Notas iniciais
N/ Miss Black: Os lencinhos chegaram? Eu mandei para todas, está aberta a temporada de.... Drama!!!
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Boa leitura!!!!

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Capitulo 01



POV Jacob:


O som das vozes das pessoas pelo o estádio era eminente. As bandeiras balançavam de um lado para o outro, enquanto o coro da torcida gritava o nome do time que estava vencendo de lavada àquela partida.

Os olhos estavam atentos em todas as jogadas e sem dúvida em todos os jogadores, contudo, uma dupla em especial estava deixando os adversários loucos.

_Vermelho 47¹ – o capitão do time, que era o meu irmão, gritou para os jogadores. Faltavam seis pontos somente para a partida ser vencida, e precisávamos vencer.

Não demorou cinco minutos e os donos da casa – que éramos nós, os Red Devil – podemos gritar que a vitória tinha sido nossa. O jogo foi suado, difícil, mas não impossível de ser vencido.

_Você estava uma máquina hoje caçula – Taylor correu em minha direção e me abraçou.

_Fazemos uma boa equipe. – respondi com um tímido sorriso.

Taylor e eu éramos gêmeos idênticos. Taylor – segundo ele mesmo – era mais velho que eu, só porque ele tinha nascido cinco minutos antes, e o mesmo sempre fez questão de me fazer lembrar disso.

Éramos iguais na aparência e totalmente diferentes na personalidade. Nunca fui de baderna como o Taylor, sempre gostei de ficar em casa, curtindo uma musica e um bom filme. Ao contrário de mim Taylor sempre foi o centro das atenções, piada era com ele mesmo, e estar com os amigos em uma boa festa sempre fora o seu hobby preferido. Não estava escrito que precisamos ser iguais em personalidades também. Bastávamos somente sermos gêmeos.

_Cerveja? – ele indagou tirando o capacete.

_Não estou muito a fim Tay. – tentei me desculpar com olhar, mas algo me dizia que dessa vez, ele não desistiria.

_Vai me deixar beber e voltar sozinho para casa?

_Você nunca volta sozinho Taylor.

_O que custa ir sair para comemorar comigo Jacob? É sempre dentro de casa. Ninguém vai mordê-lo lá. Claro a menos que você peça para alguma menina fazer isso. – ele sorriu abertamente e eu mantive a minha face séria. – Sério mesmo que somos irmãos? E ainda gêmeos?

_Tchau Taylor. – virei às costas em direção do vestiário.

_Cinco minutos mano. – ele gritou vindo atrás de mim. – Poxa cinco minutos, toma uma cerveja comigo e com a galera e eu deixo você ir para casa.

_Cinco minutos. – gritei. Ele correu e pulou em meu ombro.

_Woo! Cavalo, vamos lá!

_Cavalo?! – ele começou a rir e bater em minhas costas fazendo sons com a boca.

Ele era doido, mas era o meu irmão, e o meu melhor amigo.


oOoOo

_Desce mais uma rodada aí amigo. – Taylor gritou para o garçom. Já era a sétima cerveja dele.

Eu já estava no bar, por mais de uma hora, e nem tinha terminado de tomar o meu primeiro copo de cerveja.

_Vamos Taylor. – o puxei pelo o braço.

_O que você quer Jacob? – ele empurrou a minha mão do seu braço de leve. – Ganhamos um jogo difícil, eu quero comemorar, se você não quer pode ir embora mano, eu vou ficar bem.

_Tay...

_Leva o carro que eu vou de carona com o Rony, ele nem bebeu. – olhei em direção do Rony, e ele estava realmente com uma garrafa de água.

_Não bebi mesmo Jacob, pode ficar tranquilo. – ainda pensei duas vezes de deixá-lo ir com eles, mas não adiantaria. Ele não iria ir comigo. O jeito era deixá-lo.

_Me liga quando estiver indo para casa, para que eu possa lhe pegar.

_Já entendi mãe. – todos começaram a rir.

Eu não conseguia entender como encher a cara até o ponto de não conseguir andar era uma diversão.

Peguei as chaves do carro com o documento e segui para o estacionamento

Parei ao lado do carro e pensei em voltar e pagar o Taylor a força e leva-lo para casa comigo. Algo dentro de mim gritava em alto e bom tom que aquilo de deixá-lo ir com outro não era uma boa ideia.

Respirei fundo e entrei no automóvel. Deixando o meu cansaço de um dia de jogo duro me vencer.

Não demorei nem dez minutos. Do bar para a nossa casa era perto. Estacionei o carro na garagem e entrei em casa.

_Ganharam? – meu pai apareceu correndo da cozinha.

_Ganhamos.

_Uhuuu. – ele pulou batendo em meu ombro. – Eu sabia, com os meus dois filhos em campo não tinha como não ganhar.

_Seu camisa cinco é o melhor pai.

_Meu camisa cinco e o meu camisa dez também. – ele sorriu. – Vocês dois são bons.

_Taylor é melhor.

_Taylor é mais desenvolto Jake, é diferente. Falando em Taylor, cadê o pirralho?

_Bar. – ele estreitou o cenho. – Vai vim de carona, vim até com o carro.

_Melhor. – ele falou por fim. – Sua mãe só irá chegar mais tarde. Estou fazendo o jantar. – fiz uma careta e ele começou a rir. – Prefere pizza?

_Já estou ligando.

_Pensei que diria isso. – ele saiu em direção da cozinha.

Momentos como aqueles com o meu pai eram sempre os melhores. Éramos uma família feliz, e mesmo com todas as dificuldades da vida que já tínhamos passados a felicidade reagia a nossa vida. Sorria sempre, mesmo quando você está chorando por dentro.


oOoOo

O carro estava correndo em alta velocidade. Os ocupantes do veículo estavam gritando e badernando. O motorista era único que permanecia quieto mesmo ostentando um sorriso de canto de boca pelas piadas que eram contadas no interior do veículo.

_Aqui Rony. – Taylor gritou tocando no braço dele tirando a atenção dele da estrada por apenas alguns segundos. – Cuidado! – Tay gritou olhando para a pista e quando Rony voltou à atenção já era tarde, o farol alto e forte do caminhão o cegou.


_NÃO! – o grito não veio do fundo da minha garganta, mas do fundo da minha alma. Eu sentia aquela angustia. Aquela dor de que aquilo não era somente um sonho.

Passei as mãos pelo o meu rosto tentando acalmar a minha respiração que estava descompassada. Meu corpo estava suado. Levantei da cama e olhei para a fresta da janela – da cortina – que estava aberta. E uma luz vermelha e azul passou pela a mesma. Corri e abrir com tudo vendo uma viatura da policia parando em frente a minha casa. Saí do meu quarto correndo e desci as escadas a tempo de ver a minha mãe sendo aparada pelo o meu pai. Eu parei no lugar que eu estava sem conseguir me mexer, mesmo que o meu cérebro gritasse ao meu corpo para que ele fosse em direção dos meus pais, o meu corpo não obedecia os meus comandos.

Deixei o meu corpo cair sobre os degraus da escada. Meus olhos ficaram embaçados e logo as lágrimas caíram.

_Taylor. – o nome do meu irmão saiu do meio dos meus lábios e o meu pai virou me encarando. Em seus olhos tinha dor e tristeza. Mesmo ele não demonstrando eu percebi o quanto ele estava quebrado por dentro, só mantinha-se em pé por um motivo e eu sabia por quê. Minha mãe.

_Obrigado oficial. – meu pai agradeceu e pegou a minha mãe no colo a levando para a sala.

Meu corpo permaneceu no mesmo lugar enquanto a minha mãe gritava da sala e eu escutava o meu pai falar que tudo ficaria bem. Não sei quanto tempo permanecemos naquele estado, eu só sei que quando o meu pai resolveu agir, ele já não era, _ou pelo menos – não parecia ser o pai que eu sempre conheci.

_Estamos indo ao hospital. – ele passou por mim com a minha mãe no colo e subi as escadas em direção do quarto.

Meu corpo todo estalou e parecia como se eu tivesse sido atropelado por uma manada de búfalos. Eu segurei na parede e aos poucos fui subindo em direção do meu quarto. Tomei um banho, coloquei a primeira roupa que encontrei e desci. Meu pai desceu com a minha mãe logo em seguida e seguimos para o interior do veículo. Eu não sabia o que tinha acontecido ainda com o meu irmão, eu só sabia que não era coisa boa. Minha ligação com ele me fazia sentir isso.


oOoOo

_Sinto muito senhor Black, fizemos tudo, mas o seu filho ele... Está em coma e temo dizer que ele não vá sobreviver. – minha mãe estava agarrada ao meu corpo gritando de novo, mas dessa vez, o meu pai pediu que lhe sedassem, ela não tinha mais condições de ficar recebendo aquelas notícias.

Meu mundo acabou naquele momento. Quando aquelas palavras sem compaixão foram ditas de forma animalesca. Ele era um ser humano e não um pedaço de carne. Merecia muito mais do que um acho que ele não sobreviverá. A vontade que tive, foi de perguntar se ele tinha filhos ou irmãos, se ele sabia pelo o que estávamos passando naquele momento para que ele agisse de forma tão dura.

_Eu... Eu... Posso... Vê-lo? – perguntei secando as lágrimas de maneira grosseira, eu precisava ser forte, pela a minha mãe e pelo o meu pai que até aquele momento estava segurando suas emoções. Ele precisava sentir, saber que se ele chorar não era problema algum, era o filho dele que estava ali naquela situação difícil, todos entenderiam se ele surtasse.

_Por aqui. – o médico me guiou e eu fui o caminho todo orando.

Nunca fui de orar, nunca segui uma religião, mas eu acreditava em Deus. E não tinha como não acreditar, e era naquela crença que eu tinha me apegado enquanto eu caminhava em direção da ala da Unidade Terapia Intensiva do hospital. Eu precisava ver com os meus próprios olhos que aquilo era mentira e que ele estava bem.

Antes de entrar na sala lavei as minhas mãos com água e um sabão especial e fiz todo o processo de higiene necessária para entrar lá dentro.

Dor. Foi o que eu senti quando eu coloquei os olhos sobre o meu irmão. Ele estava inchado, roxo com tubos tanto pelo o rosto quanto pelo o corpo soros de medicamentos ligados ao tórax e braço. O ventilador mecânico o ajudava respirar e o monitor nos mostrava como andava as batidas do seu coração e pressão. Aquele não era o meu irmão. Não o Taylor que eu sempre vi sorrindo e fazendo piada de tudo e todos.

_Tay. – andei até a beira da cama. Ele estava com a cabeça enfaixada. Segundo o médico ele tinha sofrido um trauma bem grande no cérebro e era o que mais estava os preocupando.

Meu sonho não foi um sonho, foi uma premonição. Segundo testemunhas – ou o relatório da policia e do motorista do caminhão. O carro que o Taylor estava invadiu a pista e bateram de frente com o caminhão. Eu ainda não sabia como os outros estavam.

_Tay. – o chamei de novo torcendo para que ele me escutasse, mas não houve nenhuma reação, nem um muxoxo sequer ele deixou escapar nos lábios.

Os soluços saiam dos meus lábios de maneiras desenfreadas, eu não conseguia me acalmar. – Tay. – segurei as suas mãos e as mesmas estavam frias. – Por que você não veio comigo quando eu falei? Eu deveria ter lhe forçado, você sempre foi tão cabeça dura, eu deveria ter lhe puxado comigo. – eu estava me sentindo culpado, eu sabia que deveria ter sido mais rude mais firme com ele. – Por que você nunca me escuta Tay? Eu juro que quando você acordar, eu mesmo vou lhe matar. – deixei um pequeno sorriso sair. – Volta mano, eu preciso muito de você. O que será do camisa dez sem o camisa cinco? – alisei os cabelos dele de leve. – Eu preciso de você Tay, você é a minha força. Você é o lado do gêmeo que eu não sei ser. Eu preciso de você. – desci os meus lábios em direção da cabeça dele e depositei um beijo.

Olhei mais uma vez para ele – sentindo que essa seria a última vez. – Eu te amo. – virei às costas e sai da sala de UTI. Eu sentia que eu não teria mais o meu irmão ao meu lado, mesmo pedindo e orando, eu senti que tinha chegado a hora dele.


oOoOo

_Senhor Black. – olhei para o meu relógio e o mesmo marcava dez horas da manhã seguinte. Eu estava deitado ao lado da minha mãe sobre o leito que ela estava ocupando. O doutor que aparentava ser novo entrou no quarto com uma prancheta na mão. – Eu sinto muito. – minha mãe – que já tinha acordado – começou a chorar de novo e eu a abracei. – Mas há cinco minutos foi confirmada a morte cerebral do seu filho. – meu pai só fez respirar fundo e deu permissão para que o médico continuasse. – Sentimos muito, mas fizemos tudo que poderia ter sido feito.

_Obrigado. – meu pai agradeceu e se virou para a minha mãe.

_Gostaríamos de saber se vocês – meu pai virou para encará-lo. – Nos dariam autorização para a doação dos órgãos e...

_É o que? – fiquei de pé segurando a mão da minha mãe. – O que vocês são? Médicos os carniceiros?

_Meu senhor...

_Meu senhor merda nenhuma. É do meu irmão que vocês estão falando. – eu estava com raiva. Eu tinha perdido o meu amigo, o meu companheiro e aquele cara queria o deixar oco? Quem ele pensava que era? – Ele é o MEU IRMÃO! – gritei socando a parede. – E ele acabou de morrer com 21 anos de idade e agora você quer tirar os órgãos dele? – as lágrimas caiam dos meus olhos cegando-me algumas vezes. – Para que? Ninguém merece os órgãos do meu irmão, não quero ninguém recebendo nada dele. Era dele, e ele morreu com eles e será enterrados com ele.

_Devemos ser... – eu estava partindo para cima do médico quando o meu pai segurou o meu braço.

_O senhor escutou o meu filho. – meu pai falou sério. – Não doaremos nada, eu sei que pessoas por todos os lugares, estão em uma fila de transplante esperando para serem salvos, mas ele era o meu menino. – meu pai engoliu em seco e a voz dele falhou. – O meu camisa cinco que fazia todos sorrirem somente com o sorriso dele. – e a primeira lágrima caiu dos olhos do meu pai. – E agora... Ele... Ele... Eu nem assimilei isso ainda, de que eu o... Perdi... E você já quer os órgãos dele? – meu pai estava chorando. A reação demorou, mas eu sabia que ela apareceria. Virei o meu corpo em direção dele e o abracei com força e imediatamente o corpo do meu pai veio ao chão. Ajoelhei com ele e o abracei.

_Tudo bem. – o apertei com força. – Nos iremos ficar bem. – o médico nos olhou mais um pouco.

_Se mudarem de ideia só me chamar. – ele disse olhando para a minha mãe e saindo do quarto.

Permaneci no chão escutando o meu pai chorar e perguntar a Deus o porquê daquilo estar acontecendo com a nossa família. Quando por fim ele deu uma acalmada eu o coloquei sentado em uma poltrona e voltei a segurar a mão da minha mãe.

_Precisamos resolver as coisas do... – eu comecei a falar e a minha mãe me interromper.

_Eu quero doar os órgãos dele. – minha mãe falou olhando em direção do meu pai

_Ele é o meu filho, e eu não o quero oco.

_Billy, como você mesmo disse. Pessoas por todo o mundo precisam de transplante. O Tay era um atleta, era forte, imagine a forma que os órgãos dele ajudarão outras pessoas amor.

_Não. – meu pai disse firme.

_Jake. – ela olhou em minha direção pedindo ajuda.

_Não. – falei soltando a mão dela. – Ele merece ser enterrado com dignidade e completo.

_Ele não deixara de ser digno se ajudar. Muito pelo contrário. E não podemos ir contra a vontade dele.

_Como? – perguntei lhe encarando.

_Quando ele foi fazer a carteira de habilitação dele, foi feita a pergunta se ele queria ser doador de órgãos.

_Ele tinha 16 anos Sarah. – meu pai falou. – Ele era uma criança e não entendia nada. _Eu expliquei e ele aceitou. Ele poderia ser imaturo na época, mas não venha me dizer que o seu filho era burro, porque isso é insultar a memória dele. Ele queria, e pediu que fosse atendido o pedido dele, caso, algo de ruim acontecesse. – ela falou com força. – Billy. – o tom de voz ficou doce enquanto as lágrimas voltavam a cair. – Ele é uma metade minha e sua, e mesmo que você não queria e não aprove, eu doarei a minha metade para deixar o meu filho feliz. Não vou desperdiçar essa chance de pela a última vez, atender um pedido do meu filho.

_Eu...

_Ele continuará sendo o seu filho amor, mas agora ele fará com que outras pessoas possam viver através dele. Você sempre disse isso a ele, para que ele vivesse para ser lembrado e que pudesse mudar o mundo. Não é o mundo Billy, mas é a vida de alguém que está lutando para ficar vivo. Eu queria que o meu filho estivesse ao meu lado, e que eu não precisasse estar conversando e tomando essa decisão, mas sabemos que nada é como queremos e agora nesse momento podemos ver outra pessoa sorrir enquanto choramos pela a morte do nosso Tay. Billy, por favor.

Olhei para o meu pai e ele estava chorando. E pelo o meu olhar eu queria que ele entendesse que eu estava gritando para que ele não fizesse aquilo. Eu não podia fazer muita coisa se os meus pais decidissem que sim. Que aquilo era o melhor.

_Billy. – minha mãe estendeu a mão para ele e o mesmo caminhou em direção dela o abraçando.

_Estou de acordo. – meu pai resmungou beijando o topo da cabeça da minha mãe.

_Eu... Eu... – eu olhei tudo aquilo com nojo. Essa era a palavra. Eu não estava acreditando que eles fariam aquilo com meu irmão.

_Jake. – minha mãe estendeu a mão para mim.

_Não acredito que vocês vão fazer isso, eu... Eu... Preciso de ar. – eu saí sem olhar para trás. Ignorei totalmente o chamado dos meus pais.



POV Renesmee

_Filha. – minha mãe entrou no quarto do hospital afoita. Eu não podia ver qual era expressão dela, mas sabia pela entonação da sua voz ela estava feliz.

Depois de anos lutando contra uma doença que aos poucos vinham me matando eu não tinha mais forças para ser feliz e esperar ver a luz no fim do túnel. Meu quadro nos últimos dias havia piorado e eu estava sentindo que há minha hora estava chegando. Eu tinha 17 anos e não tinha vivido nem a metade do que eu tinha sido destinada a viver.

_Oi. – resmunguei me mexendo na cama. Eu me sentia fraca, mas tinha que mostrar que estava bem e feliz para que a minha mãe mantivesse a calma.

_Encontraram meu amor. – ela beijou o topo da minha cabeça alisando os meus cabelos.

_Encontraram o que mãe? – perguntei sentindo o meu corpo tremer. Aquilo não podia ser verdade, ou melhor, precisava ser verdade. Eu não aguentaria muito mais naquela luta, eu já estava cansada.

Eu queria poder viver normal, ir para um baile, ser líder de torcida, poder brincar como qualquer outra criança. Eu nunca descobri o que era uma vida longe de um quarto de hospital. Por inúmeras vezes eu comemorei o meu aniversário em um hospital. Eu não tinha vivido e eu precisava sentir o que era aquilo, eu precisava uma vez na vida entender como era ser plenamente feliz.

_Um doador compatível meu anjo.

_Mãe...

_Eu sei meu amor, você poderá viver, pois eles encontraram um doador.

Continua...



Notas finais
N/B: Olá amoras e amores... Olha eu aqui em mais uma fic das donas Miss e Paty. Estou muito feliz por fazer parte dessa história tão linda. Como vocês puderam ver elas vão pegar pesado no tema drama é muita emoção hein? Nunca tinha parado pra pensar no tema de doar órgãos, pelo menos, não o de um enti querido recém e inesperadamente falecido... Estranho não? Não consigo imaginar como eu reagiria. E vocês? O que estão achando dessa história maravilhosa?
Mandem muitos reviews para essas fofas!
Bjks e até o próximo.
Diê Kellner
Bjks