O Bar da Esquina
26 Intimidade...
Notas iniciais
Rachel ofegava, de olhos fechados, enquanto que, Quinn a observava, com um sorriso presunçoso beirando a algo predatório. Ainda montada nos quadris da morena, acariciava a lateral de seu corpo com calma. Assim que Rachel abriu os olhos, deparou-se com o olhar mais quente que já fora direcionado á si e assim sendo, assistiu a loira serpentear por seu corpo e chegar próximo aos seus lábios. Quinn sorriu maliciosa e beijou a morena com lascívia, de olhos abertos, e, como se estivesse hipnotizada, Rachel mal conseguiu piscar.
A escritora sabia como enlouquecê-la...
Quinn passou a língua pelos lábios da morena e quando Rachel deu passagem, percebeu que a loira estacou, sem recuar um milímetro sequer, contudo, a diva levantou a cabeça para aprofundar o contato e Quinn recuou, sorrindo. Rachel mordeu o lábio inferior apreensiva, sentindo o olhar da escritora cravar em seus lábios, mas como se saísse de um mar, Quinn piscou e voltou a deslizar pelo corpo da morena, até chegar em seu ouvido, deixando ali, uma sugada em seu lóbulo. Rachel se arrepiou e sentiu onda por onda de excitação incendiar seu corpo novamente.
– Você me desnorteia... – percorreu o abdome da morena com a mão direita, sentindo abaixo de seus dedos a pele de Rachel se arrepiar. – Tanto que eu esqueci os planos que eu havia feito para nós. – encarou fundo os olhos da morena.
Em um centésimo, Quinn assistiu a feição de Rachel mudar completamente. Percebeu que alguma ideia havia se passado pela cabeça da morena no momento em que a mesma abriu um sorriso extremamente sugestivo.
– Nós vamos para a minha casa, baby... – proferiu num tom tão rouco, que Quinn sentiu novamente seu corpo incendiar. A assustando, inclusive. A loira não se lembrava de alguma vez que sentiu tanto desejo por alguém dessa forma tão avassaladora.
– Rachel, nós vamos sair para comemorar, não se lembra?
– Não, Quinn, nós vamos para a minha casa. – ergueu seu tronco do banco, ficando grudada a escritora. Deslizando suas unhas pelas costas nuas da mesma e sorrindo maliciosa quando a loira soltou um suspiro, derrotada. – E além do mais, como sairíamos desse jeito? Nossas roupas estão todas amarrotadas e jogadas pelo carro. – com a mão direita, invadiu a calça da loira, sentindo o calor que emanava da intimidade de Quinn. Sua satisfação se tornava cada vez maior. A Fabray dava sinais claros de que estava gostando das ações de Rachel. Devagar, a morena começou a acariciar o sexo de Quinn.
A loira deixou um gemido baixinho escapar e, involuntariamente, empurrou o quadril para frente em busca de mais contato.
– Rach...
– O que foi, baby? – sussurrou no ouvido da loira, deixando ali uma mordida no lóbulo da de Quinn, em seguida, migrando até o maxilar á base do pescoço, chupando com força com força cada ponto.
– Mais... rápido, por favor. – puxou o ar com dificuldade, sentindo a atmosfera do carro se tornar insuportavelmente abafada.
– Você vai me levar para sua casa? – perguntou cínica, movimentando seus dedos ainda mais tortuosamente por dentro da calça da loira.
– Uhum. Eu vou, Rach. – respondeu quase num sussurro, derrotada pela “tortura”. Sua mão subiu para o seio direito desnudo da morena, enquanto que, a esquerda arranhava sua cintura.
– Ótimo. – sorriu sob a pele de Quinn, cessando o movimento de seus dedos e, antes que a escritora pudesse protestar, atacou seus lábios. Até o ritmo em que as línguas dançavam era luxurioso demais, os estalos e arfadas tornava aquilo ainda mais obsceno.
A áurea sexual pairava por aquele carro.
Rachel quebrou o beijo e se moveu para o banco do passageiro, em seguida, caçando suas peças íntimas e o vestido pelo carro.
– Vamos, Quinn. Vista logo o sutiã e a camisa. Eu realmente estou com muita pressa de percorrer cada centímetro do seu corpo com as minhas mãos. – a escritora a encarava com os olhos verdes brilhando em luxúria. Rachel sorriu marota e complementou: — E com os meus lábios.
– Rachel, Rachel, o que está acontecendo com você?
– Estou aprendendo com você, baby.
A noite mal havia começado Quinn...
~.~
– O quê?! – a mulher do outro lado da linha estava perplexa, não era capaz de acreditar que Lizz pudesse pedir algo assim para ela, ainda mais com aquele tom de voz doentio. Aquilo doía dentro de si, porque além de tudo, ela ainda amava a ex-namorada. E justamente por esse fato e também por dever muito á Lizz, não podia negar esse “favor”.
– Me escute muito bem, Laura. Você não tem saída, você deve muito mais do que isso. É só você tirar aquela idiota do meu caminho.
– Eu sei, Lizz. E não estou falando nada de que não vou fazer o que você pediu. Só... eu não vou ter que fazer algo como ter que matá-la, não é? – perguntou temerosa, com esperança ainda de que não precisaria.
– Se for necessário, Laur... – respondeu numa frieza absurda. Laura sentiu um frio passar por sua espinha e deixou escapar um riso nervoso.
– Você está brincando, Elizabeth.
– Eu vou passar amanhã no seu apartamento ás sete da manhã, Laura. – e desligou.
– Porra! – morena alta, de olhos claros sentiu vontade de jogar o aparelho celular na parede.
Elizabeth era louca...
~.~
– Certo, Quinn. Agora você vai ficar quietinha aqui na porta. – Rachel, assim que abriu a porta de seu apartamento, jogou a ordem em cima da loira, pegando-a desprevenida, pois sua vontade era de jogar a morena naquele pequeno sofá que havia avistado próximo á porta, e acabar com o fogo que a consumia por dentro desde em que a morena pisara no palco.
– Por que, Rach? Eu...
– Eu comando essa noite. – seu tom era grave e sugestivo.
A loira não teve outra objeção, acenou positivamente para namorada, encostando-se na parede de braços cruzados e com as sobrancelhas arqueadas, numa clara expressão de “okay, vá em frente”.
Rachel sorriu maliciosa e se pôs a caminhar, sensualmente até o quarto. Quinn acompanhou vidrada, o balançar do quadril da morena até a mesma sumir pelo corredor dos quartos.
E aguardou... tanto tempo que suas pernas estavam se cansando por ficar em pé. Estava quase desobedecendo a ordem da morena e indo até o quarto quando ela apareceu.
Se fosse fisicamente possível, o queixo da loira estaria no chão.
Rachel se recostou no arco da porta, observando a expressão da escritora mudar de embasbacada á luxuriosa.
A morena vestia um hobby preto e curto, exibindo da metade de suas coxas incrivelmente grossas e proporcionais para baixo. Era curioso como, apesar de ser baixinha, suas pernas eram incrivelmente longas. Os cabelos castanhos e sedosos estavam soltos e pendiam sobre os seus ombros. E, observando mais profundamente, Quinn pôde constatar que a morena havia retocado a maquiagem. Agora, seus olhos castanhos escuros estavam mais destacados por conta de um lápis de olho e seus lábios carnudos pintados de um vermelho quente e sexy.
Quinn sentiu seu corpo incendiar e, até mesmo antes que pudesse processar, já estava caminhando até a morena, que exibiu sua perfeita fileira de dentes brancos a chamando com o indicador.
– Vem... – e deixou a loira para trás, caminhando de volta ao quarto.
Assim que Quinn adentrou o cômodo, encontrou uma cadeira no centro do quarto, franziu o cenho a procura da namorada, já que ela havia sumido dentro do próprio quarto. Até os ouvidos da loira foram preenchidos por uma batida de música conhecida. Sua mente começou a trabalhar e a escritora deixou escapar um sorriso sagaz.
– Senta. – Rachel chegou por trás e proferiu num incrivelmente rouco e sexy no ouvido de Quinn, fazendo os pelos da nuca da mesma se eriçarem.
A escritora virou-se para se deparar com uma Rachel agora trajando apenas peças íntimas. A morena viu os olhos da loira faiscarem e com uma calma quase felina, Quinn começou a se afastar, ainda de costas para a cadeira, sem quebrar em segundo algum o contato visual com a namorada.
Sentou-se na cadeira e arqueou a sobrancelha desafiadora para a morena, que retribuiu o gesto e se aproximou.
– O trato é o seguinte, Quinn; eu posso dançar apenas uma música e depois apagar esse seu fogo, mas, se você ousar me tocar de maneira que queira me dominar, eu posso dançar a playlist inteira e te torturar a noite inteira. – esclareceu sorrindo maliciosa, vendo a loira engolir em seco e devorar seu corpo com os olhos. Se fosse cientificamente possível, sua pele estaria queimada com tamanho calor que emanava dos olhos da namorada.
E então começou. Rachel desceu o rosto até seu olhar se conectar completamente com o de Quinn, e em seguida, capturar puxar os lábios da loira com os dentes. A loira foi com a cabeça mais para frente em busca de mais, porém Rachel a empurrou e atacou seus lábios com calma, todavia, com extrema sensualidade. E enquanto o beijo se sucedia, as mãos da morena foram para os botões da camisa branca da loira pra lá de amassadas e começaram o trabalho de desabotoá-la. E depois de feito, suas unhas percorrem todo o abdome da loira, deixando uma trilha vermelha, seguindo até o cós da calça jeans e, agilmente, a desabotoando também.
Quebrou o beijo, e mordeu o lábio inferior provocativa, mirando o abdome exposto da loira. Quinn a encarava em expectativa e então Rachel começou a tirar suas roupas. Num piscar de olhos e a escritora já estava em pé de igualdade com a morena. Satisfeita, Rachel posicionou uma perna de cada lado da loira e começou a mexer os quadris no ritmo das batidas da musica. Que por sinal era lenta e sensual.
O coração da Fabray batia enlouquecidamente em seu peito, o corpo se esquentava gradativamente, a garganta estava seca e as mãos ardiam em vontade de tocar a morena.
E foi quando Rachel realmente começou o teste, deixando um pouco mais de seu peso cair sobre as pernas da loira e prensou seu corpo ao de Quinn, que em consequência não aguentou ao impulso de tocar a namorada e suas mãos agarraram com firmeza as nádegas da morena, puxando-as mais para perto. Rachel apreciou o toque e voltou a rebolar sobre a loira. De uma maneira diferente. Sua intimidade se chocava com a de Quinn e ambas soltaram um gemido de satisfação, que sobressaiu á música. A atriz segurou com força o encosto da cadeira e respirou fundo, colocando as ideias em ordem, que haviam saído da linha quando as mãos da loira a apertava. Voltou a beijar a loira com vontade, revezando uma mão entre segurar os corpos na cadeira e a outra em abrir o sutiã de Quinn, que graças ao bom Senhor, era de fecho frontal. E rapidamente, tratou de dar devida atenção, primeiro ao direito, o massageando com lascívia.
Passando a distribuir beijos, mordidas e chupadas fortes pelo pescoço da loira até chegar ao vale dos seios, que logo tratou de abocanhar o seio esquerdo da namorada. Quinn gemeu um pouco mais alto e jogou sua cabeça para trás, apertando agora, as laterais da cadeira. Rachel sorriu e buscou o rosto da loira com o olhar, ficando embevecida. A escritora possuía os olhos fechados e boca semiaberta. O que funcionou como um estopim para a morena que passou a chupar e lamber o direito, enquanto que massageava o esquerdo. Ficou ali por mais alguns instantes quando decidiu aumentar o grau do “teste” com a loira.
– Tire meu sutiã, baby. – sussurrou no ouvido da loira. Quinn sem pestanejar ou vacilar atendeu a morena, abrindo o fecho com maestria. Seus dedos roçaram pelos ombros e braços da morena puxando a peça até que ela estivesse com o mesmo destino que a sua; no chão. Esse contato fez com que a atriz se arrepiasse. O que não passou despercebido pela loira. – Você pode me tocar agora.
E lá estava Quinn, mais uma vez, cumprindo com as ordens da morena. A boca de Rachel passeou pelas clavículas da Fabray, seguindo pela base do pescoço, mordiscando o queixo e por fim nos lábios da loira. A morena parecia estar com fome e exigia de Quinn no beijo voraz, enquanto seus quadris ainda balançavam no ritmo da música. E abruptamente, para surpresa da loira, Rachel quebrou o beijo e desmontou de seu colo, ficando de costas.
Ainda sem entender, Quinn sentiu Rachel pegar sua mão e colocar sobre seu seio direito. O toque da loira era como fogo; extremamente quente e a morena precisava disso. A atriz sentou de costas no colo da escritora e continuou a rebolar. Ora subindo até quase deixar suas nádegas se encostarem no rosto da namorada, ora ficando tão baixo, que sentia a umidade da loira em sua pele.
A Fabray não gostava de torturas e aquilo estava a matando. Seus lábios deixavam uma trilha quente e úmida sobre as costas e pescoço da namorada, enquanto ainda continuava a massagear seu seio.
– Isso é tão bom, Quinn. Boa garota. – a escritora sabia que a morena estava abrindo um sorriso cínico, porém a morena não sabia que a loira fazia a mesma coisa. Num movimento rápido, passou seu braço esquerdo pelo abdome de Rachel e a direita subiu para o seu cabelo, logo, puxando-a para si, forçando de vez a sentar-se em seu colo.
– Acabou a tortura, meu amor. – sussurrou no ouvido da morena, deixando um riso rouco escapar.
CONTINUA...
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