O Dia Em Que O Jogo Se Tornou Real

21 Visão do Mateus: O Resgate de Vinícius


Notas iniciais
Gente, esse capítulo é o da história em si, contando o que aconteceu com o grupo que ficou responsável por resgatar o OOC do Hareupe =w=
(Nota: Quem escreveu o capítulo fui eu, mas escrevi como se fosse o Mateus contando)

Eu já sabia que seria uma longa missão só de ouvir os nomes dos meus companheiros de equipe. Fala sério... Amy, Rey? Por que as duas vadias foram cair logo na MINHA equipe? Estão de brincadeira com a minha cara. E para completar a desgraça, ainda tem a Elesis para tentar tirar a minha liderança do time, afinal, a Lothos estava brincando quando disse que a Elesis seria a líder... Não estava?

Agora que o time já está feito, e que já estávamos chegando perto do portal, não havia mais nada a fazer a respeito. E tudo estaria uma maravilha, se a duplinha de “Por favor, me comam” não estivessem brigando feio sobre algo muito importante mesmo, como o tamanho dos seios.

- Queridinha, desista. Está mais do que óbvio que os meus são maiores, porque amor, tudo em mim é fabuloso – Para completar a frase, ela ainda jogou os cabelos para trás.

- Desculpe, mas uma diva não divide o palco! E ela também é a que tem os maiores seios! – Ela já é escandalosa por natureza, agora está ainda mais.

- Acho que não, hein... – Azin ainda resolveu perder tempo com aquelas duas.

- O QUÊ?! – Por um momento achei que Amy fosse atirar aquela bolsinha rosa brilhante na cara do Azin.

- Pelo amor dos deuses, calem essas malditas bocas! – O grito da ruivinha explosiva fez Caio se afastar um pouco, com medo. Ele era para ser o único cara ali – além de mim – a não ter medo dela, mas o que vi foi o contrário.

- Precisamos nos focar em achar o Vini! Parem de brigar! – Luvizotto protestou. Ele era ainda mais inútil do que o Frajo.

- Fiquem quietos, estamos chegando no portal – Falei, já podendo ver ao longe a luz roxa brilhante daquela massa de magia.

- Certo, agora precisamos ficar mais atentos, porque não estamos em Ernas, e naquele mundo não se utilizam armas. Escondam as suas.

- Érr... A única pessoa que tem uma arma visível aqui é você, Elesis – Frajo acrescentou. O pior é que ele tinha razão, pois as armas de Azin e Rey podiam ser confundidas com luvas; a de Amy com uma bolsinha ridícula; e as armas do Frajo podiam ser confundidas com objetos normais, já que eram um megafone e uma guitarra. Pergunto-me como alguém pode lutar com essas coisas... Aliás, eu nunca o vi lutar. Deve ser horrível.

- Cale a boca, gato – Ela no mesmo instante tentou esconder a espada. Visto que isso era meio que impossível, ela só a deixou pendurada. Talvez as pessoas pensassem que era de brinquedo.

- Luvizotto, você sabe onde o Vinícius mora. Vai ter que nos guiar – Eu disse.

- Certo! Huh, bom, eu não me lembro exatamente...

- Vai ter que lembrar se não quiser ter a cara amassada.

- Nossa, tudo bem – Ele pareceu tirar sarro da minha ameaça, mas é bom ele não duvidar muito disso.

Atravessamos o portal, e só aí eu me dei conta de um detalhe.

- Érr, Rey – Vir-me-ei para ela – Pare de flutuar e ande como uma pessoa normal.

- O QUÊ?! – Ela me olhou como se eu tivesse a mandado rolar na lama.

- O pirralho tem razão, Rey. Não vai ser muito bacana as pessoas verem uma garota flutuante na rua – Acrescentou Elesis.

- Mas...

- Rey! – Sua OOC exclamou.

- Argh, tudo bem. Mas vão ter que me pagar um banho quente depois... – Com muito nojo, ela colocou os pés no chão. Parecia que estava pisando no lugar mais nojento do mundo.

Beleza, estávamos prontos para caminhar a procura do Vinícius, OOC do Hareupe. Luvizotto foi nos guiando, só ele sabia onde ele morava. Afinal, o primeiro lugar que temos que procurar é na casa dele. O caminho foi um pouco perturbado, não só pelas brigas entre Amy e Rey, mas sim por algo estranho que estava acontecendo comigo. Não sei dizer, mas eu não estava bem. Os pensamentos de Azin tornaram-se mais frequentes em minha mente... Isso estava me deixando louco. E ele também não parecia totalmente bem... Mas nenhum de nós dois deixou transparecer, claro.

- É aqui... – Luvizotto parou, observando a casa em nossa frente. Parecia estar vazia, as cortinas escondiam o interior da casa.

- Chegamos tarde? – Caio perguntou.

- Não pode ser... – Uma preocupação descomunal assombrava Luvizotto.

- Cuidado, idiotas! Esfera Gravitacional! – Rey saltou em nossa frente e lançou o ataque, derrubando os inimigos que eu não prestei atenção em quem eram, estava impressionado com a força de vontade dela de vir nos salvar.

- Cavaleiros negros?! – Exclamou Saa, a OOC da Amy.

- Da Fortaleza de Victor? – Perguntei, depois que olhei direito. Sim, eram os cavaleiros negros da missão Fortaleza de Victor, do Grand Chase, armados com escudos e lanças; E para a nossa desgraça, estavam triplamente mais espertos do que eram no jogo.

- O que estão esperando? Ataquem! – Elesis sacou a espada e avançou. Os outros chasers fizeram o mesmo, e os OOCs se afastaram.

- O que eles estão fazendo aqui? – Saa perguntou.

- Foram enviados para matar o Vinícius, suponho – Caio respondeu.

- Mas como eles chegaram aqui? – A OOC da Rey perguntou.

- Eles têm mais informações do que imaginamos... – Caio novamente respondeu.

- Cada guerreiro possui uma magia própria. Se temos alguma relação com os nossos ICs, nós também adquirimos essa magia. Eles podem ter rastreado uma magia parecida com a de Hareupe na Terra, não? – Arrisquei, após pensar um pouco.

- Tem razão... – Caio me olhou um pouco impressionado.

- Cuidado aí! – Azin exclamou. Uma lança estava vindo com tudo acertar a minha cabeça; a sorte é que tenho bons reflexos.

- Uh, essa foi por pouco – Saa exclamou.

- Diz isso calmamente porque não foi a sua cabeça que quase foi decepada – Retruquei.

- O que está acontecendo aqui?! – Uma voz falou atrás de nós. Viramos-nos e vimos um garoto, carregando duas sacolas de pão.

- Vini! – Luvizotto exclamou, abobalhadamente alegre.

- Todo mundo preocupado e esse idiota tinha ido comprar pão – Revirei os olhos.

- Pessoal? Espera... Elesis, Azin, Rey ... – Mal ele terminou de falar e quase foi morto por um dos cavaleiros. Amy o salvou.

- Vamos, temos que sair daqui – Luvizotto puxou-o pelo braço, fazendo-o largar as sacolas de pão.

- Espera, os pães!! – Vinícius reclamou.

- O que você dá mais valor? Aos pães ou a sua vida?! – Continuou correndo, praticamente carregando o outro – Vamos!

Os OOCs começaram a correr, os chasers tentavam atrasar e nocautear o máximo de cavaleiros, que mudaram o foco para Vinícius assim que o viram. Só ouvi a voz de Azin lançando um Dança das Andorinhas, e logo os guerreiros já estavam nos acompanhando. Despistamos os cavaleiros, corremos de volta para o portal, e teria sido tudo muito mais tranquilo se a minha vista não tivesse escurecido. Cambaleei para trás e caí, inconsciente. Não me lembro de mais nada...

Notas finais
Não se esqueçam de dizer o que acharam o/