O Desafio de Amar

4 Capitulo 3


Notas iniciais
O terceiro capitulo fresquinho pra vocês...espero que gostem - façam uma boa leitura

Esme

Dirigi por cerca de uma hora pela estrada rural e peguei a rua que levava a casa dos meus pais, eles tinham se mudado pra la logo que meu pai se aposentou e tinha sido bom, pois ali era um lugar mais tranquilo o lugar ideal pra pessoas da idade deles e principalmente pra minha mãe. Mamãe tinha tido um derrame a uns três anos e não andava mais direito porque um lado tinha sido paralisado e também não conseguia falar, mas ainda conseguia mexer uma das mãos o que a mantinha em comunicação com agente, ela tinha um quadrinho que levava pra toda parte e escrevia nele as coisas que pensava, clao que não eram textos nem nada, mais o suficiente pra gente entender. Eu sempre fui apegada ao meu pai mais desde o derrame eu me aproximei mais dela, no começo me afastei do trabalho pra me dedidcar totalmente a ela e nisso nos aproximamos e ela virou minha caixinha de segredos, era pra ela que eu contava das minhas brigas com Carlisle, era ela que ouvia minha tristeza por ainda não ter tido um filho, enfim era tudo pra ela e hoje eu contaria sobre meu pedido de divorcio, sei que ela não ia gostar disso e muito menos papai que era tão apegado ao Carlisle, mas era necessário eu precisava me libertar dele e de todo sofrimento que vinha passando, não tinha mais forças pra seguir tentando por um amor que não existe mais pela parte dele. Finalmente estacionei o carro e fui logo indo na direção da entrada e vi meu pai olhando pela janela e assim que cheguei em frente a porta a mesma se abriu.

– Filha que alegria te ver aqui.

– Oi papai. – disse o abraçando forte, ele sempre me abraçou de um jeito que me fazia me sentir segura e especial, como ele dizia sua princesinha.

– Esta tudo bem?

– Huhum. – ele pegou meu rosto o fazendo o olhar.

– Huhum nunca foi resposta pra mim. – não consegui conter as lagrimas e o abracei de novo.

– Não papai, não ta tudo bem. – foi o que consegui dizer antes dele sem me largar me levar pra dentro de casa, fomos pra cozinha e ele me deixou sentada perto da mesa enquanto preparava um chá, ele tinha pegado isso da mamãe, era uma festividade um pouco de chá não fazia mal, estávamos comemorando um chá pra acompanhar ou ate mesmo numa simples conversa ela sempre trazia um chá e vendo meu pai fazer isso me surpreendeu, ele sempre foi um fã nato do café. – Você toma chá agora? – disse limpando as lagrimas.

– É percebi que não é tão ruim assim e sua mãe gosta então faço pra ela e acabo tomando. – ele disse servindo duas canecas fumegantes.

– E por falar na mamãe, cadê ela?

– Esta vendo aquele programa que ela gosta. – ele disse sorrindo, os dois desde que vinheram pra cá se apegaram muito a programas de tv e meu pai ainda lia bastante, mas não tanto quanto antes, sua vista já estava embaçada então não era a mesma coisa. – Pronto aqui esta. – ele disse colocando a caneca na minha frente e puxando uma cadeira pra ficar de frente pra mim, eu tomei um gole antes de começar.

– Eu e Carlisle não estamos nada bem. – ele coçou a cabeça e pude ver que ele estava magoado, ele tinha Carlisle como um filho.

–Por isso o choro?

– Sim.

– Mas vocês já brigaram outras vezes e sempre se resolvem.

– Mas desssa vez foi diferente, eu...eu pedi o divorcio.

– Divorcio filha?

– Sim papai eu não aguento mais. – disse num desabafo antes de voltar a chorar e senti ele me abraçando.

– Filha indenpedente do que você querer eu vou te apoiar. – ele disse beijando minha cabeça e eu me senti bem ouvindo isso dele, porque não queria dar essa tristeza pra ele que sempre falou pra eu escolher bem quem eu ia querer pra passar o resto da minha vida ao meu lado e no fim das contas eu não o ouvi.

– você não vai ficar bravo comigo? – sussurrei contra seu peito e ele acariciou meus cabelos.

– Claro que não filha, eu mesmo vi o tanto que você vem tentando manter seu casamento vivo, mas infelizmente isso não depende só de você. – ele tinha razão, ouvi o barulhinho da cadeira de rodas da minha mãe se aproximando, ela era motorizada e assim ela conseguia andar pela casa sem problemas.

– Mamãe. – disse forçando um sorriso pra ela assim que ela cruzou a porta da cozinha e ela olhou pra mim e depois pro papai e depois pra mim de novo, pegou seu quadrinho e devargazinho fazia algo em seu quadro, quando virou ele tinha um símbolo de interrogação. Me levantei e dei um beijo na sua bochecha. – É uma longa historia, a senhora quer ouvir? – disse a olhando e ela logo escreveu no quadro um sim e então fui a empurrando pra sala de estar pra gente conversar.

Marcus

Esme minha filha sempre foi minha princesa, eu e Elizabeth só conseguimos ter ela e assim fiz tudo que pude por ela, a mimei de todas as formas possíveis e não me arrpendo de nada que fiz pra faze-la feliz, minha filha tinha se tornado uma linda mulher agora e sei que não errei com ela, pois a cada dia mais me surpreende me mostrando que é mais forte do que todos pensam que é mais forte ate do que eu supunha. A verdade é que ela teve que amadurecer muito cedo, se casou cedo e assim teve se tornar uma mulher mesmo ainda sendo uma garota, mas foi a vontade dela, na época fiquei na duvida de deixa-la se casar tão jovem, mas ela e Carlisle se amavam tanto que ia ser uma tremenda mancada da minha parte impedir que os dois desfrutassem do amor que sentiam, mas agora vendo minha filha do jeito que vi penso se não teria sido melhor ter barrado as coisas.

Carlisle desde que o conheci sempre foi um rapaz de ouro o tipo de rapaz que todo homem quer pra ser esposo de sua filha: trabalhador, cavalheiro, honesto e acima de tudo educado. Logo que ele chegou na cidade me apeguei a ele de um jeito especial, ele era recém formado e ainda assim um excelente medico melhor do que tantos outros que tinham uma longa carreira, passei a leva-lo ate minha casa e na primeira vez que ele viu Esme soube do seu interesse, agente consegue perceber essas coisas e eu percebi naquele dia que em breve minha princesa encontraria seu príncipe e dito e feito, passou um tempo e os dois logo fizeram amizade e depois disso veio o pedido de namoro e depois marcamos a data e enfim chegou a cerimonia que foi uma das mais caras que essa cidade já viu e vai ver, pra Esme sempre teve que ser o melhor e eu achava que Carlisle era o melhor pra ela só que acabou não sendo e achei que jamais chegaria ao ponto de ver minha filha no estado em que estava vendo agora, mas infelizmente as coisas não são do jeito que agente quer.

Esme tinha levado Elizabeth pra sala e eu resolvi ir atras das duas, Elizabeth adorava as visitas da nossa filha principalmente porque Esme passava horas conversando com ela que amava isso, desde o derrame que tem sido so nos dois e a equipe que cuida dela, tem a moça que cuida da casa também, mas não é a mesma coisa que a família da gente. Cheguei na porta da sala e encontrei Esme sentada no chão com a cabeça no colo de Liza que acariciava seus cabelos com a mão boa.

– Sabe mãe as cosias não tem sido nada fáceis, nem na ong nem la em casa, parece que tudo ta dando errado pra mim. – Esme disse e então continuou. – Faz tempo que venho falando pra você que meu casamento com Carlisle não é mais o mesmo e que ele mudou muito e hoje tive a certeza disso, agente brigou feio mãe e eu pedi o divorcio, eu sei que agi rápido demais, mas só que isso não é de hoje. – seguiu uma grande pausa e as duas ficaram ali em silencio só olhando pro nada e como eu amava essas duas por elas eu faria tudo que tivesse ao meu alcance e fora dele. – O único problema é que ainda o amo mamãe, mas vou aprender a deixar de ama-lo. – ela disse por fim, sua voz ao mesmo tempo que triste saiu com uma certa confiança e seja la o que tenha acontecido entre os dois magoou demais minha filha.

...

Esme

Tinha passado o fim da tarde na casa dos meus pais e conversado com mamãe e com papai e eles me ouviram me deram força, acabei preparando o jantar pra eles antes de vir embora mesmo eles insistindo que eu ficasse pra comer, mas estava sem fome, só conseguia pensar na minha vida e de certa forma na de Carlisle, já tinha me acostumado a ele, desde que sai da casa dos meus pais eu vivi com ele, nunca tive outro a não ser ele na minha vida e de certa forma estou com medo, medo de como vai ser minha vida daqui pra frente, medo de me arrepender de deixa-lo, medo de jamais encontrar alguém que me faça amar novamente. Enquanto dirigia pra casa era só isso que passava na minha cabeça e então quando cheguei a cidade já estava com um pouco de fome, mas não o suficiente pra eu ir pra casa e cozinhar alguma coisa ainda mais sabendo que Carlisle chegaria e jantaria comigo e assim começaria a novela toda, então passei num restaurante e levei um pouco de comida japonesa só pra mim. Cheguei em casa e depois de estacionar o carro entrei e a fome que sentia desapareceu, entrar ali só me fazia pensar nele, pensar na gente e isso estava me machucando demais, peguei a comida e enfie na geladeira antes de subir pro quarto, tomei um banho quente demorado e meus pensamentos aos poucos voltavam a orbita, eu nunca fui assim, de amar e esquecer de mim sempre fui contra quem agia assim e olha só o que eu estava fazendo me acabando por alguém que não se importava comigo, que não tinha me telefonado uma vez hoje pra pedir desculpa ou pelo menos tentar falar comigo por mais que eu não fosse atender, mas é isso eu estava agindo como uma idiota, mas agora eu vou mudar, se ele não me amava mais e me achava pouco o problema era dele. Sai do chuveiro decidida, peguei um cobertor e um pijama e desci o tacando no sofá como uma espécie de recado, só espero que ele entenda e não me perturbe.

Subi pro quarto e aproveitei esse surto repentino de amor próprio e liguei pro advogado.

– Alô?

– Oi doutor, sou Esme.

– Ah sim eu precisava mesmo falar com você.

– Já conseguiu algo da separação?

– As coisas não são tão rápidas, no mínimo uma semana pra sair os papeis.

– Tudo isso?

– Sim.

– Mas mesmo assim pode continuar com tudo.

– Você tem certeza Esme, você e o Carl...- ele ia vir com o discurso que todos usavam em relação agente, que eramos perfeitos um pro outro, que nos amamos e bla bla bla, mas só quem sabia o que estava passando era agente então o cortei.

– Tenho certeza absoluta doutor, pode dar entrada no pedido o mais rápido possível.

– Se você quer assim então farei, boa noite Esme.

– Boa noite. – disse desligando e então quando olhei praquela cama, praquele quarto tão grande e me vi sozinha as lagrimas voltaram, como um dejavu lembrei de todas as vezes que tínhamos nos amado ali, tudo me lembrava ele, ate o cheiro dele na nossa cama me deixava pior, me deitei virando pro lado ao contrario que ele dormia pra não ter de pensar nele e nem sentir falta dos seus braços ao meu redor, mas dei de cara com uma foto sua. – Porque você me fez te amar tanto se no final ia ser assim? – disse antes de abaixar o porta retrato e fechar os olhos numa vã tentativa de dormir.

Carlisle

Resolvi seguir os conselhos de Jasper, na hora do almoço passamos horas conversando e cheguei a conclusão que o certo a fazer seria pedir desculpa pra Esme e era isso que ia fazer quando chegasse em casa, pediria desculpa e quem sabe não fazíamos logo as pazes de uma vez? Não sei o que vinha acontecendo entre agente por mais que tentasse me aproximar estávamos cada vez mais distantes, mas eu estava passando meu plantão e em breve estaria em casa pra poder de uma vez por todas resolver as coisas entre agente, se bem que ainda não saia da minha cabeça minha atitude como eu levantei a mão pra uma mulher? E não qualquer mulher é Esme minha mulher minha esposa ou pelo menos ainda era.

– Carl o que acha de pegarmos um barzinho em? – Emm disse enquanto íamos pro vestiário pegar nossas coisas.

– Emm eu vou pra casa preciso falar com a Esme.

– Oche vocês não vão se separar?

– Emmett ela falar e diferente de eu dar o divorcio. – as coisas não iam ser tão fáceis, eu sou o marido dela e eu gosto dela ainda e não vejo motivos pra nos separar.

– Então você vai complicar as coisas é? – ele disse interessado.

– Não Emmett, eu vou pedir desculpa.

– vai tentar se redimir, entendi, mas se não der certo já sabe onde agente ta o barzinho de sempre. – ele disse pegando sua mochila e saindo, eu logo fiz o mesmo e peguei minha bolsa e fui pro estacionamento onde peguei meu carro e dirigi pra casa e estranhei quando vi as luzes todas apagadas sera que ela não tinha vindo pra casa? Apertei o botão da garagem e a porta se abriu e o carro dela estava lá então ela estava em casa. Estacionei e fui direto pra cozinha estava com muita fome e estranhei não ter nada pra mim comer, abri a geladeira e me deparei com uma caixinha de comida japonesa, que maravilha. Peguei o embrulho e comi direto na caixa mesmo, tomei um copo de agua e resolvi ir pro quarto ver o que seria da nossa conversa, passei pela sala que também estava escura e droga tropecei na mesinha e resolvi a ascender a porcaria da luz e mal acreditei no cobertor e no meu pijama em cima do sofá, subi as escadas e bati na porta do meu quarto.

– Esme abre a porta.

– Carlisle me deixe em paz eu to cansada, to com dor de cabeça. – ela disse e minha vontade de fazer as pazes se foram.

– Ai também é meu quarto.

– Mas eu não quero você aqui, dorme na sala ou no quarto de hospedes.

–Esme!

– Boa noite. – ela disse me tirando do serio e eu segui meu caminho pro quarto de hospedese era estranho não dormir perto dela, mas amanha vamos conversar e tudo vai se acertar. Entrei no quarto e por sorte achei uma toalha de banho, tomei uma chuveirada e vesti meu pijama e então resolvi deitar, fiquei me remexendo de um lado pro outro e o sono não vinha e então resolvi ir pro meu escritório mexer na internet e logo me distrai, entrei em alguns sites, li algumas coisas, chequei meus e-mails e por volta das três da manhã o sono apareceu, subi pro quarto de hospedes e logo adormeci abraçado a um travesseiro.

Notas finais
agora o jeito é aguardar...sera que tudo vai se resolver facil assim ou não? beijus gatitas e inte mais ver