Sete meses depois, recuperado, Gerard ainda não havia falado com Olívia, a briga já havia rolado há dois meses entre eles, e ela mudou-se para a casa da mãe por um tempo, para tentar amenizar o clima de enterro! Gerard conversava com Matt na cozinha, quando a campainha tocou: — Você está esperando alguém Matt?? — Não. Você está? — Não!rnrnMatt levantou-se e abriu a porta, era Olívia! Espantou-se. — Olívia?? O que faz aqui?? Você não estava na casa da sua... -Ela o interronpeu. — Gee, posso falar com você? Gerard foi ao seu encontro, levantando-se. Parou na sala, sem querer continuar a olhá-lha. — O que quer? — Falar com você, oras! Posso entrar? Matt se adiantou: — Eu to indo! Falow Gee, até mais Olívia, fui! Ficaram se encarando por segundos. — Entra -Disse, sério. Olívia foi sentando no sofá. — Eu sei que um filho muda radicalmente a vida de uma pessoa, principalmente de um músico, mas também não é o fim do mundo, poxa!! -Olívia disse, quase chorando. — Você vai recomeçar a briga? — Não, só quero que você entenda isso. Um filho não vai tirar o seu sucesso, nem sua vida! — Olívia -Sentou-se no sofá ao lado dela- Preciso te falar uma coisa muito séria. -Diga. — Na verdade, eu estava pensando...e se... você... é..tirasse essa criança...sabe?!? — O quê? -Pasmou-se.- Você ficou doido? Tirar? Tirar o meu filho? — É Olívia.. você sabe... -Mas nunca!!!!! -Exaltou-se do sofá- Nunca! Essa criança que você rejeita também é meu filho. Se você não quer cuidar dela, cuido eu! — Não é isso. É que, um filho é uma responsa muito grande. Eu tenho só 23 anos, tenho medo do que possa acontecer com ela se me tiver como pai! E também...eu sou, eu, sou...alcólatra, né?! — Mas é claro, você só tá pensando nisso mesmo! Na sua bebida, que você não vai mais poder beber se tiver uma criança olhando. — Olívia gritava como se o mundo lhe desse uma voz que ela não possuía! — Calma. Calma. Eu sei, não é isso, não! É o simples fato de que....nós.. eu, não tenho condições de criar um filho. Não agora! — Gerard -Acalmou-se. -Presta atenção...eu não vou tirar meu filho! Se você não o quer, ok! Eu posso fazer isso sozinha! — Não! Não, você não pode! Não pode. — Como???? Está dizendo que eu não sou capaz de criar meu filho sem meu marido alcólatra e doido??? — Ora Olívia....você não vai saber cuidar dele e pronto. — Escuta aqui Gerard....eu vou embora dessa casa, dessa cidade, desse estado.....e você...NUNCA -Ressaltou muito essa palavra. — Eu disse \"nunca\" vai ver essa criança, e muito menos a mim, ok?!rnrnUm minuto de silêncio.... — Não!! ...isso é o que vamos ver! Uma hora depois, Gerard, com um certo \"peso na conciência\" foi até a casa dela, para ver como ela estava...mas sem voltar atrás com sua opinião.rnA campainha toca, Olívia vai atenter... — Gee, o que você quer? Já não acabou comigo o suficiente? -Disse, desanimada, com um ar fantasmagórico. — Eu... te magoei muito? — O que? Você tem a pachorra de perguntar isso? -Olívia se vira e começa a subir à escada... Gerard corre atrás, fechando a porta. — Espera! Eu não queria, eu só achei que seria melhor assim e.... -Para!!! Chega! Já deu...você não vê??? Eu estou acabada, morta por dentro, só o que me mantém viva é essa criança, não fosse por ela, eu não estaria mais entre os pobres mortais! À beira da escada, Gee e Olívia discutiam, tremiam, gritavam, Olívia somente não, ela e sua enorme barriga de sete meses. No meio do bate boca, Gerard, sem querer (ou será por querer??) esbarrou em seu braço, fazendo com que ela rolasse escada abaixo........ Seria o fim???