O Dia Em Que O Jogo Se Tornou Real

11 Visão do Lupus: Os OOCs de Vairne e Drall


Notas iniciais
Então né gente, a preguiça custou a me permitir escrever de novo... Mas aqui estou eu, trazendo um extra aqui que seria na visão do Lupus =w='

Acordei na enfermaria, Celly estava deitada na cama ao meu lado. Se eu estava vivo, isso significava que ela também estava; Acordei primeiro por ser, logicamente, mais forte e resistente do que ela. Enquanto ela é humana, sou um Haros.

A última coisa que eu me lembrava era de ter visto minha OOC levar uma bela espadada, o que fez eu também sentir o dano e cair no chão. Tch... Maldito asmodiano... Eu ainda irei roubar aquela espada, Eclipse. Deve valer um bom dinheiro no mercado negro... Mas isso é assunto para depois.

Mal acordei e já pude ouvir barulhos altos vindos da sala de estar, era bem provável que uma luta estivesse acontecendo. Peguei minhas scarlets e corri imediatamente para lá, e acabei dando de cara com Vairne e Drall. Aqueles dois idiotas... O que diabos estavam fazendo ali?

- Lupus! A bela adormecida finalmente acordou. – O primeiro a me notar ali foi Azin; Eu já esperava que ele falasse alguma babaquisse desse tipo.

- O que diabos está acontecendo aqui? – Ignorando a provocação, perguntei.

- Duel deve ter mandado eles aqui para dar um fim nos OOCs de uma vez – Mal acabou de dizer isso e desviou-se de uma das bolas de fogo arremessadas pelo Drall – Não fique aí parado, nos ajude a acabar com eles!

Não tive escolha a não ser avançar nos dois e lutar ao lado da Grand Chase. Apesar de estarem em menor número, certamente eram poderosos. Por mais que eu deteste admitir, precisávamos de ajuda. Os OOCs ali presentes pareciam também estar preocupados, pude perceber.

- Sieghart, cuidado! À sua esquerda! – Teffy em um impulso gritou. Sieghart involuntariamente deu uma esquiva para a direita, escapando de um ataque por trás.

- Como você... – Ele se virou para a OOC, tentando compreender como ela foi capaz de prever um movimento do Drall

- Eu não sei, cuidado! À sua direita! – Ela continuou prevendo os movimentos, ajudando o imortal na batalha. Fiquei curioso, como infernos aquela garota era capaz de prever os movimentos não só do Drall, mas de Vairne também?

- Aquela garota... Peguem aquela garota! — Vairne ordenou aos lobisomens. Havia percebido que ela poderia estragar completamente os seus planos.

- Não tão rápido, vira-latas sarnentos! – O velhote imortal entrou na frente da garota, aplicando poderosos golpes de espada nos lobisomens. Neste momento, a porta da frente se abriu violentamente.

- O que está acontecendo aqui?! – Perguntou Any.

- Lobisomens! – Exclamou Arme.

- Oh, isto não estava nos meus planos – Dizia Mari, entrando em seguida.

- Pessoal?! – Íris parecia não gostar do que estava vendo.

- Não fiquem aí olhando, ataquem! – Lin sacou seu leque e atacou o Drall, seguida de Amy. Ambas as OOCs das guerreiras estavam ali, ao lado de Íris e Any.

- Grandark, quer fazer o favor de calar a boca? Olhe bem para a situação! – Carlos parecia discutir mentalmente com a espada falante do andarilho.

- Teffy! – O imortal gritou o nome da OOC ao entrar na frente da mesma e impedir que esta fosse atingida pelos espinhos de Vairne. Patético.

- Sieghart! Você... Você não precisava...

- Claro que eu precisava. Certa mortal precisa de seu imortal para lhe proteger – Ele olhou fundo nos olhos da moça, com um daqueles sorrisos dele. O rosto dela corou... Arg, que chatisse.

- S-sieghart... Cuidado! – Foi tudo o que ela conseguiu gritar. Drall estava prestes a acertar-lhes um golpe com a foice, se eu não tivesse pulado na frente e soltado um Tempo da Bala. Ainda me pergunto o por quê de ter feito isso.

- Pare de paquerar sua própria OOC e preste atenção na batalha, imortal.

- O QUÊ?! – O rosto da garota corou novamente.

- Você devia calar a boca, caçador – Voltou a atacar com sua espada. Soltei uma risada depois; Quão patético isso teria sido...

- Idiotas, vocês estão esquecendo que ainda tem uma OOC desmaiada na enfermaria! – Gritou Azin.

- Mas ela não acordou com o Lupus? – Perguntou Mateus.

- Ela não acordou, ainda está desmaiada – Eu disse.

- Celly? O que houve com a Celly? – Íris perguntou.

- Duel a acertou com um golpe de espada – Carlos respondeu.

- Arme! Cuidado, atrás de você! – Any estava ocupada demais ajudando a Arme, não ouviu a conversa. Parecia que ela também era capaz de prever os movimentos do Drall e do Vairne.

- Essas pirralhas... Acabem com elas! – Vairne já estava ficando impaciente.

- Como isso é possível? – Laura, OOC da Lin, se perguntava em voz alta.

- Esperem. Como em todo RP de luta, havia as pessoas responsáveis por interpretar os antagonistas na trama, estou correta? – Mari folheava seu livro enquanto dizia.

- Sim... Espere, mas é claro! – Íris pareceu compreender o raciocínio – Any, Luvizotto e Teffy... Eles interpretavam os vilões em todas as missões, o que faz deles os OOCs deles.

- Exatamente – Mari confirmou.

- Usaremos isso a nosso favor enquanto o resto do pessoal ainda não chega – Sieghart concluiu – Mas temos que tirar a OOC do caçador daqui. Seria arriscado demais deixá-la na sala da enfermaria, se algum dos lobisomens passar por nós, irá matá-la.

- Eu tiro ela daqui, vocês segurem eles o máximo que puderem! – Após dizer isso, Carlos correu rumo à enfermaria.

- Darei cobertura a eles... Vocês, tentem não morrer – Corri, seguindo o outro rapaz.

- Pensam que poderão fugir? – Vairne começou a seguir ambos, mas fora interceptado por Lin e Amy. Não fiquei para ver muita coisa.

- A floresta deve ser um lugar seguro – Dizia o garoto, pegando Celly nos braços.

- Só não corra para muito longe, não estou a fim de te perder de vista.

- Cale a boca e apenas me siga – Ele correu antes que eu pudesse responder alguma coisa. Maldito, eu devia ter-lhe acertado um tiro ali mesmo.

Alguns lobisomens conseguiram passar pela pequena barreira que os chasers haviam feito, mas nada que eu não pudesse resolver com as minhas balas. Paramos de correr já bastante distantes, o garoto sentou-se encostado em um tronco de árvore com minha OOC nos braços, e eu me sentei no galho da árvore ao lado. Eu devia bancar o guarda-costas agora. E o pior de tudo é que não havia recompensa por isso, tch.

Fiquei observando-os o tempo todo. O garoto acariciava os cabelos e o rosto da garota, como se quisesse que ela acordasse logo. Aquele carinho estava me dando náuseas.

- Garoto, acariciá-la não vai fazê-la acordar – Decidi acabar com aquele silêncio.

- Cale a boca.

- Ora, vejo que está irritadinho.

- V-vocês querem parar de brigar...? – Celly acordou aos poucos, gerando um certo alívio, tanto meu quanto do Carlos.

Notas finais
Não se esqueçam de falar se tá bom ou não u-u'