O Desafio de Amar
7 Capitulo 6
Notas iniciais
Carlisle
Acordei no sofá e nem ao menos me lembro de ter dormido ali, tudo que lembro e que depois da nossa conversa eu só consegui chorar, chorei como nunca havia chorado na minha vida, chorava por ter errado com ela, por não ter sido o homem que prometi ser, eu disse que a faria a mulher mais feliz do mundo e tinha falhado com ela a fazendo infeliz ao meu lado a ponto dela implorar o divorcio. Eu ainda não sei a que ponto chegamos de verdade a única coisa que sei é que não quero esse divorcio, ou pelo menos não queria ate nossa conversa de ontem o mais sensato seria nosso divorcio, mas algo dentro de mim não queria aceitar aquilo, me levantei e subi pro meu quarto que estava com o cheiro dela impregnado em tudo, ela devia ter saido a pouco tempo, nem ao menos falou comigo, se bem que se fosse pra termos uma outra briga era bom não nos falarmos mais.
– Eu sou um moleque mesmo! – disse com raiva de mim mesmo.
Peguei uma calça jeans, uma polo e uma boxer qualuqer e fui pro chuveiro..nosso chuveiro haviamos tomado tantos banhos juntos, as vezes só pra curtir um ao outro, as vezes só pra fazer amor e as vezes pela pressa mesmo acabavamos entrando juntos e pensar que jamais teriamos isso a não ser que ocorresse um milagre e depois de tudo que já vi na minha vida, as pessoas boas que passaram comigo no hospital e morreram mesmo assim, não acredito mais em milagres, apesar de querer acreditar que nos dois teriamos mais uma chance, mas sei que não teriamos. Deixei a agua cair sobre meu corpo e então peguei um pouco de um shampo qualquer e lavei o cabelo, peguei minha esponja e coloquei sabão me ensaboando e então me enxaguei, me enrolei na toalha e caminhei ate a pia onde escovei meus dentes e fiz a barba e então me vesti, olhei no relógio e já passava das dez e provavel que meu pai já esteja chegando se ele vir mesmo.
Desci pra cozinha onde liguei a cefeteira pondo o café pra passar e então peguei o telefone e disquei o numero da casa dos meus pais.
– Alô? – minha mãe atendeu.
– Oi mãe. – disse sem muita vontade.
– Meu filho, que saudade eu estava de você, ontem você não quis nem falar comigo.
– Não estou bom pra conversas mãe, mas o papai esta?
– Ele saiu daqui logo que amanheceu, ele já devia ate ter chegado ai.
– Que bom, então vou desligando.
– Carlisle?
– Oi mãe.
– Seu pai me contou o que esta acontecendo quero que saiba...
– Mãe, por favor é um assunto delicado não quero falar disso. – disse tentando ser educado eu nunca me dei muito bem com minha mãe.
– Eu entendi, mas saiba que eu amo você filho.
– Eu também te amo mãe.
– Fique com Deus.
– Fique com ele, tchau. – disse desligando, meu pai tinha que ter contado pra ela que a uma hora dessas já devia ter espalhado pra quele povo todo da igreja que ela insistia em ir, ouvi barulho de carro na entrada da casa e fui ate a janela e senti uma sombra de felicidade ao ver meu pai, meu velho pai que já sofria com os efeitos da idade chegando, andava tão devagar como nunca o tinha visto antes, corri pra porta da entrada abrindo a mesma pra recebe-lo.
– Se não é o velho Cullen pai. – disse abrindo os braços e o abraçando forte.
– E olha só o jovem Cullen filho . – ele dise e então nos separamos e ele me deu aquela olhada, aquela que me dava desde pequeno quando eu aprontava. – Acho que precisamos ter uma longa conversa.
– Eu sei. – disse entrando de volta na casa. – Vamos, entre pai. – disse e ele entrou fechei a porta atras de nos e o ajudei com o casaco que pendurei pra não amaçar.
– E minha nora favorita?
– Esta na Ong.
– Esme quando quer uma coisa só sucega quando consegue, lebro como se fosse ontem quando ela começou com esse projeto e olha só onde ela chegou, ontem li mais uma materia em uma revista sobre ela e o projeto da ong Esperança. – fechei a cara, desde que esse projeto começou a ir além ela me deixou mais de lado. – Nem me olhe com essa cara você sabe que estou falando a verdade.
– Eu sei pai. Quer uma café? Acabei de passar.
– Quero sim, estou dirigindo a horas e estou faminto e cansado, estou ficando velho.
...
Esme
Cheguei na ong atrasada, mas logo já me organizei e comecei com meu trabalho, hoje era sexta feira e bom não temos tanto trabalho assim a semana inteira e eu já tinha adiantado boa parte dele no decorrer da semana então hoje seria um dia mais tranquilo.
...
As horas voaram e quando vi já era hora do almoço que só percebi quando Bella e Rose invadiram minha sala.
– Sei que o trabalho ta bom, mas vamos comer. – Rose disse já fechando meu notebook.
– Rosalie Halle se meus arquivos não foram salvos você é uma loira morta. – disse e já ia abrindo o notebook pra averiguar o estrago.
– Esme para vai, vamos logo comer. – ela disse fazendo manha.
– Estou sem fome.
– VocÊ já se olhou no espelho? – Bella disse de braços cruzado me encarando, e Rose também me analizava, la vinha sermão.
– Me olhei sim, porque?
– Porque nessas ultimas semanas você perdeu no minimo uns dois quilos. – dei aquela olhada basica e realmente minha calça estava mais larguinha, sinal de que tinha emagrecido um pouco.
– Emagrescer é bom horas. – disse tirando meu óculos.
– Desde que o motivo da historia seja você não comer não é bom. Então levanta essa bunda pequena da cadeira e vamo almoçar. – ela disse me fazendo dar uma risada amarela.
– Mas eiii minha bunda não ta pequena não.
– Deixa eu ver. – Rose disse rindo.
– Xii amiga, ta pequena sim. – ela disse seria e eu corri pro banheiro que tinha um espelho de corpo todo em uma das paredes e me virei me analizando e logo só ouvi as gargalhadas das duas.
– Vocês são tã idiotas! – disse fazendo bico.
– Adorei a ideia Bella, quando ela não quiser levantar agente fala da bunda dela. – eu ri pegando minha bolsa que as duas já seguravam.
– Invejosas, só porque tenho mais bunda que as duas juntas. – disse saindo e rindo e logo acelerei o passo pra não apanhar das duas que ficaram bravas, fomos pro meu carro e eu dirigi ate o lugar de sempre onde nos sentamos na mesa de sempre e bom fomos atendidas por Charlie que trouce o de sempre pra gente sem nem ao menos fazermos pedido o que já era normal.
– Como estão as coisas Esme? – Rose perguntou enquanto eu tentava engolir um pouco de comida.
– De mal a pior.
– Vocês conversaram? – Bella perguntou.
– Agente brigou de novo, uma briga das feias. – disse tentando ser firme, como se tudo tivesse sido normal.
– Ainn amiga. Mas e sua aliança? – Rosalie disse olhando pro meu dedo e eu me senti culpada por ter tirado ela.
– Esta na minha bolsa, acho que não devo mais usa-la.
– Carlisle disse o que sobre isso? – Bella perguntou.
– Não sei se ele reparou, ele não repara mais em mim. – disse e então fui surpreendida com uma mão posta sobre meu ombro.
– Oi. – as meninas disseram em unissom e eu olhei pro lado me deparando com Danilo.
– Ola meninas, não sabia que vocês almoçavam aqui. – ele disse simpatico.
– Senta com agente. – Bella disse assanhada, credo!
– Não vou atrapalhar? – ele disse.
– Claro que não. – as duas falaram de novo juntas.
– Não vou atrapalhar você Esme? – ele dissse e foi ai que me toquei, que nem um oi tinha falado.
– Não vai..não vai não. Pode se sentar. – disse e ele puxou a cadeira ao meu lado onde se sentou.
– E ai vocês também almoçam aqui todos os dias? – ele disse enquanto observava o cardapio.
– Só de cinco a seis vezes por semana. – eu disse e todos riram – É sério agente só come aqui não é meninas? – disse pras duas que me olharam com um sorrisinho sinico, olhei pro Danilo que me olhava sorrindo, sorrindo ate demais fechei a cara e voltei minha atenção pro meu prato.
– E verdade da Esme, almoçams aqui quase sempre. – Rose concordou.
– Bom saber, acho que meus dias de solidão no almoço acabaram. – ele disse e as meninas riram, continuamos a comer e eles seguiram conversando, Danilo era legal, sem falar que eu amo passar um tempo ao lado das minha amigas, mas siceramente tudo que queria era minha cama e um pote enorme de sorvete de preferencia de chocolate pra ver se melhorava logo de uma vez. – Esme?
– oi?
– Você esta distante, esta tudo bem? – Danilo perguntou me tirando dos meus pensamentos e que pensamentos....um pote de sorvete...estou me superando viu.
–Sim esta. – menti pra ele.
– Não esta parecendo, mas bom estava falando pras menina que qualquer dias temos de ir nos quatro de novo naquele restaurante que te levei ele e ótimo não é?
– Sim é muito bom. – disse forçando um sorriso e então seguimos conversando, quer dizer os três conversaram e eu acompanhei ate que deu nosso horario, mas as meninas foram ate o balcão de doces pedir uma sobremesa e eu fiquei sentada na mesa com Danilo que pagava a conta dele.
– Esme eu tenho ingressos pra um conserto e bom..estava pensando que ...- o que? Ele estava mesmo me chamando pra sair?
– O que Danilo? – disse sem entender direito e as meninas voltaram.
– Vamos Es? – me levantei e peguei minhas coisas.
– Vamos sim e bom, tchau Danilo.
– Posso te ligar depois pra resolvermos esse assunto? – que asunto ele estav se referindo? Espero que não seja sobre conserto nenhum.
– É..pode, pode sim. – disse e então as meninas se despediram dele com beijinho e tudo mais e fomos embora.
– Foi impressão minha ou um certo medico novo na area ta de quatro por uma certa morena? – Rose comentou me olhando. Fingi que nem ouvi.
– E no caso não sou eu, então... – Bella disse e eu continuei surda.
– Ah Esme para de graça! Você percebeu não percebeu?
– Eu não percebi nada. – disse seria. – E outra eu sou casada.
– Quer dizer quase separada. – Bella soltou e eu acelerei o carro ligando o som, a ideia da separação dói, dói muito e tem horas que as pessoas não entendem isso.
...
Carlisle
Acabou que eu e meu pai nos empanturramos juntos, ele resolveu fazer ovos mexidos e fritar bacon e bom comemos igual louco e o resultado foi que resolvemos caminhar um pouco pra ver se aquilo tudo se ajeitava dentro da gente. Não muito longe da minha casa tinha um parque, com bastante arvores e flores, tinha ate um lago onde as crianças alimentavam alguns passaros que faziam dali sua residencia, era um ambiente tranquilo e eu costumava caminhar aqui com Esme no começo do casamento e esse lugar me trazia boas lembranças, meu pai sempre que aparecia aqui em casa dava um jeito de escapar por alguns minutos e vir ate aqui, porque como ele dizia era um lugar que trazia paz e realmente era, um garotinho me acertou uma bolada na perna me trazendo a realidade.
– Desculpa tio. – ele disse.
– Sem problemas. – disse afagando os cabelos do garoto de aproximadamente seis anos, loirinho, cabelos lisos jogados sobre os olhos mel, uma graça, ele logo pegou a bola de volta e saiu correndo pra joga-la com mais dois garotos que esperavam por ele.
– Ele lembra você quando pequeno. – meu pai disse e eu ri, seguindo nosso caminho pra uma parte mais distante onde pudessemos conversar em paz.
– Tirando a parte de ser educado. – nos dois rimos, eu era terrivel, meus pais falam de como me comportava quando pequeno que eu chego ter vergonha, não me lembro bem quando mudei, quer dizer me lembro sim, mas é uma parte da minha vida que não gosto muito de lembrar.
– Isso com certeza, você é culpado no minimo em noventa e cinco por cento dos meus cabelos brancos e nos de sua mãe. – eu ri. – Mas aqui é um ótimo lugar pra se trazer crianças, me imagino vindo aqui e trazendo meus netos. – bufei. – Falei algo errado?
– Estou me separando pai.
– Ali tem uma sombra boa vamos nos sentar? – ele disse indo na direção de um banco e eu o segui. – Sabe filho, não sei se você lembra direito, mas quando você me falou que estava apaixonado e depois que pretendia se casar com a garota que vocÊ dizia ser a mulher da sua vida, eu disse pra você que casamento não é uma coisa facil.
– Eu me lembro.
– flash back on –
Esme, Esme, Esme era o nome que permanecia vinte quatro horas na minha mente, eu acordava e dormia pensando na minha namorada, eu a amo e sei que fomos feito um para o outro, ela me completa de um jeito e sei que ela se sente da mesma forma que eu, já estavamos juntos a algum tempo e sinto que temos que ir mais alem, só namorar ela não esta sendo suficiente pra mim, peguei meu telefone e disquei o numero da minha casa, aproveitei que o plantão desta noite estava tranquilo.
– Alo? – meu pai ainda com sono me atendeu.
– Oi pai.
– Oi filho.
– Te acordei?
– Não, quer dizer estava cuchilando no sofá.
– O senhor acha isso bonito? – ele riu.
– Acontece, o dia de hoje foi puxado. – sim meu pai insistia em trabalhar mesmo eu podendo tomar conta das despesas deles agora, mas ele axava essa ideia um absurdo então continuava trabalhando na fabrica onde trabalhou a vida inteira, onde meu avô tinha trabalhado.
– Não vou nem comentar isso.
– Não me venha com ladainha filho.
– Tabom, não vou falar porque liguei pra te pedir um conselho pai.
– Conselho? Aposto que sua namorada esta metida na historia. – eu ri suspeito.
– Sim esta, pai eu amo ela, e acho que esta na hora das coisas entre agente ficar mais serio.
– Não me diz que vai me pedir conselho de sexo Carlisle? – eu corei na hora.
– Pai! – disse bravo e ele riu.
– Desculpe e que vocÊs tão junto a um tempo...
– Pai eu respeito ela, e por isso eu tomei uma decisão...umm...eu vou pedir ela em casamento. – meu pai ficou mudo pelo menos cinco minutos. – Pai? – o chamei cansado de esperar.
– Ehh, eu não esperava isso, mas você esta certo dessa decisão?
– Como nunca estive na vida.
– Filho casamento não é um mar de rosas – ele disse longe e conhecendo sei que ele esta pensando longe – não é facil, no começo quando se é jovem como você ate parece facil porque tudo vai bem, mas chega uma hora que problemas que antes não importavam começam a fazer uma mudança, as pessoas mudam.
– Pai...
– me escute – não falei mais nada e ele logo proseguiu – Vai ter momentos que você vai se perguntar porque eu casei com essa mulher e ela vai se perguntar a mesma coisa, vai ter momentos que vocês não vão se suportar.
– você esta querendo dizer que todo casamento é assim? – pergunte na duvida, não quero um casamento assim com Esme.
– Não filho, estou querendo te mostrar que casamento não é o que é mostrado nos flmes romanticos, em livros, novelas..casamento é algo serio...complicado, mas bom se vocÊ estiver disposto a superar tudo isso que te falei e casar mesmo assim é porque você a ama de verdade.
– Sim pai eu a amo e vou amar sempre.
– Mesmo quando brigarem? Mesmo quando um for insuportavel pro outro? Mesmo quando...
– Oks pai eu entendi, eu amo ela e vou lutar pelo nosso futuro casamento sempre.
– Então se case com ela filho e seja feliz, mas lembre se sempre dessa conversa que tivemos, sem amor o casamento não vale de nada.
– Flash back off -
E como me lembrava, parece que as palavras dele agora martelavam na minha cabeça, sem amor um casamento não vale de nada, não sobrevive, naquela noite ficamos conversando horas e ele me falou muita coisa, coisas que se eu tivesse prestado mais atenção não estaria no ponto que estou com Esme.
– Eu disse pra você que casamento não era facil, mas você disse pra mim que mesmo dificil você lutaria por ele porque Esme era a mulher da sua vida. – abaixei a cabeça.
– Eu não quero me separar dela pai, ela que quer.
– Ela? Humm, mas você sabe que é culpado também, um casamento só se mantem firme e forte quando os dois querem.
– O senhor esta dizendo que eu não quero? – disse já nervoso.
– Ei se acalma.
– Desculpe.
– Esta tudo bem, mas filho você tem de tomar uma decisão seria, se quer ou não continuar com Esme. – eu ri.
– A questão não sou eu pai, ela me pediu o divorcio me entregou papeis...
– Eu não estou perguntando da Esme filho e sim de você. Você quer continuar com esse casamento?
– Sim eu quero pai.
– Então eu vou mandar pra você uma coisa que me ajudou uma certa vez.
– O que é?
– Eu colocarei no correio amanhã.
– Mas como isso vai me ajudar a não me separar dela?
– Me ajudou com sua mãe.
– Naquela época? – sim teve uma época que a separação tinha sido o mais sensato pros meus pais.
– Sim naquela época, e bom eu e sua mãe estamos juntos ate hoje e eu a amo cada dia mais.
– Se esta dizendo.
– Mas você disse pra mim que quer continuar com esse casamento então quero que faça tudo.
– Tudo?
– Você vai entender, eu não quero que desista de vocês, da pra ver no seu olhar que ainda existe amor. – abaixei a cabeça, não tinha tanta certeza, pelo menos não agora.
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