O Dia Em Que O Jogo Se Tornou Real

18 Visão do Ronan: Enquanto isso, no QG...


Notas iniciais
Enfim, um capítulo básico só para não esquecer os personagens que foram deixados para trás. E eu espero ter conseguido interpretar o Ronan direitinho aí KGNASKJGNSDG =w='

Certamente, acho que não sou o único confuso aqui. Essa situação toda é tão... Desnecessária, tensa. Meus parceiros guerreiros também pensam a mesma coisa, mas ora, não posso negar o fato de que sou um dos mais atingidos emocionalmente, ao menos dos presentes aqui no QG agora.

Hareupe... Meu mestre... O que fizeram com você? Chegou aqui todo machucado, confuso, desamparado. Não há honra em um ato tão covarde como este. Não há honra em prejudicar tantas pessoas; sinto-me mal vendo tanto sofrimento diante dos meus olhos. Bom, melhor ver as coisas pelo lado bom.

Hareupe já está melhorando, nossa querida enfermeira Tammy cuidou muito bem dele. Não consigo explicar o misto de alegria, surpresa e tristeza que senti quando o vi na minha frente, sendo carregado por Mateus, naquelas condições lamentáveis. Então quer dizer que há ainda um OOC perdido? Oh, isso não é nada bom. Torço mentalmente para que ambas as três equipes enviadas consigam cumprir suas missões.

Se isto tranquiliza-te, leitor, as coisas aqui estão bastante tranquilas. Não houve ataques e nem ameaças, parece que os vilões sabem que os chasers quem devem matar não estão aqui. Ryan se diverte em sua forma de lobo, brincando com seu próprio OOC; Uma cena bastante agradável de ver. Zero está sempre jogado em algum canto, quieto, misterioso. Sua espada mística parece não ligar muito para os acontecimentos – Mas o que me chamou a atenção mesmo foi o rapaz responsável pela interpretação do albino.

O moço estava um pouco inquieto, parecia que algo o incomodava profundamente. O garoto, assim como o albino, era quieto e tranquilo, porém uma ponta de dúvida e preocupação podia ser notada em seu semblante. Percebendo tal coisa, resolvi me aproximar.

– Algum problema, jovem rapaz? – Sorri, tentando parecer gentil.

– Não é nada, Ronan – Ele me respondeu um pouco inseguro do que acabara de dizer.

– Não parece mesmo que você está bem, rapaz.

– Eu estou preocupado, como a grande maioria aqui... Apenas isso. Gostaria de ter ido junto a ela – Pude perceber que a última frase saltou de sua boca como em um acidente. Eu já sabia do que se tratava.

– Dela quem? – Quis reforçar a minha teoria. O rapaz pareceu revirar os olhos.

– Dela, da Celly. Ela é muito desajeitada e bobinha para sair em uma missão sozinha.

– Ora rapaz, mas ela não está sozinha. Está com Lupus e com os outros.

– Não confio naquele caçador – Retrucou. Pude perceber um pouco de raiva em seu tom.

– Você a ama, não é mesmo rapaz? – Sorri gentilmente enquanto fazia tal pergunta fatídica. O moço apenas virara seu olhar para mim, um tanto confuso, envergonhado. Sua expressão confirmava o que eu já sabia.

– Pois ora, o amor é mesmo um sentimento confuso. Você devia falar isso a ela, não acha? Poderá se surpreender com o resultado – Continuei sorrindo, na tentativa de deixa-lo mais a vontade.

– Hm – Ele sussurrou alguma coisa, mas não consegui ouvir.

Sentimentos e emoções à parte, o clima no QG estava realmente um pouco tenso, apesar de estar ao mesmo tempo tranquilo. Estavam todos aliviados pela trégua dos ataques ao QG, mas ao mesmo tempo preocupados com os chasers que haviam saído para a missão. Como será que estariam se virando? Estavam conseguindo cumprir com sucesso o que lhes foi mandado? Não é falta de confiança em ambos, ora, claro que não. É apenas uma insegurança, uma... Como os jovens dizem, uma pulga atrás da orelha. Todos sabiam que só ficariam calmos de verdade quando os chasers e OOCs retornassem. Bom, na verdade, só ficaríamos calmos quando essa grande confusão causada por um portal acabasse.

Lothos andava de um lado para o outro, preocupada. De vez em vez sussurrava alguma coisa inaudível. As únicas palavras que consegui captar eram referentes aos dois irmãos, ao imortal e ao asmodiano. Com certeza ela estava torcendo para que ambos os cavalheiros esquecessem suas diferenças e agissem – pela primeira vez na vida – juntos, sem brigar.

Além disso, a comandante toda hora ia para o lado de fora checar as redondezas – parecia que estava esperando que algo de pior acontecesse. Incomoda-me ver uma dama como a comandante tão preocupada, e incomoda-me mais ainda o fato de eu não poder fazer quase nada a respeito da situação, apenas sentar e esperar. Tenho certeza que eu não era o único com esse sentimento.

Mas eu tinha a grande esperança de que os chasers voltariam. As duas equipes iriam resgatar toda a pesquisa de Hareupe, e a equipe restante iria conseguir trazer o OOC perdido são e salvo para o QG. Afinal, a esperança é a última que morre, não é mesmo? E a confiança nos parceiros é algo indispensável quando se trabalha junto a um grupo tão grande e tão honroso como a Grand Chase. Agora só nos restava esperar.

Notas finais
Não se esqueçam de me falar o que acharam!