Notas iniciais
Espero que estejam gostando c:

As palavras de Bjørn ecoavam como trovões em minha mente, sacudindo minha tranquilidade e despertando uma tempestade de dúvidas. "Não enquanto não for necessário." O que ele quis dizer com isso? A incerteza me envolvia, como uma névoa densa que obscurece meu entendimento.

Descobrir que Emery e Ivar vinham deixando a mansão furtivamente, sob o véu da noite, agitou ainda mais meu coração. Era como se estivessem ocultando algo, algo que fervilhava no âmago da escuridão. Mas não me cabia sondar seus segredos; estava além dos limites do acordo que selava minha permanência ali.

Contudo, não pude conter a inquietude que me assaltava. Sabia que quando membros tão reservados como Emery e Ivar abandonavam a segurança da mansão, algo de significância sombria pairava no horizonte. A curiosidade me consumia, uma chama voraz que queimava dentro de mim.

No fundo, eu conhecia os perigos de mexer com habilidades como as nossas. Eu, que sempre busquei esconder minha própria capacidade, sabia o quanto poderia ser perigoso revelar-se. Emery, com suas visões do futuro e controle sobre multidões, e Ivar e Bjørn, com o poder de sondar mentes, tendo suas habilidades intensificadas pelo toque. E eu, que carregava o fardo de manipular as mentes alheias, o que se tornou uma arma nas mãos de meu próprio pai.

Lembro-me dos anos de subjugação, uma marionete nas mãos cruéis de meu pai, que usava seu dom de infligir dor nos outros para me subjugar. Eu era sua filha apenas de nome; na prática, era apenas uma ferramenta, uma extensão de sua vontade distorcida. O peso de sua tirania, marcaram cada momento de minha existência.

E então, sua rebelião contra os d'Alighieri, um ato de desafio que mudaria tudo. Seu desejo de poder, sua sede por controle, o levaram a erguer seu próprio clã, afastando-se do jugo que outrora o aprisionara. E eu, presa nesse jogo sombrio de poder e traição, lutava para encontrar meu lugar em meio ao caos que ele havia criado. E assim, de uma hora para outra, tudo que ficará em seu caminho era considerado inimigo, até a minha amada mãe.

Deixei os pensamentos de lado e resolvi tomar um banho, numa tentativa de limpar qualquer resquício de inquietação que pudesse estar me atormentando. Faltava apenas um dia para o fim de semana, e eu tinha alguns planos em mente: talvez ir em busca da minha própria caça, visitar outras províncias, conhecer um pouco mais da floresta que circunda a mansão... Ainda não havia decidido.

À medida que a água entrava em contato com minha pele gélida, senti um alívio, embora a maior parte fosse puramente psicológica. Aproveitei para lavar os cabelos e massagear o couro cabeludo com shampoo, algo que, acredito, seria ainda mais incrível se eu fosse humana.

Ver meu reflexo no espelho embaçado melhorou meu ânimo e distraiu meus pensamentos. Agora, só precisava gastar o resto da noite com os deveres de casa. Enquanto esperava meus cabelos secarem, leria algum romance para passar o tempo. Não pude deixar de sorrir levemente. Viver como uma adolescente "normal" estava me fazendo bem, tirando o fato de que não durmo, me alimento de sangue e moro com os três vampiros mais misteriosos do mundo. Deixei o banheiro e fui direto para a escrivaninha, onde começaria as atividades de Cálculo Avançado.

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Ao finalizar todos os deveres de casa, decidi que a melhor maneira de distrair a mente seria lendo um romance brasileiro escrito por Machado de Assis. Caminhei até a estante repleta de livros e procurei por "Dom Casmurro", um dos meus favoritos. Tinha certeza de que o havia visto ali nos últimos dias... ou talvez na biblioteca. Não pensei duas vezes antes de calçar meus tênis, os primeiros sapatos que vi à minha frente, vestir meu moletom preto e surrado, e me dirigir à biblioteca, localizada no lado oposto da mansão. A mansão estava vazia e fria, e momentos como esse fazem com que eu sentisse saudades do meu passado, quando minha família ainda era funcional e meus pais se amavam. Nossa casa sempre esteve repleta de risos, amor e companheirismo, mas agora tudo era muito misterioso, vazio e gelado... como a vida de um vampiro deve ser, como eu devo ser.

O tempo que passei morando na rua havia me ensinado muitas coisas. Quando falei ao Bjørn sobre não usar minhas habilidades, menti, e ele sabia disso. Suas palavras ecoavam em minha cabeça. Morar na rua exigia sobreviver a situações adversas, ainda mais sendo uma garota com minha aparência e suposta fragilidade. Usei minhas habilidades para conseguir alimento e abrigo, mas não impedia que homens tentassem se aproveitar do meu corpo. Tomada por raiva e angústia, eu os matava, sem me importar se tinham família ou não. Desde o momento em que tocavam meu corpo e proferiram palavras nojentas, eu os levava para um canto escuro e lhes dava a morte mais dolorosa que podiam imaginar. Os gritos, às vezes, chamavam a atenção dos transeuntes, mas eu sempre deixava a cena do crime antes que pudessem me ver. A notícia de suas mortes aparecia nos jornais, e eu enfrentava mais um julgamento perante os d’Alighieri.

Meus pensamentos foram interrompidos ao chegar próximo à porta da biblioteca, onde ouvi vozes alteradas. Isso não me parou. Empurrei as portas com ambas as mãos e vi Ivar, com sua postura calma, enquanto, para minha surpresa, Emery estava com veias saltadas e respirava ofegantemente.

— Agora não é uma boa hora. – Disse Emery, furioso.

— Eu imagino que não. – Disse, caminhando entre os dois em direção à seção de literatura brasileira. – Mas estou à procura de um livro.

— Deixe-me ver se entendi... – Emery levou as mãos às têmporas e as massageou, respirando fundo. – Você está em busca de um livro?

— Sim. – Falei com obviedade. – Aqui não é uma biblioteca?

— Ivar... – Disse Emery.

— Deixa que eu te ajudo, Mia. Assim pode ser mais rápido. – Ivar caminhou graciosamente em minha direção.

— O livro é “Dom Casmurro”. Estava na minha prateleira a semana inteira e, de repente, sumiu. Imaginei que poderia estar aqui.

Ouvi a voz de Emery falhar atrás de mim, enquanto ele caminhava impacientemente de um lado ao outro, sussurrando o nome do livro.

— Você não vai achá-lo aí. – Disse ele, por fim.

Dessa vez, em silêncio, Emery caminhou até uma seção da biblioteca que parecia estar selada, algo que eu nunca havia visto antes. “Fique aí”, ordenou de longe, enquanto procurava por algo. Os poucos minutos de espera pareceram uma eternidade quando Emery retornou com o livro em mãos. Mas havia algo que eu não entendia. Era o mesmo livro, com as mesmas marcas de uso e a mesma dedicatória na capa que eu havia visto em meu quarto, mas em suas mãos o livro estava coberto de poeira, como se ninguém o tivesse tocado em anos.

— Como isso é possível? – perguntei, incrédula.

— Alguns mistérios não têm explicação simples, Mia. Você deveria saber disso melhor do que ninguém. – Emery me olhou com uma expressão indecifrável

Enquanto ele falava, Ivar observava em silêncio, seus olhos atentos a cada reação minha. Segurei o livro com força, sentindo o peso do mistério…

— Esse não é o mesmo livro!

— Eu desejo tanto quanto a senhorita que não seja o mesmo livro.

Havia uma maneira de saber se era o mesmo livro. Peguei-o cuidadosamente das mãos de Emery, soprei um pouco da poeira, que formou uma pequena nuvem iluminada pela luz das velas, e passei algumas páginas. No fundo, esperava que não estivesse ali. Enquanto folheava, um papel deslizou das páginas, confirmando minha suspeita.

— É o mesmo livro... – Falei com uma pontada de aflição, pegando o papel do chão e lendo o nome "Ezra Lockhart".

Ezra Lockhart. Esse era o nome dele. Sempre que olhava em seus olhos, parecia esquecer tudo sobre ele. Por isso escrevi seu nome em um pedaço de papel e guardei no livro. Eu sabia que havia escondido algo até de mim mesma, só não conseguia lembrar o que.

— Eu lembrei, Ivar. – Depositei o papel delicadamente na palma de sua mão gélida. – Lembrei o nome do garoto.

Ivar olhou para o papel, seus olhos brilhando com um misto de surpresa e preocupação. – Ezra Lockhart... – murmurou ele. – Isso é mais importante do que você imagina, Mia.

Emery, que até então permanecia em silêncio, aproximou-se com um olhar sério.

— Há nele que me faz sentir insegura, como se ele pudesse ver através de mim, mas me impede de fazer o mesmo com ele. – Respirei fundo, tentando reunir meus pensamentos. – É como se ele não existisse a partir do momento em que tiro meus olhos dele. Eu não conseguia lembrar disso até agora. Algo sempre me faz esquecer, mas não sei por quê.

— Vamos ajudar você a descobrir a verdade, Mia. – Ivar assentiu. – Mas precisamos ser cautelosos. Quem sabe que forças estão em jogo aqui?

Senti um misto de alívio e ansiedade. Saber que não estava sozinha nessa busca era reconfortante, mas a incerteza do que encontraríamos me deixava apreensiva.

De repente, as coisas mudaram de rumo.

— Oh, Arabella... – disse Emery de maneira melancólica. Seus olhos perderam o brilho enquanto ele olhava, perdido, para o horizonte. – Mesmo quando não está conosco, você continua cuidando de tudo.

Pouco se sabia sobre Arabella d’Alighieri. Muitos sequer conheciam sua existência. O pouco que eu sabia vinha do tempo em que meu pai devotou-se aos d’Alighieri. Arabella era uma visão que transcendia a beleza terrena, dotada de uma aparência verdadeiramente angelical. Sua pele, alva como a neve, parecia irradiar uma luz suave, refletindo uma pureza quase etérea. Seus longos cabelos loiros caíam em ondas suaves até a cintura, brilhando com um dourado radiante que lembrava os raios de sol ao amanhecer. Os olhos de Arabella eram de um azul profundo e cristalino, como o céu mais claro de um dia de verão, e emanava uma serenidade que acalmava qualquer um que cruzasse seu olhar. Suas feições eram delicadas e perfeitamente esculpidas, com um nariz fino e lábios rosados que sempre pareciam esboçar um sorriso gentil. Seus traços eram tão harmoniosos que conferiam a ela uma aura de paz e tranquilidade, como se o próprio ar ao seu redor fosse mais leve. Quando ela se movia, fazia-o com uma graça sobrenatural, quase como se flutuasse, cada passo silencioso e cheio de elegância. Além de sua beleza física, Arabella exalava uma presença espiritual intensa. Havia uma sensação de calma e proteção ao seu redor, como se estar perto dela fosse suficiente para afastar qualquer mal ou preocupação. Eu a havia encontrado uma vez na vida e nada se assemelhou a aquele dia, foi simplesmente... incrível. Suas habilidades eram dignas de uma criatura tão divina.

Arabella tinha a capacidade de manipular o tempo e os fenômenos que ocorrem dentro dele, uma habilidade complexa e poderosa. No entanto, havia uma limitação: ela não podia manipular seu próprio tempo, apenas o tempo e os eventos alheios. Pelo que entendi, ela de alguma forma manipulou o tempo e os eventos para que o nome de Ezra estivesse anotado no livro que temos em comum, assegurando que os três estivéssemos no mesmo cômodo com o livro presente, pois o nome tinha uma importância crucial para ela.

— Arabella sempre teve um jeito de fazer as coisas parecerem mágicas, até quando não está aqui – murmurou Ivar, seus olhos brilhando com uma mistura de saudade e admiração.

— Mas por que o nome de Ezra? – perguntei, a inquietação crescendo dentro de mim. – O que ele significa para Arabella?

— Eles compartilham um vínculo que transcende o tempo. Quando Arabella desapareceu, Ezra possivelmente foi a última pessoa com quem ela esteve. – Emery suspirou profundamente, seu semblante sombrio. – Se o nome dele está aqui, é porque ela está tentando nos enviar uma mensagem.

– Então, encontrar Ezra pode nos levar a Arabella? – Senti um arrepio percorrer minha espinha.

— Talvez – respondeu Ivar, sua voz suave. – Mas precisamos ser cuidadosos. Arabella não deixaria essa pista por acaso.

– Eu vou encontrar Ezra. Não importa o que seja necessário. – Olhei para o livro em minhas mãos, sentindo o peso de um segredo antigo.

– Nós vamos encontrar Ezra, Mia. Juntos. Arabella confiou em nós para isso, e não vamos decepcioná-la. – Emery colocou uma mão no meu ombro, com seu toque reconfortante.

Enquanto voltava para o meu quarto, segurei o livro com mais força, determinada a desvendar o mistério. A sensação de propósito era intensa, quase esmagadora. Arabella, onde quer que estivesse, havia confiado em mim. E eu não falharia.

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Passei o resto da noite tentando rastrear Ezra às escondidas, obviamente sem sucesso. A única maneira de manter contato com ele seria durante as aulas que temos na escola, e de certa forma, eu sabia que precisaria evitar olhar em seus olhos. Quando estacionei meu Camry em frente à escola, percebi que havia saído de casa muito cedo. Como uma espécie de punição, me vi obrigada a aguardar no estacionamento até que mais pessoas chegassem. Assim, seria uma ótima maneira de aproveitar a chuva fina que caía lá fora enquanto lia "Dom Casmurro".

Distraí-me, mas não o suficiente para não enxergar Caleb caminhando a passos lentos, vindo por trás do carro numa tentativa frustrada de me assustar. Decidi retribuir o favor. Ele pulou para me dar um susto, mas continuei imóvel. Ele chamou meu nome algumas vezes e, apenas quando achei ser o momento certo, virei-me rapidamente para ele com os olhos arregalados, fazendo-o dar um pulo para trás e cair sentado em uma poça d’água.

— Bom dia, Caleb! — falei após abaixar o vidro do motorista, observando-o limpar as roupas.

— Qual é, cara! Não tem a menor graça! — Ele parecia bem bravo. Não entendo muito de humor humano.

— Eu sei, é por isso que não estou rindo. — Não sei se falei algo que não deveria, pois ele me olhou esquisito. — Você se machucou?

Deixei o livro no porta-luvas do carro para mantê-lo em segurança, peguei minha mochila e desci do carro para ajudá-lo, não que houvesse muito a fazer. Ele ficou bravo comigo durante os dois primeiros períodos, mas eu tinha coisas mais importantes a fazer. Havia um pequeno caderno comigo, onde passei a anotar coisas relevantes no comportamento de Ezra. Não queria correr o risco de esquecer tudo novamente.

Passei o resto do dia focada nisso. Durante o intervalo, resolvi ficar com Jojo e Skyler, que poderiam me dizer tudo sobre Ezra, já que não pareciam ser afetadas por ele. Decidi, por alguns dias, fingir que tinha uma quedinha por ele, e elas brincaram ao dizer que fazia sentido que os dois esquisitos da escola formassem um casal.

— Você pode fazer dupla com ele no trabalho do senhor Anderson! — disse Jojo com empolgação. — Essa não é a sua próxima aula?

— Isso…

— Então, hoje cedo ele nos passou um trabalho sobre a Primeira Guerra Mundial e seus impactos. Ele, como representante da classe, deveria te ajudar.

— Seria ótimo. — Sorri de maneira tímida e teatral. — Mas sequer sei o que ele pensa sobre mim.

— Bom, só há um jeito de descobrir: você vai entrar naquela sala hoje e obrigar ele a ser seu par! — disse Skyler, mais determinada do que eu.

Continuamos a fazer planos e, para que o meu plano desse certo, seria preciso ir para a sala antes que o sinal tocasse. Assim o fiz. Despedi-me das garotas com uma desculpa qualquer e me dirigi diretamente para a sala do professor Anderson. Para a minha sorte, a sala estava completamente vazia, exceto pela presença dele. Fiz questão de analisar novamente a sala.

— Ora, a primeira a chegar na sala, Mia! — disse o Sr. Anderson, entusiasmado.

— Bom dia, Sr. Anderson! — sorri cordialmente. — Ouvi dizer que passaria um trabalho interessante hoje e fiquei ansiosa.

— Ah, então está gostando do nosso assunto?

— Com certeza. — puxei uma cadeira para me sentar próximo à sua mesa. — Guerras são minhas favoritas.

Isso o deixou à vontade para falar sobre sua parte favorita em ensinar história, e assim o deixei, ainda tínhamos alguns bons minutos.

— Sabe, Sr. Anderson, ainda não tenho amigos nessa turma e seria esquisito para mim fazer o trabalho dessa maneira. Teria algum jeito de fazê-lo sozinha?

— Oh, não se preocupe! O Ezra pode fazer com você. Assim que ele aparecer, irei informá-lo.

Perfeito! Por um momento pensei que precisaria fazer uso da minha habilidade, o que seria extremamente arriscado, dada a quantidade de pessoas ao redor. Mas, ao mesmo tempo, não creio que seria um problema. O sinal tocou, informando o início das aulas. Agradeci ao Sr. Anderson pela conversa, devolvi a cadeira ao mesmo lugar e me dirigi à mesma cadeira de sempre, a última ao lado esquerdo da sala.

O início da aula foi um tanto caótico com o anúncio dos trabalhos. As pessoas estavam mais interessadas em saber com quem iriam fazê-lo do que sobre o tema. Quando as coisas se acalmaram um pouco, ele explicou que queria um trabalho escrito sobre os impactos da Primeira Guerra Mundial. Em determinado momento, vi o Sr. Anderson caminhar até Ezra Lockhart e cochichar algo apontando para mim. Antes que ele me olhasse, desviei o olhar. Minutos depois, ouvi uma cadeira sendo puxada para o meu lado. Lá estava ele. Reconheci pelas roupas: jeans rasgado, all star vermelho desgastado e uma blusa alguns números maiores que seu corpo, assim como o casaco que o cobria.

— Você é muda? — perguntou Ezra, impaciente.

— Só com pessoas sem educação — rebati. — Prazer, Mia Zimmerman.

— Eu sei quem você é.

— Então não sei o que está me cobrando.

— Esquece.

E assim permanecemos até o fim da aula. Nunca havíamos conversado na vida e, ainda assim, ele conseguiu ser extremamente inconveniente. Ou talvez eu estivesse sendo inconveniente. Era difícil saber.

Quando o sinal tocou, fui surpreendida.

— Não perca tempo escrevendo sobre essa interação em seu caderninho. Você não vai conseguir o que quer agindo dessa maneira — sussurrou enquanto se levantava para ir embora.

Ele sabia.

Notas finais
Nos vemos no próximo capitulo.