O Bar da Esquina
11 Suspeitas
Notas iniciais
A suposição do detetive Chang me deixou preocupada. Premeditado? Por que atingiriam Sam? Isso só me faz crer em uma coisa: eu sou o alvo! Por Deus! Noah e Sam poderiam ter morrido por minha causa!
Percebi que Rachel não estava em condições de responder á um questionário policial e, agradeço aos céus por ser o detetive Mike na investigação. Ele é um velho amigo que ‘andou’ comigo quando eu vim para NY, mas acabou entrando na polícia e consequentemente, entenderia seu eu estivesse tirando Rachel da situação.
– Mike, nós podemos conversar? – perguntei, indo para o outro lado do corredor e fazendo um gesto com a cabeça para Santana nos acompanhar.
– O que houve, Quinn? Você tem algum pressentimento de quem seja? – Mike parou estrategicamente á minha frente para que nem Brittany ou Rachel ouvissem o que estava sendo dito ali.
– Mike, você mais do que ninguém sabe como as coisas funcionam, não é verdade? – perguntei e Mike franziu as sobrancelhas confuso. – No cassino.
– Quinn, você sabe que eu posso muito bem sair mal na polícia por acobertar o seu negócio, me diga o que isso tem a ver com o acidente.
– Se você parar de interrompê-la, Jackie Chan a Quinn vai poder te explicar. – Santana murmurou irritadiça, acho que ela estava entendendo aonde eu queria chegar.
– Era para eu ter sido atingida! Veja bem, o carro era do Sam, mas quando eu estou com ele quem dirige sou eu. Horas antes do acidente, eu estava com Sam no carro, nós paramos para resolver um assunto e então eu decidi ir para outro lugar a pé. O motorista que os atropelou sabia que aquele seria o caminho da nossa volta, Sam mora algumas quadras daqui. Não há dúvidas, isso foi realmente premeditado. – sussurrei a última frase mais para mim mesma do que para San ou Mike.
– Você está supondo que alguém esteja perseguindo você, Quinn?
– Não só a mim, mas acho que Santana também seja um alvo. E esse alguém pode estar infiltrado numa das empresas ou cassinos.
– Quinn, isso é loucura! – Santana exclamou. – Quem faria isso com a gente? Ou melhor, por qual motivo? – no momento em que eu ia responder, Mike concluiu minha linha de raciocínio.
– Dinheiro, ganância... A Imóveis Fabray não é apenas uma empresa no ramo imobiliário, vocês possuem não sei quantos patrimônios importantes espalhados pelo mundo inteiro. Sem contar as empresas que vocês ajudam anonimamente e recebem retorno. Alguém deve estar realmente frustrado com isso.
– Quinn, você já parou para pensar que isso possa estar vindo de Londres? Os negócios lá estão em alta, mas aqui é o centro de tudo. – Santana passou a mão pelos cabelos aflita. – Quem nos quebrar aqui, pode desestabilizar a rede inteira...
– Com licença, eu gostaria de falar com os familiares de Noah Berry. – O Dr. Carter se aproximou de Brittany e nos encarou esperando uma resposta.
– Eu sou a irmã dele. Como ele está doutor? Vai precisar de cirurgia? É grave? – Rachel indagou atônita, eu não aguentei ver sua expressão preocupada, então cheguei mais perto e segurei sua mão. Inconscientemente, Rachel se arrepiou com o contato.
– Está tudo bem com ele, pode se acalmar. Ele sofreu apenas algumas escoriações leves e um corte profundo no braço. Já foi medicado e devidamente cuidado. Mas eu prefiro que ele fique em observação durante algumas horas.
– Graças á Deus! – Rachel suspirou, soltando os ombros e apertou mais ainda minha mão. – Obrigada, doutor.
– E o Sam, como ele está? – Brittany estava com os olhos levemente vermelhos por ter chorado durante o caminho, achando que o pior tivesse acontecido com o Sam.
– Oh, Sim. Felizmente, o air-bag do carro funcionou e diminuiu drasticamente o impacto na cabeça do paciente, mas devido à má postura que ele dirigia, com o braço direito fora do veículo, ele o quebrou. O impacto foi no lado direito então o braço foi basicamente esmagado... – ao ouvir isso meu estômago embrulhou, pensando em hipótese piores do que poderia ter acontecido. Agora eu sou uma espécie de perigo, um ima para a confusão. – O quadro dos dois é perfeitamente estável, sem preocupações. O Sr. Evans já está na sala de cirurgia para a reconstrução do osso, e dentro em breve tudo estará em perfeitas condições. Amanhã mesmo ele receberá alta do hospital.
E então foi minha vez de suspirar de alívio. Tudo dera certo como eu disse que ficaria. Minha cabeça estava uma tempestade sem fim, os problemas são maiores do que eu imaginei. E o pior disso tudo é que é incalculável, se eu arriscar alguma coisa agora vai ser como dar um tiro no escuro. Ao mesmo tempo que eu tenho que reagir, preciso proteger á todos. Rachel e Noah principalmente. O que eu faço agora? Se deixando Sam Smith fora do cassino houve uma trégua de dois dias, obviamente foi porque essa pessoa que está conspirando contra mim levou um susto e revidou em seguida. E se eu seguir em diante, qual será a grandeza de seu próximo passo? De repente, um cansaço físico e emocional tomaram conta do meu corpo. Deixei-me cair sobre a cadeira e escondi meu rosto com as mãos. Minha cabeça funcionava de tal modo que eu não senti quando Rachel tocou meus ombros.
– Quinn... está tudo bem? – desde o ocorrido na sala de espera, Rachel sequer me encarou e isso estava me preocupando também. Será que eu extrapolei os limites? Mas ela parecia estar ansiando por aquilo, onde eu estava com a cabeça?
– Sim, Rachel... está. – sorri para ela, que desviou o olhar para um ponto fixo no chão.
– Deu tudo certo... como você disse, eu confio em você Quinn. Obrigada. Na verdade, eu não tenho ninguém, tirando os meus pais nesse mundo... Você está aqui comigo. – voltou a olhar para mim, com um sorriso fraco e os olhos marejados. – Mas não hesitará em ir embora quando ver o caos que é minha vida.
– Shhhhh... eu estou com você, Rachel. Nós somos amigas, lembra? – pronunciar essa frase causou uma ardência em meu peito. – E é isso que elas fazem uma pela outra. Nem que você queira eu vou embora. Eu tenho muitas coisas para fazer com você... Eu irei te tornar uma estrela da Broadway e farei questão de escrever sua primeira biografia! – sorri e ela fez o mesmo.
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