O Desafio de Amar
6 Capitulo 5
Notas iniciais
Carlisle
Acabou que eu passei a manhã inteira jogado naquele sofa olhando fotos, pensando na gente e em tudo e snceramente não sei o que falar pra esse atitude dela em querer o divórcio porque agente era um casal normal, eu pagava as contas, ela cuidava da casa e ainda tinha seu projeto da ong, de vez em quando agente saia e a única coisa que de fato não deu certo foi o fato dela não ter conseguido engravidar, mas eu falava pra ela que isso era normal, eu e ela ate fizemos exames e estava tudo certo...sera que era isso? Ela queria o divorcio porque ainda não tinhamos tido filho? Sei que mulher são paranoicas com gravidez e bebes e eu ate certo ponto fiquei também, ainda mais quando estavamos tentando, a menstruação dela atrasava e agente corria na farmacia loucos de ansiedade e compravamos varios testes rapidos e acabava que dava tudo negativo, ela ficava pessima e eu dizia que em breve nosso filho viria, mas acabou que depois de meses seguidos ficamos frustrados por não conseguirmos e ela desencanou, não falava mais sobre o assunto e eu sabendo que isso a deixava magoada também não tocava mais, mas sera que era isso? Ela queria filhos e queria rapido a ponto de pedir separação se nos dois não conseguissemos?
Eu comecei então a ligar sem parar no celular dela que não me atendia, deixei algumas mensagens de voz e acabou que me estrecei por ela não atender nem nada, ate que depois o celular só dava desligado, pensei em ir na ong e trazer ela nem que fosse obrigada pra termos uma conversa, mas resolvi ligar antes na ong mesmo já que ela não atendia o maldito celular e a Bella me atendeu e disse que ela tinha ido almoçar e eu deixei o recado e isso a duas horas atras e nada dela me ligar de volta e isso estava me deixando fora de mim, eu preciso resolver essa situação toda entre agente, divorcio não, mas temos que parar com essa bobeira, ela tem de parar. Peguei o telefone de novo e disquei o numero da ong.
– Ong esperança, Isabella, com quem eu falo? – Bella atendeu.
– Oi Bella tudo bem? Sou eu Carlisle de novo a Esme ta ai?
– Esta sim.
– Passa a ligação pra ela, por favor, fala que é urgente.
– Vou ver o que consigo Carlisle.
– Obrigado Bella. – esperei na linha alguns minutos.
– O que quer Carlisle? – a voz dela estava chorosa.
– Ta tudo bem?
– Tudo ótimo. – ela disse fungando, com coisa que não sei quando ela chora.
– Me engana não que eu conheço você.
– Nem tanto assim. – ela disse baixo.
– Esme eu ..eu preciso falar com você.
– Sobre?
– Como sobre Esme? Sobre agente, sobre aqueles papaeis que você deixou pra eu assinar.
– Eu já disse tudo que tinha pra dizer pra você e se não se incomoda eu estou trabalhando, então...
– Esme, por favor vocÊ me pediu o divorcio nada é mais importante do que agente resolver isso.
– Você devia ter pensado nisso antes das coisas chegarem nesse ponto, e como já disse estou trabalhando, talvez mais tarde agente converse tchau.
– Esme? – ela desligou na minha cara, o que estava acontecendo? Sera que agente vai mesmo se separar? Não eu não vou dar o divorcio, agente vai ter uma conversa seria hoje e vamos nos resolver...pelo menos eu conto com isso. O telefone tocou e eu bobo corri na esperança de ser Esme.
– Alô?
– Carlisle?
– Pai? – disse quase num alivio, parece que pais tem sexto sentido, sempre que estou precisando conversar ou de alguma coisa meu pai sempre liga.
– Sou eu filho, como você esta? – não sabia bem o que responder.
– Eu? Me diz de você pai como você ta?
– Eu estou ótimo.
– E a mãe?
– Esta bem também, esta mandando um beijo pra você aqui.
– Manda outro pra ela. – disse.
– Mas e você não me respondeu, como você esta filho?
– Pai não faz pergunta difícil.
– Carlisle o que esta acontecendo?
– Pai não quero envolver o senhor nos meus problemas.
– Filho, por favor, sou seu pai, seus problemas acabam sendo meus também. Fale qual o problema, não me diz que Esme não esta bem? – quanto meu pai, quanto minha mãe eram apaixonados por Esme, tem horas que nem sei se eu sou o filho deles ou se é ela.
– Ela esta ótima pai, não se preocupe.
– Então me diga o problema e pare de rodeios.
– A mamãe esta por perto?
– Não mais, estou indo pro escritório. – ele disse, eu amo minha mãe, mas não confio nela como confio no meu pai. – Já estou no escritório agora fale filho. – respirei fundo.
– Meu casamento pai.
– Como?
– O problema é meu casamento.
– Me explica melhor isso filho. – ele disse e então eu comecei a falar sobre tudo, falei sobre Esme estar estranha comigo, da gente não estar se falando, não dormir no mesmo quarto, do fato da gente não estar mais fazendo sexo, de sermos dois estranhos dividindo a casa, falei dela não querer mais cuidar da casa e muito menos de mim , enfim lavei a alma, desabafei e quando por fim terminei estava ate mais leve.
– Eu não estou certo pai? Ela não esta exagerando? – disse.
– Filho em um casamento não existe certo ou errado.
– Pai ela me pediu o divorcio? Me entregou os papeis como se fosse a coisa mais simples do mundo, como se não importasse tudo que passamos juntos, aquela mulher é uma egoísta!
– Carlisle Carlisle...
– Pai sem sermões, eu estou pasando por um momento difícil e se o senhor não pode ou não vai falar nada...
– Ei calma, você não esta me deixando falar.
– Desculpa.
– Tudo bem, mas filho acho que precisamos conversar pessoalmente, amanhã vou dar uma passada ai.
– Pai você mora em outra cidade, não precisa vir aqui...
– Claro que precisa e eu vou você querendo ou não.
– Obrigado pai.
– Não precisa me agradecer.
– Tudo bem eu espero o senhor.
– Eu amo você filho.
– Também te amo pai. – disse e só percebi que era tarde quando ouvi o barulho do carro de Esme entrando na garagem. – Pai Esme chegou, eu vou vou conversar com ela.
– Tudo bem filho, só aja com calma pense bem no que dizer.
– Tabom pai, boa noite.
– Boa noite. – desliguei o telefone e me ajeitei no sofá e nisso Esme entrou e me olhou, olhou pras minhas coisas do hospital do mesmo jeito que pela manhã.
– Oi. – disse pra ela que me olhou desconfiada.
– Oi, você não foi pro hospital?
– Não estava em condições.
– Ah sim. – ela disse e já ia subindo.
– Esme e nossa conversa?
– Que conversa?
– Eu não quero me separar.
– Porque não?
– Porque, porque sim horas. – droga! Não devia ter dito isso.
– Não entendo você, não entendo o porque de deixar essa situação entre agente seguir assim, não esta dando mais eu não to suportando isso, não quero mais sofrer. – ela disse de um jeito como se eu fosse o pior cara da face da terra.
–Nossa Esme ta tão difícil assim?
– Você sabe muito bem como as coisas estão entre agente.
– Mas agente pode dar um jeito, podemos sei La..agente pode ter um filho. – ela riu nervosa.
– Carlisle já esta sendo complicado só nos dois imagina com uma criança na historia, me poupe.
– Só me fala o problema então.
– O problema?
– Sim.
– Não temos apenas um problema, temos vários e o pior deles e você não se tocar ...se fazer de cego.- ela soluçou e a lagrima já rolava.
– Não começa a chorar Es...
– Eu to sensível, to de TPM caramba! Não posso? – ela disse com raiva sendo que eu disse ate que normal, porque nunca gostei de ninguém chorando.
– Não foi isso que quis dizer, eu só.
– Ta Carlisle, mas fique tranqüilo já liguei pro meu advogado e ele vai entrar em contato com você pra você assinar os documentos.
– Eu não vou dar o divorcio pra você, não vou. – disse a encarando.
– E vai me obrigar a suportar isso, a suportar você ? Suportar essa farça? – ela estava fora de si – Sim porque esse casamento nos últimos anos tem sido uma farsa, uma mentira, você não me ama mais..
– Esme...
– Me deixa falar tudo que ta entalado aqui, antes que eu tenha um treco. – ela repirou e continuou a falar entre uma e outra lagrima – Você acha que eu queria que acabasse assim? Não eu não queria quando eu disse pra você que você seria o primeiro e o único eu queria que fosse assim, mas ....acho que sonhei alto demais esqueci que as pessoas não são perfeitas, que você não é perfeito e que principalmente eu não sou perfeita, não sou e acho que nunca fui o suficiente pra você não é?
– Da onde você ta tirando essas coisas, é claro que você é suficiente. – disse meio sem paciencia porque ela estava exagerando.
– Se eu fosse suficiente...vocÊ você...ah você sabe muito bem o que faz não é, você não é mais o mesmo eu não sou mais a mesma e do jeito que esta não da mais, por isso quando meu advogado te ligar assine por favor o divorcio, se um dia você sentiu algo por mim de verdade assine.
– Esme...
– Carlisle você não é o Carl que eu casei...
– Claro que sou...
– Você não é, você você levantou a mão pra mim aquele dia lembra? – não soube o que responder. – Ta vendo?...me da o divorcio...por favor faz isso por mim. – ela disse antes de subir correndo e se trancar no quarto e eu me joguei no sofá, eu não era culpado de tudo com certeza não era, mas eu levantei a mão pra ela...nem eu me perdoaria pelo que fiz, acho que o divorcio vai ser a coisa mais sensata a fazer.
Esme
Depois do telefonema dele que eu infelizmente atendi meu dia se transformou em um inferno só, não conseguia mais fazer nada, pensar em nada, minha mente só vagava pelo passado que tivemos juntos e no futuro que tanto planejamos e que não teríamos mais. Fiquei trancada no meu escritório o resto da tarde, Bella veio e eu não deixei ela entrar, Rose ate tentou me chantagiar com um vestido dela que eu queria pra mim abrir a porta e eu não quis, eu precisava pensar por minha cabeça em ordem e principalmente pensar no que falaria pro Carlisle quando chegasse em casa porque com certeza ele ia querer conversar e eu precisava ser forte, não posso dar o braço a torcer. Sabe quando você não agüenta mais? Eu estava assim, falei pra Rose e Bella irem embora quando desse o horário delas e quando vi que elas foram eu resolvi fechar tudo e ir embora, dirigi lentamente pra casa e o transito que nesse horário era sempre uma merda estava uma maravilha só, mas só de raiva fui pelo caminho mais longo e antes de estacionar dei uma três voltas no quarteirão ate finalmente estacionar em casa, entrei e o inevitável logo veio ... nossa conversa e eu não consegui ser forte porque comecei a chorar, mas mesmo assim falei tudo que estava entalado e quando terminei estava leve leve, mas tive que me trancar no quarto, me joguei na cama e chorei ate não agüentar mais e dormi, acabou que tive pesadelos com nossa separação.
Acordei de madrugada e estava ate de sapatos, então apenas tirei minha roupa e me enfiei no chuveiro rapidamente, escovei os dentes e voltei pra cama de roupão mesmo e me peguei pensando nos momentos bons que tivemos nesse quarto...nessa cama.
– Flash Back on –
Tinhamos acabado de voltar da Europa da nossa lua de mel, tínhamos passado quase um mês por lá e em todas as noites tínhamos feito amor e quando chegamos em casa estávamos exaustos tudo que queríamos era um banho quente e dormir, mas quando nos dois entramos no nosso quarto pela primeira vez depois de casados eu não agüentei.
– Amor nossa primeira noite no nosso quarto. – eu disse pra ele que me olhou.
– Meu Deus Es, espera as coisas tem de ser diferente, vem. – ele disse me pegando pela mão e me levando pra fora.
– O que você vai fazer?
– Isso. – ele disse me pegando no colo e eu tomei um baita susto.
– amor! – gritei o fazendo rir.
– Assustei você foi?
– Só um pouquinho. – disse beijando seu pescoço e sentindo seu cheiro que me arrepiava.
– Agora vamos fazer as coisas direito senhora Cullen.
– Ok senhor Cullen. – disse e então ele me levou pra dentro do quarto no colo e me levou direto pra cama. – E aquele papo de que íamos cair na cama e dormir ate o próximo verão amor?
– Eu já mudei de idéia tem tanta coisa interessante pra fazer. – corei na hora, ainda não estava acostumada a ouvir essas coisas dele e muito menos entrar no clima.
– Tipo?
– Tipo amar você a noite inteira. – ele disse no meu ouvido, e eu resolvi que ia falar.
– Então me ama. – disse e fiquei vermelha, mordi o lábio de vergonha e ele me olhou interessado.
– E serio que quer que eu te ame?
– Quero muito. – disse alisando seu rosto e o beijei ele retribuiu o beijo e logo suas mãos rápidas já passeavam por todo meu corpo e eu tratei de tirar as dele que eu conseguia e por fim o deixei só de cueca.
– Não vai tirar essa? – ele disse apontando pra baixo e eu corei mais do que um pimentão.
– Você já me viu sem, não precisa ter vergonha.
– Eu sei amor. – disse e então beijei devagarzinho e fui tirando sua ultima peça com muita vergonha ainda mais quando senti que ele já estava pronto pra mim, parei de beija-lo pra terminar de tirar a peça e então voltei a beija-lo, minhas mãos passeavam pelo seu corpo e ele gemia meu nome, e então teci beijos por todo seu corpo ate em lugares que eu jamais tinha suposto beijar eu beijei, e então ele nos girou na cama e ficou por cima de mim e tirou minha roupa, seus olhos vagavam pelo meu corpo e ele então distribuiu beijos por todos os lados e quando digo todos digo todos, ele me fez sua e eu não achei palavras pra descrever ser dele mais uma vez e todas as vezes eram únicas assim, eu descobria mais dele e ele de mim.
– Eu te amo Carl. – disse no seu ouvido, ele descansava o corpo sobre o meu.
– E eu amo demais você Es, minha Es e demais ninguém.
– Você acha que vai ser sempre assim amor?
– Assim como?
– Nossas noites?
– As noites só eu não sei, mas vou amar você pra sempre, de dia de noite em todos os momentos e todos os lugares.
– VocÊ sabe que isso é uma promessa não é?
– Eu sei e vou cumprila.
– E eu prometo que vou sempre te amar e tentar te fazer o homem mais feliz desse mundo.
– Você já faz amor.
– flash back off –
O que adiantou tantas promessas se no final acabamos assim? Mas minha promessa estava intacta, eu o amo ainda, amo como o amei desde o começo, mesmo querendo não o amar mais. Me virei na cama e me mexi e mexi ate pegar no sono de novo.
...
Acordei com o celular tocando e nossa estava atrasada já estava no segundo sinal, fui pro banheiro onde fiz minha higiene, vesti uma calça jeans com saltos preto, vesti uma blusa social de ceda e um cardigan por cima, não estava muito afim de me arrumar, então só fiz um coque e passei uma maquiagem leve, peguei minhas coisas e desci e estranhei encontrar Carlisle dorimndo no sofá, estava todo torto e provavelmente acordaria com uma baita dor nas costas, sem falar do pescoço que estava todo de mal jeito.
– Carlisle deita direito. – disse me aproximando dele que roncava. – Deita direito. – disse no seu ouvido e ele se ajeitou, coloquei uma almofada no seu pescoço e ele logo se ajeitou mais. Eu sou uma idiota mesmo, preocupada com ele depois de tudo, mas infelizmente eu ainda o amo, e só quero o bem pra ele.
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