O Exterminador Do Futuro

45 Salvação - O Fim


Notas iniciais
E aí? Como foram as festas de fim de ano? Estamos praticamente no fim, mais 5 capítulos e acaba, confesso que estou feliz e triste ao mesmo tempo. Espero que gostem do capitulo. Boa Leitura!

NARRADOR DESCONHECIDO

Quando a Skynet decidiu que a humanidade era uma ameaça, Billy viu o mundo explodir pelos olhos de uma criança de pouco mais de cinco anos, ele e seu irmão mais velho se perderam dos pais e nunca mais os encontraram, passaram por momentos assustadores, viveram como ratos nas sombras, passaram fome e viram pessoas morrer, 3 bilhões de pessoas morreram só no primeiro ataque. Os sobreviventes chamaram de dia do julgamento final. De alguma forma eles sobreviveram sozinhos por dois anos até que ouviram a voz da esperança. Um homem falava através de um rádio velho que tinha um lugar seguro para qualquer um que estivesse ouvindo, seu nome Jacob Black, ele mudou tudo. Ele ensinou a todos como lutar contra as máquinas e transformá-las em nada, trazendo esperança para as pessoas que passaram a idolatra-lo. Por 23 anos eles tem vivido sobre o comando de Jacob em total harmonia, as pessoas são tratadas como iguais, independente do papel que exerçam na sociedade.

— Chegou a hora de darmos um fim a essa guerra, de mostrar aquelas coisas lá fora que esse planeta pertence a nós. Eles usaram nossos próprios ossos contra nós e agora nós vamos mostrar quem nós somos – Billy abriu caminho entre a multidão para chegar mais perto de uma das grandes telas penduradas no espaço comum do alojamento em que ele vivia, onde Jacob falava – Todos os homens e mulheres entre 18 e 55 anos devem se apresentar ao oficial comandante do seu pelotão para receber as instruções.

E foi exatamente isso que aconteceu, com um exército de quase duas mil pessoas, Jacob partiu para a batalha que decidiria o futuro da humanidade, deixou Nessie responsável pela base e os menores de 18 anos (que ficaram encarregados de proteger a base no lugar dos guardas) todos os outros o seguiram de olhos fechados, tendo total confiança na liderança de Jacob.

ALGUNS METROS DO CORAÇÃO DA SKYNET

— As máquinas pensam que não podemos vencer, que não iremos atacar e aqui estamos, nos preparando para a batalha que decidirá as nossas vidas, o nosso futuro! Se morremos hoje a humanidade morre com a gente. — Jacob gritava em cima de seu carro, eles levaram 8 dias para marchar até ali – Eu aprecio a vida de cada um de vocês, sem vocês não teríamos chegado até aqui, cada um de vocês cumpriu seu papel da melhor forma possível nas circunstancias dadas...

— Você nos deu um futuro, uma nova perspectiva de vida, nos ensinou a lutar – Billy gritou – O mínimo que podemos fazer é colocar as nossas vidas nas suas mãos. — várias pessoas gritaram em concordância, Jacob encarou o jovem de traços indígenas, seu pai, lembrando do dia em que ele o resgatou duas décadas atrás, lembrou do garoto sujo, assustado e completamente esfomeado que ele era e sorriu para o homem que ele havia se tornado, continuando o seu discurso.

— Eu olho para cada um de vocês e vejo as marcas de uma guerra longa e terrível e para que nossos filhos, os filhos dos nossos filhos, não carreguem estas marcas, nós lutaremos hoje! Eles saberão quem somos e o que fizemos, que nós não nos curvamos nem nos rendemos. Nós resistimos até aqui dispostos a sacrificar tudo para que eles vivam em liberdade. E esta noite nós tomaremos de volta o nosso mundo.

XXX

Os grandes carros de guerra, se aproximaram do portão de entrada da base e imediatamente máquinas começaram a aparecer de todos os lados, o carro dirigiu cego em direção ao portão e então explodiu.

Na parte dentro da base um alarme soou, a grande tela de um computador começou a piscar a seguinte frase: Violação de perímetro, ativando modelo 101. O ranger de engrenagem anunciou que algo havia sido ativado, uma parede ao lado se abriu e uma garra de metal saiu de lá carregando um homem completamente nu. Ele foi colocado no chão e seus olhos que estavam imóveis e abertos ganharam um leve brilho avermelhado e então ele piscou, olhou para os lados numa enorme sala e caminhou até o centro de uma estrutura esférica exatamente nomeio do cômodo. Uma luz ascendeu na estrutura e o homem foi suspenso do chão, levitando exatamente no meio da esfera de luz que se formou ao seu redor. A luz se tornou intensa demais e quando se apagou o homem havia sumido.

XXX

Os tiros começaram, não tiros comuns, tiros de armas avançadas que podiam destruir as máquinas fácil. As máquinas avançaram sobre o exército da resistência sem piedade, mas o que ela não percebeu foi que um grupo menor entrava por uma outra entrada liderados por Jacob, que conseguira a informação com Alec antes de partir da base (N/A: sim Maria o Alec está VIVO!). Alec havia passado alguns meses naquela base com o seu pai e por isso a conhecia bem.

— Nessie estava certa – Seth falou – A Skynet está realmente offline.

— Ou talvez esteja sendo apenas fácil demais – Thomas falou.

— Não... a Nessie estava certa! — Jacob disse – Com a Skynet desligada eles não tem o controle da base, todas as máquinas foram mandadas para o portão, por isso não encontramos ninguém ainda. É aqui! — eles entraram numa sala, Thomas conectou algo num painel e um arquivo começou a ser baixado para o sistema.

Download finalizado com sucesso...

— Funcionou? — Seth perguntou. Thomas havia liberado um variação do vírus que eles usaram nas máquinas que os atacaram, para desativar de vez a Skynet e garantir que ela não pudesse ser ligada novamente.

— As máquinas mais perigosas pararam de funcionar... nós conseguimos – eles ouviram no rádio seguido de uma explosão de felicitações. Com as máquinas mais perigosas desligadas só restariam os T-800, que não dependiam do servidor da Skynet para funcionar e eram relativamente mais fáceis de lidar do que as outras.

NÚCLEO CENTRAL DA SKYNET

— Nós encontramos senhor, exatamente onde disse que estaria — eles entraram numa sala muito grande, não apenas Jacob e seus homens de confiança, mas muitos soldados também.

— O que é essa coisa? — Thomas perguntou

— Destino... — Jacob respondeu — É uma máquina do tempo e a Skynet acabou de usá-la

— Preciso de um tempo para fazer um diagnóstico — disse uma mulher de não mais que 20 anos — Já que a senhorita Black não está aqui – ela começou a mexer no computador anexado a grande (muito grande mesmo) máquina esférica no centro da sala — Estou rodando as coordenadas, devo ter a localização em breve.

— Los Angeles 1982... — Jacob falou

— Los Angeles, 12 de maio de 1982 – a jovem disse, olhando espantada para Jacob. Um burburinho começou.

— Então foi aqui que tudo começou... — Jacob disse, rindo pesado da situação, já que aquela máquina do tempo acabara de ser usada para enviar um exterminador para matar a sua mãe e ele enviaria o pai para salvá-la — É irônico que seja aqui que tudo vá acabar também. — as pessoas o olhavam atentos — Skynet sabia que estava perdendo e tentou nos enganar, ela mandou um exterminador de volta para um tempo bem antes da guerra.

— Um exterminador? — Thomas perguntou com a testa franzida — Então quem é o alvo?

— Minha mãe! — Thomas escancarou os olhos surpreso ao entender aonde isso tudo levava – Sarah Black... Se o exterminador tiver êxito eu nunca nascerei. Por isso eles vão tentar matá-la primeiro e assim apagaram todas nossas vitórias. Não haverá resistência para desafiar as máquinas e elas venceram...

— Nós podemos usar essa tecnologia a nosso favor e enviar alguém de volta... — um homem gritou do meio da multidão que se espremia para ver o que acontecia naquele grande salão.

— Nós nem sabemos se isso vai funcionar – a jovem que fizera o diagnóstico na máquina disse.

— Eu sei... — Jacob sussurrou, somente as pessoas mais próximas ouviram, uma dela era Billy.

— Eu vou! — alguém gritou

— Não, eu vou! — outra pessoa disse dando um passo à frente da multidão

— Eu!

— EU ME OFEREÇO! — Billy gritou alguns passos à direita de Jacob, que o encarou profundamente.

— Por que eu deveria mandar você de todos os outros? — Jacob perguntou se aproximando do garoto.

— Porque eu morreria por Sarah Black. — Billy respondeu encarando o líder sem sequer piscar.

— Todas essas pessoas fariam isso, o que te torna diferente?

— Você sabe o que... Tudo o que me contou sobre ela... é come se eu a conhecesse. Me deixe salvá-la.

XXX

As coisas estavam calmas, mas ao mesmo tempo agitadas. Do lado de fora da base eles juntavam os corpos dos amigos perdidos, do lado de dentro, revistavam a base a procura de qualquer coisa útil. Thomas entrou na grande sala onde a máquina do tempo estava e olhou ao redor procurando seu pai, o encontrou sentado em frente ao painel de controle da máquina do tempo. Andou até lá e sentou ao lado dele.

— Você já sabia, não era? — Thomas perguntou

— O quê?

— Você sabia para onde o exterminador tinha sido enviado, eu acho até que você já sabia quem enviar para protegê-la – Jacob sorriu e olhou para o filho.

— Quando eu era pequeno, sua vó costumava me contar sobre o meu pai, sobre como ele entrou na vida dela, sobre os poucos momentos em que estiveram juntos e sobre como ele morreu para protegê-la.

— Então o Billy...

— Ele é seu avô — Thomas olhou para Billy parado a alguns metros dele conversando com um homem

— Você vai manda-lo de volta, mesmo sabendo que ele vai morrer...

— Algumas coisas precisam acontecer! Ele precisa voltar, precisa ter aquela única noite com a minha mãe... Eu não posso fazer nada, apenas eles podem decidir como a história deve ser... eles vão criar a própria história e dependendo dos acontecimentos, das decisões que tomarem eles podem ou não criar um caminho diferente...

— E como você lida com isso?

— Quem disse que eu lido? — os dois se olharam e Jacob suspirou levantando – Billy, está na hora! — Billy andou em direção à Jacob e Thomas, que saiu dando privacidade aos dois.

— Você vai ter uma grande jornada pela frente, mas eu confio em você — Jacob disse.

— Eu não vou te decepcionar!

— Eu sei que não — os dois se encararam por um tempo e Jacob percebeu que eles tinham os mesmos olhos tanto na cor quanto no formato, o mesmo formato que seu três filhos haviam herdado — Sem armas, o campo magnético arrebenta o que não estiver envolvido em tecido vivo... faz uma cratera... sem roupas também...

— Ela vai achar que sou um louco. Você sabia que essa máquina estaria aqui... sabia a data...antes de eu ir, me diga...

— Diga o que?

— Você vê o futuro?

— Ninguém pode ver o futuro, Billy!

— E como sabe?

— Digamos que eu trapaceio... Minha mãe me contou tantas coisas quando eu era pequeno, parecia que a minha mãe sabia de tudo... foi do mesmo jeito com a minha mulher...

— Isso deve ter sido bom...

— Não muito... Eu só sei até aqui, quando você voltar, meu conhecimento acaba. Era tudo que ela sabia.

— Sem mais trapaça!

— Sem mais! — a foto da Sarah caiu das roupas de Billy e Jacob abaixou para pegar -Você ainda tem... — ele disse para si mesmo.

— Nunca entendi o porquê de você ter me dado isso... mas... agora... eu acho que você sabia que seria eu a ser enviado... — Jacob sorriu.

— Talvez... Nessa época ela ainda não é a guerreira que me criou. Estará com medo e fraca. Não saberá lutar e nem se defender. Estará preocupada em pagar o aluguel e estudar... Ela é uma garçonete...

— Parece que as coisas vão ser difíceis pra mim...

— Esteja preparado para o fato de que ela precisa de você, mas não sabe disso.

— O que eu devo dizer? Algo me diz que ela não vai acreditar em mim...

— Você saberá o que fazer, mas quando as coisas se acalmarem e ela já estiver confiando em você, diga isso: obrigado Sarah, pela sua coragem nos anos sombrios. Não posso te ajudar dizendo que vai ficar tudo bem, apenas posso dizer que o destino já está traçado, mas mesmo assim nós ainda podemos escolher nosso caminho. Você deve ser forte, é mais forte do que pensa. Você deve sobreviver ou eu nunca existirei.

— Cuide dela pra mim.

— Eu prometo que vou, nem que custe a minha vida...

— O que você está fazendo agora, isso é o fim da guerra. Boa sorte, Billy.

Notas finais
E então????? Deixem seus comentários.