antes de voltar para a sala, onde Mizura e Saito jogavam vídeo game. – Mizu-kun, Saito, poço pedir um favor?– Há, ganhei! – Mizura exclamou de repente, erguendo os braços.– Não valeu, a Nadeshiko me desconcentrou! – Saito protestou.– Ela sempre te desconcentra, né? – Indagou o arroxeado, dando um sorriso de falsa inocência. Saito ruborizou com as palavras do amigo.– Caham, meninos? – A loira chamou novamente.– Ah é, fala Nadeshiko. – Mizura enfim consentiu.– Lembram que eu queria fazer uma apresentação para a nossa geração? Então, só faltam vocês e a Haruhi.– Fala você primeiro, Saito. – Falou o Fujisaki.– Está bem, é só para me apresentar?– Sim. E não se esqueça de falar do Kone-kun. – Nadeshiko lembrou.–Bom, meu nome é Tsukiyomi Saito, tenho doze anos e sou o único filho de Tsukiyomi Ikuto e da grande mangaka Sakamoto Amaya. Tenho os cabelos azuis do meu pai e os olhos da minha mãe... e desculpe falar assim, mas benditos olhos rosa! – O garoto reclamou, e Nadeshiko deu uma discreta risada. – Quanto aos meus sonhos... ainda não sei bem o que quero fazer.– E como o Kone nasceu? – Perguntou Mizura.– Essa eu respondo! – O próprio chara se intrometeu. Usava uma fantasia de gato; o pelo era de um amarelo queimado e as três listras nas costas, os olhos, um pouquinho do cabelo que aparecia e até o cachecol que usava, eram vermelhos. – O Saito sempre foi meio tímido e graças a isso nunca conseguiu fazer amigos lá na França, que era o que ele mais queria. E eu sou a coragem que falta nele!– Obrigada Saito, Kone. – Nadeshiko agradeceu com um sorriso. – Sua vez, Mizu-kun. – Voltou a câmera para Mizura.– Certo. – O garoto assentiu. – Sou Fujisaki Mizura, assim como a Nadeshiko tenho onze anos. Sou o primogênito da minha família e filho do Ex-Valete Fujisaki Nagihiko e da grande carateca Suzumaya Nadja. Muitos dizem que sou parecido com meu pai...– E é! – Nadeshiko e Saito confirmaram ao mesmo tempo.– Fala sério Mizu-kun, você é a cara do seu pai! Principalmente pelos cabelos roxos, e ainda usa compridos. – A loira insistiu.– Poço continuar? – Questionou o arroxeado, e os dois assentiram. – Meu maior sonho com certeza é ser um ninja, como o Naruto. Desde que comecei a assistir o anime quando pequeno, fiquei fascinado! Faço aulas na academia desde os cinco anos!– E quanto àquele outro assunto? – Indagou Nadeshiko, sabendo que o amigo entenderia do que se tratava.– Eu ainda tenho que seguir a tradição, minha avó é muito cabeça dura. – Fez uma careta de reprovação. – Não gosto tanto de dançar quanto meu pai e a Haruhi, inclusive se pudesse usaria minhas horas de ensaio treinando as artes ninja, mas poço dizer que danço bem. – Mizura suspirou, decidido a mudar de assunto. – E diferente do Saito e dos outros, eu não tenho um Shugo chara. Eu, a Haruhi e a Sanjou somos os únicos.– Não sei que implicância é essa que você e a Taiga tem de chamarem o outro pelo sobrenome. O que você tem contra ela afinal? – Questionou Nadeshiko.– Não tenho nada contra ela, ela que parece ter algo contra mim! – Mizura rebateu. – A Sanjou sempre me odiou e eu não faço ideia do porquê, mas a gente já se trata assim a tanto tempo que virou algo normal. – O arroxeado começou a divaga.– Não me importo que comece a viajar agora, mas dá pra me dizer antes onde está a Haruhi?– Naaaddy-chan! – Gritou uma garotinha, se empoleirando nas costas de Nadeshiko. – Estava me procurando?– Era de você mesma que eu precisava. – Nadeshiko afirmou. – Que tal se apresentar para os nossos leitores? Fale o seu nome, sua idade, quem são seus pais e o que gosta de fazer.– Sim, senhora! – Concordou a garota, batendo em continência. – Meu nome é Fujisaki Haruhi, tenho seis anos e minha família são: o onee-kun — Apontou para Mizura. -, meu papa Nagihiko, minha mama Nadja, e também tem o Rhythm e a Temari-nee-chan. Quero dizer, essa é a de sangue, porque eu também amo o Shaoran-chan, a Taiga-chan, a Rene e a Naddy. – Haruhi contou nos dedos, fazendo Nadeshiko vomitar arco-íris. – Diferente dos meus pais, eu tenho cabelos castanhos, assim como os meus olhos, e esses sim eu puxei do meu papa. – A pequena continuou. – O que mais amo é dançar. Gosto de todos os tipos, mas principalmente da tradicional japonesa, já que eu aprendo com o meu papa, que é o melhor dançarino do mundo!– Obrigada, fofinha! – Nadeshiko exclamou, abraçando Haruhi como se ela fosse um ursinho de pelúcia.Quando soltou a menor, a loira agradeceu mais uma vez aos amigos e voltou para o hall da casa onde, começara a gravação.– Bem pessoal, essa é a nova geração de Shugo Chara. Espero que tenham gostado da nossa turma e que acompanhem a fic. Nos vemos no próximo capítulo!“Fim da Gravação”. A tela da câmera mostrou e Nadeshiko suspirou aliviada. Havia conseguido.– Acabou, Nadeshiko? – Perguntou Taiga, chegando perto da amiga.– Sim. – Ela respondeu contente.– E o que pretende fazer com ele?– Bem, os leitores já estão lendo então... acho que apenas vou passar pro meu notebook.– Você fez tudo isso por nada?! – Questionou Shaoran, se juntando às duas.– Mas foi divertido, Shaoran. – Mizura veio logo atrás.– Ninguém pediu a sua opinião, Fujisaki. – Ralhou Taiga, serrando os dentes.– Então que bom que eu não estava falando com você, não é Sanjou? – O arroxeado rebateu.– Mas vão começar de novo vocês dois? – Questionou Saito.– Taiga, você prometeu que ia se comportar. – Renesmee foi outra que protestou quanto a briga.– Mas é que... esse garoto é um... Argh!! – Taiga arrancava os cabelos de raiva.– Ela te chamou do que, onee-kun? – Indagou Haruhi, pegando na mão do irmão.Nesse momento, Nadeshiko sorriu. O que fez para merecer amigos tão maravilhosos? Eles eram mais que sua turma, eram sua segunda família.– Eu amo vocês, seu bando de malucos. — Murmurou para si mesma, com o coração leve de alegria.