O Bar da Esquina
25 Minha
Notas iniciais
John empurrava Quinn para os bastidores, contudo, a loira precisava fazer outra coisa antes de encontrar, mais uma vez, Rachel. Num rápido movimento, conseguiu tirar a mão que John apoiava em suas costas e aproveitou a euforia do homem para sair de fininho.
Próximo à entrada dos bastidores, em meio a toda confusão, Quinn avistou Santana, e apertou o passo até a latina.
– Ei, Quinn achei que tinha perdido você. E então, nós podemos dar os parabéns para a mini diva?
– Não fale assim dela, Santana! Rachel é minha namorada e não é “mini diva” – fez aspas com as mãos. – Ela é uma diva, está entrando em ascensão. Mas não é isso o que eu queria dizer. Você sabe onde o Noah se meteu?
– Ah, o armário que vocês chamam de Noah Berry? Ele saiu apressado assim que a peça terminou, disse que tinha que terminar um serviço que você pediu. O que você está tramando, Fabray?
– Ótimo! Então está tudo pronto. – Quinn abriu um grande sorriso, anotando mentalmente que deveria agradecer Noah, na próxima vez. – Bem, agora eu preciso que você me faça um favor, Sant. Você não pode deixar ninguém passar por aqui, nem mamãe, Frannie, Tio Filipe, ninguém, entendeu? Vocês não vão poder parabenizar Rachel, não hoje. Porque vai dar muito trabalho e levará muito tempo, contando com a sessão de fotos e tudo o mais. Tenho que aproveitar a noite para comemorar! – Santana sorriu maliciosa, entendendo o recado.
– Ah, ok! Já entendi o recado, Quinn! Pode contar comigo. – deu uma piscadela para a loira e entrou no meio das pessoas.
Bem, agora é a hora. Quinn respirou fundo e fez o mesmo caminho, de volta para os bastidores. Lá, John, Megan e toda a equipe faziam a maior festa. Riam e conversavam calorosamente. A loira também entrou na “festa”, abraçou cada um dos atores, ela mal conseguia agradecê-los. Quinn nunca seria capaz de colocar em palavras o que aquela história significava para ela. Porém, ao abraçar Lizz, a escritora sentiu que a outra loira a segurou por mais tempo, o que fez lembrá-la do dia em que Rachel a beijou pela primeira vez e, consequentemente, sentiu a falta da morena ali. Deu um sorriso sem graça e desvencilhou-se de Lizz, olhou para todos os lados e não a encontrou.
Ela só poderia estar descansando, claro! Quinn foi em disparada ao corredor dos camarins. Como mais cedo, parou em frente a porta onde havia uma estrela dourada e numa delicada caligrafia, o nome da morena estava escrito. Deu duas suaves batidas e abriu a porta. Rachel se encontrava de pé em frente ao espelho, encarando-se profundamente. A morena não pareceu notar a presença de Quinn ali.
Sorrateiramente, a escritora andou pelo camarim e se posicionou atrás de Rachel, fazendo a mesma ação que a morena. Ambas se encaravam, Quinn via o olhar brilhante da morena e abriu um sorriso, encostando de vez seu corpo nas costas de Rachel.
– Oi... – sussurrou Quinn, passando os braços pela cintura da morena.
– Oi... – sussurrou de volta, sentindo a calmaria que a presença da loira lhe trazia.
– Como se sente? – voltou a encará-la através do espelho.
– Maravilhosamente bem. – deixou um sorriso expandir por sua face. – Oh, Deus! Eu nunca estive tão bem em toda a minha vida. – colocou as mãos por cimas das de Quinn em sua cintura.
– Você não tem ideia da felicidade você me traz. Você... – passou o nariz pela nuca da morena. – foi... – deixou um beijo carinhoso em sua pele. Rachel se arrepiou. – perfeita! – apoiou o queixo no ombro da atriz, observando-a fechar os olhos. – Fantástica. Tem noção do quão linda você é? Ainda mais atuando! Você encantou a todos naquele palco.
– Mas eu só faço questão de encantar uma pessoa. E ela está bem aqui. – virou-se no aperto da loira, sorrindo. Quinn arqueou a sobrancelha direita fingindo pensar e então, a morena tomou seus lábios.
A escritora foi pega de surpresa, mas tão logo correspondeu, trazendo-a para mais perto. Rachel soltou um suspiro e Quinn aproveitou a passagem. Um beijo. Mais uma total entrega naquele dia. As mãos exploravam os corpos uma da outra, as línguas se provocavam ao mesmo tempo em que estavam em total sincronia. Com elas o encaixe era perfeito. Feitas uma para a outra. Ficaram assim por um bom tempo, apenas se sentindo, até que o ar se fez escasso. Quinn quebrou o beijo com um delicado selinho, encostando sua testa na da morena, ambas tentando normalizar as respirações.
– Eu tenho uma surpresa para você. Mas só depois das sessões de fotos...
– Oh, Quinn, não preci...
– Shhh... Sim, nós precisamos. Precisamos comemorar duas coisas. Sua linda estreia e o nosso namoro. Quanto mais rápido nós acabarmos aqui, mais cedo você será surpreendida.
– O que é? – encarou a loira e estremeceu ao ver o olhar que Quinn lhe lançava, sentindo uma contração em seu abdome. – Podemos ir logo?
E Quinn sorriu charmosa, encaminhando-a até a saída do camarim.
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– Judith, como não podemos dar os parabéns á Rachel? Quem está nos impedindo de passar?
– Filipe, tenha calma. Nós podemos conversar com a Quinnie, mas precisamos encontrá-la primeiro.
– Na verdade, Quinn que não quer deixar vocês passarem. – Santana confessou encabulada. – Vejamos, ela tem seus motivos.
– É, mamãe. Santana está certa. – Frannie se aproximou, segurando Brittany pelo braço. Santana deu um selinho na namorada e olhou para Frannie, esperando que ela continuasse. – Lucy tem os motivos dela.
– E quais seriam? – Filipe passou a mão pela lapela de seu terno graciosamente, encarando Frannie com as sobrancelhas arqueadas. A irmã de Quinn engoliu seco.
– Bem, ela quer ter um tempo a sós com Rachel, oras! E não daria se estivesse conosco junto.
– Ainda não nos convenceu. – Nicolas entrou na conversa, reproduzindo o mesmo olhar que Filipe.
– Ah, ok! Vocês não param até conseguir o que querem. – Santana abriu os braços em rendição e Filipe abriu um meio sorriso satisfeito. – Quinn pediu Rachel em namoro e provavelmente vai levá-la para sair quando tudo acabar ou até mais cedo. E seria um pouco mais complicado se vocês quisessem falar com elas agora. – franziu o cenho, tentando achar muito sentido no que dizia.
– Minha Lucy pediu Rachel em namoro sem nos dizer?! – Judy arregalou os olhos, surpresa. Santana, Brittany e Frannie suspiraram e se prepararam para conter mais uma vez os Fabray.
~.~
– Cara, eu não sou muito de ter supertições ou algo do tipo, mas estou sentindo uma coisa estranha. – Noah comentou com Sam, nos fundos do teatro que era por onde Quinn planejava sair com Rachel.
– Como assim? – Sam também não era dessas coisas, mas perante a situação que viviam era melhor ficar alarmado.
– Não sei. Parece que estamos sendo vigiados. – respondeu, desencostando-se da lataria do Audi Q7 de Quinn. – Será que elas vão demorar?
– Espero que não. Isso é estranho, lá dentro de teatro eu senti algo parecido, mas achei que fosse nervosismo. A todo caso, eu quero que você pegue a arma que está dentro do porta-luvas do carro. Nós precisamos ficar em cima da Quinn e Rachel.
– O que? Quinn anda com uma arma, Sam? Oh, meu Deus! Se Rachel souber...
– Quinn é uma mafiosa! Você queria o que? Todos nós andamos armados, menos Judy e Frannie, você não deveria se surpreender com isso. Logo você ganhará a sua.
– Ok. É melhor eu me acostumar. – passou a mão pela cabeça raspada, olhando em volta, em seguida, entrou no carro e tirou do porta-luvas uma Taurus PT 100 cromada. Ainda dentro do carro, o judeu a analisou temeroso e depois a guardou em sua cintura. – Certo. – saiu do carro. – Nós temos que fazer uma tática para protegê-las ao mesmo tempo em que precisamos avisar o resto.
– Você fica aqui e as acompanha até o carro, sem vacilar. Preste muita atenção e não deixe Quinn saber que você pegou a arma dela. É capaz de ela surtar e Rachel irá descobrir antes da hora, mas você sabe, não se esqueça de que tem uma arma a sua disposição. Eu vou avisar Finn, Leon e Sugar, até mais.
E Noah estava escalado para sua primeira tarefa com uma arma. O judeu olhava para todos os lados, extremamente atento. Sua expressão era serena, olhar gélido e postura robusta.
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– Você vai tirar fotos com a gente, Quinn? – Rachel perguntou no ouvido da loira, percebendo o olhar de Lizz em cima das duas.
– Rach, se preocupe apenas com você agora. – acariciou a bochecha de Rachel. – É sua hora de brilhar. Veja quantos fotógrafos querem tirar sua foto. – meneou a cabeça em direção aos fotógrafos. – Mas para todos os efeitos, eu também irei. Como diretora da peça, é claro. Brilhe, minha linda.
A alguns metros de distância, Lizz fechava as mãos com força, perante a cena que assistiu. Seus olhos se estreitaram e ela teve que segurar a vontade de partir para cima da morena, quando viu que as duas usavam alianças.
O elenco todo já estava posicionado, flashes e mais flashes e o sorriso da morena possuía uma cor assemelhada ás luzes que eram disparadas pelas câmeras fotográficas. Quinn assistia com um sorriso calmo, porém, queria que logo tudo acabasse. A escritora tinha pressa e enquanto pensava no que as esperava dali a alguns minutos, não percebeu quando John a puxou para entrar nas fotos.
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– Alerta vermelho, Finn. – Sam falou baixo, próximo ao rapaz. Finn, sem olhá-lo, meneou a cabeça e respondeu, calmamente.
– Eu sinto que há algo errado, mas está tudo calmo. – passou a mão pelo queixo, encarando Sam. – O que você acha que pode estar acontecendo?
– Estamos sendo vigiados. Onde estão os outros?
– Estão voltando. Judy quer satisfações de Quinn por ter pedido Rachel em namoro. – Finn respondeu, desviando o olhar. – Você colocou Noah para protegê-las? – desconversou e Sam o encarou confuso. Por que ele havia feito aquilo?
– Sim. Noah já está as esperando. Bem, então vamos atrás dos outros, não podemos abusar da sorte. Hoje é uma noite especial e não podemos estragá-la. Quinn teria um colapso ou algo assim. Vamos?
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– Rach, nós vamos sair pelos fundos, tudo bem? – Quinn perguntou temerosa, enquanto entrelaçava seus dedos nos de Rachel.
– Por quê?
– Bem, vai ser um pouquinho difícil conseguir passar pela frente do teatro. Está lotado de gente e é provável que eles estejam querendo te ver. O público, basicamente é de jovens e você sabe como eles são, então...
– Tudo bem, Quinn. Já entendi. – Rachel parou no caminho e deu um selinho na loira, sorrindo. – Eu estou curiosa... – sussurrou.
– Noah já nos espera lá fora. – Quinn disfarçou, sorrindo marotamente.
A loira acenou para Noah e o judeu abriu a porta do carro, Rachel sorriu sem graça para o irmão, que arqueou a sobrancelha para a morena.
– Que carro lindo, Quinn! – agora foi a vez de a loira sorrir sem graça. Porém, teve mais uma ideia.
A escritora fechou a porta para Rachel, em seguida, encarou Noah séria.
– Tome cuidado com ela. – falou friamente, fazendo o judeu abrir e fechara boca diversas vezes.
– Cuidado com quem?
A loira arqueou as sobrancelhas e apontou para a cintura de Noah.
– Eu sei que ela está aí. – olhou para Rachel dentro do carro, brevemente. – Não deixe que ela saiba.
Dizendo isso, Quinn circundou o carro e entrou no banco do motorista.
O caminho foi completamente descontraído. Quinn puxava assunto com a morena sobre a peça, e Rachel respondia tudo entusiasmada. A loira não cansava de elogiá-la, de ver aquele lindo sorriso brincando nos lábios da morena, mas a superfície mudou quando Rachel deixou sua mão recair sobre a coxa direita da loira, o que acabou desconcertando um pouco Quinn e fazendo a judia sorrir. A escritora respirou fundo, tentando se concentrar no trânsito e aliviar um pouco a tensão que sentia com a mão da morena brincando em sua perna.
– Você ficou quieta de repente... Algo errado? – Rachel perguntou debochada, e Quinn rapidamente virou a cabeça em sua direção.
– A sua mão acabou me desconcentrando. – pigarreou e lançou um breve olhar para a mão da morena que ainda permanecia em sua perna.
– E isso te incomoda? – passeou com a mão até chegar a parte interna da coxa da loira, fazendo um movimento de sobe e desce lento.
– N-não... – parou no sinal vermelho, tentando normalizar a respiração. Rachel ainda mantinha um sorriso maroto nos lábios e então teve uma ideia.
– Quinn, por que você não me diz para onde vamos?
– É uma... uma surpresa. – se retraiu no banco, quando a morena subiu a mão até sua cintura, levantando sua camisa.
– Mas seria mais legal se você me dissesse. Você não acha?
– Sabe o que eu acho? – pôs o carro em movimento. – Que você está querendo jogar.
A loira tirou a mão direita do volante a fez a mesma ação da morena, mas naquele caso, Quinn tinha vantagem. Rachel usava um vestido relativamente curto, então a escritora ia subindo cada vez mais a mão. Quando fez menção em tocar a intimidade da morena, empurrou seu quadril para mais contato e Quinn, sacana, recuou a mão. Rachel deitou a cabeça no banco do carro e respirou fundo, todavia, a loira voltou a provocá-la. A judia deixou um gemido baixo escapar e Quinn abriu mais ainda seu sorriso sem tirar a atenção das ruas.
– Entre nessa rua! – Rachel falou, seu tom de voz era grave e urgente e Quinn sentiu seu corpo estremecer. – Agora!
A escritora acatou a ordem de Rachel e com uma destreza incomum, entrou com o carro na rua estreita e escura, assim que a loira desligou o carro, Rachel destravou o cinto de segurança e partiu para o colo da loira, tomando-a num beijo faminto.
Quinn, com muita dificuldade, consegui se livrar do cinto de segurança e abaixar o banco do carro e num rápido e preciso movimento, virou-se ficando por cima da morena. As mãos da escritora vagavam pelo corpo de Rachel, Quinn quebrou o beijo para encarar a morena.
Sua face levemente rubra, o batom vermelho já gasto, dava uma vivacidade a mais para a boca da morena, seu peito descia e subia freneticamente. Os olhos de Quinn petrificaram no decote da morena.
– Eu quero você agora. – Quinn verbalizou grave e imperativa. Rachel podia ver claramente, graças á um poste de luz da rua próximo ao carro, os olhos da loira. Estavam iguais ao dia em que tiveram a primeira noite juntas. A morena mordeu o lábio inferior
– Sou toda sua. – Rachel respondeu ofegante.
– Só minha. – frisou Quinn. Então a loira tomou posse do que era seu.
(CONTINUA...)
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