O Círculo Secreto Da Alvorada

3 O Círculo Secreto da Alvorada


Notas iniciais
Bom, o terceiro capítulo demorou mais saiu. O quarto capítulo vai sair bem antes do que vocês imaginam!

Acordar Mellody foi o mais complicado, porém além da loira ter um sono super pesado, foi difícil não rir dela com uma máscara verde no rosto. Mellody não queria ir a lugar nenhum e por praticamente foi quase forçada a seguir os outros. O próximo passo era sair do acampamento sem serem notados. Northon sempre liderando todos, os levou até o começo da floresta. Mellody tentava descobrir o que estava acontecendo, porém os outros estavam preocupados demais para explicar para a loira. Northon e Raphael pareciam saber para onde estava indo, porque embora as árvores fossem altas e as relvas muitas, eles seguiam por um lugar específico. Eles caminharam por quase 30 minutos e no fim, Mellody já estava reclamando sobre suas dores nas pernas.

— E-eu não aguento mais! Eu preciso descansar pessoal! – Mellody suava.

— Já estamos chegando garota, apenas fique quieta um pouco. – Raphael respondia para a amiga.

— Eu acho que não fomos seguidos até aqui...Estamos a salvo! – Northon falava para todos.

— Mas para onde estamos indo? – Giovanni perguntou e trocou olhares com Melissa que estava logo atrás dele.

— Estamos indo para o portal...Agora que está completo o círculo, vamos poder atravessar e... – Raphael dizia a frente. O garoto puxou um galho e logo foi revelado um círculo de pedras a sua frente. – Chegamos!

Os outros foram se aproximando e em pouco tempo já estavam no meio do círculo. Eram 6 pedras formando uma poltrona e no meio um trono também feio de pedras. Eles pararam e respiram um pouco, havia andado tão rápido que estavam com a respiração ofegante. Luke foi até umas das pedras e sentia algo formigar em seus dedos. Melissa e Giovanni continuavam sem conseguir entender nada do que ocorria. Mellody estava tão feliz por ter parado que nem ao menos percebeu o local onde estava, ou se percebeu preferiu ficar calada. Kyara estava no meio do círculo, a menina tentava descobrir se as pedras vermelhas que cintilavam no trono de pedra eram simples ou preciosa.

— Está na hora de partir! Vocês ainda correm perigo aqui. – Northon dizia.

— Perigo? Eu ouvi falar sobre perigo durante todo o nosso caminho e resolvi não perguntar nada, porém alguém tem algo para explicar? – Giovanni perguntava olhando diretamente para Northon.

— Eu também quero muito saber! Primeiro tivemos aquela visão maluca com esse cabeludo que nem ao menos sei o nome. Depois fui atacada por um homem estranho e agora vocês nos tiram do acampamento e falam sobre perigo? Ou me explicam agora, ou vou tratar de achar meu caminho de volta para o acampamento. – Melissa jogava algumas pedras no chão e lançava olhares para todos.

— Eu não posso explicar nada agora, precisamos atravessar antes. – Explicava Raphael.

— Atravessar? Eu vou atravessar é minha mão na sua cara daqui a pouco Raphael. – Melissa ameaçava.

— Calma Melissa...Eles vão explicar não vão? – Giovanni olhava para Raphael com um olhar de petição.

— Agora eu não posso dizer nada...Precisamos atravessar primeiro, depois eu juro que conto tudo o que eu sei.

— Eu não vou mais ficar aqui sem saber o que está acontecendo, ou me dizem ou adeus! – Melissa virou o corpo e estava procurando o caminho de volta, quando Luke segurou firme em seus braços.

— Por favor, Melissa, fique! É perigoso! – Tanto Luke, quanto Melissa estava com as bochechas avermelhadas de vergonha, porém graças a noite, não era visível.

— Melissa eu acho que é melhor você ficar, eles devem explicar o que está acontecendo. – Kyara parecia assustada mais mesmo assim conseguia dizer. – Eu sei que foi estranho aquele homem, e é estranho esse cara do sonho da Mellody, mas deve ter uma explicação.

— E tem uma explicação, apenas me dê uma chance de acordar os anciões e seus poderes. – Northon dizia se encaminhado até a cadeira de pedra do meio. O garoto chegou perto e começou a sussurrar algumas palavras diferentes. Os outros não podiam ouvir, exceto Kyara que estava entendendo tudo o que era dito.

“ Oh guardião das águas e dos espíritos lendários. Dê-nos sua força e acorde nossas vontades e force em nos seu espírito guerreiro de luta. “

— O que ele está dizendo? Que língua é essa? – Giovanni perguntava.

— É o espírito dos guerreiros das águas. – Northon explicava.

— Espírito o que? Isso é uma grande palhaçada e não vou ficar cooperando com isso. – Melissa disse isso e se desvencilhando dos braços de Luke, conseguiu sair pela floresta. No mesmo momento, vultos negros começaram a rodear todos. Melissa entrou em choque e parou.

— Não se mova Melissa! Fique onde você está! – Luke sussurrava se aproximando calmamente da garota. Melissa encontrando os braços de Luke, o abraçou. Ela estava começando a ficar com medo de tudo aquilo. Northon voltou novamente até as pedras e dizia mais algumas coisas, quando um vulto surgiu em volta de Mellody e a segurou. A garota soltou um grito agudo e logo depois sumiu nas sombras.

— MELLODY! – Giovanni gritou e logo sentiu uma presença ao seu lado, era Raphael. O garoto segurou nas mãos do outro e logo foram envolvidos pela mesma sombra. Kyara estava desesperada e começando a chorar, tentou correr para próximo de Northon, porém algo a segurou antes e logo desapareceu nas sombras. Tudo o que restava agora, era Melissa e Luke abraçados. Northon correu até eles e conseguindo encontra-los, sumirão.

O véu negro envolveu todos. As sombras pareciam penetrar por cada orifício e isso causava náuseas, pânico e muito medo. O corpo flutuava por um lugar diferente e logo depois veio a queda livre. Eles gritavam e por um momento, um podia enxergar o outro. Uma luz roxa parecia se aproximar de seus corpos e logo a sombra sumiu.

Luke estava jogado no chão e Melissa em cima de seu corpo. O garoto se levantando e olhando em volta, percebeu os outros caídos ao seu redor. Giovanni estava com a testa sangrando, enquanto Mellody estava acordada sentada, tentando não entrar em pânico. Kyara e Raphael estavam abraçados. O local onde eles estavam eram cercados por grades de ferros e a pouca iluminação passava a ideia de um calabouço.

— Aonde nãos estamos? – Melissa foi a primeira a corta o silêncio.

— Eu não faço a mínima ideia. – Raphael estava passando o dedo entre as grades. – Parece uma sela de cadeia. Peraí!

— O que foi Raphinha? Olha, estou começando a ficar mais assustada a cada vez mais. Como chegamos até aqui? – Kyara respondia, se encolhendo cada vez mais para próximo da parede.

— Eu apenas pensei que havia visto alguma coisa, mas é impressão minha! – Disse Raphael.

— Rapha você acha que esse lugar aqui tem a ver com a história que você tinha me contado? – Luke apareceu ao lado do amigo e perguntava.

— Não sei Luke, mas não vejo outra explicação. É tudo muito estranho. – Raphael respondeu.

— Gente, estranho está a testa do Giovanni...Eu acho que ele não está bem não pessoal! – A voz de Mellody foi ouvida.

— Giovanni? Giovanni? – Melissa chamava pelo amigo insistentemente.

— Ele está ferido! – Luke examinava a testa do garoto.

— Ele vai morrer? O Giovanni vai morrer aqui perto de mim? – Mellody ameaçava iniciar um choro.

— CALA A BOCA MELLODY! Daqui a pouco quem morre é você! – Melissa gritou para a loira. – Mais ele vai morrer?

— Claro que não né melissa. É apenas um simples machucado, não teve um corte muito profundo. – Luke respondeu.

— Mais então porque ele não responde? – Kyara perguntou.

— Porque vocês não param de falar um minuto. Vocês ficam me rodeando e dizendo que eu vou morrer, e não me deixam dizer que eu estou bem. Com medo, mas bem! – Giovanni respondia a todos. Um barulho foi ouvido e logo três sombras estavam próximas a eles do outro lado das grades. Eram três homens, dois vestindo ternos e o terceiro era Northon. O garoto estava sendo carregado forçado sobre eles. A sela se abriu e eles jogaram o rapaz de cabelos longos para o interior.

— Descanse bem cabeludinho! – Um dos homens falou. Eles se retiraram.

— O que houve? Onde você estava? – Raphael perguntava ao garoto. – Quem são eles?

— Eu fui pego junto com vocês! Eles são os Puritanos. – Northon respondia. — Estamos em uma das suas sedes!

— Espere... Puritanos? Eu já ouvi falar nessa palavra uma vez, não era aquele grupo da inquisição? – Melissa perguntou.

— Inquisição? Você está falando do tempo da caça as bruxas? – Kyara falou, esboçando um sorriso.

— Isso mesmo! Puritanos do tempo da inquisição e da caça as bruxas! – Raphael respondeu.

— Mais a caça as bruxas terminaram a muito tempo! – Kyara disse se aproximando mais do grupo.

— Não necessariamente! – Northon respondeu. – A caça as bruxas continuam desde os tempos antigos até os dias de hoje!

— Caça as bruxas? Você bateu forte com a cabeça colega? – Mellody dizia.

— Vão me dizer que vocês não prestaram a atenção nos últimos acontecimentos? A visão, as sombras? – Raphael falava olhando diretamente para todos.

— Se bem que tudo o que aconteceu foi muito estranho, mas dizer que ainda existem bruxas de verdade é sacanagem. – Giovanni tentava não rir.

— Tem certeza Giovanni? Responda-me qual o dia do seu aniversário? – Raphael perguntava tentando não encarar o garoto nos olhos.

— 16 de Novembro de 1994. – O menino respondeu imediatamente.

— E você Luke? – Raphael perguntou novamente.

— 16 de novembro de 1994. – Luke respondeu.

— Melissa? – Raphael perguntou.

— Faço no mesmo dia que Luke e Giovanni. – A garota respondeu.

— Eu e Mellody também fazemos no mesmo dia que vocês três. Estranho isso! – Kyara falou meio que baixinho.

— Não é estranho! Não é simples coincidência! Nunca aconteceu nada estranho com você? Coisas que vocês as vezes não sabem explicar? – Northon perguntava.

— Eu sempre consigo me acalmar diante da lua cheia! – Kyara respondeu.

— Eu quando era mais nova tinha sonhos que depois se realizavam. – Melissa disse.

— Eu sempre me acalmo quando pinto minha unha de rosa! – Mellody falou.

— Ah faça-me o favor Mellody, esse assunto é sério. – Raphael brigou com a loira.

— Então estão querendo dizer que somos...Bruxos? – Giovanni falou olhando diretamente para Northon.

— Bruxos ou mais ou menos isso...Bruxaria não é realizar feitiços e poções, é, mas a bruxaria está em termos habilidades especiais. Eu por exemplo, eu tenho uma super mira. Eu poderia acertar de olhos fechados, é uma habilidade especial que meu sangue me proporciona. O Raphael, por exemplo, tem a habilidade de...

— Ainda não sei a minha habilidade! – Raphael cortou Northon rapidamente.

— Eu ainda não acredito nessa história! – Melissa falou.

— Então tente achar uma explicação melhor pra tudo o que aconteceu garota. As sombras, o fato de você desaparecer de um lugar e aparecer em outro, coisas assim super comuns. – Northon falou.

— Digamos que seja verdade, o que acontece com a gente? – Mellody perguntou.

— Morremos! Os puritanos vêm eliminando bruxos durante anos e conosco não vai ser diferente. Não temos chance de chegar até a nossa cidade! – Northon explicou. – Se não acharmos um jeito de fugir daqui, vamos morrer!

— O que um bruxo então pode fazer? – Kyara perguntou.

— Não sei dizer ao certo, vocês são os primeiros bruxos que eu entro em contato. – Northon respondeu. – Primeiro foi o Raphael e agora vocês.

— Mas você não é um bruxo? – Luke perguntou.

— Eu tenho habilidades diferentes, mas sou filho de guerreiros que defendem a magia e as estudam. – Northon explicou.

— Olha eu não sou bruxa! É um engano. – Melissa se levantou e foi até a grade. Giovanni a acompanhou. Os dois mexeram nas fechaduras e ameaçaram gritar. Porém Raphael abordou Melissa por traz e tampou-lhe a boca.

— Está maluca? Não incomodem eles, você quer morrer? – O garoto dizia com fúria. – Se você não acredita, pelo menos respeite. Não estou afim de morrer agora, tenho muitas coisas para fazer.

— Olha Raphael, se essa história for mesmo verdade, o que vamos fazer? – Melissa perguntou com os olhos enchendo de lágrimas.

— Calma Melissinha! Vamos achar uma saída! – Giovanni abraçou a garota.

— Temos que achar! – Luke surgiu próximo a eles e começou a mexer na fechadura da prisão.