O Dia Em Que O Jogo Se Tornou Real
10 Visão do Carlos: Confronto
Notas iniciais
NÓS VAMOS VIVEEEEER Õ/
Sempre viajei para Ernas em meus pensamentos, já que era a única forma de se chegar lá além do jogo. Bem, até alguns dias atrás, quando a realidade e meu mundo dos sonhos se... Uniram?
Antes de continuar, creio que me apresentar seria mais ético. Meu nome é Carlos, já na internet não sei bem, já usei tanto Nick... Sério, vários, mas não vem ao caso.
Podem me classificar como vagabundo, apenas estudo no período matutino e de tarde fico no computador jogando ou me divertindo com o RP. Ah, Celly já disse, mas relembrando, interpreto o Zero. Bem, por que interpretar um personagem praticamente sem sentimentos e ainda por cima tímido? Simplesmente porque amo a história dele.
Seguindo minha rotina, estava voltando da escola quando tive a impressão de estar sendo seguido. Esse desconforto durou alguns dias, perdia até o sono. Resolvi voltar ao computador, meus pais haviam me deixado sozinho e foram dormir na casa dos meus tios. Sim, eu sou anti-social ao extremo.
Se me lembro bem, estava jogando Ib, um joguinho de terror tosco. Ouvi alguns ruídos vindos da varanda e me assustei, estava concentrado no jogo. Levantei-me e fui verificar, possivelmente era algum gato. Quando olhei pela janela e vi um vulto, eu poderia afirmar que também havia visto o olho esmeralda de Grandark. Mas era loucura! Não tinha como...
Tranquei a janela, desliguei o computador e tentei dormir novamente. Finalmente caí no sono, mas no meio da noite me senti observado novamente. Abri os olhos e, ao me sentar na cama, me deparei outro olhar. Um olhar dourado, uma máscara? O vulto estava sentado em uma cadeira a certa distância.
Ficamos nos encarando, eu poderia jurar que era o Zero... Mas era impossível! Certamente meus olhos me enganavam, esfreguei os mesmos e voltei a encarar o vulto que não possuía nenhuma expressão, ou talvez eu apenas não conseguisse distingui-la.
- Quem é você? – Aquele silêncio me incomodava, resolvi acabar com ele.
- Sou Zero Zephyrum. – O Andarilho me respondeu, espere... O Andarilho!
Era certamente um sonho, me recusava a aceitar a ideia de estar acordado.
- Esse silêncio me irrita, vamos explicar tudo isso de uma vez para o garoto. – Grandark? Sim, certamente era ela. De alguma forma eu podia escutar a espada, assim como o albino.
A espada começou a explicar tudo, como existia, a situação entre os mundos.
- Eu preciso tirar uma foto com vocês!
- Ahn...
- Vamos Zero, apenas uma!
- Talvez...
- Me empresta sua máscara? Ela é tão...
- Seu idiota, preste a atenção em minhas palavras. – Grandark nos interrompeu.
- Não consigo acreditar, estou sonhando.
- Quando sentir a dor dos meus ferrões perfurando sua pele vai ter certeza que não é um sonho.
Calei-me, uma energia pesada pairava pelo quarto. Senti medo da espada.
Algumas semanas se passaram, até que Zero me disse que eu precisava ir para Ernas, seria mais seguro lá. Fiquei eufórico, tratei de arrumar uma mala e segui o albino sem mais perguntas. Saímos à noite. Dar explicações aos meus pais antes? Acreditariam?
Na saída da cidade, em meio a um matagal, avistei uma luz roxa, era o Portal Dimensional descrito por Grandark.
- Ernas... – Parei, tive que me controlar para não soltar um grito de emoção. Seria um grito muito másculo, ok?
- Creio que irá gostar de lá, apesar de não ser um bom momento. – Disse o rapaz de poucas palavras. A espada mantinha seu olho cerrado.
Atravessamos o portal que ligava Ernas e a Terra. Encontrávamo-nos em uma floresta, podendo se avistar uma grande construção além das árvores.
- Aquilo é o QG?
- Sim.
- É enorme!
O Andarilho me guiou até o Quartel General da Grand Chase. Não vou repetir os detalhes já citados pela Celly, Teffy e o Mateus, pois seria repetitivo demais.
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Eu conseguia sentir a insegurança de Zero, aquilo era realmente importante pra ele... Ou talvez fosse apenas a Grandark usando o albino como fantoche.
Bem, Duel era escorregadio, criava fendas e mudava de um lugar para outro em um piscar de olhos. Foi assim que ele atingiu Celly e Lupus, tch, asmodiano covarde.
Zero e Sieghart aproveitaram a brecha do último movimento de Duel e avançaram.
- Destruidor de Armaduras! – Em um corte vertical concentrado, o imortal afastou o asmodiano.
- Inversor de Correntezas. – O vulpino atacou o inimigo com uma sequência de chutes, terminando com uma forte voadora.
Foi muito rápido, Zero já estava esperando no local da queda do asmodiano e sacou a Grandark, saltou em seguida. – Erupção de Ferroadas! – O solo tremeu e uma nuvem de poeira se levantou.
Teffy, Mateus e eu, enquanto nossos IC’s atacavam, fomos ao encontro da Celly, caída, estava inconsciente. Precisava de socorro rapidamente.
- Pff, maldito. – Sieghart resmungou assim que a poeira abaixou. – Duel fugiu com a garota. – Realmente, não consegui ver Lue. Aquele covarde fugiu novamente.
Foi decidido que voltaríamos para o QG mais imediatamente, para o atendimento de Celly e Lupus. Durante a volta foram feitos os primeiros socorros e ao chegar ao Quartel General, Tammy atendeu os feridos. Logo a enfermeira voltou e com um leve sorriso anunciou que tanto IC como OOC não corriam nenhum risco. Suspirei aliviado.
Um estrondo pode ser ouvido por todos ali presentes. A sala to QG, que estava deserta na hora, estava destruída. Vairne e Drall, os capangas de Duel, foram mandados para aniquilar os OOC’s, estavam acompanhados por lobisomens magos e guerreiros.
No QG, apenas o nosso grupo havia retornado. Seria uma batalha apertada se não chegasse reforço imediato.
Notas finais
NÓS VAMOS MORREEEER =A=
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