O Dragão, a Vampira e o Criado-Mudo

1 Skyrim? Nããããããããoooooo!!!!!


Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo dessa história que eu imaginei enquanto jogava meu humilde xbox. haushaushaushaus espero que gostem, seja lá quem esteja lendo ahsuahsuas ;)

Alexandre acorda sem entender muito bem o que está acontecendo. Olha em volta e vê que está preso de cabeça para baixo em uma árvore no meio de um pequeno acampamento, com cinco tendas laranja e um grande baú. Ele percebe o porquê de ter acordado. Um elfo da floresta, com um cabelo castanho pontudo, o cutuca.

–Como você foi parar aí em cima, senhor? -perguntou o elfo. Alexandre olha para ele assustado e fica meio confuso. Relembra do que aconteceu até então. Estava treinando esgrima com seu fiel companheiro, Matheus, quando de repente, homens encapuzados e armados saíram do nada e imobilizaram os dois, colocando lâminas em seus pescoços. A última coisa que se lembra, é de um homem alto e velho, com uma grande barba branca se aproximando e dizendo:

–Sim, é este! -em seguida, o barba branca deu uma pisada tão forte no rosto de Alexandre, que ele desmaiou.

Agora, estava acordado em um local completamente diferente. Ele contou tudo para o elfo, que se apressou em descê-lo da árvore. O elfo, que não era grande coisa em porte físico, deixou Alexandre cair direto de cabeça no chão, quando cortou a corda que o prendia com um canivete.

–Senhor! Senhor, você está bem? -o elfo estava preocupado- Seus sequestradores logo voltarão, senhor. Precisamos sair daqui! -ele estava também inquieto e amedrontado.

Alexandre levantou com uma dor de cabeça imensa, mas agradecia por ter saído vivo afinal.

–Ta tudo bem, elfo. Onde os bandidos foram? Por que eles me deixariam aqui sozinho?

O elfo ficou sem jeito, ele não poderia responder. Quem saberia o porquê dos bandidos terem abandonado Alexandre ali na árvore e, além de tudo, o porquê de terem sequestrado-no. Alexandre, ao ver o elfo buscando uma explicação, deixou para lá.

–Deixe para lá. -disse Alexandre com um gesto com as mãos, indiferente- Aliás, qual o seu nome?

–Meu nome é Svuc, senhor. Mas se o senhor me permite, precisamos sair daqui.

–Certo, vamos andando. Meu nome é Alexandre.- ambos correram cuidadosamente por uma floresta, que logo Alexandre percebeu que não conhecia. -Olha, Svuc, eu não faço ideia de onde eu to, parceiro. Aqui, por acaso é Valenwood?

–Quem me dera aqui fosse minha amada terra, senhor. -o elfo mostrou saudades nos olhos. Alexandre se preocupou com a resposta de sua pergunta.

–Svuc, pare de me chamar de senhor... e outra coisa, para onde estamos indo?- Nesse momento, um vilarejo simples, com casas de madeira e pedra e algumas humildes fazendas, surgia a pouca distância.

–Estamos indo para ali, senhor. Rorikstead. -o elfo abriu um sorriso- Estamos em Skyrim!

Alexandre arregalou os olhos e demonstrou um semblante de desespero. Perguntou com horror na voz:

–Skyrim?

–Sim. Skyrim! Algum problema? -o elfo se preocupou com o desespero mostrado por Alexandre. Não era para menos, de todas as províncias de Tamriel, a única que o colocava medo era Skyrim. Alexandre ouvira muitas histórias sobre como aquele lugar era inóspito e triste. Com monstros e fantasmas, assassinos e ladrões. Logo, não foi surpresa quando ele...

–Nããããããããããoooooo!!!! -Bom... gritou desesperado. -Por favor. Eu preciso de descanso. É muita coisa para minha cabeça.

Svuc não se demorou com perguntas, foi logo levando Alexandre para uma taverna em Rorikstead.

–Olá. Desejam algo? -uma mulher nord, que servia a taverna, se dirigia a eles.

–Ai, eu to com muita fome. -suplicou Alexandre- Me vê um açaí.

A mulher olhou para o lado confusa e disse:

–Senhor, acho que não temos essa bebida aqui em skyrim. -Alexandre, ao ouvir mais uma vez o nome do país, gritou...

–Nãããããããããããããoooooooo! -completamente louco. Porém, dessa vez, ele se jogou por cima do balcão e tentou atacar a Nord atendente, mas foi impedido por Svuc e um homem que bebia no local -Por que você precisa me lembrar disso? NÃO REPITA ESSE NOME! NÃO REPITA!

A mulher se assustou e Svuc se apressou em justificar o amigo:

–Perdoe ele, senhora. Está tendo um dia difícil. Tome esse dinheiro. -ele entregou cinquenta moedas de ouro para a mulher- Ele precisa de um quarto. Precisa descansar um pouco.

A mulher relutou um pouco, mas cedeu:

–Tudo bem. Tome as chaves do quarto.

Alexandre estava deitado olhando para o teto. Tinha muitas dúvidas. Por que ele foi sequestrado? Foi levado logo para skyrim? O que estava acontecendo? O que acontecera com Matheus? Ele preferiu descansar um pouco a cabeça e ir dormir.

Lembram daquela história de ele ter medo de skyrim? E dos monstros e da hostilidade do lugar? Porque contaram isso a ele quando criança? Tudo mentira! A verdade era que Alexandre era de uma raça diferente de todas encontradas em Tamriel. Era de uma raça de outro continente, do outro lado do oceano. Ele era brasileiro. Os nords tinham toda aquela rixa com outras raças, como os elfos, etc. Mas não havia raça que odiavam mais do que os brasileiros, principalmente a família dele.

A família de Alexandre era uma conhecida família brasileira que havia vindo para skyrim e causado um monte de problemas. Eles exploraram minas sem permissão, assassinaram nords, queimaram vilarejos, etc. Isso acontecera há três gerações atrás, mas o desejo de vingança por parte dos nords nunca foi esquecido. Alexandre, mesmo jovem, com seus vinte e oito anos, já tinha visitado todos os cantos de Tamriel e do Brasil. O único lugar que nunca fora, era Skyrim, devido a tudo que contaram a ele sobre sua família. Mas Alexandre não era homem de se intimidar, ele descobriria as respostas que procurava.

Já tinha quase dormido, quando alguém passou e falou, entre muitas outras palavras, "skyrim". Então...

–Nãããããããããoooooo!!! -gritou uma última vez, antes de dormir.

Notas finais
Obrigado por lerem essa doideira ai que eu inventei. haushaushaush esse lance do Brasil veio do nada. Enfim, até a próxima.