O Desejo Pode Tornar-se Realidade
4 Arrependimento...
Mikey bate à porta do quarto do hospital, Gerard está sentado de cabeça baixa, aparentemente, havia chorado, seus olhos estavam vermelhos, segurava a mão de Olívia, apertando-a e parecia rezar, ou pedir algo à Deus. — Gee, está tudo bem? Gerard o olhou assustado, acabado, agora tinha certeza, HAVIA chorado e muito. — Não. Isso é demais para mim, meu irmão. Essa situação toda, cara, não tô aguentando isso. Não mesmo! Desabou a chorar novamente. — Calma Gee, tudo vai melhorar, você vai ver. — E a criança Mikey? A criança havia sido retirada assim que chegaram ao hospital, Olívia perdia muito sangue, antes que perdesse a criança, fizeram o parto. — Ela deve estar na outra sala, se recuperando na encubadora. Não a vi também. — Hum....... -Gerard voltou a olhar Olívia dormindo. — Gee...?! — O que? — Você.... você a empurrou? — O que??? — Por favor, fale a verdade, sou seu irmão, não vou te julgar, mas...preciso saber. Você seria capaz disso? — Não. Não...quer dizer acho que não! -Atrapalho-se. — Você..?? Então você a empurrou??? -Mikey assustou-se. Gerard ficou quieto por alguns segundos. — Lembra aquela vez que o pai quase matou um cara em casa? Então, lembra o que ele disse?! — Acho que.... Gee o interrompeu. — Ele disse que não era ele, era como se um espírito o tivesse tomado, sabe?! Eu acho que foi isso que aconteceu comigo, eu sinto que foi isso que aconteceu comigo, eu não quis empurrar ela, NÃO QUIS. -Gerard se exaltou. — Calma, calma, eu te entendo, de verdade. Mas então foi você? — Mikey... -Gerard desabou a chorar ainda mais.- Eu não quis, algo me forçou. Eu ia segurá-la, porque ela estava descendo a escada e se virou contra mim, a gente estava conversando, eu queria que ela me olhasse nos olhos. Quando estiquei minha mão para virá-la, algo me fez perder o controle e esbarrar, mas talvez não fosse com a intenção de derrubá-la. — Gee, você só está me confundindo. Eu sei que \"algo\" te levou a fazer isso, mas... você estava bêbado? — Não!!! Tenho me controlado nos últimos meses, você sabe. Mikey o olhou, acreditar nele ou não?? — Ok Mikey, eu sei que esatamos confusos, eu principalmente. Vou ser mais claro. Eu a empurrei, mas SEM a intenção de derrubá-la. Tudo que eu queria era que ela se virasse para mim e nisso, meu controle não foi suficiente, minhas mãos escorregaram e ela se desequilibrou. Não tive culpa. Por favor, não me faça sentir mais culpa. Abraçaram-se. Talvez aquele fosse o abraço mais emocionado de suas vidas. Naquele momento, ambos sabiam que jamais esqueceriam aquele abraço, aquilo era único. Fora do quarto Frank, Ray e Matt esperavam e Mikey juntou-se à eles. Gerad continuou lá, fitando-a, pedindo perdão pelo que havia (ou não) feito, nem ele sabia ao certo. Foi aí que Olívia apertou sua mão. -Olívia?! -Gerard levantou deixando a cadeira cair. — Gee -Abriu os olhos.- É você? — Sim, sim, sou eu. Está tudo bem, ok, vai ficar tudo bem, eu prometo! — Gee...você.....?! — Olívia....antes que você pergunte, eu lhe conto tudo. Foi assim.... Enquanto Gerard contava como havia acontecido, os três conversavam ansiosos na sala de espera. — Você acha que a criança vai ficar bem, Mikey? -Perguntou frank. — Realmente não sei, cara.... O médico sai da encubadora. Frank se levanta. — E aí doutor? E o bebê? — Bom, na verdade preciso primeiro conversar com os pais, ok?! Me desculpem....com licença. — Claro. -Mikey desanima. — Posso entrar? — O médico bate à porta do quarto. — Claro doutor. -Diz Gerard. — Bom, a notícia não vai agradar-lhes. Posso ser direto?? Gerad se exalta... -Ora doutor....o senhor já está sendo.....agora diga logo!! Quando olha para Olívia percebe que fez mais uma besteira, ela fechou os olhos tentando não ver Gerard se exaltando. — Desculpe, desculpe...eu prometo, nunca mais farei isso. Perdão. — Bom.. -O doutor continua — antes de mais nada, gostaria de pedir para que não se exaltem. — Claro, desculpa doutor. — Mas o que...aii..aconteceu com meu filho? -Pergunta Olívia assustada. — Na verdade foi um parto de risco, perigoso, afinal você caiu de uma escada alta, já com sete meses, à essa altura ele já estava bastante formado... Gerard e Olívia gelaram. — Sinto muito. — Era a última coisa que Gee e Olívia queriam ouvir do médico. Gerard viu nos olhos de Olívia lágrimas que começavam a cair, abaixou-se ao seu lado, de joelhos, e chorou junto de cabeça baixa. Olívia de repente percebeu o mostro que estava do seu lado, e como o vento, puxou sua mão de debaixo da dele, gritando. — Foi você!!!!!!!!! Foi você.!!! Você matou meu filho!!!!!!!! Seu vagabundo...sai desse quarto!!!!!!! Gerard espantou-se e levantou. — Olívia....eu... não!!!!!! -Saaaaaaaaaaaaaaaaiiiiii!!!!!!!!!!! O médico o puxou para fora para medicá-la, Gerard correu (passado) em direção à Frank, Matt, Mikey e Ray. No dia seguinte tudo estava mais calmo. Gerard voltou para ver Olívia. — Posso entrar? — Você?! -Virou a cara. — Quero que saiba que a culpa não foi minha. — Eu pensei muito Gee, você não teve culpa mesmo, era para ser assim e foi. — Que bom. Saiba de uma coisa... — O que?rnrn- Estou muito, muito, muito triste... de vdd! Enquanto ia embora ontem olhava as mães, os pais, as crianças...todos felizes... Aquilo me doeu muito. Acho que vou sentir muita falta dessa criança. — Sério?! — Foda-se minha carreira, foda-se minha juventude, aquele era nosso filho, uma vida, um ser! Eu o destrui, eu... -Gerard chorava desconsoladamente. — Ok Gee, não fique assim. Já aconteceu. Nada vai fazer isso mudar. Um ano passou, o My Chemical Roamnce fazia sucesso, ainda nem tanto, mas para eles era suficiente. Olívia mudou-se para New Iorque, New Jersey lhe fazia mal ainda, trazia lembranças, mesmo tendo perdoado Gerard, não conseguia esquecer. Todos estavam bem, exceto Gerard. Um ano de arrependimentos, tristeza e dor. Cada vez que via uma família pensava em Donald. Esse era o nome que gostaria de ter dado ao filho, uma homenagem ao pai. Porém agora, só em outra oportunidade. Estava triste, sim. Muito. A sua vontade havia sido feita, a criança não existia mais. Mas agora isso o doía. Pudera ele voltar atrás.
Notas finais
Peço desculpas pela imagem de "ruim" que eu criei do Gee aqui...mas como o nome diz, isso é uma FICção. nós sabemos que ele naum é assim.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor