O Desafio de Amar

5 Capitulo 4


Notas iniciais
Bom dia! mais um capitulo pra vocês, obrigada cada uma que vem comentado...deixado a opinião que é muito importante pra mim - boa leitura

– Uma semana depois -

Carlisle

Hoje fazia uma semana que tínhamos tido a briga, uma semana que eu literalmente tinha me mudado pro quarto de hospedes e enfim uma semana que Esme mal me dirigia a palavra ou olhava na minha cara e isso estava me cansando, já estava pronto pra ir pro hospital só faltava achar meu jaleco e eu não o achava em canto nenhum, ouvi barulho de saltos e resolvi ver onde ela colocou meu jaleco, estava complicado isso dela não querer mais exercer suas funções de esposas, ela não cozinhava mais, não passava mais as roupas e assim aia. Desci já atrasado pra ir pro hospital e a encontrei tomando uma xicara de café.

– Esme você viu meu jaleco? – perguntei e parecia que eu falava com as paredes. – Esme? Eu preciso trabalhar e to cansado desse joguinho de surdo mudo.

– Já olhou na roupa suja?

– VocÊ não lavou ele?

–Querido você ficou em casa ontem o dia inteiro não lavou porque não quis então o problema não é meu.

– Mas você sempre lavou as roupas.

– Lavava, Não sou sua empregada e é bom se acostumar porque em breve vai ter de se virar. – ela disse colocando a xícara dentro da pia.

– Como assim? – ela caminhou ate a mesa da cozinha pegou um envelope pardo me entregando.

– Só assine, agora eu já vou que estou atrasada. – ela disse antes de sair e bater a porta atrás de si. Não entendi bem o que ela quis dizer com o assine, mas quando abri o envelope e me deparei com os papeis do divorcio soube o quão serio ela estava falando, ela ainda não tinha saído de carro então corri ate a porta que dava pra garagem e berrei:

– Eu não vou me separar de você! – disse rasgando o papel e tacando no chão. – Não vou. – ela só me olhou seria antes de ligar o carro dar ré e sair rua fora. – Droga! Droga! Mil vezes droga. — Estava tão nervoso por ela estar falando serio em se separar de mim só por causa de uma briga que precisava descontar minha raiva em algum lugar e a primeira coisa que encontrei foi meu antigo taco de beisebol, peguei ele e dei a volta no quintal onde comecei a arrebentar a lata de lixo que tinha ali, batia e batia na lata como um louco desesperado e quando finalmente me cansei a lata estava um caco só, eu estava todo suado e pior quando olho pro lado dou de cara com um senhor que era meu vizinho, ele regava as plantas e me olhava de boca aberta. – Bom dia! – disse sem graça.

– Bom dia Carlisle. – ele disse serio antes de virar pro outro lado balançando a cabeça negativamente, devia me achar um maluco. Entrei e me sentei no sofá e olhei pra foto em cima da mesa de centro, foi uma das nossas primeiras fotos como marido e mulher logo que saimos da igreja no dia do nosso casamento e estavamos tão felizes, dava pra ver o amor pelo jeito que um olhava pro outro, não sei quando tudo mudou desse jeito quando minha esposa deixou de me amar...sera que tinha mais alguém? Não não, Esme não é dessas mulheres que trai assim como eu também não, eu jurei perante o altar de Deus e tem coisas que não se faz, mas então porque separação? Nesses cinco anos devo admitir que eu mudei, mas ela também mudou, nos dois mudamos e isso não devia ser motivos pra separação, mas pelo jeito foi um belo motivo, o telefone começou a tocar me tirando dos meus pensamentos e eu corri pra pega-lo podia ser Esme, quem sabe tudo não tinha passado de uma brincadeira?

– Alô? – disse ofegante.

– Bom dia doutor Carlisle é do hospital. – assim o hospital, olhei no meu relógio e já era quase nove da manhã e eu entrava as sete.

– Bom dia.

– Doutor o senhor não vem mesmo hoje? Esta tudo bem?

– Não não esta e eu não vou hoje, cancele consultas e avise por mim por favor. – disse secamente.

– Pode deixar doutor, desculpa o incomodo tchau.

– Tchau. – disse desligando o telefone e me jogando de novo no sofá e me peguei olhando aquela foto de novo, nosso casamento, nossa lua de mel, tudo tinha sido tão perfeito e eu achei que seria sempre assim, mas não estava sendo e sinceramente olhando pra nossa situação agora acho que jamais seria de novo.

...

Esme

Essa semana tinha sido decisiva pra mim, acho que nunca chorei tanto na vida como chorei nesses últimos dias, mas agora estava bem por mais que doesse saber que meu casamento que eu achei que ia durar uma vida inteira estava perto do fim e principalmente saber que Carlisle não me amava mais, mas isso era uma coisa que eu iria ter de conviver, desde o ocorrido evitei falar com ele, nos não dormíamos mais no mesmo quarto e ultimamente eu passava o mínimo de tempo dentro de casa pra não vê-lo e assim não me sobrava tempo pra arrumar a casa que estava um bagunça e muito menos pra lavar ou passar alguma roupa, mais a um tempo atras agente já tinha combinado de dividir as tarefas, mas quando o assunto era a casa ele queria tudo pronto e eu boba fazia os gostos dele, mas o que adiantou?

Dirigi ate a ong e hoje seria um dia cheio estava vendo um terreno que a prefeitura nos doaria pra construir casas populares pra famílias que tinham que mudar de casa pro seus filhos fazerem tratamento do câncer e sem falar que ainda tinha uma reunião com o medico novo íamos resolver algumas coisas sobre o que de fato ele ia fazer na ong, não peguei transito porque sai mais cedo e logo cheguei na ong, estacionei e entrei e encontrei algumas pessoas que já esperavam atendimento.

– Bom dia. – disse forçando um sorriso e tomei um susto quando senti alguém abraçar minhas pernas.

– Oi tia Es. – era Camilli uma das novas crianças que agente passaria a ajudar, sorri pra ela e me ajoelhei pra ficar da sua altura.

– Oi Camilli tudo bem minha linda? – disse beijando sua cabecinha que já estava carequinha, mas ainda assim ela continuava linda com suas bochechas rosas e olhos cor de mel.

– Camilli deixe a dona Esme em paz. – a mãe da menina disse tentando a afasta-la de mim.

– Esta tudo bem. – disse pra ela e então voltei minha atenção pra garotinha que mexia nos meus cabelos.

– Seu cabelo e bonito tia.

– Obrigada. – disse triste tem horas que é injusto ver essas crianças tão pequenas passarem por tanta coisa ruim.

– Mas a sua carequinha também é linda.- disse beijando ela que riu.

– Meu cabelo era igual o seu.

– E vai ficar igual o meu de novo.

– Você acha?

– Claro que sim. – disse sorrindo, mesmo sem ter tanta certeza disso, assim como ajudávamos tantas crianças já perdemos varias delas.

– então eu vou esperar. – ela disse e saiu correndo pra falar com Rosalie que acabara de entrar, eu me levantei e depois de cumprimentar os pais dei um bom dia pra Bella que já atendia, fui pra minha sala onde já liguei o computador e peguei minha agenda pra agilizar as coisas.

...

Já tinha resolvido algumas coisas sobre o terreno pelo telefone mesmo, outras pela internet e assim ia, mas por mais que tentasse esquecer meus problemas não conseguia ainda mais que meu celular não parava de vibrar um minuto, era Carlisle e eu já ate sabia o que ele ia dizer então não me dei ao trabalho de atender, mas ele estava mais insistente do que nunca, mas eu não ia ser fraca dessa vez, não vou dar o braço a torcer, bateram na porta.

– Entra.

– Esme você não esqueceu do almoço né? – Bella disse já entrando.

– Não esqueci não.

– Então ta bom e que cara é essa ai?

– A cara de eu ter acabado de entregar os papeis do divorcio pro Carlisle. – disse olhando pro celular que vibrava.

– É o melhor a fazer amiga.

– Eu sei. – disse.

– Então desmancha essa carinha triste, agora deixa eu ir que deixei Rosalie na recepção e você sabe que ela não da certo lá. – ela disse saindo e eu dei risada, Rosalie na recepção era um sarro porque ela puxava assunto demais com as pessoas, deixava fila formar perguntando do seu pai, mãe, vô, vó cachorro, papagaio e companhia e isso quando não atacava de psicologa ali mesmo era um barato, olhei pro meu celular de novo e Carlisle insistia, vi que ele tinha deixado um monte de mensagem de voz e resolvi ouvir:

– Esme...é...sei que você não quer me atender, mas fala comigo agente precisa conversar. – ouvi a outra.

– Esme, por favor. – e outra.

– Caramba Es...sou eu poxa seu marido, me atende. – e outra

– Eu...eu não vou dar o divorcio pra você, agente...agente..eu ...eu ..affs. – ele disse antes de desligar e pensar que eu achei que talvez ouvisse um pedido de perdão ou um eu te amo, mas isso era demais pra ele. Então peguei meu celular e desliguei e me peguei olhando pra minha bendita aliança que agora parecia não ter significado nenhum, então a tirei e joguei dentro da minha bolsa isso com certeza vai deixar Carlisle fora de si, mas agente ta se separando mesmo. Continue com meu trabalho ate que já era quase hora do almoço, meu almoço que seria uma reunião com o tal medico, mas Bella me avisaria quando ele chegasse então aproveitei e continuei resolvendo outras coisas, parece que meu trabalho não terminava nunca, me entreti resolvendo as coisas é só sai do meu mundo quando ouvi a porta ser aberta e quando olhei me deparei com um loiro alto me olhando.

– Posso ajuda-lo em alguma coisa? – perguntei confusa e ele sorriu.

– Desculpa ter entrado é que a Isabella falou que você tava aqui e eu chamei, bati e ninguém respondeu.

– Mas quem é você? – perguntei tentando entender.

– Sou o medico oncologista, prazer Danilo Smith. – ele disse sorrindo e me deixando sem graça.

– Desculpa é que me distrai aqui, sabe como é, mas bom eu sou Esme Platt Cullen. – disse me levantando e estendendo a mão pra ele que a apertou.

– Você eu conheço.

– Me conhece?

– Das revistas, tv, você é bem famosa. – desse vez eu gargalhei.

– Eu famosa? Por favor.

– É serio, eu conheci o projeto pela tv, revistas.

– Muita gente conheceu assim, mas eu não sou famosa, eu apenas tento desenvolver o projeto sabe.

– Modesta você. – fiquei sem graça.

– Mas bom acho que temos um almoço de negocios.

– Verdade, eu já ate escolhi o lugar, se estiver tudo bem pra você.

– Esta ótimo. – disse pegando minha bolsa e então saimos, passei pela recepção que estava ate que vazia. – Bella estou indo almoçar. – ela sorriu me mostrando todos os dentes, mas não era bem pra mim aquele sorriso todo e sim pro...como era o nome dele mesmo? Daniel é acho que era Daniel.

– O que a senhora acha de irmos no meu carro? – ele soltou.

– Por mim tudo bem desde que nunca mais na sua vida me chame de senhora. – disse e ele riu e foi indo na direção de um austin preto, vidros escuros e então abriu a porta pra mim depois de destravar as mesmas.

– Pode deixar então. – ele disse.

– Obrigada. – disse por ele ter aberto a porta pra mim e esse simples gesto dele me lembrou Carlisle que no começo era tão cavalheiro comigo, abria a porta do carro, puxava a cadeira pra mim sentar e eu como qualquer mulher ficava besta com esses simples gesto, mas a anos ele não fazia mais isso.

– Esme eu fiz reservas em um restaurante não muito longe daqui.

– Reservas?

– Sim, eu devo admitir que quando tenho tempo adoro comer em um bom lugar, tomar um bom vinho.

– Tudo bem, mas eu só não tenho muito tempo a tarde tenho que resolver algumas coisas.

– Pode deixar que no maximo em uma hora resolvemos tudo e eu te deixo na ong pode ser?

– Pode sim. – disse e então ele seguiu com o carro e eu me distrai olhando a paisagem, não estava tão afim de conversar, minha mente estava na minha casa mais especificamente na cena em que Carlisle rasgou os papeis e disse que não me daria o divorcio, não entendi esse drama todo sendo que ele não me amava mais.

– Chegamos. – ele disse depois de alguns minutos e então antes que ele desse a volta no carro pra abrir a porta pra mim eu desci e o esperei e então entramos no restaurante que era novo na cidade, Carlisle a meses vinha prometendo me trazer aqui, mas todo dia chegava tarde do hospital e acabavamos que não tinhamos tempo e ele estava sempre cansado, acho não eu tenho certeza que um pouco de não ter dado certo foi o fato dessa mesmice que se tornou nosso casamento: cada um trabalhava, a noite jantavamos e algumas vezes na semana faziamos sexo e depois dormiamos e assim ia, o maximo que mudava era quando iamos pra alguma festa o que era raro, ou iamos ver os pais dele ou os meus, mas nunca depois da lua de mel viajamos de novo pra curtir um momento nosso, ele não tirava férias do hospital e eu acabei que me acostumei a me dedicar a ong já que passava a maior parte do meu tempo sozinha.

– Por aqui senhores. – o garçom nos conduziu ate uma mesa bem no centro do restaurante que estava cheio por sinal.

– Por isso as reservas, esse lugar esta sempre cheio assim. – o Daniel disse.

– Então a comida deve ser ótima.

– Você vai ver só. – ele disse rindo e depois de nos acomodarmos e fazermos os pedidos começamos a conversar sobre a ong, falei de tudo, como funcionava, da onde vinha nossa verba e tudo que ele precisava saber enquanto ele falou em tudo que poderia nos ajudar e decidimos que ele de fato seria um medico de apoio, daria assistência as familias, ajudaria elas a entenderem melhor o caso deles e também cuidaria do tratamento de alguns no hospital que ele trabalhava aqui na cidade e por enquanto seria essa a função dele, e ele disse que não queria nada em troca o que eu achei ótimo. Trouxeram nossos pedidos e como ele disse a comida era ótima, comemos e conversamos e ele ate que era bem legal e parecia uma ótima pessoa e o melhor é que queria de verdade fazer parte do trabalho com as crianças.

– Então acho que resolvemos tudo não é Daniel? – ele me olhou serio antes de começar a rir. – Não entendi o motivo da graça. – disse sem entender.

– Você ta aqui a mais de uma hora comigo e não lembra nem meu nome Esme? – eu senti minha pele queimar.

– Seu nome não é Daniel?

– É Danilo. – ele disse e eu claro fiquei super sem graça, não sabia onde enfiar a cara de vergonha. – Mas eu perdoo você.

– De verdade?

– Sim eu sou uma pessoa boa.

– Eu estou percebendo. – ri sem graça. – Mas de verdade Danilo eu confundi, desculpa.

– Esta tudo bem.

– É que ultimamente minha cabeça ta tão cheia que as vezes fico assim. – Ele riu.

– Esta tudo bem.

– Então acho que podemos ir não é? – eu disse e ele assentiu.

– Vou pedir a conta. – ele disse e fez sinal pro garçom que logo nos trouce a conta que eu insisti em pagar metade, mas ele pegou o cartão e foi logo passando na maquininha sem me dar tempo de achar o meu na bolsa.

– Não era pra você pagar sozinho.

– Qualquer homem que se preze jamais deixa uma mulher pagar a conta.

– Isso soa machista. – disse enquanto saiamos do restaurante.

– Pra mim é cavalheirismo. – ele disse abrindo a porta novamente pra mim.

– Obrigada então cavalheiro. – disse fazendo graça.

– Desponha sempre senhorita. – ele disse e logo voltamos pra ong onde ele me deixou e foi embora e só foi eu colocar meu pezinho dentro daquele lugar que Bella e Rosalie já me esperavam.

– Pode começar a falar. – Rosalie disse, as duas estavam sem fazer nada já que era hora do almoço e agente fechava nesse horario.

– Falar o que?

– Da reunião.

– Foi ótima, resolvemos tudo.

– Que bom. – Rose disse animada, fazia tempos que tentavamos ter um medico aqui e nunca dava certo pelo fato de mal termos dinheiro pra pagar e tudo mais.

– E o resto? – Bella disse entediada.

– Que resto? – disse empurrando Rose da cadeira pra ela me dar um espacinho.

– O que achou do doutor? E que doutor! – ela se abanou com um bloco de papel.

– Ah me poupe Bella!

– Amiga, eu concordo com a Bella, nenhuma mulher olha pra tudo aquilo e não diz nada.

– Ate você Rose?

– Fala logo e para de graça. – Bella disse.

– Ele é bonito só isso.

– Só isso Esme? Pelo amor, aquilo não é homem é um monumento, um pedaço de mal caminho um daquele na minha ca...

– Isabella guarde suas fantasias pra você. – eu disse e nos gargalhávamos já, só essas duas pra me fazerem rir num momento como esse.

– Mas mudando de assunto Esme, o Carlisle ligou aqui disse que precisa falar com você. – ela disse me fazendo parar de rir na hora e me subindo uma raiva.

– Qual o problema dele gente? Ele não me ama e quer que eu fique casada com ele? Qual o problema dos homens? – disse me levantando e pisando firme indo pra minha sala e ouvi Rose falando pra Bella:

– Não era pra você ter falado, olha como ela ficou... Esme se faz de forte esqueceu? Mas ela ama ele ainda. – ela disse e era a mais pura verdade eu amava aquele homem mais do que jamais amaria alguem de novo, bati a porta da minha sala e quando vi já chorava. – Eu sou uma burra meu Deus uma burra!

Notas finais
e ai? beijus