O Coven dos Espíritos
2 Querer é Poder
Notas iniciais
Estava ali, de pé, em frente a todos os que riam de sua cara. Jenn era uma mulher de 70 anos, mas continuava bonita. Com seus cabelos totalmente loiros, nenhum fio branco e com suas rugas aparecendo somente agora, ninguém lhe daria mais que 50 anos. Estava de frente ao Clã Principal, constituído por sete pessoas, o número mágico para decisões; todos jovens e sábios, mas diferente dela, sem magia.
— Estou falando. Eu tive esse sonho, que tenho há décadas. Mas nesta noite, ele nunca me pareceu tão real e com todos os detalhes. Eu lembrava no próprio sonho a sensação...
— A sensação? — perguntou Picell. Um homem baixinho, usando um óculos redondo. Jenn se perguntava se ele sentia-se como um Harry Potter, só que gay — a sensação de adormecer todos seus irmãos, fazer trato com a corja dos Andrad e trair sua família?
— Trair? — disse Jenn indignada. Olhou para todos os outros do Clã Principal que estavam sentados na mesa. Nenhum deles disse nada. — Pois saiba de uma coisa. Eu tive a visão. E ela se realizou, não? Eu tive seis filhos e tentei evitar o máximo que pude, mas tive. E esses filhos tiveram seis filhos. Se eu não tivesse feito isso e arrancado à magia deles, tudo estaria perdido. Um Coven dos Bittencourt já é poderoso quando é normal, com um número maldito, ninguém iria conseguir controlar o poder no Coven e iríamos ser revelados. É isso que quer? Ou só tem remorso porque o feitiço acabou tirando sua magia também?
— Você sabe que nós sempre fomos pessoas ignoradas pelos Bittencourt. Somos o Clã Principal, aquelas pessoas que, apesar do nome, não é importante de jeito nenhum, não é? Não fazemos parte do Coven e nem nossos filhos podem. Não podemos praticar magia a não ser para sermos sábios a tomar nossas decisões. Não podemos fazer nada e você ainda fala assim conosco. — Disse Angela, uma mulher com aura poderosa, escondida atrás de várias e várias roupas. Como se quisesse fazer isso como um manto. Jenn sempre a achou a mais inteligente deles. Agora, somente gostava da época em que ela controlava os Bittencourt.
— Não sei nem por que o a Família Bittencourt ainda tem vocês. Sinceramente, não sei. — Começou Jenn, com ódio no olhar e continuou — Já que vocês não tem mais magia para serem sábios por que vocês ainda tomam as decisões?
— Não temos magia por causa de você, sua vaca — gritou Picell. Os outros ficaram quietos no momento em que ele explodiu.
— Escute Picell. Eu vim lhes avisar. Avisar-lhes que minha intuição me diz que algo vai mudar na família Bittencourt... e...
— Nada vai mudar. Agora continue.
—... E lhes lembrar. Lembrá-los do que aconteceu com meus irmãos quando eles duvidaram de mim.
Angela engoliu o vazio e declarou que a reunião tinha acabado.
===
Respirou fundo. E de novo. E de novo. Stephen não sabia o que fazer com o corpo roxo de Finn parado ali, no mato. Faltavam dez minutos para as aulas começarem definitivamente e ele não sabia o que fazer. Uma parte fria de si dizia para ele ir embora. A outra parte mais fria dizia para ele enterrar o corpo.
Aceitou o conselho de uma pequena parte de si, a mais sensível, mas a que também era inteligente. Pegou o celular de Finn, se tocar diretamente nele, Stephen e sua paranoia podiam ajudar. Chamou o 911 e disse com uma voz bem diferente da sua que Finn precisava de ajuda na escola, que estava no bosque.
Largou o celular e saiu dali. Fez aquilo para não se meter em problema, porque em parte, achava que sua vontade de matar Finn foi tão grande que realmente aconteceu.
Sobe até o banheiro e vê que não tem ninguém. Ótimo. Faltavam cinco minutos somente para começar as aulas, ainda tinha tempo. Mandou uma mensagem para Scott, dizendo que Finn não tinha aparecido no lugar que ele estava do bosque.
— Por que você está tentando criar um álibi? Você não fez nada — disse para si mesmo no espelho. As palavras pareciam vazias. — O que aconteceu...? — sua mente estava pirando. Quando um cara chegou e pareceu rir por ele estar falando sozinho, retomou sua consciência e foi para a sala. Queria poder não ter visto o que viu, muito menos ter feito o que supostamente fez.
===
— Então, você diz que gosta de séries, mas não assiste American Horror Story? Como assim? — disse Boyd, um garoto que, na opinião de Nylie era irritante. Mas era a única pessoa que se atrevia a falar com ela depois da ordem de Angelica. Pelo menos assim Nylie não ficava totalmente sozinha no colégio. A ideia de matar aula tinha passado, mas talvez a ideia de se matar podia continuar um pouco acesa.
Porque aquele dia estava sendo um saco. Mal tinha começado ela e a professora Dickens já tinham brigado.
Lembrou-se, lembrou-se do rosto de todos, pensando no quanto ela iria se ferrar por ter desafiado a Srta. Dickens. Mas a vaca velha tinha merecido, não foi por pouco não.
— Nylie Bittencourt? Nomezinho estranho. Não gosto do seu nome garota, vou te chamar de NB, nem reclame. — Disse maldosamente olhando para Nylie, Angelica riu.
— Não reclamar? Se você me chamar de NB eu te chamo pelo o que você realmente é. — Disse gritando.
— O que eu sou então? — gritou a velha gorda de volta.
— UMA VADIA QUE SENTE FALTA DE SEXO, e aí, gostou?
A Srta. Dickens saiu da sala e ficou do lado de fora, pareceu chorar. Nylie nem ligou, afinal, a velha tinha começado as implicações desde o ano passado, pois a velha sempre ficara do lado de Angelica, como se Nylie fosse um pedaço de lixo, como toda a escola a tratava.
Nylie nunca aprendia, sempre desafiava as pessoas mais perigosas e manipuladoras. Foi assim que conseguiu sua sentença dada por Angelica, quando a desafiou. Era maldade o que Angelica fazia com o garoto do primeiro ano, fazendo lamber a sola de seu salto sujo. Nylie a interrompeu, perguntando se não tinha escrúpulos. Acabara com Nylie ficando sem amigos e ninguém olhando para sua cara. Entendeu que Angelica era a maior e que ninguém nunca a ultrapassaria e se contentou em afogar toda raiva nas séries.
Voltou sua atenção para Boyd, que falava sem parar.
— Boyd, eu não curto American Horror Story porque eu não gosto de terror ok? Vê se não enche.
A monitora Rokins se aproximou dos dois e olhou para Boyd, com reprovação e depois olhou para Nylie. Dirigiu-se a Nylie com toda formalidade possível. Nylie se lembrou de como ela chamava as monitoras de sua escola em Nova York de tia. E agora vê como tudo é frio e sem vida na nova escola, sem zoação ou brincadeiras, somente gente numa hierarquia idiota.
— Nylie Bittencourt, a diretora quer vê-la em sua sala.
Puta merda. Levantou-se e foi até a diretoria, passando pelos enormes corredores branco e cinza, com quadros de avisos e armários de madeira embutido. Ela odiava tudo naquela escola, tudo mesmo. Entrou na sala da diretora e viu-a sentada naquela cadeira que parecia ser desconfortável. Enquanto as diretoras de escolas normais tinham alguma moral ou alguma aura superior, essa não sabia nem o que moral era. Os alunos e professores sentavam em cima de suas costas e ficavam lá, acomodados.
— Queria falar o quê comigo, Senhora... — se deu conta que se esqueceu do nome dela. Quase ninguém sabia mesmo.
— Olá Nylie Bittencourt. Está suspensa.
Nylie sentiu seu estômago revirar. Sua mãe iria matá-la. Não, matá-la não, iria trucidá-la.
— Senhora, qual é o motivo?
— Responder um professor do jeito que fez. Toleramos bastantes coisas, mas isso não.
— Isso é injusto, ela que falou que não me chamaria pelo meu nome, você queria que eu ficasse calada e deixasse a vaca me tratar como uma indigente?
— Eu não ligo Srta. Bittencourt. Agora por favor, faça sua mãe assinar isso e nos entregue próxima semana se quiser entrar aqui.
— Droga... — a diretora disse indignada quando levantou seu até seu nariz sangrando. Levantou-se cambaleando e dirigiu-se a porta. Não chegou a tocar na aldrava antes de cair num baque horrível. Nylie não soube o que fazer.
Chegou a levantar da cadeira e virar a diretora para ver seu rosto, ver se ela ainda estava bem. Seus olhos estavam tão vermelhos, cada vez mais vermelhos. Pareciam estar inchando rapidamente e Nylie soube a hora de se afastar. Os glóbulos oculares saltaram da órbita rapidamente explodindo em sangue. Nylie gritou.
Gritou pela cena de horror que só acontecia em suas séries, mas berrou também porque se lembrara de seu pensamento, para a diretora, quando ela falou da suspensão. Eu quero que essa vaca morra.
===
John deu um último gemido antes de chegar ao clímax final. Nicole levantou-se de onde estava ajoelhada e limpou a boca com um lenço que tirou de sua bolsa. Depois disso, o beijou e eles ficaram por um bom tempo daquele jeito, se catando atrás do muro da escola, onde ninguém via nada por causa da aglomeração de árvores. Era o lugar perfeito da pegação.
— Sabe, John, eu realmente gosto de você. — Ela disse. Ele não respondeu nada e Nicole continuou — Você é tão frio, mas eu sinto que deve ser por causa de seu signo.
— Nicole, eu não acredito nessa porra de signos.
— Viu? Não acreditar em signos é tão coisa do seu signo.
John revirou os olhos e Nicole começou a divagar coisas, que, para ele, não faziam sentido algum.
— Eu sinto que nós estamos conectados, sabe? Sei que você não mente para mim. E eu amo isso.
John não pôde evitar. Deu uma gargalhada e olhou para a cara dela. Nicole realmente era tão ingênua? Ingênua ao ponto de perdoar facilmente John após ele desligar o telefone na cara dela. John simplesmente falou que estava cansado e dormiu ao telefone. Ela disse que o recompensaria por ter feito-o ficar cansado. E John foi recompensado. Mas dentre todas as recompensas em sua vida, aquele boquete tinha sido o fiasco, pois logo após, Nicole começava a falar aquelas merdas.
— Você ri por que, meu amor? Nosso destino estava selado nas estrelas, de ficarmos juntos.
— Não, não está. Eu nem mesmo amo você. Nem gosto, sabia? Nem sinto afeto nenhum. Nicole desculpa ter que ser assim, mas acho que devemos terminar. Há meses que quero falar isso. — Ele explodiu. Nicole começou a falar, desesperadamente:
— Não, por favor, não! Eu sei que você me ama. Por favor, não me deixe — as lágrimas escorriam, quase como que falsamente e John não podia evitar aquela sensação. A sensação de não ter pena dela. — Meu amor... eu sei que você me ama. Eu sei, eu sei. Me escuta, é só uma fase, sabia? É porque eu não quero fazer aquela coisinha que você me pediu? Eu faço, pelo o amor de Deus, eu faço, nem me importo com a dor, mas não me deixe.
— Não, não é pela aquela coisa. Nicole, entenda o que eu vou dizer. Eu não gosto de você, simples.
— Seu babaca maldito! EU TE ODEIO! NUNCA, NUNCA EU TE AMEI. SEU FILHO DA MÃE DESGRAÇADO! — Nicole gritava descontroladamente, com a voz fina ficando mais fina ainda.
— Calma aí.
Nicole avançou para cima de John e começou o arranhar com as unhas, fazendo o mesmo estrago que fazia nas costas dele, só que no rosto. Tirava sangue, pele, e John fechava os olhos, pedindo para se controlar. Não conseguiu, pegou-a pelos braços e a empurrou.
Nicole caiu no chão, ainda chorando. Mas dessa vez, ela chorava de dor. Pareceu se espernear, gritando de dor. Apertava seu coração e John não sabia o que fazer, se paralisou e ficou parado, sem conseguir se mexer, olhando Nicole naquele estado. Ela parou por um momento e pareceu respirar de alívio.
Engasgou-se com algo de repente, apertando a garganta como se a própria se fechasse. John viu com o que ela estava se engasgando, ela sua própria língua.
A língua cresceu inchando rapidamente ficando do tamanho de uma batata grande. Nicole não conseguia mais respirar e por fim, já roxa, fechou os olhos. Ela não aguentara mais.
===
Estavam quase todos os Andrad ali, vendo o corpo nu do jovem deitado numa maca fria. Nico Andrad, velho e enrugado, mas ainda com os olhos de 1964, os frios que todos tinham medo, avaliavam-o.
Kane Andrad, um homem magro, careca, perguntou com medo da resposta:
— É trabalho de bruxo? Talvez os Delacourt.
— É óbvio que foi um bruxo, sua besta. Os negrinhos não se atreveriam. Eles estão escondidos nas sombras com medo de nós. Os Soqencourt estão por aí matando bebês para forçar um Coven. São corja e não matam humanos por qualquer motivo e muito menos um adolescente. Ele era Finn Donovan. Sabe que esse sobrenome não pode ser coincidência, né? — seu olhar pareceu entrar num devaneio.
— Não vamos discutir sobre quimeras agora. Estamos aqui para ver se foi mesmo uma bruxa e decidir qual família foi. — Disse Lican Andrad, um barrigudo careca, com uma cara mal humorada.
— Já eliminei duas, seu estúpido. Como eu disse, Delacourt, muito covarde, Soqencourt, muito inteligente para isso. Os Van der Court não foram também. Estão morando em Pasadena pelas minhas fontes confiáveis.
— Só sobra os Bittencourt. Mas eles estão sem magia. — Observou Lican, Kane ficou quieto, observando Nico.
— Sim. E eu estranhamente confio em Jenn Bittencourt sobre sua palavra, de tirar a magia de duas gerações. Mas ela está velha. Tem exatamente a mesma idade que eu, dois dias mais velha.
— Ela estar velha e enrugada implica no quê, pai?
— Jenn Bittencourt está velha, pode estar não aguentando mais um feitiço como esse. Além de ser um grande feitiço, representativo, é necromântico. Ela supre a magia dos irmãos enterrados e com o poder da terra os adormecendo, ela canaliza e suga a magia das gerações.
— O que ela faz com a magia que sugou?
— Devolve para terra. Entende? É um ciclo sem fim. Devolve para terra, que adormece os irmãos, que ficam num limbo, pega poder que deu para terra e canaliza. Nunca termina.
— Como uma bruxa pode ser capaz de fazer isso? — perguntou Lican.
— Jenn não era uma bruxa qualquer. Ela tinha Espírito. O mais poderoso dos elementos. Era sábia e obtinha telepatia e telecinese. Nunca a subestime mesmo velha.
— Ela pega magia da terra e adormece os irmãos com que quantidade? — perguntou Kane, interessado na sogra.
— Todo ano, no mês de janeiro. — Disse Nico. — Por isso estou duvidando. Mas o Coven dessa geração também seria de seis, se tivesse parado de suprimi-los, nós saberíamos, a cidade estaria rodeada por caos agora, terremotos, tsunamis, maldições, praga e fome.
— Então isso prova que ela não liberou. Ainda não entendo a sua teoria. — Lican levantou a sobrancelha, confuso.
— Ela pode ter ficado velha, mas ainda deve conseguir fazer uma coisa... Eu sei o que é, mas não posso falar. Até eu confirmar minha teoria.
— Pai, eu saberia se meu filho Stephen ou a Laura tivessem acordado na iniciação. Eu nunca esqueci minha missão.
— Mas se apaixonou por ela. Eu sei disso, não negue. Sei também como as mulheres Bittencourt podem ser irresistíveis, ainda mais uma bonita como Kourtney. Pergunto-me se aqueles filhos são seus.
— São meus sim, pai. Stephen tem os meus antigos cabelos ruivos e Laura tem meu nariz.
— Então também são caçadores, temos que saber de qual cada um está. Laura eu tenho uma impressão que seria uma boa caçadora, Stephen não tenho certeza. Tanto faz. Mas Kane, me escute. Tinha esperança que eles não fossem seus filhos, assim seu coração podia ser quebrado e isso poderia deixar essa memória da vaca meio fraca, mas vejo que não. Você vai ter uma nova missão, além de observá-los. Sua nova missão é parar de amar Kourtney, porque quando eu matar a Jenn, a magia deles vão voltar. E aí, vamos ter que matá-los também.
— Você? Matar Jenn? Devia ter feito isso antes. Ela criou a porra de um feitiço representativo! Ela é muito poderosa. Só o tempo poderá matá-la. Ninguém a mata sem morrer. — Gritou Lican, com raiva.
— Eu morro se for preciso. Essa é a nossa chance. Se eu matar Jenn, a magia deles vai voltar, mas nenhum deles tem treinamento para nos combater. Vão estar fracos e vão ser presas fáceis. Para de ser tão bichinha e crie coragem nessas suas bolas murchas — gritou Nico de volta — Sou seu pai, então me respeite, monte de bosta. Como essa família ficou fraca. Covarde. Burra. Tenho dó dos Andrad de hoje. Tomara que Hugh, que é um menino inteligente, tenha noção e se torne um Líder. Garanto que votariam nele.
— Eu sou o Líder e falta muito para eu morrer! — exclamou Lican.
Nico se aproximou dele e disse em seu ouvido. Mesmo sendo um sussurro baixo, Kane ouviu alto e claro. — Não se sua estupidez o matar antes.
Caminhou até a porta, para sair da sala, parecia estar sentindo frio por causa dos ar condicionados.
Lican, sendo temperamental, não deixou barato.
— Pelo menos eu não fiz um acordo com o inimigo! Devia ter matado Jenn quando teve a chance, seu idiota. A fogueira devia ter sido feita, naquela noite, para ela e seus irmãos adormecidos. Ficaria até mais fácil sem os gritos de todos.
Nico deu meia volta e foi até Lican lentamente. Quando chegou perto o bastante, deu um soco no nariz de Lican, com força o bastante para derrubá-lo, quase que perto do corpo do garoto, que já estava ficando fedido por causa da decomposição. Tinha o cheiro de um besouro queimado por uma raquete elétrica.
— Escute Lican. — Fez uma pausa, somente havia o silêncio pesado no ar. — Esse é o som para o quanto eu ligo de ter batido no Líder.
Virou-se para Kane e disse — Fale para Kourtney preparar uma janta decente. Vou para lá hoje.
===
Ele não tinha asma. Nunca soube de nenhum problema de coração... Então o que houve?... pensava Stephen, em sua cama, deitado. Eram uma seis horas, tinha chegado da escola às três e meia e tinha ido direto dormir. Não conseguira. Ficara a tarde inteira pensando em Finn e por que ele tinha morrido.
— Será que conseguiram encontrar o corpo? Ah meu Deus... — colocou a mão em seu rosto, respirando ofegante.
Stephen foi disperso de seus pensamentos no momento em que seu celular tocou. Uma mensagem chegara. Fazia meses que ele não recebia mensagens, desde que excluiu seu Whatsapp, ninguém mais tentava o contatar, nem por Messenger. Dessa vez não era em nenhuma rede social ou aplicativo. Era SMS. Ninguém mais usava SMS.
O número estava desconhecido, Stephen abriu, com medo. Estava totalmente certo. O torpedo dizia:
EU SEI O QUE VC FEZ.
De repente, a porta se abre, fazendo com que Stephen tire logo da mensagem e a apague. Hugh, seu primo por parte de pai, estava na porta. Ele era legal, ruivo, como quase todos os Andrad, cara de autoritário, mas na verdade era engraçado. Muito, muito engraçado. Stephen estranhou que ele estivesse ali, Hugh quase não ia em sua casa.
— Stephen. Você está encrencado.
Fale com o autor