Notas iniciais
N/Miss: Estou cheia de sono gente, então sem nada para falar..uahuaha
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Boa leitura!

O colar de diamante foi retirado e depositado sobre o armário feito por uma madeira de lei bastante cara e resistente. Os cabelos que estavam presos sobre a cabeça foram soltos, criando em cascatas um pouco acima dos ombros cobertos pelo roupão. O olhar frio foi dirigido ao espelho. Mostrando os olhos claros que pareciam livres de qualquer emoção. A mão foi guiada em direção do pequeno copo que continha uísque e logo o liquido sumiu em um gole. A porta atrás de si abriu e por ela passou um loiro que nem em sua direção olhou.

Reneé suspirou fundo fechando os olhos e tentando buscar calma. A convivência estava ficando impossível, e ela sempre julgou que Carlisle nunca acordaria do encanto. Estava enganada pelo visto.

__Vai dormir aqui? – inquiriu sabendo muito bem qual seria a resposta. Era a mesma já fazia alguns dias.

__Depois de você beber quase a noite toda e ainda estar com uma garrafa de uísque ao seu alcance? – ele sorriu. – Eu quero dormir, não passar a noite toda escutando você enchendo o meu saco. Então não, a resposta é não. Vou dormir no quarto de hospedes.

__Que tal se mudar de vez para lá?

__Que tal eu me mudar de casa? – Reneé congelou.

Era a quarta vez essa semana que Carlisle falava em separação e ela tinha quase certeza que aquilo era mérito de Edward Cullen. Que nem para morrer servia.

__Seu filho? – ela encheu mais um pouco de uísque no copo. Carlisle não a deixaria, nem que para isso ela tivesse que jogar ainda mais sujo do que ela já estava jogando. Nem que para isso ela tivesse que dá um fim a vida do esposo, e não sentiria nenhum remorso por isso.

Carlisle parou de procurar a roupa e virou encarando a esposa. Pareceu a estudar por alguns minutos antes de finalmente resolver falar.

__O que tem o meu filho?

__Melhor? Das queimaduras? – ela sorriu tomando o uísque com gosto. – A última notícia que eu tive dele, ele estava com a Isabella. – balançou a cabeça em descontentamento. – Eu realmente não sei o que ela vê no sem sal do seu filho. Eu sou muito mais o James, e sempre deixei isso claro.

__James, Edward que diferença faz? – o loiro fechou a porta do closet. – Os dois possuem dinheiro, e no final tudo que importa é isso para você.

Ela tentou passar-se por ofendida, mas ela só conseguiu um sorriso do esposo. Ele não acreditava mais. As fendas e amarras estavam finalmente começando a cair.

__Patético Reneé. Você tentando passar por ofendida quando sei que você não está. Pergunto-me como eu não percebi isso antes.

__Você me ofende desse jeito. Tudo que eu quero é o seu bem, sempre foi. E agora da noite para o dia, você muda.

__Eu mudo? Você bateu em uma criança, escuto quase todos os dias que você deu a sua própria neta, me chamou de idiota e agora tenho pessoas me falando que você pode me matar. E fui eu quem mudou?

__Como é que é? – ela ficou de pé. Parecia furiosa agora. – Quem foi que disse que eu posso lhe matar?

__E tenho que te dizer que não achei um absurdo.

__O filho da puta do seu filho!

__Respeite a Esme, Reneé.

Reneé começou a rir, descontroladamente. Parecia realmente uma pessoa que estava desprovida de sanidade.

__Agora você se preocupa com a mulher que você matou? Quando foi para correr para a minha cama você não se preocupou com a doce Esme. Agora você quer respeito? Deixa de ser hipócrita, Carlisle. Você a traiu dentro da própria casa dela, não se faça de inocente.

__Conheço os meus erros e os assumo. Mas você Reneé, você é fria e estou vendo que é doida também. E espero que você esteja entendendo o fato deu dormir em outro quarto.

__Separação? – ela indagou. Mas estava calma. – Tem certeza que isso é separação?

__Por quê? Vai me matar se eu tentar? – ele debochou.

Reneé ficou séria. Não brigaria com argumentos, brigaria com ações, pois ações valiam muito mais do que mil palavras ditas.

__Mande lembrança ao seu filho. – ela tirou o roupão que cobria o corpo e passou a andar em direção do banheiro. – E avise para ele se cuidar. O fogo pode não errar da próxima vez. – ela bateu a porta atrás de si assim que passou por ela.

Carlisle ficou parado com a boca meio aberta. Aquilo tinha sido uma ameaça? Não tinha nenhum jeito dele continuar naquele casamento. Ele estaria indo ver um advogado imediatamente. E sem dúvida estaria indo providenciar segurança para o filho que ele tanto negligenciou.

C5

Edward terminou de colocar a última camisa dentro da mala. Estava bem melhor em comparação em como tinha chegado à casa de Isabella, e agora que sabia que Victoria estava chegando ele estava indo para casa da noiva, não ficaria mais nem um minuto ali. James tinha toda razão. Nem todos aguentariam a pressão que ele estava suportando.

__Conseguiu convencê-la? – Renesmee indagou quanto ajudava o pai a arrumar tudo.

__Ela disse que não. – a ruiva jogou-se sobre a cama, fingindo que estava chorando. Ela também estava melhor, estava até mesmo voltando ao poucos para faculdade, mas Isabella não queria deixar que ela voltasse para o apartamento com Laíz.

__Pai, eu estou bem e...

__Diga isso a sua mãe, eu não vou tirar o momento que ela quer ter com você. Fica um pouco com ela. – Edward sentou ao lado da filha acariciando os cabelos dela. – Vocês passaram tanto tempo longes uma da outra, fica com ela. Quando você realmente estiver bem, você mesmo fala que precisa ir embora. Ela vai entender. Só dê mais esse tempo a ela.

Renesmee deu de ombros vendo que a batalha tinha sido perdida, não adiantaria discutir, sua mãe não daria o braço a torcer.

__Edward. – Isabella entrou no quarto meio acanhada. – Victoria chegou.

__Já estava na hora. – o doutor ficou em pé, segurando ao primeiro amor pelos ombros. – Eu quero lhe agradecer por ter cuidado de mim, por ter até mesmo brigado com o seu esposo por isso. Realmente não tinha necessidade, mas eu aprecio muito isso.

__Não precisa agradecer.

__E só para constar, eu não a odeio. Você não precisava de nada disso. – Isabella sorriu e em seguida Edward depositou um beijo na testa dela. – Se cuida e cuida da nossa filha.

__Pode deixar.

__James está aí?

__Não.

__Então Renesmee, quero que você agradeça por mim, por favor, sei que nesse momento ele quer me matar, mas eu também admiro a força que ele teve. Acho que eu não teria aguentado.

__Vou agradecer pai. – os três desceram as escadas rindo, e logo Edward avistou os cabelos ruivos da noiva.

__Se você demorasse mais um pouco eu estava indo lhe deixar.

__Sentir sua falta também. – Victoria até tentou não rir, mas não conseguiu. Sorriu e foi abraçar o noivo.

__Você está bem mesmo? – a preocupação estava nos olhos claros.

__Eu estou bem, ninguém irá me tirar da sua vida.

__Assim espero.

Victoria agradeceu pela hospitalidade oferecida ao noivo, despediu-se de todos e seguiu com ele para o carro. Edward mirou a figura da filha e de Isabella uma do lado da outra e sorriu. Era bom ter a família completa.

__Sua filha é linda. – Victoria comentou enquanto dava partida no carro.

__Ela tem a quem puxar.

__Gostaria de saber se ela puxou a falta de modéstia também. – Edward sorriu puxando a noiva para um rápido beijo.

Victoria exigiu todos os detalhes do tempo em que ele passou hospedado na casa da ex-namorada. Não por ciúmes, mas porque ela realmente estava interessada nos assuntos do noivo.

C5

Sarah mirou a figura da irmã parada em sua porta, fazia um longo tempo que Renée não aparecia em sua porta, e temia a aparição dela.

__Não vai me chamar para entrar?

__Depende.

__Do que?

__Vamos conversar ou você irá ficar falando coisas as quais estão me dando medo?

Renée sorriu, e sem que tivesse mesmo permissão ela entrou na casa da irmã, indo em direção do sofá e sentando.

__Você é minha irmã, e supõe que deveria me apoiar.

__Não quando acho que você anda louca. – Renée sorriu de novo.

__Andam colocando coisa na sua cabeça, Sarah.

__Renée eu...

__Carlisle falou em separação. – ela sorriu abrindo a bolsa que estava carregando e tirando de lá três folhas de papéis. – Eu tenho que assinar. – jogou as folhas sobre a mesa de centro e afundou o rosto sobre as mãos.

Ela não estava chorando ou se quer lamentando por ver que estava perdendo o marido, e que seu casamento, sua mina de ouro estava indo á baixo. Ela estava pensando. Pensando em uma maneira de fazer com que aquele pedido fosse eliminado.

__Separação? – Sarah parecia surpresa. Nunca achou que a irmã estava mesmo certa sobre o acontecido. Achou que tudo não passava de pura paranóia da cabeça dela.

__Ele pediu, e saiu de casa.

__Desde quando?

__O papel chegou hoje pela manhã, e eu recebi uma ligação dele dizendo que não estava voltando para casa, e que queria que eu assinasse os papéis.

__E o que você irá fazer?

__Eu vou matá-lo. – ela agarrou algo no ar como se agarrasse o pescoço de Carlisle e o dobrasse, fazendo com que ele quebrasse.

__Matar quem? – Sarah perguntou quase em um grito.

Renée sorriu ignorando a pergunta da irmã. O sorriso era frio e psicótico. – Eu vou assinar. – ela respondeu com uma voz fina, a qual teve uma nota de mentira. – Eu não posso fazer outra coisa que não seja assinar.

__Você falou em matar. – Sarah parou em frente à irmã. Os olhos carregando um medo profundo. – O que você anda fazendo? Você tem algo com o que aconteceu com a sua neta e com o Edward? Responde!

__Não. – ela ficou de pé olhando a irmã com raiva. – Se eu tivesse feito algo teria dado certo, eles estariam mortos agora! – ela puxou os papéis da mão da irmã e sem falar mais nada saiu batendo a porta.

Sarah correu em direção do telefone. Estava na hora de parar de ser cega, sua irmã estava louca e precisando imediatamente de ajuda.

C5

Carlisle olhou nervoso para o relógio de pulso que ele estava usando, sentia-se como um pequeno adolescente. Como se estivesse indo ao encontro da primeira garota por quem estava apaixonado. Sorriu. Pois foi assim mesmo que aconteceu com Esme, com a diferença que agora ele estava indo encontrar os filhos. Filhos esses que ele mesmo afastou por ser cego.

__Carlisle. – o loiro mirou a figura do filho na sua frente. Teve vontade de abraçá-lo, pois era a segunda vez que via Edward desde que ele tinha quase morrido no pequeno acidente a sua clínica. Mas não faria isso, não tinha tanta intimidade com o filho para tal ato.

__Edward. – ficou de pé dando um pequeno tapa no ombro do filho. – É bom lhe ver de pé e bem.

__Sua esposa não teve sucesso. – Carlisle suspirou. Ouvir o nome de Renée o fazia lembrar o problema que estava enfrentando. Ela negasse a assinar os papéis do divórcio, e com isso ele tinha problemas e mais problemas com ela.

__Não que eu esteja a protegendo, mas você tem certeza que foi ela?

__Você ainda tem dúvidas? – Carlisle deu um pequeno pulo de susto. Na sua frente agora estava Alice, sua filha mais nova e única mulher. Um pequeno sorriso apontou os lábios do homem. Não se lembrava da filha tão crescida e mulher. Amaldiçoou-se por ter perdido fases importantes da vida dela, tais como formatura, casamento e o nascimento do seu neto.

__Alice. – ele ficou de pé, esquecendo-se perfeitamente que não via a filha há anos, em um ato impensado ele a abraçou. Não recebeu o gesto de volta.

Alice olhou com as sobrancelhas erguidas para o irmão como quem pergunta que merda estava acontecendo? Edward simplesmente assistiu a cena. Quando o abraço terminou Alice sentou-se ao lado do irmão, lhe dando um beijo e voltou a encarar o pai.

__Estou aqui, o que é tão importante.

Carlisle respirou, teria problemas para conquistar a filha, sabia muito bem disso.

__Eu gostaria de pedir desculpas. – Alice debochou com um sorriso e olhou de novo para o pai.

__Desculpas? Acha que é fácil chegar aqui depois de anos de pura merda feita na vida e pedir desculpas?

__Não acho que seja fácil, e sei muito bem que não é. Mas eu achei que deveria começar pedindo desculpas por ter sido fraco, e ter abandonado vocês e sua mãe.

__Continue tentando, uma hora quem sabe o meu coração não se comove.

Edward segurou a mão da irmã, seus olhos pediam para que ela fosse um pouco mais tolerante, mesmo sabendo que não era fácil.

__Continue Carlisle.

__Eu gostaria que vocês soubessem que há exatamente quatro dias eu pedi o divórcio a Renée. Acho que eu finalmente entendi tudo que eu fiz.

__É um começo. – Edward quem falou. – Obrigado por ter me escutado.

__Ela está me dando um trabalho, mas vai tudo ficar bem. O que me lembra de que eu gostaria de fazer um pedido a vocês.

__Você se acha no direito?

__Alice, por favor. – Edward pediu impaciente.

__Eu gostaria que vocês passassem a usar seguranças. Um está bom, eu só acho que a Renée da forma que está pode querer tentar contra a vida de qualquer um. Quero um segurança para Renesmee também, Edward.

__Isso um absurdo. – Alice reclamou.

__Precisa de tanto? – Edward inquiriu um pouco mais preocupado.

__Acredito perfeitamente que sim, Edward.

__Posso pensar no caso e falar com a Renesmee. – ele confortou o pai que deu um suspiro um pouco mais aliviado.

__Alice? – Carlisle mirou a figura da filha.

__Vou pensar. – ela respondeu depois de receber um olhar duro do irmão.

__Obrigado. – Carlisle sorriu pegando nas mãos dos filhos. Para o seu deleite Alice não se afastou do contato.

Teria trabalho, mas estava disposto há recuperar o tempo perdido.

C5

Renesmee correu quando o celular tocou. Estava melhor, mas ainda assim não tinha conseguido a permissão da mãe para voltar para casa. Conseguiu permissão para voltar para faculdade, mas para cuidar de si ainda não. A ruiva não estava reclamando, contudo, sentia falta da sua casa e das suas coisas.

__Saudades. – escutou a voz de Jacob do outro lado da linha. Ter um namorado o qual a profissão era ser jogador de futebol americano não significava ter descanso como namorada.

__Eu também. Como andam as coisas?

__Boas ou más notícias primeiro?

__Boas.

__A boa é que eu estou com saudades sua e não vejo a hora de lhe ver.

__E as más?

__Seria uma boa se não se tratasse de quem é. Carlisle pediu o divórcio, o que nos faz crer que estamos todos em apuro. Julgando que agora eu tenho um segurança. – deu uma gargalhada divertida, mas sabia muito bem que Jacob não acompanharia a piada. Ninguém em sã consciência acompanharia.

__Como?

__Pois é. Ordens do meu avô. Ele acha que Renée e tanto perigosa para ela, quanto para nós, com isso temos seguranças agora. Não é lindo?

__É assustador.

__Eu também acho. – ela gargalhou de novo levando o namorado a fazer o mesmo dessa vez. – Quando você volta? – falou com a voz um pouco mais manhosa.

__Liguei para isso. – algo como alegria soou na voz do moreno do outro lado da linha. – Eu volto amanhã. E espero que você esteja me esperando no meu apartamento.

__Que horas?

__Depois das oito da noite.

__Vou lhe esperar. – Renesmee estava vibrando mais do que Jacob podia ver. Estava dançando pelo quarto totalmente animada e parou quando viu que Isabella estava a observando com um sorriso nos lábios. – Te amo, nos falamos amanhã.

__Te amo. – Renesmee desligou o celular e mirou a figura da mãe com um sorriso bobo.

__O que foi?

__Quando eu lhe vejo assim, eu me lembro da época que eu era assim com o seu pai.

Renesmee jogou-se sobre a cama e assistiu a figura da mãe andar até ela. Estava pronta para ouvir como era o relacionamento dos seus pais quando eles eram mais novos.

C5

Edward mirou a figura da noiva enquanto ela servia uma dose de uísque para ele, enquanto caminhava com o terninho o qual ele julgava sexy. A ruiva estava contando sobre a conferência. Era bom namorar uma médica por causa disso, ele nunca seria cobrado por falta de atenção, quando ela era uma pessoa a qual não tinha muito tempo. Já fazia anos que Victoria era sua noiva, ele nunca sentiu muita vontade de casar-se, e no fundo sabia bem por que. Ainda não tinha dado um fim no passado. Contudo, o ponto final parecia ter finalmente finalizado tudo, e agora ele sentia-se um novo e melhor homem. O homem o qual Victoria merecia. Observou a ruiva sentar ao seu lado, tirando as sandálias e colocando as pernas sobre as pernas dele. Bebericou o uísque e o passou para Edward que pegou o copo, mas deixou os dedos tocaram nos dedos da noiva.

Victoria lhe mirou, sabia que ele estava com más intenções.

__O que você tem em mente, meu doutor? – ela abriu os botões do terno que usava, passando a peça pelos braços e ficando com uma básica preta por baixo.

__Como sabe que eu tenho algo mente?

__Seus olhos de leão estão me cuidando desde que eu fui pegar seu drink, e seus dedos... Esses dedos são pecaminosos.

Ele sorriu. O sorriso o qual os seus olhos fechavam-se e o deixava ainda mais lindo do que ele já era.

__Você realmente me conhece. – ele bebeu o uísque e passou o copo para ela de novo. Levou a mão no bolso da calça que ele estava usando e de lá tirou uma caixa e veludo vermelha. Os olhos azuis de Victoria ficaram levemente arregalados. – Eu estava pensando, se você me daria à honra de tornar-se minha esposa? – ele abriu a caixinha revelando um anel com uma pedra de diamante.

Victoria engoliu em seco, mas não tinha como dizer não aquele pedido. Edward era o homem que ela amava.

Notas finais
Nota Beta: Pronto está explicado tanta sandice! A Reneé é louca! Só pode não é mesmo? Mas ainda me preocupo ela está solta por aí... E vocês o que acharam desse episodio? Comentem muitooooo!
Um Cheiro!
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(¸.´ (¸.´ Diê Kellner ;)