O Criminoso Perfeito

7 Capítulo 7 - Marcas


Notas iniciais
~le wild voz automática appears~ Capítulo programado, não sei quando poderei postar o próximo, já que tenho umas provas escrotas essa semana, e ele ainda está na metade. Aproveitem

Levi não conseguia dormir.

Fazia uma semana desde que tinha transado com Erwin, e ele queria mais. Mas não queria parecer desesperado. Queria que Erwin viesse até ele, que cedesse aos próprios desejos, que o fizesse gemer novamente daquele jeito. O problema era que ele estava ficando louco com a ausência do loiro e precisava fazer alguma coisa.

Olhou para o relógio, era três da manhã, àquela hora Erwin estaria dormindo. Graças à festa de Don Valentino, ele teria muito trabalho dali pra frente, embora Levi não se importasse. Pensou em fazer uma visitinha a ele no dia seguinte, mas precisava de sexo naquele momento e só havia uma pessoa que ficaria muito feliz em ajudá-lo.

Vestiu seu roupão e seguiu pelo corredor em direção ao outro quarto. Levi sabia que Patrick tinha se adaptado ao seu estilo de vida noturno, por isso sempre o encontrava acordado quando chegava em casa, e muito provavelmente ainda não teria dormido. Se não o encontrasse acordado, teria que se contentar com sites pornôs e sua mão.

Não se surpreendeu quando chegou à porta do quarto do rapaz e viu que ele estava acordado. O que o surpreendeu foi achar a porta encostada, não fechada. Empurrou-a com cuidado e o mais silenciosamente que conseguiu, entrou e encostou-se na parede. Encontrou Patrick sentado na cama com os olhos fechados, cheirando uma camisa sua enquanto se masturbava e gemia seu nome.

– Por isso eu sempre sentia que faltava uma camisa minha.

Parecia que toda a cor do rosto de Patrick havia sumido. O rapaz se levantou rapidamente, derrubando a camisa no chão, e tentou se explicar.

– M-Mestre Levi? O-O-O que faz aqui?

– Eu vinha aqui falar com você, esperava que estivesse acordado, mas quando cheguei a porta estava encostada. Precisa tomar mais cuidado Patrick, agora estou em casa.

– Ma-Mas – Começou Patrick correndo para pegar um short e vesti-lo – O que o senhor precisa? A-Achei que estaria dormindo...

– Ah não – Levi cruzou os braços e sorriu – Gosto dessa visão. Não precisa colocar o short.

– O senhor quer que eu...

– Sim. Tire a camisa também.

Patrick parecia um pouco relutante e envergonhado, mas fez o que Levi dizia. Depois de colocar as peças da roupa na poltrona que havia no quarto, ele se virou para o moreno que sorria.

– Como nunca percebi o que tinha aqui, embaixo do meu próprio nariz? – O moreno aproximou-se enquanto continuava a observá-lo – Eu deveria ter feito isso desde o momento em que percebi que era apaixonado por mim.

– O senhor sabia esse tempo todo?

– Claro que sabia! Você não sabe disfarçar! Se eu soubesse, teria feito-o meu bem antes.

A cada passo que Levi dava, Patrick parecia mais vermelho. O rapaz tinha uma estatura pequena, conseguindo ser menor que Levi, mas tinha uma boa aparência. Olhos cor de âmbar, cabelo ruivo claro e um rosto doce, mas atento. Pouco tempo depois de ter levado Patrick para casa, ele notou que a expressão de devoção e admiração tinha se transformado em algo diferente. Logo percebeu que o rapaz tinha se apaixonado por ele, mas estava ocupado demais com seu trabalho e observando Erwin para se preocupar com isso.

– Me diga Patrick, o que você imagina que estou fazendo com você enquanto se masturba? – Levi ficou na frente do rapaz e sussurrou em seu ouvido.

– Bem... E-Eu... – Começou Patrick dando um passo para trás, seguido por Levi que se aproximava cada vez mais, não deixando que a distância entre eles aumentasse – imagino o senhor entrando em mim... e...

– E o que? – Levi havia encurralado-o na parede. O moreno apoiou o braço na parede e se aproximou o suficiente para que Patrick pudesse sentir sua respiração – Só isso? – Sussurrou ele novamente em seu ouvido.

Patrick sentiu um arrepio e desviou o olhar para evitar fitar Levi. Estava ofegante e tremendo, mas estava gostando e ficando cada vez mais excitado. Sentia que se Levi tocasse seu membro, ele chegaria ao orgasmo.

– O senhor... também fala meu nome... e quando eu o chamo de mestre, vai cada vez mais fundo.

– Hmn... Não sabia que seus desejos eram assim – Levi segurou o membro de Patrick, que soltou um suspiro – Vamos ver o que posso fazer com você agora.

Levi começou a masturbar Patrick enquanto mordia levemente o pescoço do rapaz.

– Está bom Patrick? – A cada vez que Levi falava no ouvido de Patrick, ele sentia seu corpo todo tremer – É assim que você costuma se masturbar?

– S-Sim...

O rapaz estava ofegante e não pensava com clareza, sentia suas pernas perderem as forças e que poderia escorregar pela parede a qualquer momento. Precisou se apoiar no ombro de Levi quando finalmente chegou ao clímax.

– Tudo isso? – Levi olhou para a própria mão coberta pelo sêmen de Patrick – Estava tão bom assim?

O moreno levou a mão à própria boca e a lambeu. Patrick sentiu seu rosto esquentar ao vê-lo fazer aquilo, e ainda mais quando Levi estendeu o dedo mais lambuzado em direção a boca dele.

– Abra a boca.

Mesmo que Levi não falasse mais nada, ele sabia o que fazer. Abriu a boca e começou a chupar o dedo do mestre, que sorriu. Depois de limpar o dedo de Levi, segurou a mão dele e passou a lamber o resto do próprio gozo que estava na mão do moreno.

– Bom garoto.

Levi se afastou de Patrick que caiu sentado no chão. Depois de abrir o roupão, tirou a cueca que usava, mostrando que já estava excitado.

– Lembra de quando chupou o Eren imaginando que seria eu? Pois é, quero ver se foi tão bom como o garoto demonstrou.

Patrick observou Levi apoiar as duas mãos na cama esperando-o, enquanto ele engatinhava até o mestre e se posicionava entre as pernas dele. Durante muito tempo tinha imaginado como faria aquilo, e finalmente o dia de por em prática havia chegado. Segurou o membro de Levi e começou a lambê-lo levemente. Ficou feliz ao ouvir Levi suspirar e passou a chupar levemente sua glande, antes de começar a masturbá-lo e lamber os testículos. Quando finalmente começou a sentir o pré-gozo que saía, engoliu todo o membro do moreno e passou a chupá-lo com veemência. Mal conseguia colocar tudo na boca sem sentir que ia engasgar, mas continuou em um ritmo rápido, arrancando suspiros de Levi, que jogou a cabeça para trás aproveitando o momento. Quando começou a diminuir o ritmo, Levi ficou impaciente e segurou a cabeça de Patrick, forçando-o a chupar com mais rapidez até que ele finalmente chegasse ao orgasmo, tirando seu membro da boca do rapaz, e jorrando no rosto dele.

A visão de Patrick com o rosto coberto com seu sêmen fez Levi ficar mais excitado. Mesmo depois de ter gozado uma vez, ele continuava ereto, percebeu que Patrick também estava assim quando este ficou de pé.

Antes que Patrick pudesse fazer qualquer coisa, Levi se levantou e o empurrou na cama.

– Levante mais a bunda, Patrick.

– Tu-Tudo bem – Patrick obedeceu, apoiou-se com mais firmeza na cama ficando de quatro.

– Isso, assim mesmo.

Levi se posicionou atrás do rapaz enquanto procurava algo que pudesse lubrificá-lo. Depois de localizar um creme para mãos, pensou que este serviria para não machucar Patrick e fazer com que seu membro entrasse com mais facilidade. Jogou um pouco na própria mão e passou no seu membro, antes de jogar um pouco na entrada do rapaz. Sentiu que Patrick prendeu a respiração quando ele enfiou um dedo lambuzado de creme e começou a movimentá-lo. Antes que Patrick percebesse que Levi havia tirado o dedo de dentro dele, este o penetrou rápido e com força, fazendo-o soltar um pequeno grito de surpresa.

– Calma... Isso... Se acostume – Levi parou alguns segundos enquanto sentia Patrick pulsar ao redor do membro dele – Agora vamos lá.

O moreno começou devagar, provocando o rapaz enquanto observava ele perder as forças e gemer cada vez mais, fazendo com que ele ficasse mais excitado. Aumentou a rapidez das estocadas quando ouviu Patrick gemer seu nome e o chamar de mestre.

– Sua primeira vez Patrick? – Levi agarrou as nádegas do rapaz e entrou com força, deixando-o quase sem forças para responder.

– S-Sim mestre...

– Ah, isso soa bem. Continue, vamos fazer suas fantasias se realizarem.

– Me-Mestre...

Patrick deixou seus braços cederem e caírem em frente a seu corpo enquanto se agarrava aos lençóis e gemia. Segurou o próprio membro e passou a se masturbar, mas queria sentir Levi cada vez mais fundo dentro dele.

– Mestre... Ma – Tentou pensar com clareza suficiente para completar a frase – Mais... rápido...

– Como quiser – Levi sorriu e foi mais fundo e mais rápido. Patrick gemia cada vez mais alto – Não imaginava que fosse tão lascivo Patrick – O moreno deu um tapa na nádega do rapaz, que soltou um gritinho abafado e mordeu o lençol.

Levi não sabia porque ainda não tinha feito aquilo e se arrependeu de não ter transado com seu criado antes. Talvez por estar pensando demais em Erwin, ele tinha esquecido o quanto o rapaz desejava um pouco de atenção. Decidiu que faria mais vezes, principalmente quando sentisse uma vontade incontrolável por sexo como naquele momento, e não pudesse simplesmente correr para os braços de Erwin.

Ele já podia ver as marcas que suas unhas faziam nas nádegas de Patrick, e como uma delas havia ficado vermelha depois do tapa. Decidiu dar mais um, dessa vez no lado mais claro, se for pra ficarem vermelhas, que sejam as duas. Levi se divertia ao ver Patrick gemer e o chamar de mestre enquanto agarrava-se aos lençóis e empinava cada vez mais o quadril para cima.

De onde estava, pôde ver pelo sêmen no lençol que Patrick chegara ao orgasmo antes dele, o que fez com que mantivesse o ritmo e suspirasse enquanto jorrava dentro do rapaz, que depois disso caiu deitado na cama. Aquela vez tinha sido melhor do que a com o Eren. Decidiu que faria novamente.

Antes de sair, pegou sua cueca que deixara cair no chão e se enrolou no roupão, deixando Patrick ainda ofegante deitado na cama.

– Boa noite Patrick, talvez amanhã possamos brincar de novo.

O rapaz não teve forças nem para responder. Ele sorriu enquanto fechava a porta.

Interessante, acho que posso me divertir enquanto Erwin estiver ocupado, mas isso não irá livrá-lo de mim. Amanhã eu realmente preciso fazer uma visitinha a ele – Pensou enquanto voltava para o próprio quarto.

***

Mikael olhou para o almoço que havia acabado de preparar e sentiu seu coração apertar.

Acostumado com o apetite de Eren, ele sempre fazia comida suficiente para um pouco mais que duas pessoas, então quando olhou para a quantidade de comida que havia feito, lembrou que agora só precisava cozinhar apenas para uma pessoa, ele.

Comer sozinho também o incomodava, mas precisava se acostumar, tinha que manter sua decisão de se afastar do irmão por um tempo, embora sempre se pegasse pensando no garoto. Será que ele está bem? Está comendo direito? Pelo que Erwin tinha falado para ele, ainda faltavam mais ou menos duas sessões para que tivessem certeza que Eren estava bem. Ele estava reagindo bem às sessões com a psicóloga, mas sempre citava Mikael, dizendo o quanto sentia falta do irmão. Aquilo o deixou feliz, mas ainda pensava em manter distancia, precisava esquecê-lo.

O problema era como.

Preparou uma marmita com seu almoço, já que não gostava de comer comida de fora, arrumou sua mochila e saiu. Estava indo em direção ao elevador do prédio quando avistou Ann trancando a porta do quarto ao lado. Lembrou-se do dia em que foi alugar um quarto e a dona da pensão havia dito que ele tinha sorte, já que só sobravam dois quartos para serem alugados, ambos no ultimo andar. Provavelmente Ann tinha alugado o que havia restado.

– Ann? Não sabia que morava aqui – Começou Mikael indo em direção ao elevador e apertando o botão para descer.

– Me mudei ontem pra cá, decidi sair da casa do meu pai – o loiro foi em direção ao elevador onde Mikael já segurava a porta para ele – Fico surpreso de você morar aqui, na delegacia sempre falam que você é apegado ao seu irmão. Ele mora com você? Nesse quarto pequeno?

– Não, agora moro sozinho, saí da casa onde morávamos juntos.

– Ah. Se cansou dele?

– Brigamos.

– Ah sim, normal irmãos brigarem. Você é uma boa pessoa, deve ter sido por besteira, espero que façam logo as pazes.

– Na verdade não – Mikael suspirou. A porta do elevador abriu – É uma longa história.

– Você não parece querer falar disso, não se preocupe, não vou perguntar.

Como era perto e dava para ir a pé, os dois seguiram andando até a delegacia. Mikael olhou para o loiro mais baixo e se sentiu feliz por ele não perguntar. O único que sabia que ele era apaixonado por Eren na delegacia era Erwin, e isso já bastava. Mesmo que fossem parceiros, ainda não se sentia a vontade para falar sobre isso com Ann. Pensou que poderia contar talvez algum dia, quem sabe quando finalmente tivesse superado tudo.

***

– Você está péssimo, Erwin.

– Me diz uma novidade. Hanji já incorporou essa frase na rotina dela.

– Imagino.

–Bem a cara dela sempre falar essas coisas e observar as pessoas.

– Na verdade isso está mais do que evidente, Erwin, você está até com barba. Você nunca deixou a barba crescer.

– Barba não combina tão bem comigo quanto combina com você, Mike.

Mike olhou para seu antigo parceiro e Erwin sorriu. Fazia anos desde que almoçara junto com Mike, e ter a oportunidade de fazê-lo novamente o deixou feliz. Estava animado em poder trabalhar novamente com ele, principalmente em um caso tão chato e complicado como aquele, o problema é que se tinha uma pessoa pra quem ele não conseguia mentir (além de Levi), era Mike.

– O que está acontecendo?

– Esse caso está acabando comigo – Erwin olhou para o próprio prato (que era metade do de Mike) para não precisar olhar nos olhos do antigo parceiro.

– Não vem com essa pra cima de mim, Erwin. Você é uma das pessoas mais equilibradas emocionalmente que eu conheço, esse caso não te deixaria assim. Com umas olheiras provavelmente, mas não abatido e com a cabeça longe. Às vezes você nem parece está aqui, mas pensando em outra coisa. O que realmente aconteceu?

Erwin suspirou. Não adiantava mentir para Mike, mas não podia simplesmente dizer: “O que aconteceu? Simples. Transei duas vezes com um assassino da máfia que matou várias pessoas, seqüestrou e violentou um dos meus homens só para chamar minha atenção, e toda vez que penso nele e na forma como ele gemia, tenho que me controlar para não ter uma ereção.”

O jeito era contar parte do problema.

– Levi, ele é o problema. Ele fez tudo que queria, e depois de um simples acordo, onde ele dizia que ajudaria a capturar Valentino, ficará fora da cadeia. Se eu ao menos eu conseguisse provar seus assassinatos... provavelmente o colocaria atrás das grades.

– Só isso?

– Sim, queria mais?

– Você anda pensando muito nele... tem certeza que é só isso que te preocupa em relação a Levi?

– Claro. O que mais poderia me afetar?

– Nada... – respondeu Mike, claramente não estava convencido.

– Mas então, como vai você e o Nanaba? – Erwin tentou mudar de assunto — Ele é um bom parceiro?

– Sim. É comunicativo e atencioso, além de agir rápido. Formei uma dupla com ele assim que você foi transferido pra cá.

– Saudades da época em que éramos parceiros.

– Sim, formávamos uma boa dupla – Mike sorriu com nostalgia.

– Como sabia que eu estava por aqui?

– Não sabia, foi coincidência. Ou talvez não. Talvez o comandante tenha achado que você precisava de ajuda.

– É, provavelmente foi isso. Vai ficar ou vai voltar pra sua antiga divisão depois desse caso?

– Pretendo ficar, já falei com o comandante.

– Maravilha, estava precisando de ajuda extra mesmo – Erwin sorriu e se levantou, já tinha terminado – Agora só precisamos terminar os últimos preparativos para a festa de Valentino, provavelmente precisaremos de reforços. Tudo tem que dar certo.

– Espero que dê mesmo, mas você sabe que sempre pode acontecer alguma coisa para estragar tudo – Mike também havia acabado (mesmo o prato sendo o dobro do de Erwin).

– Vamos esperar que essa coisa não aconteça.

***

Patrick observava tão atentamente o jardim que nem percebeu Levi se aproximar. Queria deixá-lo mais bonito para agradar seu mestre, mas não sabia mais o que fazer. Toda vez que tentava plantar alguma flor, ela simplesmente morria.

– Morreram de novo? – Falou Levi, assustando Patrick.

– Sim. Acho que estou fazendo algo errado.

– Provavelmente.

– Aqui daria um belo jardim... desculpa, mas não sei cuidar de um.

– Sem problema – Levi começou a andar observando a grama e uma macieira, as únicas coisas vivas que ainda restavam – Acho que vou contratar um jardineiro.

– É uma boa idéia.

– Sim. Vou procurar no jornal antes de sair.

– Vai sair hoje à noite?

– Sim.

– Ah, tudo bem. Vai jantar em casa?

– Sairei depois de jantar – Levi olhou para o relógio, eram quatro e meia da tarde – quero jantar cedo.

– Tudo bem, prepararei agora mesmo.

– Faça isso.

O ruivo entrou em casa e deixou Levi ainda pensando no que faria naquela noite. Precisava ver Erwin, já tinha passado muito tempo, queria senti-lo novamente. Sorriu ao imaginar como o loiro reagiria à surpresa que faria a ele.

Se você não vem até mim, irei até você, Erwin.

***

Toda vez que saía da delegacia Mikael resistia à vontade de ligar para Eren. Queria desesperadamente saber como o irmão estava, mas não podia se dar ao luxo de ligar e estragar tudo. Sabia que a ligação seria um passo para querer voltar a vê-lo, e não poderia fazer isso. Estava tão pensativo que nem percebeu que Ann andava ao seu lado.

– Ainda está cedo, quer beber alguma coisa? – perguntou o loiro – Acho que você precisa relaxar. Se não quiser, tudo bem.

A voz de Ann o tirou do devaneio. Ele olhou para o mais baixo que não conseguia entender. Uma hora ele parecia distante e um tanto entediado, na outra tentava puxar assunto, agora queria sair para beber alguma coisa. Às vezes Mikael tinha a impressão de que Ann escondia alguma coisa, que havia algo que ele queria falar, mas não conseguia. Decidiu não forçá-lo, como ele fez em relação ao assunto sobre Eren.

– Claro, por que não?

Sentia que cada vez mais se aproximava do loiro. Estar com ele o fazia não se lembrar de Eren, o que seria uma coisa boa, mesmo sentindo que não deveria querer que ele preenchesse o vazio que o irmão havia deixado. Decidiu não pensar muito nisso e apenas seguir o rumo das coisas. Iria esquecer o que sentia por Eren, e ter um novo parceiro poderia ajudar bastante nisso.

***

E mais uma vez Erwin ficou sozinho na delegacia no final do expediente. Tinha se acostumado a ser o primeiro a chegar e o ultimo a sair, então sempre acabava revendo tudo que haviam feito no dia. Os preparativos para a operação que aconteceria na festa de Valentino já estavam prontos, com os crachás e seu convite em mãos, só faltava a roupa que Ann e Mikael usariam na festa ficassem prontas e estava quase tudo nos conformes.

Quase.

Ao observar atentamente o convite que Levi havia te dado, percebeu que era para um acompanhante, o que significava que o moreno estaria na festa. Ele quase tinha se esquecido que Levi ainda trabalhava para Valentino, embora ele nunca mais tivesse matado alguém. Pelo menos era o que parecia, já que não tinha aparecido mais corpo algum.

Ele sentia suas costas doerem e decidiu voltar para casa. Se levantou da cadeira na qual estava sentado há horas e foi em direção à sala ao lado, onde ficava a cafeteira para desligá-la, e depois ver se ainda havia luzes ligadas, já que sempre havia alguém (Hanji) para esquecer de apagá-las.

Depois de apagar quase todas as luzes, deixando apenas a da sua sala e a da recepção ligadas, voltou para arrumar suas coisas e ir embora, mas quase enfartou com o que o esperava em sua sala.

Levi o estava esperando sentado na sua cadeira, com as pernas cruzadas em cima da mesa.

– PUTA QUE ME PARIU, LEVI! Você quer que eu tenha um enfarto e morra de susto?

– Depois de tudo que já aconteceu, você ainda acha que quero te matar? – Levi sorriu – Não posso deixar meu detetive favorito morrer.

– Primeiro: como e quando você entrou aqui?

– Eu estou aqui na delegacia há alguns minutos, só estava esperando você sair da sua sala para aparecer. Cheguei assim que todos foram embora.

– Ok, e que porra faz aqui?

– Vim ver você. Uma semana. Achei que tinha dito que nos veríamos em breve.

– Então quer dizer que você não agüentou ficar uma semana longe de mim? – Erwin sorriu e cruzou os braços – Interessante.

– Não admito que você fique tão focado no trabalho que se esqueça de mim – Levi colocou os pés no chão, se levantou, e andou em direção a Erwin. Quando chegou perto do loiro, o pegou pega gola da camisa e o puxou para perto, ficando a centímetros do seu rosto – Quero que pense em mim o tempo todo, como penso em você.

– Queria eu focar no trabalho e te esquecer. Sério, seria mais fácil e melhor para mim.

– Não pretendo facilitar a sua vida – Os lábios do moreno estavam tão perto que Erwin podia os sentir roçando nos seus quando ele falava – mas vou deixá-la mais interessante.

– Você começou a complicar minha vida desde o primeiro corpo que deixou jogado em um beco – Erwin sorriu – Isso não é um bom começo. Se deixar minha vida mais interessante, vou acabar morrendo.

– Mas assim as coisas ficam mais... excitantes.

– Até demais.

Erwin abaixou um pouco o rosto e acabou com a distância entre os lábios dele e de Levi. O beijo foi ardente e sedento, como se os dois fossem antigos amantes e não se vissem por anos. Mesmo quando o ar começou a faltar, Erwin abraçou Levi pela cintura com um braço enquanto segurava sua cabeça com a outra mão. O moreno que se afastou para que pudessem respirar.

– Preciso de você, Erwin. Agora.

– Aqui?

– Sim.

– E se alguém aparecer porque esqueceu alguma coisa?

– Foda-se, se nos virem será mais interessante.

Levi sorriu e puxou Erwin pela gola da camisa até a mesa, onde afastou alguns papéis e se sentou, envolvendo a cintura do loiro com as pernas. Erwin segurou Levi pelo quadril e o puxou para mais perto enquanto ele começava a desabotoar sua camisa e dava pequenas mordidas em seu pescoço e peitoral.

– Assim você vai acabar me marcando, Levi.

– O objetivo é esse – Respondeu enquanto mordia o ombro de Erwin com força até deixar uma marca vermelha.

– Então é assim? Tudo bem.

Erwin entrelaçou os dedos nos cabelos negros e os puxou para trás, começando a morder o pescoço de Levi, deixando várias marcas aleatórias. Ao contrário da mordida que Levi havia dado nele, aquelas ficariam evidentes sob a roupa dele, a menos que usasse um cachecol, o que estava fora de cogitação com o calor que fazia durante o dia.

– O que você é agora? Um vampiro? – Levi segurou o rosto de Erwin com uma mão e o colocou em frente ao seu – Vai chupar meu sangue? Preferia que chupasse outra coisa.

– Quando eu era menor eu tinha o costume de marcar coisas importantes que me pertenciam, acho que ainda não perdi essa mania.

– Então é por isso que está me marcando? Pertenço a você?

– Agora sim.

O loiro voltou a beijar Levi enquanto o moreno abria seu cinto e deixava a calça escorregar pelas suas pernas. Quando ficou apenas de cueca, tirou a camisa bem passada de Levi e a jogou no chão, antes de puxar a calça e a cueca dele com um movimento rápido. Afastou o resto dos papeis que ainda estavam na mesa jogando-os no chão, deixando apenas seu computador, e dando espaço para que Levi se deitasse.

– Vai deixar os papeis caírem no chão assim? Achei que fosse mais profissional – Levi sorriu maliciosamente enquanto se deitava, depois de empurrar a cueca de Erwin para baixo.

– Não quando você está por perto.

– Isso, seja meu garoto mau.

Erwin sorriu ao ouvir aquilo e se debruçou sobre Levi para beijá-lo. Sentiu o membro endurecido do moreno quando fez isso, e começou a fazer um caminho de beijos por seu corpo, indo do pescoço até sua virilha, antes de envolvê-lo com a boca. Levi suspirou, mas depois de tanto tempo longe de Erwin, ele tinha pressa.

– Não Erwin, quero você dentro de mim, rápido.

– Está com pressa? –Erwin tirou a boca do membro de Levi e sorriu, mas continuou masturbando-o.

– Sim. Por favor – Levi o olhava com olhos suplicantes, era difícil não atender.

– Pedindo desse jeito... – o loiro levantou o rosto e olhou para Levi – desça e se vire para a mesa.

Levi obedeceu e apoiou os braços na mesa, empinando o quadril. Erwin sorriu, nunca se cansaria daquela visão, sempre o deixava mais excitado.

– Não tenho nada para servir de lubrificante – desculpou-se o loiro.

– Não importa, apenas entre logo.

Erwin segurou uma perna de Levi e entrou sem cerimônia, fazendo-o soltar um grito abafado. Ele sabia que os dois tinham pressa e não estava disposto a provocá-lo e começar lentamente. Começou com estocadas rápidas que faziam Levi gemer alto enquanto o masturbava com a mão livre. Pensou que talvez estivesse machucando o moreno quando ouviu:

– Mais... mais forte, Erwin.

Não esperava ouvir isso já que estavam sem lubrificante, mas se lembrou da primeira vez que transaram, eles também não tinham e Levi havia gostado bastante. Usou a mão que estava masturbando Levi para segurar seu quadril, já que segurava a perna dele com a outra, e passou a entrar com mais força, fazendo com que ele apoiasse a cabeça na mesa enquanto passava a se masturbar.

– Erwin eu já... vou...

– Se você sujar minha mesa, vou fazer você lamber.

– Não se preocupe, farei isso.

Sentiu que chegava ao clímax logo após ver Levi gozar. Jorrou dentro do moreno enquanto ele continuava a apoiar a cabeça na mesa e a arranhava com as duas mãos que estavam estendidas sobre ela. Como sempre acontecia quando transava com Levi, estava exausto. Levantou a calça e a cueca e se jogou na cadeira. Levi o seguiu, abriu as pernas e sentou em seu colo, ainda sem roupa.

– Acho que não sujei sua mesa.

– Espero que sim – Começou a abotoar a camisa, deixando as primeiras casas abertas.

– Quando nos veremos de novo?

– Em breve.

– Você sempre diz isso.

– Sério, preciso terminar de organizar as coisas para a festa de Valentino, nada pode dar errado.

– Se vocês não fizerem nenhuma merda pra foder tudo, não tem como dar errado.

– Você vai?

– Na festa de Valentino? Claro. Meus maiores clientes estarão lá, tenho que ir.

– Então nos veremos lá, mas não fale comigo.

– Acha que sou idiota? Sei disso.

– Falei só por precaução. Tenho que ir pra casa e descansar, amanhã chego cedo aqui.

– Estou tentado a ir com você, mas não quero te atrapalhar, já que não o deixaria dormir – Levi abotoou os primeiros botões que ficaram abertos na camisa de Erwin – Depois que tudo passar, poderemos fazer isso.

– Você quer me matar assim?

– Se for transando a noite toda com você, talvez – respondeu Levi sorrindo.

***

Don Valentino sorriu ao ver o que havia conseguido.

Muitos que tinham a infelicidade de trabalhar com ele sabiam do seu gosto estranho e um tanto repulsivo, por isso a maioria de seus homens, até mesmo seu próprio filho, o consideravam nojento e doentio. Mas ele não se importava, contanto que tivesse dinheiro e pessoas dispostas a satisfazer suas vontades, ele não ligava para o que pensavam dele.

Além de estar envolvido com tráfico de drogas e começando a se envolver com o tráfico de armas, ele também visitava a Lollipop, uma boate conhecida por ter vários tipos de eventos, entre eles um leilão de pessoas que envolvia até crianças. Quem tomava conta era Damien Cardinale, um homem procurado pela polícia por tráfico de pessoas, embora sempre desse um jeito de fugir e se esconder sem ser preso.

Valentino chegou à boate um pouco antes da meia noite, a hora em que começaria o leilão, e foi logo recepcionado pelo anfitrião.

– Ora, Ora! Achei que não te veria por um tempo, Valentino! O que aconteceu? Perdeu o interesse pelo seu outro brinquedinho, ou ele cresceu muito e não quis obedecer mais?

– Também estou feliz em te ver, Cardinale. Ele ficou doente, parou de comer e morreu, o que é uma pena, eu gostava dele.

– Claro que gostava – Damien conduziu Valentino para uma entrada afastada, que dava em uma escada que levava ao andar de baixo – então veio até aqui atrás de outro.

– Sim, isso mesmo.

– Deu sorte, consegui um que você vai gostar.

Várias pessoas se reuniam ao redor de um palco, onde podiam ver todas as “mercadorias” disponíveis, geralmente mulheres e crianças. Altas, baixas, morenas, loiras, tinha para qualquer gosto, mas como Cardinale esperava, o que despertou o interesse de Valentino foi um garoto meio afastado dos demais. Tímido, era loiro e com os olhos azuis, parecendo mais novo do que realmente era. Pelo que sabia, o garoto deveria ter uns quinze anos, mas tinha cara de doze.

– Eu quero aquele – Começou Valentino – pago o que você quiser.

– Ah sim, vamos ver como vai ficar, algumas pessoas aqui também gostam de garotinhos como você.

– Não importa, eu vou levá-lo comigo.

Depois de desembolsar quase três milhões de dólares, Valentino voltou para casa com o garoto. Sentia-se satisfeito e excitado, como sempre acontecia quando comprava um novo “brinquedinho”.

Colocou o garoto em um quarto que tinha feito dentro do seu, e que era decorado da mesma forma. Fazia de tudo para agradar eles, dava qualquer coisa que pedissem, desde brinquedos até jóias, contanto que os garotos fizessem tudo que ele mandava. Quando não acontecia, usava a força.

Sentou-se na cama e o observou. O garoto usava roupas simples e um casaco por cima, com o qual tentava se esconder, ou talvez só estivesse com frio. Valentino pensou em várias roupas que o obrigaria a vestir, isso claro, quando não estivesse sem nenhuma.

– Bem vindo a sua nova casa. Quantos anos você tem?

– Q-Quinze – Respondeu o garoto com uma voz quase inaudível.

– Parece mais novo.

– Sempre dizem isso. Falam que tenho cara de doze.

– Isso é bom – ver o garoto com um ar inocente e tímido o excitou ainda mais – É virgem?

– S-Sim – O garoto corou e desviou o olhar. Valentino sentiu seu membro pulsar.

– Ah, maravilha. Qual o seu nome, docinho?

– Armin Arlet.

Notas finais
Esse é o momento em que eu corro das fãs do Armin...