O Bar da Esquina

5 Ressuscitando o Lado Fabray da Força


Notas iniciais
Hey, hey! Boa tarde, anjos! Como vão? Agradecendo aqui mais uma vez a quem está comentando, favoritando e acompanhando a fic, seus lindos! Fico muito feliz mesmo pela história estar tendo essa resposta tão positiva de vocês :D Musica do capítulo: Sam Smith: Safe With Me Espero que curtam o capítulo! Acho que supreenderei vocês com esse capítulo (ou não, kkkk). Mas como diz minha avó, veremos o 'outro lado da moeda' de Quinn... Julia

Sabe quando o ar lhe começa a faltar e você parece uma foca tentando respirar? Não? Então, imagine minha situação agora. Era alucinação ou Rachel Berry estava ali mesmo? Será que tinha bebida alcoólica no meu suco? Oh, meu Deus, alguém me belisca para eu cair na realidade. Ouvi John pigarrear olhando para mim, esperando que eu dissesse algo.

– Seu atraso está perdoado. – falei profissionalmente, Rachel direcionou o olhar á mim no mesmo instante. Sua cara foi mais espantada do que a minha. Naquele momento várias perguntas rondaram minha cabeça e uma delas era: por que ela ocultou o fato de ser atriz? Assim eu a teria convidado para fazer um teste. Não que isso irá mudar algo se ela não me emocionar em sua interpretação. – Vamos começar? – perguntei nervosa.

– Lucy, você não ira fazer perguntas á atriz? – John indagou e eu o fuzilei com o olhar. Oh, não! Por que me chamou de Lucy agora? É até engraçado, porque ou ela irá ter certeza de que eu sou uma agente da polícia disfarçada, ou ela irá conjuminar meu primeiro nome com as inicias das minhas assinaturas nos livros e descobrir quem eu sou, afinal, ela está fazendo teste para a protagonista do livro!

– Não vai ser necessário. Pode começar, Rachel.

Caramba! Foi um dos melhores — o melhor- testes que eu já vi, Rachel Berry é uma ótima atriz. Ela fez uma pequena encenação de Hamlet e um trecho da introdução do meu livro. Simplesmente perfeito! John estava emocionado, eu acompanhei sua mudança de olhos marejados com Hamlet, á olhos arregalados com Em Meio ao Caos. Megan possuía um sorriso de satisfação nos lábios, com certeza eu já tinha a aprovação dos dois. Ao final da apresentação John e Megan levantaram-se das cadeiras batendo palmas emocionados.

– Está vendo? É disso que eu estou falando, Quinn! Isso foi perfeito. Parabéns, Rachel Berry. – John disse, sentando-se novamente. Rachel sorriu com a empolgação de John um tanto quanto surpresa. E eu? Estava quase escorregando da cadeira, não consegui dizer nada... Simplesmente Rachel entrou dentro de Victória! Ela nasceu para interpretar Victória!

– E então? – sorriu encabulada, olhando para mim. Oh, ela olhou para mim!

– John, Megan vocês tem algo a dizer? – perguntei querendo fazer suspense.

– Ah, Quinn deixe de fazer suspense para Rachel! Você sabe que é você quem manda. – Megan respondeu ainda sorrindo e John concordou com a cabeça.

– O papel é seu. Parabéns Rachel! – sorri ao vê-la arregalar os olhos.

– Oh, meu Deus, isso é sério? – colocou a mão no peito teatralmente. – E-eu passei?

– Sim! – Eu, Megan e John gritamos em uníssono. Senti meu coração falhar uma batida quando ela abriu aquele sorriso de dez mil watts.

Rachel nos agradeceu emocionada, ela perecia estar bem feliz com a notícia. Nós ficamos um tempo conversando sobre a peça, mas sem trocar qualquer palavra que indiciasse que nós nos conhecemos. Mas era isso mesmo que eu deveria fazer? Bem, acho que não. Não poderia deixá-la ir embora sem dizer algo, claro que não. Porém, se eu disser alguma coisa John e Megan irão desconfiar. Ah, dane-se, vou falar mesmo assim.

– Er... Rachel? – chamei e ela olhou para mim curiosa. – Nos vemos hoje no bar?

– Oh, Claro... Quer dizer, com certeza. Eu meio que tenho umas perguntas á fazer. – Megan nos olhou inquisidora. – Mais uma vez, muito obrigada pelo papel. –sorriu agradecida.

– Você mereceu o papel, Rachel. – John sorriu simpático para ela.

– Agora eu preciso ir, tenho outro compromisso. — olhou para mim mais uma vez. — Tchau... gente.

E aí que eu encontrei minha brecha! Segui Rachel enquanto ela caminhava até a saída do teatro.

– Rachel?

– Sim... Quinn ou Lucy? – franziu o cenho.

– Como quiser, meu primeiro nome é Lucy, mas eu não gosto muito dele.

– Então, por que os seus livros são assinados com o seu primeiro nome?

O quê? Como... Ela conseguiu deduzir muito rápido isso. Seria uma pergunta embaraçosa de responder, mas eu posso contornar a situação.

– Eu posso lhe explicar isso mais tarde? É uma longa história e... e você não tem um compromisso agora? – desconversei.

– Sim, é verdade. Então mais tarde nos encontramos, tchau Lucy. — sorriu acenando para mim. É impressão minha ou ela está um tanto quanto recatada em relação á mim?

– Tchau Rachel. – acenei de volta.

~.~

Eu mal podia esperar para que as horas passassem. Megan chegou a comentar algo sobre Rachel, deixando claro que desconfiava que ela fosse a tal Rachel que eu havia mencionado anteriormente, além de fazer algumas piadinhas da minha cara quando a vi. Eu consegui um bom desempenho, não respondendo nenhuma de suas perguntas. O resto da tarde se arrastou vagarosamente para mim, as reuniões que tive com Megan e a produção do espetáculo foram um pouco chatas e eu rezava para que Santana me telefonasse para me tirar de lá. E foi o que aconteceu, assim que terminei meu pensamento meu celular vibrou no bolso de trás da minha calça.

“Fabray, preciso de sua presença aqui na empresa e é URGENTE. Não demore”. – S.

“Tudo bem, estou á caminho”. – Q.

Digitei a mensagem rapidamente e pedi desculpas aos produtores e Megan, dizendo que queria encontrá-la mais tarde. Saí em disparada do teatro e ao chegar à rua acenei para Christopher, ele trouxe meu carro e então eu segui para a Imóveis Fabray. Mesmo Santana estando no cargo da presidência, eu sempre estava por trás dela. Não abandonaria a empresa que era do meu pai e agora minha, vendendo para alguém que não fosse ter o mesmo cuidado, amor e zelo pela empresa. Afinal, eu fui criada no meio desse mundo e eu gostava de viver nele, claro, sem deixar de dar uma escapada para o meu mundo pessoal e dos meus personagens. A sensação de criá-los e manipulá-los é incrível, é como se eu fosse dona do mundo. Escolhendo seus destinos, suas qualidades, defeitos, sentimentos... É perfeito! E eu amo o que faço. Mas quando se trata de negócios, eu sou uma ‘ameaça’ para a concorrência. E, sabe que eu até gosto disso? Quer dizer, eu gosto de estar á frente das negociações, avaliar nossos imóveis, as vendas e as compras. Eu e Santana já fomos ameaçadas por conta de fazer grandes negócios e, com isso, a concorrência acabar perdendo dinheiro e clientes, mas nós sempre nos mantemos firmes e seguras. Nosso negócio é sólido, responsável, mas se passa muita coisa ‘por debaixo da ponte’. Precisamos ser ‘amigos’ de toda NY, ter bons contatos e outras empresas para poder dividir os lucros, pois esse vem em grande quantidade.

Aqui em NY possuímos a sede de todas as empresas, no total são cinco. A de NY, Londres, duas em Paris — onde minha irmã, Frannie é presidenta — e outra em Miami, lá nós só possuímos prédios comerciais e casas de praia. Sem contar os ‘investimentos’ em cassinos que Santana faz. Bem, essa parte é com ela, já que foi ela mesma que teve a ideia. Meu pai, Russel trabalhou arduamente para manter todas as empresas de pé e com integridade, um verdadeiro império. Na verdade, eu nem precisaria trabalhar, muito menos meus futuros filhos, mas eu gosto de ser ativa.

Cheguei à empresa e corri direto para o elevador. Tina, a secretária de Santana me esperava apreensivamente em sua mesa, assim que me viu telefonou para a sala da latina e abriu duas grandes portas brancas. Santana encontrava-se em frente á sua mesa, apoiando seu corpo em cima da extremidade de vidro. A luz baixa da sala, contrastando com a pouca luz do final da tarde davam um tom sombrio e charmoso a sala. Seu corpo bem delineado combinava perfeitamente com o terninho Ralph Lauren preto que vestia, os braços cruzados frente ao peito e os ombros altos. Ela estava tensa. Algo de errado havia acontecido.

– O que houve Santana? – perguntei, enquanto parava no meio da sala.

– É melhor você sentar. – seu tom era sério e preocupado.

– Diga logo. – ordenei fria. Era nessas horas que minha pose de escritora extrovertida ficava de lado e eu assumia a pose fria e sagaz.

– Tudo bem... – respirou fundo. – Temos um cassino que está nos dando problemas, quer dizer, alguns clientes estão devendo. Mas isso não é algo tão relevante, o real problema é que um dos nossos funcionários de lá está fornecendo informações valiosas sobre os lucros, clientes e compras daqui. E só nesta semana perdemos dois imóveis que iríamos comprar, porque Michelle, o italiano, comprou primeiro. Mas o que me intriga nisso tudo, é que isso estava sendo mantido em total sigilo eram grandes propriedades.

Permaneci fria, processando as informações. Parece que temos um grande problema e o pior é que Santana que teve a bendita ideia de manter os cassinos, eu não concordei muito com isso, era arriscado... Então, quer dizer que temos um traidor num dos cassinos? Merda! Eu não queria ter que me envolver com essa parte suja, mamãe e Frannie não podem nem pensar que algo assim esteja acontecendo. Michelle sempre foi uma pedra no meu caminho aqui em NY, um chantagista barato que só pensa em dinheiro. Eu terei que me envolver nisso antes que se torne um problema maior. Respirei fundo, pensando numa solução rápida e eficaz.

– Olha, Santana, você deveria resolver isso sozinha. De quem foi a ideia dos cassinos? Sua, não é?

– Sim, eu sei. Se você quiser, eu resolvo tudo sozinha, mas seria melhor se você estivesse comigo nessa. – respondeu séria, dando a volta em sua mesa e sentando-se em sua cadeira.

Ela está certa. Droga! Olha a hora em que isso foi acontecer, justo agora que a peça já vai começar sair dos planejamentos e que eu consegui uma ótima protagonista. Vai ser quase impossível equilibrar meu tempo diário nisso... De certo modo, eu não queria ter que acordar o lado Fabray que já estava adormecido há tempos, caso isso aconteça, aí sim a concorrência terá que me temer como uma verdadeira ameaça. E tudo por culpa de quem? Santana Lopez! Sinceramente, se ela não fosse minha melhor amiga com certeza, eu arrancaria a presidência dela agorinha mesmo por esse erro, mesmo ela sendo uma ótima empresária. Calma, Quinn. Você não pode pensar na hipótese de tirar Santana do cargo, você tem outros planos. A peça, o novo livro que será lançado em breve e... Rachel Berry! Inclusive a ida ao bar da esquina estará adiada por hoje, se quero terminar rápido o serviço, tenho que começar hoje mesmo. Infelizmente, não tenho o número de Rachel, mas darei um jeito, isso não será problema algum. É um tanto quanto frustrante ter que cancelar o encontro, mas...

– Entendo. Entretanto, tudo isso será resolvido da maneira Fabray de eliminar os problemas. Que fique bem claro isso. – alertei e Santana me lançou um olhar satisfeito.

– E eu achava que essa sua parte havia morrido. – debochou. – Estamos juntas nessa, Quinn.

– E morreu, mas eu vou ressuscitá-la... Só Deus sabe o que irá acontecer com quem estiver no meu caminho.

– Espera, você está mesmo querendo fazer isso? Quer dizer, a última pessoa que brincou com você acabou sumindo literalmente e você nunca contou o que fez. Você não vai matar ninguém, vai? – Santana Lopez estava preocupada com as consequências de uma maldade? Eu só faço o necessário, e se necessário estiver implicando em algo realmente ruim, não posso fazer nada. A não ser, ir até as últimas consequências.

– Eu não mato ninguém... – respondi e Santana suspirou aliviada, baixando os ombros. – Mas tenho gente que faça isso por mim. – alertei séria, e ela voltou a assumir a postura tensa. – Não entre no caminho dos Fabray. Nós vamos colocar meu plano hoje mesmo em prática, mas antes de qualquer coisa, quero que você ligue para Brittany e peça para que ela venha aqui.

– Não, Quinn! Você não irá meter Britt-Britt nisso. – disparou exaltada. – Ela não faz ideia do que acontece aqui dentro.

– Relaxa, Lopez. Eu não irei meter Britt nisso, eu só preciso que ela faça um favor para mim no bar da esquina, mas não pode demorar muito, porque daqui a pouco começará o cair da tarde e escurece bastante no Brooklyn.

– Tudo bem, não vou perguntar o porquê, pois sei que você não dirá. – disse já pegando seu telefone e discando o número de Brittany.

Meia hora depois, Brittany chegou com o seu tradicional sorriso alegre e infantil no rosto. Perguntou para Santana o que havia acontecido, pois ela estava demonstrando que algo estava ocorrendo. Então, eu tive que intervir mais uma vez nos assuntos de Santana, dizendo que era apenas um mal estar, o que fez com que os olhos de Brittany marejassem. Como ela era fofa! Entretanto, expliquei o que queria que ela fizesse: ir ao bar da esquina, e assim que Rachel chegasse, Brittany deveria se aproximar e conversar descontraidamente com ela. Isso ela tiraria de letra com o seu jeito encantador de falar e pensar e em seguida diria que era minha amiga e explicaria o motivo da minha ausência no encontro, não levaria muitos minutos para que Britt conseguisse o numero do celular de Rachel e logo me mandaria por mensagem e o resto eu mesma cuidaria...

Notas finais
Sinto muito em ter que adiar o encontro Faberry depois do teste :( Mas isso fará com que vocês fiquem curiosos... E aí, o que acharam? Quero dizer uma coisa: é preciso que prestem atenção em todo e qualquer detalhe da fic isso é super importante... Já viram que eu gosto de fazer supense, não é? kkkkkk. Mas fiquem tranquilos e confiem, okay? Digam o que acharam dessa parte que, até então, era desconhecida da Quinn! Tenham um excelente sábado!