Notas iniciais
Olá, anjos! Como passam o domingo? Musica do capítulo: Blame - Calvin Harris feat. John Newman Confesso que estou bastante surpresa com o número de acessos que a fic anda tendo! Espero que gostem... ~Mah

Logo após a saída de Brittany, comecei a arquitetar o plano. Tudo seria feito durante a noite e parte da tarde, eu estava pouco ligando se isso iria ou não implicar na hora do sono de Santana ou o meu. A única coisa que eu levava em conta era a concretização do plano e o término dos problemas. Seria um plano intenso e extenso, mas minha ansiedade em acabá-lo era maior, portanto seria desgastante e intenso, no máximo em um mês tudo deveria estar acabado de acordo com minhas estratégias. A adrenalina que corria por minhas veias era grande, há quanto tempo eu não tinha essa sensação? Acho que desde a última vez que eu usei o lado Fabray, quando uma pedra maior que essa apareceu em meu caminho e eu tive que fazer tudo sozinha, para que não houvesse testemunhas, provas ou algo que pudesse tirar meu sossego, e aquela experiência foi muito desgastante emocionalmente. Então, ‘aposentei’ esse meu lado, assim como o Homem Aranha, quando ele decide guardar seu uniforme numa caixa.

Estávamos discutindo sobre as estratégias há bastante tempo, há muito tempo na verdade. Já passava das dez da noite, e há àquela hora Brittany deveria estar conversando com Rachel, se tudo ocorresse como o planejado. Mas é claro que tudo ocorreria como o planejado, eu sou Quinn Fabray e sempre faço as coisas acontecerem! E isso não é narcisismo, apenas a realidade. Pedi que Santana ligasse para Sam, um amigo de longa data e um dos nossos mais fiéis aliados, que por sorte trabalhava no mesmo cassino onde ocorria o problema e pedisse que ele conseguisse a ficha de cada um dos devedores do cassino, fazendo um breve resumo do que se passou durante a semana no estabelecimento. Sam era muito eficaz em tudo o que fazia, em menos de uma hora recebi um e-mail com a ficha de cada um dos devedores do cassino. Era inacreditável, uma lista com mais de vinte pessoas credoras, algo de errado ocorria lá dentro. Não é falta de sorte e sim ultrapassagem, há alguém lá dentro que está os fazendo perder, mas sempre há alguém que realmente deve. Eu lia o relatório de Sam em voz alta para Santana, quando fui interrompida por Tina batendo á porta.

– Desculpe interromper. Mas só vim avisar a Srta. Santana que esse é o final do meu turno e de todos os funcionários, a empresa já está vazia exceto pelos seguranças. Eu posso ir ou a Srta. deseja mais alguma coisa dos meus serviços? – perguntou educadamente.

– Oh, perdoe minha falta de atenção, Tina. Eu e Quinn estamos realmente entretidas com um assunto. – Santana bateu na testa. – Mas é claro que você pode ir, está dispensada.

– Obrigada. Desculpe a intromissão, mas a senhora e a Srta. Fabray irão continuar aqui?

– Me chame só de Quinn, Tina. – sorri de canto para ela. – E sim, nós não iremos embora agora.

Tina assentiu e se retirou da sala, então eu tornei a ler o relatório de Sam. E em questão de segundos, eis que aparece o primeiro suspeito! O gerente do cassino, James Smith. Sam relatou que ultimamente ele tem saído com frequência do cassino, mexendo nas máquinas de jogos, fazendo questão de supervisionar as bebidas e falando quase que a todo tempo ao telefone. Eu e Santana concordamos ao mesmo tempo: atitudes suspeitas.

– Ele é o principal suspeito por enquanto, então vamos afastá-lo do cargo por uma semana. É tempo o suficiente para tomarmos conta do cassino. – peguei a agenda de Santana que estava em cima de mesa e fiz umas anotações.

– Mas com que desculpa iremos tirá-lo de lá durante uma semana, Quinn? – San perguntou, e leu o que eu havia escrito em sua agenda. – O quê? Você vai envenená-lo?

– Não é nada demais, San. Eu conheço muito bem essa substância, só irá causar um mal estar. Forte o suficiente para deixá-lo de cama. E além do mais, é a forma mais viável de tirá-lo de lá. Imagine se chegarmos lá e dissermos que ele foi contemplado com uma viagem para Cancun, é desconfiança na certa! Agora você irá fazer o seguinte... – parei no segundo em que meu celular vibrou em cima da mesa, sorri largamente quando o número de Brittany apareceu no visor. Abri rapidamente a mensagem e peguei o número de Rachel, sem contar os elogios que Britt fez á ela.

– Que sorriso é esse? Você está planejando algo sem me contar, Fabray? – Santana perguntou e havia um tom irritado em sua voz.

– Não. – respondi guardando o celular, mais tarde eu ligaria para Rachel. – Prosseguindo o que eu dizia, na Front Street há uma farmácia de manipulação que fica aberta vinte e quatro horas, você irá lá e pedirá essa substância. – apontei para sua agenda. – Procure por Kitty Wilde, diga que trabalha para Quinn Fabray e que está lá a meu mando e pronto! Ela dará com certeza. – sorri vitoriosa e Santana me lançou um olhar confuso. – Nós já saímos uma vez. – respondi a sua pergunta muda.

– Com uma farmacêutica, Fabray? Você saiu com uma farmacêutica? – debochou, levantando-se de sua cadeira.

– Qual o problema? Vá fazer logo o que eu mandei. – Santana arqueou a sobrancelha com a frase. – Sim, o que eu mandei! Vá logo.

Santana meneou a cabeça e saiu da sala sorrindo. Peguei meu celular mais uma vez e analisei os nomes dos clientes que Sam me passou: Liza Ferrell, Simon Stanley, Charlie Johnson, Steve McCoy, Noah Berry. Confesso que o último nome me intrigou de certa forma, Berry não é um nome comum. Será que Noah Berry é parente de Rachel? E mais uma vez, me peguei pensando na morena, parei de ler as informações e abri mais uma vez a mensagem de Brittany. Disquei o telefone de Rachel e ela atendeu no quarto toque.

– Alô? – atendeu, ao fundo podia-se ouvir música.

– Rachel Berry? Aqui é da polícia, a senhora está intimada a comparecer na delegacia de polícia. – brinquei, aproveitando que ela não conhecia meu número.

– O quê? Não... isso só pode ser um engano, eu não tenho nada com a polícia. – seu tom saiu exasperado e eu não pude deixar de gargalhar disso. – Quem está falando? Quinn? Eu conheço essa voz! – Opa! Ela reconhece minha voz por telefone? Hmm... então quer dizer que ela prestou bastante atenção na minha voz.

– Acertou! – ela riu junto comigo. – Rachel, desculpe por não ter aparecido no bar, é que infelizmente houve um imprevisto na empresa e eu tive que faltar. Eu não tinha seu número, então a única opção foi pedir para que minha amiga Brittany fosse até o bar e justificasse minha ausência. Desculpe por isso.

– Ah, Brittany! Ela é um doce e simpática, nós conversamos muito. – sorriu. – Quanto á sua ausência, eu cheguei a pensar que você tivesse se arrependido do que fez hoje e com isso, não me quisesse mais como atriz para a peça. Mas de repente, sua amiga muito fofa apareceu e me convenceu de que você teve que ficar na empresa...

– Então você me desculpa? – não pude evitar o sorriso ao ouvir seu tom envergonhado.

– Claro. Eu apenas te achei um tanto quanto misteriosa, não sei, é o que eu sinto. Mas não faz tanto sentido, pois eu conheci você ontem e... – Rachel Berry é muito perspicaz, é certo que eu não contei nada da minha vida para ela, mas meu objetivo ontem não era esse. – Ah, esquece. – murmurou, seu tom não parecia estar mais contente e sim, cabisbaixo.

– Rachel, está tudo bem? Você não parece feliz.

– Não, desculpe. É só alguns problemas com meu irmão, sabe?

– Quer conversar sobre isso? – perguntei atenciosa, não sei o porquê, mas eu me importo com Rachel.

– Não, deixa pra lá...

– Entendo. Rachel, o que você acha de amanhã depois do seu primeiro ensaio nós sairmos para almoçar...? Bem, para compensar minha gafe de hoje e também você disse que tinha umas perguntas á fazer, não é?

– Sim! Na verdade, eu já havia pensado em te dizer isso, mas de qualquer forma agradeço o convite... Quinn, eu preciso desligar agora. Tenho que buscar meu irmão.

– Oh, claro. Tudo bem, boa noite Rachel. Vemos-nos amanhã e eu prometo que não irei descumprir com a minha palavra dessa vez. – falei em tom brincalhão e a ouvi rir do outro lado da linha.

– Assim espero, Quinn. Boa noite... Ah, Quinn?

– Sim?

– Obrigada, mais uma vez. Eu te conheci ontem, mas me sinto bem falando com você, seu humor é contagiante.

– Obrigada. Espero fazer você sorrir mais vezes, boa noite, Rachel. – desliguei.

Sim, eu estava sorrido novamente. A voz de Rachel é ainda mais bonita por telefone... Peguei as anotações que fiz e as li novamente. Esperaria que Santana chegasse e tomaríamos o caminho do cassino. Alvos da noite: Noah Berry e James Smith.

Notas finais
Tsc tsc... Noah está em enrascada! O que acharam do aparecimento dele? Lamento mas Quinn vai ser meio que cega e não conseguirá conjuminar os sobrenomes... Teremos a real ação no próximo capítulo! Não prometo que a postagem seja amanhã, porque como é segunda feira o dia é sempre mais puxado na faculdade. Mas caso nós tivermos tempo postaremos o próximo, okay? Digam o que acharam do capítulo lá nos comentários! Desde já, tenham uma excelente segunda feira :D Bjão!