O Desabrochar Dos Espinhos
1 O Começo De Uma Nova Vida
Notas iniciais
No amanhecer de um país rico e bonito, banhado pela bela e suave luz de dois lindos sóis; o Rei de Hardon, Reginnard, acordava em seu castelo em sua grande cama de casal. Porém havia um problema, ele não tinha esposa. Reginnard era um homem sério e determinado, difícil de amar, mas fácil de ser desejado, era um homem alto, de porte físico perfeito, cabelos negros, rosto meio rígido e com uma marca grande da antiga barba que raspara faz dias, olhos negros como a noite e aparência calma como uma suave brisa de inverno. Ele se vestiu e se dirigiu à cozinha para seu real café da manhã. Reginnard era triste pois nunca amou ninguém, além de seus pais, ele os admirava, Omark Phiesa e Neever Phiesa, os pais de Reginnard já foram rei e rainha de duas regiões de Dommo, agora Reginnard fazia o mesmo com Hardon. Reginard terminou seu café e tomou uma atitude, ele finalmente ia amar alguém; então ele se arrumou e saiu procurando a mulher perfeita.
Em meio as plebeias ruas de seu reino, Reginnard olhava os rostos de cada bela jovem ali presente; De ruivas a morenas, de esguias a baixinhas, de seios fartos a medianos. Nada interessava-lhe, pois era um homem frio e muito, MUITO exigente. Porém, ali, comprando uma maçã avermelhada como seus lábios, vistes Arindella, uma exuberante camponesa de olhos arroxeados, cabelos loiros como seda de ouro refinada e a pele esbranquiçada como seu sorriso. Ele agora tinha uma paixão proibida.
Reginnard aproximou-se da bela dama loura que achara demasiada admirável e a perguntou seu nome, com gentileza, claro. Após um olhar assustado da bela dama, ela abriu seus lindos lábios calmamente e disse, gaguejando:
— A-Arindella, Vossa Majestade. — Disse ela, com o rosto levemente avermelhado.
Reginnard, então, deu um curto sorriso e a respondeu:
— Arindella, correto? Não precisas gaguejar, bela dama; podes me chamar de Reginnard. — Disse Reginnard ainda sorrindo.
Arindella, após isso, sorriu envergonhada e acompanhou Reginnard até seu castelo. Eles namoraram e casaram após alguns anos. Mas houve um problema, o clima entre eles estava começando a ficar demasiado instável, era discussões e desentendimentos todo os dias.
Reginnard era um rei severo, curto e exageradamente grosso. Não gostava de receber "dicas", muito menos recomendações; TUDO ERA DE SEU JEITO, quando e na hora que quisesse. Isso fez com que Arindella perdesse quaisquer faíscas de amor, sentindo-se obrigada a amar de novo. Então, ela foi em busca de alguém que amasse-a de verdade.
Arindella foi surpreendida por um homem de grande classe, usando roupas sociais, vermelhas e pretas, usando um monóculo e uma cartola, meio pálido aproximou-se dela e começou a conversar com ela, consolou ela e após um certo tempo, ela se apaixonou por ele. Teve certas relações com aquele homem elegante e acabou traindo seu marido engravidando deste mesmo homem. O Rei ainda dormia com Arindella, então pensara ele que era seu filho sendo formado dentro de Arindella, mas isso não o deixou mais dócil.
Assim, no dia do nascimento do futuro herdeiro de Hardon, houve uma surpresa; A criança não apenas nascera com dois chifres, mas estranhamente, ainda assim, possuía suas características humanas. Os olhos lilases iguais os da mãe brilhavam em um estonteante luar perverso. Arindella tentou explicar-se ao marido, mas já era tarde; Ele havia renegado a mulher de baixo-calão, e teria que criar aquele monstro dentro de seu castelo, até seus 18 anos.
A criança meio-demônio, no qual foi denominada de Ann Phiesa, linda como a segunda lua que refletia e iluminava as noites belas de Hardon, foi tratada mal pelo pai e extremamente bem pela mãe. Ela cresceu desenvolvendo suas habilidades de demônio e sendo julgada pelos camponeses e pelo seu próprio pai por ser um. Ela se admirou nas artes de Necromancer quando viu um grupo de magos e feiticeiros na cidade, e o mesmo Necromancer que viu, a ensinou suas artes em segredo e longe de seus pais.
Ann Phiesa nunca importou-se sobre a opinião do vilarejo. Não era culpa dela, afinal. Ela era gentil com todos, mesmo aqueles que possuíam um olhar torto e a língua afiada. O mago necromante criou um laço muito forte com Ann, sendo o seu primeiro amigo no meio daquelas cabeças limitadas. Ann procurava sempre aprimorar-se, visitando assim que podia a biblioteca e criando dimensões para seu cérebro, galáxias de conhecimento e sabedoria.
Alguns camponeses começaram a perceber sua bondade e alguns pararam com o preconceito, mas evitavam quaisquer contatos físicos ou visuais com ela. As crianças adoravam ver suas habilidades com a foice e magias, mas seus pais odiavam isso, e acabaram por proibir as crianças de ver ela. Tudo corria bem na vida de Ann, tirando o preconceito; certo dia o Mago Necromancer ficou disposto à ensiná-la suas primeiras habilidades mágicas ofensivas.
Foi assim que Ann aprendeu a tornar meros ossos abaixo do solo em esqueletos mortíferos. Aprendeu golpes com as foices e aprimorou-o com seu vasto conhecimento... Mas Ann sentia-se sozinha. Ela já não sentia toda a alegria de antigamente. E ainda tinha a guerra em que seu pai estava lutando a favor da monarquia de Hardon.... Sentia-se aflita a todo momento. Aguardava o pior.
Em um belo dia, o militar Ethel Ronmas, que estava em guerra contra a monarquia de Reginnard, mandou uma carta pedindo trégua e um convite à um belo e elegante jantar em sua casa; Reginnard, sua esposa e sua filha estavam convidados para o jantar de trégua. Ann tinha um mal pressentimento sobre isso, mas mesmo assim pretendia ir. Já era tarde, estavam se preparando para ir ao jantar.
— Papai, seria melhor se recusasse isso. — Ann disse, ansiosa.
— Já mandei não se intrometer nos assuntos da realeza. — O Rei retrucou, orgulhoso.
E assim foi feito, a nobre família Phiesa viajou até a casa de Ethel, onde o jantar estava a acontecer. Porém, pelas vieiras do destino, era apenas uma armadilha. Rommas uniu-se aos seus aliados fiéis e envenenou o vinho do Rei. Ele nem sequer percebeu e bebeu de bom grado. Desde esse dia, o Rei enfraqueceu-se, parecendo cada vez mais mórbido.
Ann, cuidando de seu pai, percebeu que o que tinha o deixado naquele estado, era um veneno que ela utilizara para matar criaturas. Ela devia o mais rápido buscar medicamentos, porém o pai dela já esatva adoecendo. Ela sabia que não devia falar nada, suspeitando de Ethel o ter matado, pois ninguém ia acreditar nela, então o que ela devia fazer era observar lentamente seu pai morrer. E ela sabia que algo ainda maior estaria por vir após sua mãe assumir o trono de Hardon.
Após sua mãe assumir o trono de Hardon, tudo se quietou, ela foi uma boa rainha que ficou por uns meses; até um certo dia.
Em meio a madrugada, um grupo de ladrões entraram destruindo tudo que tinha na casa, assassinando os empregados, sua mãe tentou impedi-los, mas acabou esfaqueada na frente de Ann. Uma cena traumatizante e assustadora. A única pessoa que te amava, morrendo em sua frente, ela, então se ajoelhou e começou a chorar olhando sua mãe deitada em uma poça de sangue que saía de sua barriga.
Os ladrões observaram a cagada que fizeram e resolveram sair às pressas.
Após um tratamento para o trauma de ver sua mãe morrer em sua frente. Ann, de cabeça erguida, resolveu assumir o trono de Hardon. Mas o pesadelo não acabou por aí...
Após um longo tempo, grandes esferas de chumbo atravessavam as paredes do castelo destruindo tudo e matando quem estivesse na frente.
Ann se vestiu e logo foi ver quem estava a atacando. Era um pirata, meio humano e meio raposa, de cabelos vermelhos e sorriso grande. Quando ela olhou pra trás, correu para se salvar. O pirata, então, subiu na catapulta e foi jogado até ela. Ele caiu em cima dela e, olhando pra ela disse:
— Bons sonhos. — Disse ele sorrindo.
O pirata então a acertou com o cabo de sua espada, Ann viu tudo se escurecer e logo foi perdendo os sentidos. Estaria morrendo? A família Phiesa acabou? Ela tentava pensar mas quando tentou se mexer, tudo se escureceu e ela ficou inativa.
Talvez esse seja o fim?
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