O Exterminador Do Futuro
44 Salvação - Vírus parte 2
Notas iniciais
SARAH
Existiam dois alojamentos para os civis, para chegar a eles podia-se usar os ligamentos 1, 3, e 4. Com o ligamento 3 parcialmente obstruído, optei por usar o ligamento 1, que me levaria ao alojamento principal, com a maior área comum. Não demorei muito para chegar pois o ligamento 1 é conectado a ala vermelha. Quando as primeiras pessoas avistaram o grupo de soldados um burburinho começou no local. Essa área era ligada as estufas e as pessoas começaram a sair de lá quando a comoção começou, os trabalhadores que ali estavam interrompiam seus afazeres e se amontoavam curiosos para ver quem chegava. A notícia de que uma comitiva havia chegado ao alojamento se espalhou rápido e logo o lugar estava abarrotado de pessoas se espremendo para ver quem chegava e murmurando curiosos.
— Olá – disse – Acredito que já tenham me visto por aí, mas não saibam que eu sou. Meu nome é Sarah Black, sou a filha do nosso amado líder. – o burburinho se tornou maior, mas eu elevei meu tom de voz para me fazer ser ouvida e logo as pessoas voltaram suas atenções para mim — Estou aqui para tranquiliza-los, nós sofremos um ataque, mas tudo já foi resolvido e estamos agora apenas avaliando os danos. O meu pai está bem e seguro, minha mãe infelizmente não teve muita sorte. Ela não morreu, mas foi ferida e não saberemos a gravidade da situação até ela acordar. Não quero ir embora sem saber que tenho total apoio de vocês, eu estarei disponível para qualquer um que achar que possa ajudar de uma outra maneira, mas o trabalho que fazem aqui deve continuar. Vocês fazem um trabalho essencial, produzindo e fornecendo tudo o que precisamos para sobreviver.
— Não se preocupe – a senhora responsável pela estufa disse dando um passo à frente da multidão, eu lembrava dela era a mulher que a versão mais jovem da minha mãe costumava visitar – Nosso trabalho não vai parar, nunca tivemos a intensão de demonstrar isso, só estávamos preocupados.
— Muito obrigada, Sue! Eu compreendo...
— Sabe quem eu sou? – a senhora perguntou surpresa.
— É claro que sei! Você é a chefe da estufa. Eu não garanto conhecer todo mundo....
— Sim, sim... Ninguém conseguiria lembra o nome de todo mundo que vive aqui... Você me lembra uma menina da sua idade, eu acho, ela vinha sempre aqui me ajudar, tinha o seu jeito sereno e encantador de lhe dar com as pessoas, Renesmee, o nome dela... – Sarah sorriu.
— Sim, eu sei quem é...
— Eu garanto que esse lugar vai continuar funcionando 110%.
— Ótimo! — disse dando um sorriso, me despedi e comecei minha caminhada de volta a ala vermelha onde teria que ir para a sala da máquina do tempo.
— Você leva jeito para isso... – Dean falou
— O que posso dizer... Está no meu DNA.
THOMAS
— Mandou me chamar, senhor! — o homem de uns 30 anos entrou na sala decomando. Ele era fmiliar e ao mesmo tempo estranho, pois o Derek Reese que eu conheço vive na Ravina 4 e é um homem no auge dos 50 anos e extremamente leal aos meus pais.
— Sim, me acompanhe. – Derek assentiu e passou a caminhar ao meu lado.
— Soube sobre a sua mãe... — ele disse receoso – O senhor Black deve estar muito mal.
— Sim, mas não é pra isso que está aqui. Você tem uma missão tenente, eu você ser direto pois estamos sem tempo. A menina que você treinou durante todos esses anos, ela é a minha mãe... antes do ataque meu pai e minha mãe a enviaram para o passado para que ela pudesse conhecer o meu pai e se apaixonar por ele.
— Espera... tinham duas senhoras Black?
— Não exatamente, aquela que você treinou era a Renesmee Cullen, só passou a ser Nessie Black após a guerra...
— Mas ela também era a sua mãe!
— Sim, nós não temos muito tempo para detalhes, você já devia ter sido enviado. – disse quando chegamos a sala da máquina do tempo.
— Enviado?
— Sua missão é encontrar com o meus pais no passado e ajuda-los no que for necessário.
— Com todo o respeito, senhor, mas eu posso ser útil aqui também...
— Você será mais útil lá – Sarah disse entrando na sala – Acredite... você vai gostar de ser mandado pro passado, vai poder reencontra pessoas que já perdeu...
— Mas, por que eu? – Sarah sorriu
— Você vai saber quando estiver lá – minha irmã disse começando a programar a máquina do tempo.
— Eu me lembro de você... quero dizer eu te vi uma vez, no dia em que o seu pai colocou sobre mim a responsabilidade de treinar e vigiar uma garotinha, que agora eu sei que seria a mulher dele...
— Eu me lembro... — ela disse sorrindo — Isso é tudo o que deve dizer a minha vó quando ela morrer!
— O quê?
— Não temos tempo pra isso. – falei – Tenente, você vai encontrar as instruções necessárias nesse endereço. – disse virando a tela de um antigo tablet – Lembre-se dele! — Derek seguiu a orientação de tirar as roupas e se posicionou na plataforma da máquina do tempo, os arcos de luz começaram a girar ao redor dele.
— Boa sorte, tenente! – dissemos eu e Sarah, segundos antes da luz se tornar insuportável. Quando a luz produzida pela máquina do tempo se apagou todo o resto também apagou junto.
— Era só o que faltava! — disse — Moira diagnóstico, por favor.
— A batalha danificou pontos importantes do sistema elétrico! Usar a máquina do tempo sobrecarregou o complexo.
— E quanto a você? – perguntei.
— O sistema de alimentação da Moira é diferente, completamente separado do resto do complexo! — Sarah falou ascendendo uma lanterna — Ainda é dia lá fora, certo?
— Sim, o sol nasceu a 3 horas e 27 minutos.
— Ótimo! É possível redirecionar a energia solar que te alimenta para o resto do complexo?
— Sim, mas vou precisar de um tempo para fazer os ajustes necessários.
— Faça, o mais rápido possível! Seth.
— Sim!
— Mande equipes para os alojamentos, sem a energia o monitoramento da Moira é inútil e nós estamos às cegas. Dê ordens para que os guardas fiquem de olho nos alojamentos e que informem que a situação já está sendo resolvida!
— Sim, senhor.A Kim mandou avisar que o Jacob quer vê-los.
— Eu falo com o papai – Sarah disse — Você vai atrás do Embry! — concordei rapidamente e seguimos juntos de volta para a sala de comando onde eu segui para a sala do Embry e ela continuou seu caminho até o nosso pai na ala hospitalar.
— Embry!
— Sim, eu sei, eu sei! — ele falou antes mesmo de eu dizer alguma coisa — Já estou resolvendo!
— Quanto tempo para resolver?
— Algum... – Embry disse relutante.
— Algum quanto?
— Bastante...
— Embry?
— Tá, eu ainda não tenho certeza, esse lugar está uma bagunça e a minha melhor aprendiz está trabalhando com você! — ele disse se referindo ao fato da minha irmã, que, por acaso é sua melhor aluna não o estar ajudando por estar ocupada comigo.
— Ótimo! Sarah e eu já temos um plano B para reestabelecer a energia, mas se o problema não for resolvido até o anoitecer Moira não vai conseguir manter todo o complexo funcionando, é mais energia do que ela pode armazenar.
— Estou fazendo tudo o que posso aqui!
— Eu sei, todos está, só me dê uma posição antes do anoitecer.
— Pode deixar.
SARAH
Ao chegar na sala de comando, me separei do meu irmão e fui em direção ao ligamento 4, andava com a minha escolta na intenção de ir até a ala médica para encontra meu pai, quando foi abordada por um civil.
— Senhorita... – Dean foi mais rápido e interceptou o homem antes que ele pudesse me alcançar – Eu tenho uma ideia... A senhorita disse que podíamos procura-la se tivéssemos alguma ideia...
— Sim, sim. Pode deixa-lo passar, Dean... – disse, curiosa para ouvi-lo mais também torcendo para que ele fosse breve.
— Meu irmão mora no alojamento sudeste e trabalha na fábrica que tem lá, ele sempre me diz que lá tem muitas baterias velhas... talvez essas baterias possam ser usadas para gerar luz!
— Baterias?
— Sim, são bem velhas, mas ainda tem energia...
— E deve ser possível recarregar algumas delas... – disse para mim mesma.
— Acredito que sim...
— Isso pode funcionar! Moira — disse apertando o comunicador que estava na minha orelha, pois sem a energia não tinha acesso as comunicações instantâneas – Avise ao me irmão e ao Embry que estou mandando alguém até eles que pode ter uma ideia útil.
— Sim, senhora. – apenas ela ouviu a resposta
— Você – disse para um dos guardas da minha escolta – Leve este homem até o meu irmão, na sala do Embry.
— Como quiser, senhorita.
JACOB
— Tem certeza que não há mais nada que possa fazer? – perguntei a Kim pela milésima vez.
— Eu sinto muito Jacob, gostaria de poder fazer mais. – ela respondeu.
— Eu sei. Quais são as reais chances de ela acordar?
— Eu também não tenho como saber disso. Só vou poder saber melhor quando ela acordar... se... ela acordar!
— Ela tem que acordar, Kim, eu acho que não consigo sem ela.
— é claro que você consegue, Jacob.
— Não! Eu sei que não.
— Você é forte, Jacob, sei que consegue. E muitas pessoas aqui esperam isso também!
— Ela é a minha força, desde que a minha mãe morreu ela tem sido a minha base, o apoio que eu precisava todas as manhãs para continuar, sem ela...
— Você ainda tem os seus filhos, crianças ótimas. Eu tenho certeza que eles vão ser o seu apoio se o pior acontecer.
— Acho que eles meio já estão sendo...
— Viu... as coisas vão ficar bem, mesmo que estejam ruins...
— Eu já disse que a mamãe vai acorda, papai! — Daniel disse segurando novamente a minha mão — E sei que vai...
— E como você pode saber disso? — perguntei.
— Porque a moça da foto me disse...
— Moça da foto? Que foto? — ele me puxou para que eu me abaixasse e ficasse da sua altura e abriu um dos bolsos da minha camisa puxando de lá uma foto, a única foto que tenho da minha mãe.
— Essa aqui... — peguei a foto das suas mãos e alternei meu olha entre ele e a foto.
— Daniel... Como assim ela te disse!?? Essa aqui é a minha mãe, sua avó Sarah Black. Ela morreu muito tempo antes de você nascer... — ele olhou para o lado como se algo ou alguém tivesse chamado por ele e depois olhou para o chão entre nós.
— Ela sempre está aqui, disse que está orgulhosa do homem que você se tornou...
Daniel... você... – as luzes piscaram e tudo ficou escuro, fiquei em pé segurando a mão do meu filho e fazendo uma nota mental para continuar aquele assunto mais tarde. — Algo me diz que eu vou querer saber o que está acontecendo!
— Eu tenho certeza que Thomas e Sarah já estão resolvendo isso — Kim que permaneceu calada durante a estranha conversa que estava tendo com Daniel, falou.
— Eu não duvido que estejam, mas mesmo assim, acho que eu pelo menos devo saber o que está acontecendo!
— Eu vou mandar chama-los.
— Obrigada, Kim!
XXX
— Pai, como o senhor está? — Sarah disse entrando no quarto onde Daniel e eu estávamos com a Nessie.
— Bem!
— E a mamãe? – ela disse se aproximando da cama onde sua mãe descansava.
— Na mesma, mas não foi para isso que eu te chamei aqui! O que está acontecendo, por que estamos sem luz?
— Tivemos uma sobrecarga, mas já estamos resolvendo. Não precisa se preocupar, concentre-se apenas em ficar aqui com a mamãe. – ela me abraçou.
— Você tem certeza que não precisa de mim?
— Absoluta! Thomas e eu damos conta. Como você está pequeno? — ela disse se abaixando para falar com o irmão.
— Bem... a mamãe vai acordar logo. Eu não estou preocupado – Sarah levantou as sobrancelhas e deu um leve sorriso passando a mão pelos cabelos ruivos do irmão.
— Seu irmão está certo, sua mãe vai ficar bem, você vai ver. Ela é forte e já passou por coisa pior, não vai ser isso que vai derrubá-la.
— Claro... — ela sorriu novamente, dessa vez pra mim.
— Eu vou voltar com você pra sala de comando...
— Não é necessário pai, Thomas e eu podemos cuida de...
— Eu sei que vocês podem, mas vou voltar mesmo assim.
EDWARD
— Kim será que você tem alguma coisa pra dor? A minha cabeça parece que vai me matar...
— Vou ver o que posso arrumar pra você.
— Certo... vou estar no quarto com a Nessie. O Jacob voltou com a Sarah para a sala de comando e me pediu pra ficar no quarto com a Nessie e o Daniel.
— Ok, eu levo lá.
— Obrigada – entrei no quarto da Nessie, Daniel se endireitou na cadeira ao lado da mãe, achei estranho, por um momento tive a impressão de que ele falava com alguém. Ele sorriu pra mim e saiu da cadeira para que eu me sentasse, eu sentei e ele parou de frente pra mim.
— Como você está? — perguntei
— Bem... — ele olhou para algo ao meu lado e abaixou a cabeça.
— O que foi? — perguntei, minha visão ficou um pouco turva, a dor na minha cabeça se tornava insuportável.
— Ela disse que você tem uma decisão difícil pra tomar...
— Ela quem? — ele olhou mais uma vez para algo ao meu lado e eu olhei também, mas não havia nada.
— Eu te amo vovô — imediatamente voltei a encará-lo.
— O que? — Thomas e Sarah sabiam que eu era avô deles, mesmo assim eles não me chamavam de avô, já Daniel, ela não sabia... — Quem te disse isso? Seus pais te falaram que eu sou seu avô? — ele olhou para o lado de novo, a pressão na minha cabeça ficou insuportável.
— Trouxe o seu remédio, Edward – ouvi Kim dizer, mas tudo ao meu redor girava, meu corpo parecia mais pesado cada vez que eu tentava me mexer. De repente tudo ficou leve e se apagou.
JACOB
— Essas são as imagens da base onde a Skynet está — estávamos reunidos na sala de comando após termos reestabelecido a luz.
— Isso é estranho, parece estar acontecendo algo lá... — falei – Tem certeza que essas imagens são recentes?
— Sim, acabaram de ser tiradas – Moira falou.
— O que a Skynet está fazendo? — perguntei para ninguém em especifico.
— A Skynet está desabilitada, temporariamente, acredito eu, mas desligada.
— Nessie! — disse andando em sua direção e trazendo para os meus braços.
— Mãe! — Thomas e Sarah disseram juntos
— Eu disse que a mamãe ia voltar! — Daniel disse e só então percebi que ele estava ao lado da mão.
— Por que está aqui? Você devia estar descansando! — além dos hematomas ela também tinha os olhos vermelhos — Você estava chorando? — ela me olhou e vi em seus olhos que aquele não era o mamente para essa conversa.
— Eu estou bem – ela respondeu desviando de mim e caminhando até a mesa, onde Thomas cedeu a cadeira para que ela sentasse – As máquinas ligadas a Skynet pelos nanites pararam de funcionar quando o vírus foi ativado, por isso eu acho que de alguma forma a Skynet foi afetada pelo vírus e não está funcionando direito ou está impossibilitada de funcionar.
— Se é assim, nós devemos ir até lá. — disse.
— O que acontece se a Nessie estiver errada? — Seth perguntou.
— Vamos torcer para que eu não esteja.
— Tem certeza que devemos nos arriscar nessa missão? — Seth perguntou novamente.
— Vamos juntar todos os soldados possíveis, marchar até a Skynet e dar um fim a essa guerra! — falei.
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