Notas iniciais
Essa é uma história que gostei muito da ideia que me veio.

Procuro desenvolver um enredo interessante e envolvente, ao mesmo tempo divertido e engraçado na leitura.

Por favor, comentem, critiquem, deixe-me saber suas opiniões.

Este é o primeiro capítulo que irá apresentar um pouco dos personagens. Boa leitura! =D

TUM! TUM! TUM!

– Lion! Acorda já passou da hora do café-da-manhã! Levanta! – Gritava Erina, enquanto batia na porta do quarto.

– Nããoo! Nada me fará sair dessa cama, eu estava tendo um ótimo sonho, pensando na introdução da minha história: o Grande Cozinheiro de Eliandor! E estava num momento tão perfeito, fazendo pratos deliciosos, podia até sentir o cheiro da comida... Não irei levantar de jeito nenhum!

- Hmm... Está bem! Então irei dar a fresca torta de morango e o delicioso suco de maça com os pães amanteigados e macios de Frindich embora.

Após ter dito isso, Erina começou a pisar forte no chão enquanto descia a escada furiosa. Lion com água na boca ao imaginar todas essas comidas, abriu a porta e passou correndo velozmente por Erina, que ao chegar na sala da estalagem, viu Lion devorando o café-da-manhã e enquanto comia, dizia de boca cheia:

- Você é muito malvada Erina, não se chantageia um homem dessa maneira.

Ela furiosa, deu-lhe um cascudo que o fez cair apagado na mesa.

- Erina, tome cuidado com a sua força, algum dia depois desses seus cascudos o mestre Lion pode acabar não levantando – disse com uma voz doce a jovem Ana, dona da estalagem que estavam hospedados.

- Ahh... Ana, você é a única que me entende, por favor, seja a minha protetora – dizia Lion de forma dramática.

Enquanto ouvia essas palavras Erina começou a ficar com a cara fechada e vermelha de raiva.

- HAHAHAHA... Eii chefe, se continuar dizendo essas coisas a Erina vai continuar te batendo, é melhor tomar cuidado – Falava William, fiel escudeiro, alto, forte, descendente dos antigos desbravadores navais das terras baixas ao sul de Eliandor.

- Lion. – disse um de seus companheiros, guerreiro astuto e rápido, conhecido pela sua maestria com lanças, carregava consigo a mais forte e lendária de todas.

- Sim Aristides.

- Você pegou o pedaço da Seraphin! – afirmava Aristides despreocupadamente.

- Aahh... Meu Deus! Por que não disse antes? Você me avisou assim que eu terminei de comer.

Enquanto bocejava, respondeu: — É que eu acordei agora.

- Que fome! – dizia Seraphin enquanto abria a porta da estalagem – Ana, estou com água na boca desde ontem a noite quando ouvi que você iria fazer uma torta de morango. Ué, Cadê o chefe? Espera! Onde está a torta de morango, por que o prato está limpo?! LIOOONNN!!!

Enquanto corria o mais rápido possível para fugir da fúria de Seraphin, Lion pensava: - Estarei ferrado quando eu voltar, mas não me arrependo de nada, aquela torta estava realmente deliciosa. Espera, o que está acontecendo ali?

- Tome isso, seu ladrãozinho! Vai ter o que merece, perderá uma de suas mãos para viver eternamente na sarjeta. – dizia o mercador enfurecido.

- Por favor, estou morrendo de fome, tenha piedade! – falava a criança com a voz trêmula de medo.

- Cala-te!

Ferozmente, o mercador com um machado atacou o garoto querendo acertar-lhe os punhos, no mesmo instante Lion puxou o garoto pela roupa, desviou o machado e num simples movimento, empurrou o mercador pela barriga, o suficiente para lançar lhe longe atingindo sua própria barraca e quebrando-a por inteiro.

- O que foi isso? – diziam as pessoas ao redor do ocorrido.

- Que-quem é você? O que você está acontecendo? – Dizia o mercador amedrontado.

- Eu sou Chefe da guarda real e pessoal do Rei e pelo visto você não é daqui. Nesta cidade, não julgamos as coisas por nós mesmos e muito menos ameaçamos a vida de uma criança. Vamos pegue as suas coisas e sai daqui imediatamente. – Falava Lion com uma voz séria e um olhar aterrador.

O mercador morrendo de medo com o que tinha acontecido pegou o máximo de suas mercadorias que podia carregar e saiu correndo sem olhar para trás.

Lion voltou-se para o jovem rapaz que havia salvado e sorrindo perguntou-lhe:

- Você também não é daqui, certo? De onde você veio?

O garoto impressionado com a força daquele homem que acabara de salvá-lo, respondeu:

- Não, meu senhor. Eu vim de uma navegação de escravos que aportou na cidade vizinha, meus pais conseguiram me esconder enquanto estavam nos tirando do navio e então pude fugir, depois corri com todas as minhas forças, até que acabei acordando próximo desse lugar. Estou desesperado e com fome, por favor, me ajude. – Sua voz começou a embargar de tristeza e desespero.

Lion, ao ouvir suas palavras, mudou o seu aspecto de forma drástica, fechou a cara e com olhos sérios e certos do que haveria de fazer. Não conseguia admitir a utilização de pessoas como escravas em nenhum lugar. Em seguida, olhou de volta para o rosto do jovem, mas agora sorrindo.

- Qual o seu nome?

- Meu nome é Suna.

Oferecendo-lhe ajuda, Lion levou-o até a estalagem para que pudesse comer e trocar os farrapos que usava como roupa por vestes mais decentes. Enquanto o jovem rapaz se alimentava como se não tivesse comido bem há anos, Lion conversava com o seu grupo:

- Precisamos agir agora! Devemos ir para aquela cidade e libertar os escravos daquela embarcação em que estava o garoto.

- Mas chefe, se nós formos saberão que viemos de Eliandor e declararão guerra, não acho que deveríamos agir de forma imprudente. – Dizia Seraphin

- Eu sei Seraphin, por isso que iremos eu e Willian durante a madrugada.

- Espera, só os dois? Mas e se toda a guarda resolver atacar vocês? Como conseguirão escapar? – Perguntava Erina, preocupada.

- Nós iremos pular o muro. – Dizia Lion com um grande sorriso.

Erina, num impulso de nervosismo deu-lhe um cascudo e falava em voz alta: — É isso que a Seraphin quis dizer com imprudência!

- Não se preocupe Erina, eu iriei proteger o chefe, esse é dever que jurei cumprir até o fim da minha vida. – Disse Willian com a sua voz forte e calma.

- Obrigado William, agora que você me disse isso sei que dará tudo certo. – respondeu Erina com uma voz mais calma.

- O quê?! O plano é meu e você só acreditou que daria certo pelo o que William disse? – Perguntou Lion inconformado com a situação.

- É claro! Você às vezes é muito imprudente, apesar de seus planos não falharem, mas continua sendo imprudente! – Respondeu Erina.

Enquanto conversavam, o garoto os observava com vontade de saber sobre o que era a discussão. Quando terminaram a reunião, Lion olhou-o e sorrindo acenou como que dissesse: “Tudo ficará bem”. Ao sair da casa com um manto que cobria todo seu corpo, juntamente com uma máscara para que as pessoas não soubessem quem era ele, Erina foi até Lion e disse-lhe em voz baixa e envergonhada:

- Prometa que irá voltar são e salvo.

Lion segurou-lhe pelas mãos e disse com a voz despreocupada: — Não se preocupe, é mais provável que os guardas se machuquem bastante. Vamos William!

Os dois saíram em seus cavalos para chegarem o mais rápido possível à outra cidade. Nesse momento o jovem rapaz se aproximou dos que ficaram na estalagem e perguntou quem eram eles. Erina sorrindo disse-lhe:

- Nós fazemos parte da guarda real de Eliandor! Meu nome é Erina, eu cuido das providências médicas, este aqui é o nosso guerreiro mais famoso pela sua maestria na lança, seu nome é Aristides e esta aqui é a nossa arqueira, tão certeira com as flechas que dizem ter vivido com águias, mas não precisa ter medo, ela se chama Seraphin.

O garoto impressionado com as pessoas que acabara de conhecer, ficou ainda mais curioso e interessado no grupo.

- E quem são os dois que acabaram de sair?

- A sim, eles? Aquele alto e forte que parece um muro, é o nosso escudeiro William e o homem que te trouxe é o chefe da guarda real, seu nome é Lion, mas muitos o chamam de Espadachim Branco.

Quando Suna ouviu esse nome, não acreditou que tinha conhecido a pessoa das histórias que seus pais lhe contavam, seria ele o guerreiro tão bom com as espadas e que era conhecido por vencer as batalhas sem deixar nenhuma morte? Estaria ele diante de quem idolatrava e jurava a seus pais que o procuraria para se tornar seu aprendiz e proteger a sua família? Teria o destino contribuído para que o encontrasse? Mesmo com todas essas perguntas, de uma coisa ele tinha certeza, assim que Lion voltasse pediria a ele para se tornar seu aprendiz.

Notas finais
Obrigado pela leitura, espero que tenham gostado!

Não esqueçam de comentar e deixar sua opinião. Abraço! =D