Notas iniciais
Olá, queridos (as) leitores (as)! Neste capítulo, Érika Agnes registra a história de sua família e como tudo começou. Espero que gostem da narrativa e saibam que eu adoraria receber fedbacks seus! Como diria Érika, beijos suaves da autora ;) Ana. Ps.: para conferir todas as imagens do capítulo, acesse http://the-erika-agnes-darlings-diary.tumblr.com/post/96121198416/amor-alem-da-vida

Querido diário...

Como estou em pleno final da adolescência, comecei a sentir a necessidade de registrar minha vida. Minha mãe é uma escritora de sucesso, então quem sabe não sigo seus passos e publico a minha biografia um dia...

Ah, deixe-me me apresentar primeiro! Meu nome é Érika Agnes Darling, e estou para fazer 18 anos. Herdei o nome dos meus pais, Erik Darling e Agnes Rugabaixa (nome de solteira). Moramos na cidade Símia de Sunset Valley e temos um cachorrinho muito fofo chamado Charlie. Somos muito conhecidos na cidade pelo fato de que, além de minha mãe ser escritora, meu pai já foi fotógrafo e hoje é um mágico de sucesso.

Bom, também há outro motivo para a popularidade de nossa família. Meu pai e eu não somos, como que eu posso dizer... Sims “comuns”. Quer dizer, meu pai já foi um dia, porém, eu nasci assim, etérea ou, usando um nome mais conhecido, uma Sim-Fantasma (com genes Sims vindos de minha mãe).

Como foi que a morte passou a fazer parte da família Darling? Tudo aconteceu durante a primeira vez que meus pais se casaram. Durante a trágica lua-de-mel na praia, meu pai se afogou no oceano. Nem consigo imaginar o trauma pelo qual minha mãe passou ao retornar para casa apenas com a lápide de seu amado marido. O lar recém-comprado se tornou um lugar de profunda tristeza. A vizinhança inteira esperava que Agnes seguisse em frente e aceitasse a perda do seu companheiro. Mas, citando o título do famoso livro de estreia de minha mãe na literatura, este foi um “Amor Além da Vida”.

Agnes sempre soube do mito que rondava a pacata vizinhança, sobre as aparições fantasmagóricas de pessoas falecidas e enterradas no Cemitério Municipal. Com a ardente esperança pulsando em seu peito, mandou transferir o túmulo de Erik para lá, onde passou a ir todas as noites, com o desejo de reencontrá-lo. O povo de Sunset Valley começou a achar que Agnes estava enlouquecendo, ao ir sozinha para o cemitério todas as noites e só voltar para casa ao amanhecer. Minha mãe esperava por horas e horas, sentada no frio banco de mármore próximo ao túmulo de meu pai, desejando que o mito que rodeava o local fosse verdadeiro.

Então, durante uma noite, ela testemunhou a aparição fantasmagórica de um antigo cidadão de Sunset Valley, e conseguiu se aproximar dele. O fantasma falava, mas, para o espanto de Agnes, ele não se lembrava de quase nada de sua antiga vida terrena, apenas vagas impressões. Ele também disse a ela que todas as almas do cemitério estavam presas ao Mundo dos Mortos, e era uma tarefa árdua se desvencilhar do sombrio local por algumas horas para visitar o Mundo dos Vivos.

Após esta conversa, Agnes ficou ainda mais decidida do que nunca a esperar Erik Darling vencer as amarras do Limbo e visitar o antigo mundo em que viveu, mesmo que ele pouco se lembrasse dela. Nesta época em que todos achavam que minha mãe tinha enlouquecido de vez, ela pode contar com o apoio de sua irmã Cornélia e de seu cunhado Gusmão Caixão, e também de seu pequeno, mas sábio, sobrinho Vladimir. Eles foram a única companhia que ela teve neste período, além das aparições fantasmagóricas com quem Agnes passou a conversar no cemitério.

Finalmente, uma noite meu pai apareceu. Agnes não podia acreditar no que via. Seu amado estava de volta, e para ela, não importava o fato de ele estar agora com uma aparência etérea. Ela foi correndo se aninhar em seus braços, agora frios e suaves como o toque da morte. Assim que viu aquela linda mulher vindo correndo em sua direção, Erik teve a certeza de que já a conhecia, apesar de não se lembrar de nada concretamente. Apenas possuía carinhosas impressões e um sentimento latente inexplicável. E então ele se deixou abraçar por Agnes, e aquele momento de encontro entre a vida e a morte fez-se realidade.

Ops! Já está tarde, e tenho que acordar cedo amanhã para ir à aula. Gostei tanto de escrever que até perdi a noção do tempo. Vou dormir agora, e continuo a narrativa assim que tiver outro tempinho livre, eu prometo!

Beijos suaves de Érika Agnes Darling.