O Bar da Esquina

20 Uma pequena confusão...


Notas iniciais
Hey! Como estão, meus amores? Bem, peço desculpas por demorar a postar o capítulo, mas houve um grande problema e acabamos perdendo o nosso notebook, onde estava todos os capítulos já escritos :( Mas estamos aqui e é o que importa! O capítulo foi reescrito, então espero que gostem... Musica do capítulo: Coldplay- Midnight ~Mah

Num tempo recorde de uma hora, Quinn já estava no “QG Fabray” como ela mesma havia apelidado. Para sua surpresa, Sam e Noah já se encontravam lá também e pareciam estar completamente interados em algo que Pietro e Nicolas falavam. Assim que a loira abriu a porta, Frannie correu e abraçou a irmã, pulando de felicidade. Felicidade demais, pensou Quinn.

– Então, família! O que temos aqui? – Quinn jogou sua bolsa em cima do sofá e parou á frente de todos, cruzando os braços frente ao peito.

– O que a senhorita pediu. – Filipe levantou-se da poltrona e avançou até Quinn, deixando um estalado beijo em sua bochecha. – Como conversamos, você ficará com a parte de negociar com o dono da empresa, não é? – Quinn assentiu. – Acha que conseguirá finalizar isso dentro de uma hora e meia? Temos que visitar uma pessoa.

– Sim, claro! Hoje é sábado, portanto fica mais fácil. Quem iremos visitar?

– Sue Silvester! – exclamou da sacada do apartamento, e Filipe concordou. – Não quero adiar para executar o que viemos fazer aqui. Isso será divertido.

– Oh, sim! Será uma grande diversão. – Filipe abriu um grande sorriso, exibindo suas pérolas. Enquanto encaminhava Quinn até o escritório, para que ela fizesse a ligação. – Vamos, minha loirinha! Mostre que ainda escorre aquele sangue Fabray de antigamente em suas veias. – lançou uma pasta em cima da mesa, indicando a para a loira, em seguida, marchou formosamente para fora do escritório deixando Quinn sozinha.

A escritora sentou-se na grande cadeira acolchoada de seu tio, respirou fundo e abriu a pasta. Lá continha dados da empresa, nome, filiais, dono, reconhecimento no mercado de trabalho, número de funcionários, entre outras coisas. Seria fácil conversar com o dono que ela já conhecia. Franklyn Harris. Não que a loira mantivesse contato com esse tipo de pessoas ou empresários, eles se conheceram numa premiação de melhores empresários de NY. Algo totalmente casual. Bem, apenas por parte de Quinn, já que a mesma notou o olhar de pura cobiça de Franklyn direcionado a si. Uma incrível coincidência! Ela poderia usar esse fato como uma boa arma! Discou os números e esperou que atendessem.

–Alô? – uma voz feminina e doce atendeu.

–Boa noite, gostaria de falar com o Sr. Harris.

– Quem gostaria de falar com ele?

– Quinn Fabray. Ele está ocupado?

– Oh, Srta. Fabray! Eu sou a secretária do Dr. Harris e irei chamá-lo imediatamente. Aguarde um pouco, por favor.

Quinn meneou a cabeça, mesmo sabendo que a secretária não poderia vê-la e aguardou, enquanto girava uma caneta em seus dedos.

– Srta. Fabray! A que devo a ilustre ligação? – Quinn podia sentir o grande sorriso que o homem estava abrindo apenas pelo seu tom de voz.

Sem formalidades, por favor, Franklyn! Bem, serei direta, ok? Preciso de um grande favor seu.

– Oh, você está precisando de dinheiro, a empresa está em declínio? – Quinn cerrou os dentes com aquela frase. Não, ela nunca que iria deixar a empresa cair em declínio. Sentia o gosto de uma resposta irônica que poderia ser dada no mesmo segundo, mas, repensando, parou no meio do caminho.

Oh, não! De forma alguma! Continuamos cada dia mais invencíveis! – sorriu presunçosa. – Na verdade, o que e quero te pedir é simples. Eu estou ajudando uma família que acabou de chegar aqui em NY. Eu os encontrei perdidos na rua, pelo o que me contaram, são refugiados de seu país de origem. Digo, por preconceito. E bem, me deu muita pena de vê-los no estado em que se encontram. Eu já empreguei dois deles na Imóveis Fabray, mas ainda faltam os três irmãos... Eu sei que nós não temos uma relação afetiva muito próxima, mas você foi a primeira pessoa que eu pensei para tal fato. – ainda ela não havia acabado. Faltava jogar suas cartas na manga. Quinn era muito boa de lábia, e o velho cairia feito um patinho na conversa. – Um homem gentil como você, poderia me ajudar em algo assim, não é mesmo? Eu realmente gostei de conversar com você no evento, e serei eternamente grata se você ajudasse essa família...– cerrou os olhos ansiosamente, esperando que Franklyn dissesse algo.

Claro! Perfeitamente. E o que você tem em mente? Eles possuem formação escolar ou faculdade? – a escritora abriu um largo sorriso com a frase “e o que você tem em mente?”. Ela adorava essa sentença, dava a ela uma sensação de poder.

Bem, eles possuem formação acadêmica. Entretanto, não há exigências quanto ao cargo que sua empresa possa os empregar. Pode ser algo simples como faxineiro ou algo assim, tudo bem para você?

– Maravilha! Então, eu mesmo farei questão de cuidar da contratação deles. Eu só gostaria que você me encontrasse para me entregar a documentação de todos eles? Está de acordo?

– Perfeitamente. Me dê um prazo de dois dias para que eu possa transmitir a notícia a eles. E eu mesma entrarei em contato para marcarmos algo e agradecer o seu grande gesto.

– Combinado! Encontraremos-nos daqui a dois dias então?

– Sim, Franklyn! Muito obrigada! Boa noite! – desligou.

Ao finalizar a ligação, Quinn assumiu uma pose séria. Bem, agora ela teria que dar um jeito de conseguir, em dois dias, as identidades falsas para Finn, Leon e Sugar. Releu mais uma vez o conteúdo da pasta e se encaminhou para sair da sala.

– Quinn! – Noah exclamou, apreensivo. – O que aconteceu? Deu tudo certo?

– Sim, tudo ocorreu como o planejado. – a loira sentou-se no braço do sofá, ao lado de sua mãe, deixando um beijo carinhoso no topo da cabeça da mesma. – Logo Sugar, Finn e Leon terão um novo emprego. E acho bom que vocês se esforcem, porque esse é o emprego da vida de vocês, foi difícil de arranjar. – arqueou as sobrancelhas, como se falasse sério, arrancando risadas dos três.

– E disso do que eu estou falando, Filipe! Quinn ainda age como antes, é inevitável! Está no sangue! – Pietro deu dois tapinhas no ombro de Filipe, enquanto erguia seu copo de uísque.

– Muito bem, Quinn. – acenou Filipe. – Todos prontos? Vamos dar um passeio por NY!

– Quem irá com vocês? – Judy perguntou, enquanto calçava seus sapatos altos.

– Sam, Noah, o trio dinâmico, eu e o tio Filipe. – Quinn respondeu.

– Boa Quinnie! – Frannie bateu um high-five com a irmã. – Mãe, estamos prontas? – olhou cúmplice para Judy.

– Prontíssimas! – Judy sorriu, passando as mãos pelo vestido. Quinn as olhava sem entender nada.

– Prontas para o quê, objetivamente? – segurou a mão da mãe.

– Ah, Lucy! Deixe de ser curiosa! Vamos Frannie?

– Mas mãe, como vocês irão sair assim?

– Quinnie! Deixe as meninas, Frannie irá cuidar bem da sua mãe. Nós temos um compromisso, se recorda? – Filipe apoiou uma mão no ombro de Quinn a tranquilizando.

– Tudo bem. Se cuidem! – lançou um beijo no ar para as duas e seguiu os demais.

~.~

Sam dirigia o carro, enquanto conversava com Filipe, Quinn e Noah sobre a tal de Sue Silvester, enquanto era seguido por Leon, Finn e Sugar atrás. Quinn achou um pouco suspeita a forma como Filipe perguntava da mulher para Sam, ele parecia empolgado. Uma empolgação genuína, que nada tinha a ver com o real motivo de estarem indo encontrá-la, porém, decidiu guardar para si e esperar para ver o que poderia acontecer.

Quinn analisava a rua através do vidro do carro. Na esquina havia alguns homens, suas roupas não eram de marca, mas possuíam um estilo próprio. Calções, blusas largas, uns tinham bandana nos pescoço e outros na cabeça. Os sujeitos eram mal encarados, mas não chegavam perto de meter medo na loira ou em qualquer um que estivesse nos carros. Traficantes. Os homens começaram a encarar os carros assim que eles entraram na rua. Sam estacionou. E como numa cena de filme, coreografada, todos abriram as portas e desceram dos carros elegantemente. Sim, aquilo deveria ser digno de uma cena de filme! Filipe cravou os pés para fora do carro e fechou o semblante, olhando a volta. A expressão de Quinn era serena, encarou fixamente os homens com se quisesse imprimir os rostos de cada um em sua memória. O único ali que parecia um pouco alheio à situação era Noah, a escritora lançou um olhar misterioso para o judeu e sorriu de canto.

Leon, Sugar e Finn se juntaram aos outros três, como numa ação programada. Finn respirou fundo e crispou os lábios, apontando sutilmente com a cabeça o trio de homens que se aproximavam deles. Uma sombra de divertimento passou pelos rostos de Quinn e Filipe.

– O que os playboys querem aqui no nosso bairro? Por acaso estão perdidos? Caiam fora daqui seus almofadinhas! – um negro alto vociferou, aparentemente nervoso.

– Não, meu rapaz. O senhor está equivocado, nós não estamos perdidos aqui. – Filipe respondeu sério.

– Cale a boca velho e pegue teus netinhos e leve embora da nossa área! – o outro membro do trio, um pouco mais baixo que o primeiro e mais mal encarado exclamou.

– Tenha respeito! Quem aqui é velho? – ironizou Quinn. – Muito obrigada, mas recusamos sua proposta. – Quinn deu de ombros e seguiu andando.

– Ah, então a loirinha aqui quer bancar a espertinha? Vamos ver se ela sabe lidar com isso!

O mulato sacou uma pistola trinta e oito do quadril, Filipe enrijeceu e murmurou um ‘tsc, tsc’. Sam levou a mão ao quadril no mesmo instante e Filipe fez o mesmo, só que sem pudor algum. Sacando uma pistola Taurus the Judge dourada, a luz do sol reluziu na pistola e deixou á mostra o brasão da família Fabray. Quinn se virou para o homem, o encarando de uma forma quase mortal. O traficante acabou se perdendo no olhar da loira e recuou um passo, a loira avançou.

– Nós não queremos causar um reboliço aqui na rua. – Quinn murmurou, olhando fixamente para os três. – Nos deixe passar eu garanto que nada de ruim acontecerá.

– Escute o que ela diz. – Finn apareceu ao lado do rapaz, depositando uma mão firme em seu ombro.

– Nos estamos num número maior aqui, vocês não estão a fim de passar humilhação aqui na rua, não é? – Leon chegou sorrateiramente por trás do bando e tirou a arma de um deles, descarregando o pente no chão da calçada.

– Vocês precisam treinar um pouco mais. – Sugar entrou no embalo, e quando o segundo traficante se virou para ela, a mesma já estava com sua pistola 38 nas mãos, balançando-a como se fosse um brinquedo.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! – alguém gritou. Os três homens arregalaram os olhos assustados, mas os Fabray permaneceram de costas, os encarando.

– Sue! Desculpe, mas nós temos uns espertinhos aqui querendo causar confusão. – o traficante, que anteriormente estava apontando a arma para Quinn, disparou atônito. Filipe e Sam se viraram assim que ouviram o nome da mulher.

– Sam? Sam Evans? O que você faz aqui, garoto? – a mulher abriu um sorriso. – Ah, seus idiotas os deixem em paz! Vão procurar o que fazer! Vamos, me acompanhem, por favor.

CONTINUA....

Notas finais
Como podem ver, teremos uma continuação! A ação está só começando, kkkkk... O que será que vai acontecer, hein? Eu queria muito que algo tivesse acontecido, tipo um tiroteio, husahsuha, mas... Não tenho muito o que dizer aqui, exceto que, estou muito triste por ter perdido o notebook :( Mas nós daremos um jeito! Espero que tenham curtido o capítulo :D Digam lá nos comentários! Ahh, perdoem qualquer erro! Está sem revisão, kkkk.. Até mais!