O Dia Em Que O Jogo Se Tornou Real

19 Capítulo Extra: Feliz Natal!


Notas iniciais
Gente, eu tive que escrever algo referente ao Natal, pfvr =w= Isso porque na época em que eu estava escrevendo, era véspera de Natal...
Lembrando que esse é outro capítulo ova.

O dia amanheceu mais animado no QG. Enfeites diversos estavam espalhados pelo corredor, sala de estar, até mesmo na cozinha; O lado de fora estava totalmente enfeitado com luzinhas que piscam e havia uma grande árvore de Natal montada no centro da sala de estar. Não havia dúvida: era véspera de Natal.

Acordei como se fosse um dia como qualquer outro. As deusas que me perdoem, mas eu havia me esquecido do Natal. Era muita coisa para pensar... Não havíamos progredido muito desde que chegamos até aqui. Lothos nos dividiu em grupos e nos passou as missões, mas foi resolvido de que faríamos uma pausa – a causa dessa pausa era o Natal – da qual eu não entendi muito bem o motivo.

Levantei-me preguiçosamente da cama e espreguicei, queria ficar mais tempo dormindo, mas sabia que se fizesse isso eu nunca mais ia levantar dali. Passei pelo corredor como se fosse um zumbi, e comecei a perceber a diferença. Todos estavam mais alegres, andando de um lado para o outro, colocando alguns enfeites por aí. Perguntei-me o que diabos estavam fazendo, ainda não tinha lembrado que dia era hoje.

— Feliz véspera de Natal, Celly! – Luvizotto me cumprimentou alegre, enquanto corria com um bolo de luzinhas brilhantes na mão. Claro, o Natal...

Andei mais um pouco e me deparei com Lupus sentado na janela, como de costume. Ele parecia estar com uma cara entediada, não entendia o porquê de o evento ser tão especial. Pela primeira vez eu me senti igual a ele, por não ter lembrado essa data tão especial.

Todos estavam tão felizes... Parecia que estavam usando a data como motivo para esquecer as preocupações até agora. Naturalmente eu os lembraria do motivo de estarmos aqui, mas não estava a fim de estragar a alegria alheia. Claro, sempre tem alguém que se sente por fora, e nesse caso esse alguém era eu.

Ora, não me julguem. Nunca passei um Natal longe da minha família, isso me faz ficar meio triste. Resolvi sair um pouco daquela confusão e sentar no meio das flores brancas do jardim, isso me faz pensar.

Olhando atentamente uma das rosas brancas que eu havia pegado, comecei a pensar na família. O que estariam fazendo? Será que perceberam o meu sumiço? Será que eu faço falta? Suspirei.

— O que está fazendo aí, Celly? Vai pegar um resfriado! – A voz de uma moça jovem me tirou do meu pequeno mundinho de pensamentos. Vir-me-ei para trás, era a Teffy.

— Ahn, só pensando um pouco – Respondi.

— Só pensando um pouco, ok. Você pode pensar um pouco usando um casaco. E não morrendo congelada também – Ela me jogou um casaco e eu peguei, muito sem jeito.

— Obrigada, eu acho – Voltei a fitar a flor.

— Sabe... — Pausa — Eu imagino que você esteja assim por causa do dia de hoje, acertei? — Outra pausa, mais longa ainda — Eu, sinceramente, também estou com saudades de casa, todos nós estamos... Mas não podemos desistir agora. Assim como não podemos ceder dessa maneira – Ela sorriu — Vamos lá Celly, Natal é só mais um dia, uma desculpa para festividades familiares. Quando você voltar poderá ter três natais seguidos em abril se quiser.

Soltei um pequeno sorriso – Você, como sempre, me animando. Acho que tem razão... Só estou estranhando o fato de passar esse dia sem a minha família por perto.

Ela soltou outro sorriso — Claro que está estranhando. Todos aqui estamos — Pausa — Mas se anuviar seu problema, você pode fingir que nós somos sua família, por, ao menos, vinte e quatro horas — Suspirou e se abraçou, com frio — Agora me faça o favor de se aprumar, vestir o casaco e ajudar a gente a ascender a lareira? Estou congelando de frio aqui fora — Falou com a voz angustiada — Arg, retiro tudo o que pensei sobre natais lindos com neve.

Eu ri, me levantei, vesti o casaco e fui para dentro, ajudar nas arrumações. Querendo ou não, ela tinha razão... Qual foi o único dia em que ela não teve razão? Isso era o que mais me admirava. O que ela não sabia, é que eu já considerava todos ali como uma família; afinal de contas, os amigos são a nossa segunda família.

O resto do dia foi de pura festa, todos estavam realmente muito animados. Fizemos um jogo de verdade ou consequência, e acabamos descobrindo que o Sieghart tem uma queda pela Teffy – E ela, claro, caiu pra trás quando ouviu isso da própria boca do moreno. Lupus abriu um sorriso sacana, agora tinha um bom motivo para atormentar o imortal. Mas este não pareceu ligar muito.

Final de tarde, havíamos acabado de sair do jogo de verdade ou consequência. Mateus juntamente com Azin teve a brilhante – ou não – ideia de pendurar um daqueles ramos de Natal em cima da porta; aqueles dos filmes, em que casais se beijam em baixo. Foi o que bastou para a brincadeira começar.

— Vai lá Sieghart, puxe aquela sua OOC maníaca – Provocava Lupus.

— Só se você puxar a sua primeiro, caçador – Retrucou, gargalhando.

— Ei! Deixem-me longe disso! – Gritei. Pude ver Carlos olhando com a cara mais feia possível.

— Ora, todos sabem que você tem uma quedinha por ela – Continuou Sieghart. Lupus revirou os olhos.

— Não tente mudar de assunto, imortal.

— Estão vendo? Ele não negou! – Ele riu novamente.

As provocações continuaram por um bom tempo, todos ali estavam rindo como eu nunca vi. Estavam todos unidos – Uma grande, louca e feliz família. Talvez eu tenha achado o meu espírito natalino perdido.

A brincadeira foi tanta que ao início da noite, já estavam todos capotados de qualquer maneira na sala. Eu dormi um pouco, e acordei no meio da noite. Acabei indo para a janela para observar as estrelas, faltavam 15 minutos para a meia-noite.

Passou-se um bom tempo, já estava começando a ficar entediada.

— Feliz Natal, Celly.

Juro que levei um susto ao ouvir a voz que veio de trás de mim, tamanha era a sua seriedade. Virei e me surpreendi: Era o Lupus.

— Lupus? – Ergui uma sobrancelha. Ele não falou nada, apenas me encarou com a vermelhidão assustadora dos seus olhos.

— Érr... Feliz Natal – Soltei um sorrisinho meigo. Olhei no relógio da sala, era meia-noite. Era Natal.

Algo me dizia que esse Natal seria inesquecível, era como se eu estivesse em casa. Olhei rapidamente para todos que estavam dormindo.

— Feliz Natal, pessoal – Pensei alto, sorrindo.

Notas finais
Não se esqueçam de dizer o que acharam u-u