O Desabrochar Dos Espinhos

2 Ric Oroy, O Pirata. ( Parte 1/3 de: Vivendo Uma Nova Vida Com Um Pirata )


Notas iniciais
Segundo capítulo de "O Desabrochar Dos Espinhos", que conta a história de Ann Phiesa e agora ao lado de Ric Oroy, o pirata meio-raposa.

Ann acorda, seus olhos doem, sua cabeça dói. Seus pais morreram, seu castelo foi destruído, sua vida acabou; Ann olha em volta, ela está em uma espécie de quarto feito de madeira, estava tudo bagunçado, cheirava a álcool, ela então sentou-se na cama com cuidado, o quarto balançava muito.

Ann não conseguiu conter o choro, sua vida havia acabado e agora está presa com criaturas. Após algum tempo, ela limpou suas lágrimas e ficou olhando pra parede, e depois isso ouviu madeira velha rangendo, alguém estava descendo as escadas.

Ann olhou com atenção e começou a tremer de medo, havia visto o mesmo pirata que tinha destruído seu castelo.

— Já acordou Bela Adormecida? – Disse o pirata.

— Q-Quem é você? – Disse Ann, com voz trêmula.

— Não há o que temer, sou apenas um inofensivo e jovem pirata.

— Um inofensivo e jovem pirata que destruiu meu castelo.

— Fui pago para fazer apenas isso, ninguém sobrevive sem dinheiro atualmente.

— E o que EU tenho a ver com isso?

— Você veio de brinde. – Disse ele sorrindo.

— E o que pretende fazer comigo? – Sua voz voltou a ficar trêmula de medo.

— Talvez vender para alguém que queira uma escrava.

— Idiota.

— Estou falando sério, e por que não tira esse capuz?

— Não quero.

— Vamos, tire o capuz.

— Já disse que não.

O pirata então avançou em Ann retirando o capuz da cabeça dela e vendo seus chifres de demônio.

— Meu Deus...

— Satisfeito? – Disse Ann, o empurrando.

— Serva de Onyom?

— O quê?

— Esquece. Estás com fome?

— Agora que comentou... Sim...

— Irei pegar frutas para voc-

O pirata foi interrompido com um grande estouro em seu navio, que o fez balançar ainda pior. O pirata caiu instantaneamente e se apoiou em uma cômoda pra se levantar.

— O que aconteceu? – Disse Ann, com medo.

— Estamos sendo atacados.

— Espere.

— O que foi?

— Me diga seu nome.

— Oroy. Ric Oroy.

— Que nome esquisito.

— Falou a “Rã” Phiesa.

— É “Ann” Phies-

Foram interrompidos por outro estouro, e agora os tripulantes gritavam pelo seu capitão. Ric subiu correndo para navegar o navio, e Ann foi atrás dele. Chegando a cima, Ann viu, passando pela sua frente e logo depois quebrando parte do navio, uma gigante bola de chumbo como viu no ataque a seu castelo.

— AO MEU SINAL! UM... DOIS... TRÊS... YARR!

Foram disparadas imensas balas de canhão contra o outro navio, que não teve chance nenhuma de sobreviver. Ric então fez os dois navios se encostarem para a verdadeira batalha.

— PROTEJAM A RAPOSA! – Gritou Ric.

— Raposa? – Disse Ann.

Os piratas ergueram seus revólveres e atiraram no outro navio sem parar. E os outros piratas atravessavam o rio pelas cordas par atacar os piratas de Ric com suas espadas. Um pirata do outro navio foi correndo para atacar Ann com sua espada, mas foi impedido por Ric que jogou um corpo morto na frente de Ann, a salvando. Ele não poderia deixar 10.000 peças de ouro morrer na frente dele, não é?

Horas de batalha se passaram e Ric e seus piratas venceram, saquearam o outro navio e foram embora. Ann olhou para Ric e o perguntou:

— O que é “A Raposa”?

— Bom, o nome deste navio é “Braschar”, mas eu o chamo de “A Raposa”. Meu pai quem me deu.

— Hum...

— Vamos logo procurar alguém que te queira além de mim.

— O quê?

— Nada, esquece.

Eles foram navegando até um lugar onde Ric mandou homens consertar seu navio, e enquanto eles faziam isso, Ric e sua tripulação, junto com Ann, foram em uma taverna. Chegando lá, Ric pediu rum pra toda sua tripulação e para ele.

— Você bebe?

— Não, obrigado. – Respondeu Ann.

Após um tempo conversando, rindo e cantando, Ric conseguiu a simpatia de Ann, e os dois se tornaram amigos após um tempo. A ideia de vender Ann foi embora da mente de Ric, agora só pensava em como seria bom ter um ser feminino em sua equipe.

Mas a paz foi atrapalhada quando um homem gordo, com roupas elegantes, chutou a porta da taverna. Ele era meio-lagarto, e era acompanhado de dois meio-tigres, seu rosto era cheio de cicatrizes e ele era meio pálido de propósito, tinha um rosto fechado e era bem mal-humorado, ele era baixinho e com a cabeça levemente achatada.

Ann não pôde conter a risada quando viu aquilo, mas parou na hora que viu o rosto assustado de todos, até de Ric. O meio-lagarto, odiando a atitude de Ann, pediu para que ela mesma desse licença à ele e seus acompanhantes. Ric foi imediatamente com sua tripulação pra fora, carregando Ann pelo braço.

— O que é isso? Quem é aquele gordo?

— A pessoa mais rica daqui, melhor ficar longe dele.

— Vamos ensinar pra ele que dinheiro não o dá intimidade. – Disse Ann correndo pra taverna.

— E que intimidade você acha que tem? – Disse Ric a segurando pelo braço. – Ficou conversando comigo por apenas alguns minutos e acha que já é uma de nós?

— Como se valesse algo. Não podemos simplesmente deixar aquele gordo asqueroso tirar a gente de l-

Ann foi interrompida quando viu o mesmo homem a encarando.

— Ouvi tudo que precisava ouvir, antes que perguntem; além disso, meu nome é Redann.

— Sim, senhor Redann. Perdão por ela, não queríamos incomodar.

— Cala a boca Ric. Se essa gorda acha que pode nos tirar de lá assim, ele que repense seus atos.

— Basta! – Disse Redann batendo com força sua bengala no chão.

Redann deu um passo à frente e deu um tapa tão forte em Ann que a mesma caiu. Isso foi o suficiente pra deixar Ric furioso.

— Ei, gordo.

— Outro? O que você quer praga?

— Tiroteio.

— O quê?

Na hora, a tripulação inteira de Ric e ele ergueram seus revólveres e miraram em Redann, e o mesmo ficou assustado.

— Não mecha com ela, parceiro. YARR!

Destravaram as armas, e quando foram atirar... “click”. Sem munição.

— Vish...

— Patétic. – Disse Rendann, com seu sotaque estranho. – Como pretendem salvar a donzela se nem munição têm?

— Somos piratas. Não apenas temos revólveres, como temos espadas. – Disse Ric desembainhando suas espadas junto com sua tripulação avançando no Redann e seus acompanhantes.

Redann simplesmente moveu sua bengala e disse palavras com um tom de voz muito baixo. Logo, um pequeno redemoinho se formou jogando a tripulação de Ric no mar e nas casas, quebrando tudo que tinha na frente.

— Um mago. – Disse Ann.

— Elementalista. Corrigiu Redann.

— Maldito. – Disse Ann levantando e pegando a espada de um dos piratas feridos e avançando em Redann.

Da bengala de Redann, saiu uma lâmina que ele usou para contra-atacar Ann. Mas houve um problema, a bengala não acertou Ann, mas acertou Ric, que se colocou na frente pra impedir a morte dela.

Redann recuou-se e mandou seu braço direito, Hamdeb, um Ilusionista de alto nível, sumir com Ric.

Ann se ajoelhou perto de Ric e disse:

— Ficamos conversando por minutos na taverna e já achas que pode se sacrificar por mim, ridículo? Temos que achar um curandeiro imediatamente!

Hamdeb ergueu sua mão e: Afastando Ann, lançou uma poderosa magia em Ric, o fazendo sumir de lá.

Ann ficou muito surpresa, nunca tinha visto algo como isto. Onde tinha ido Ric? Tudo só dava errado na vida dela? Ela olhou profundamente Redann e retirou sua capa com capuz, revelando traços de demônio.

— Quis me surpreender? – Diz ele retirando sua capa e revelando traços ainda mais demoníacos.

Como isso podia acontecer? Três raças em apenas uma? Híbridos não eram apenas duas raças?

Ann não ligou pra isso, sentiu que dentro dela havia uma energia que nunca antes havia sentido. Ela avançou em Redann, que disse para Habdam para dar um jeito nela.

Habdam, então, sem esforço, apagou Ann.

— Mal... Di... To...

Ann acordou no mesmo quarto de antes, de madeira pobre, quarto bagunçado e balançando muito. Teria isso tudo sido um sonho?

Ann novamente ouviu madeira velha rangendo, seria Ric descendo as escadas? Sim, ele estava descendo as escadas. Seria uma magia nova, ela tinha previsto o futuro nos sonhos?

Ela correu e abraçou Ric.

— Você está bem! Graças à Nyon.

— O que foi Ann?

— “Ann”? Você se lembra do meu nome? O que aconteceu ontem?

— Minha tripulação te trouxe pra cá a salva. E o Ilusionista me deixou invisível por um tempo. Mas matamo-lo e sua magia foi desfeita.

— Então tudo acabou bem?

— Sim.

Era a primeira vez que ela tinha tido uma resposta para essa pergunta.

Mas havia um problema, ela sentia que nada disso tinha acontecido. Mas era tão real que poderia ser. Tudo dava de errado pra ela e só isso deu certo? Bom, quem liga? Deu certo.

Agora a “verdadeira” história de Ann Phiesa ao lado do pirata Ric Oroy começaria. Ela tinha pedido para se juntar a sua tripulação e ele disse que estava pensando a mesma coisa. Ele a ensinava sobre os piratas e antepassados e ela o ensinava boas maneiras, afinal, era um pirata.

Mas o estranho sentimento ainda tomava conta de Ann, mas ela ignorava.

Ao pedido de Ann, Ric e sua tripulação viajaram até Sorah, Dommo, atrás de um bom Mago Necromante para Ann terminar os estudos em Necromancia.

Notas finais
"Vivendo Uma Nova Vida Com um Pirata" será dividido em 3 partes. Segunda parte em breve. Capítulo cheio de diálogos pra compensar o antigo que teve uma escassez nisso.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.