Notas iniciais
LEIA AQUI É IMPORTANTE! Obrigada! Primeiramente, boa noite! Peço mil, mais de mil perdões por demorar a postar. Mas há uma explicação. Bem, eu e a Marina não estamos numa maré de muita sorte, e recentemente, descobrimos que ela é portadora de Lupus. A crise foi muito forte, e por esse motivo, durante todo esse tempo sem postagem, era porque ela estava internada e eu fiquei todo esse tempo com ela. Porém, ela teve alta há três dias, mas eu não consegui postar, não sei explicar o motivo, mas não consegui :( Entrementes, está explicado o porquê da demora, anjos e espero que vocês compreendam :D Esse capítulo está meio monótono, porém, é importante, ok? Musica do capítulo: See You Again - Wiz Khalifa feat. Charlie Puth. Espero que curtam... :D Julia.

Dor. Uma palavra tão pequena, mas que contém tantos sentimentos. Tantas causas... Ela é transformadora, temos que ter cuidado. É sufocante senti-la, entrementes, uma hora ela irá se esvair... Só depende de como.

Quão ruim seria se ela estivesse fazendo uma combinação com o ódio?

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Estilhaços do que já fora um carro, e que agora pegava fogo, estavam espalhados pela rua, calçada e adentraram alguns comércios. Um homem que estava dentro de uma cafeteria, saiu correndo e chegou próximo ao carro com as mãos na cabeça, atônito.

– Por Deus... – sussurrou, chocado, enquanto procurava em seu bolso seu celular.

Um amontoado de gente se formava nas calçadas. Homens, mulheres e crianças horrorizados...

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– Rachel, por que você ficou quieta de repente? – Kurt perguntou, analisando o semblante aflito e distante da morena. – Rach? Rachel!

– O que foi?

– Terra chamando! O que há? – franziu o cenho.

– Eu não sei... será que a Quinn está bem?

– Por que você está perguntando isso? Não vai me dizer que está insegura de no...

– Não! Não, é isso. Eu só estou me sentindo estranha, entende? Angustiada...

Kurt crispou os lábios, preocupado, porém ficou calado. Os dois entraram numa bolha, ficando em silêncio, até que o celular da morena ressonou pela sala.

– Deve ser ela! – Rachel saltou da cadeira próxima à janela e pegou o aparelho na mesinha de centro, franzindo o cenho ao ler o nome de quem ligava. – Megan? – colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha e atendeu: — Alô?

– Olá, Rachel! Como vai? Tenho um recado do John, que na verdade era para Quinn, mas ela não atende o celular. Por acaso ela está aí com você?

E aquela angustia tomou uma força maior. A morena segurou o celular com força no ouvido. Por que Quinn não estava atendendo o celular?

– Não, ela não está aqui... Desde quando você está tentando falar com ela? – suspirou, começando a andar de um lado para o outro, encarando seus pés.

– Por volta de meia hora. Bem, está um trânsito grande aqui e eu não posso demorar nessa ligação. O que eu preciso dizer é que, John diminuiu o número de ensaios para todo o elenco. Ele acha que vocês estão perfeitamente ensaiados. Aproveite seu descanso, diva! Os ensaios ocorrerão duas vezes por semana, quarta e sexta. Passe essa informação para Quinn, por favor?

– Sim, claro. Pode deixar, Megan. Obrigada. – desligou e Kurt a fitava indagador. – Quinn não está atendendo o celular há meia hora, K. Ela nunca deixa de atender uma ligação, mesmo que esteja ocupada... – passou as mãos pelos cabelos. Uma pontada de preocupação passou pelos olhos do rapaz, mas ele sabia que se demonstrasse, Rachel entraria em pânico. Decidiu, então acalmá-la.

– Rach, a Quinn pode estar dormindo ou ocupada, relaxe! – sorriu apaziguador.

– Não... Algo está errado.

Seu celular tocou mais uma vez, numa rápida confirmação. Rachel prendeu o ar e voltou a olhar o visor do celular. Megan novamente.

– Rachel! – sua voz estava desesperada. – Aconteceu... acidente. Carro...

O coração da morena parou momentaneamente.

– O quê? Quinn é a Quinn? Ela está bem?! Megan!

– O carro... o carro é da Santana! Está pegando fogo! Um rapaz me disse que explodiu, Rachel avise-a! Quinta Avenida... Oh, meu...

Antes que Megan terminasse a sentença, Rachel já não a ouvia mais. Deixou o celular cair e correu para seu quarto, pegando uma blusa e correndo de volta para sala, tremendo. O que ela faria? Pegou o telefone novamente e discou o número da loira. Chamou até cair na caixa postal, repetiu o processo por mais quatro vezes e nada. Urrou em frustração. Claro! Noah provavelmente estaria com ela!

– Princesa! Eu não posso falar agora a Quinn desmaiou do nada e... – ao fundo, podia-se ouvir murmúrios e diversos “Quinn” desesperados.

– Noah! Acidente, na Quinta Avenida! – balbuciava as frases desconexas. – Santana! Explodiu!

– Certo! – o judeu desligou, deixando a morena desesperada.

– Kurt, vamos! – pegou o rapaz pelo braço e o guiou até a porta.

~.~

Um alvoroço tomava conta da sala do QG Fabray. Nicolas amparava Quinn no chão, enquanto a sacudia, insistentemente.

– Vamos, Quinn! Acorde! – Nicolas deu uma última sacudida no braço da loira. Quinn abriu os olhos lentamente, atordoada.

– O-o que...

– Ouçam todos! – Noah exclamou sério, fazendo todos se virarem para ele. – Houve uma explosão envolvendo o carro da Santana, na Quinta Avenida... – sua voz saiu num fio. – Rachel acabou de me avisar.

Uma outra explosão. Uma explosão de pânico. Quinn, levantou-se rapidamente, ainda meio tonta do chão e encarou Noah, como se o que ele havia acabado de dizer fosse em outra língua e ela não podia compreender.

– Isso não está acontecendo... – Nicolas sussurrou, levantando-se do chão. – O que estamos fazendo aqui ainda?! Vamos agora! – exclamou.

~.~

Noah dirigia como um louco. Desviando de alguns carros a toda velocidade. Filipe, Nicolas e Pietro estavam exasperados, murmuravam coisas que Quinn era incapaz de compreender. Para falar a verdade, Quinn não compreendia nada. Era como se sua mente tivesse se desligado do corpo, internamente, tudo havia ficado escuro. Pensamentos desconexos a bombardeava, porém, um único se sobressaia: Santana.

A cena era de filme. Carros de polícia, bombeiros, vidros espalhados pelo chão, pessoas chocadas... A preocupação de Filipe era, se Santana ainda estava no carro. Mas ao olhar ao redor, achou a latina numa maca. E como se fosse um anjo, Rachel se encontrava ao lado da ambulância, atenta a tudo o que acontecia, inclusive a chegada do carro dos Fabray. Respirou minimamente aliviada.

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Para Quinn, tudo havia passado como um borrão, até chegar ao hospital. Lembrava-se de Santana dentro da ambulância. Alguns cortes espalhados pelo corpo, queimaduras, sangue e a aparência alheia da latina, de olhos fechados, enquanto os paramédicos induziam sua respiração. E por fim, a imagem dos médicos a levando, com pressa, para sabe-se lá aonde.

Catatônica era uma palavra que a descreveria. A notícia havia se espalhado extremamente rápido. A sala de espera do hospital estava cheia, todos se encontravam ali. Incluindo Sam, Noah, Rachel e Brittany, que chorava copiosamente, enquanto era amparada por Judy e Frannie. Os homens aguardavam ansiosos por notícias, entrando e saindo da sala diversas vezes. O olhar de Filipe sempre recaia sobre Quinn, ele também estava preocupado com a loira. A escritora não havia proferido uma palavra sequer, desde que saíra do apartamento, muito menos quando avistou toda aquela cena.

E era isso que o fazia se preocupar. O que será que Quinn estava pensando? Ali, sentada no chão, ao canto mais afastado da sala. Conotativamente, era quase possível ouvir o som dos pensamentos a mil por hora da escritora. Ele conhecia Quinn o suficiente para saber que sua sobrinha não conseguia lidar perfeitamente bem com situações extremas. Quando Russel faleceu, Quinn ficou insana. Não falava muito, porém, sempre estava em atividade. Chegava a ser sombria a forma como ela agia. Somente se satisfazia com o perigo...

Mas agora, Quinn não teria uma recaída. Rachel estava ali, a observando como um anjo em volta de seu protegido. Filipe havia acabado de voltar do corredor, seu semblante era um pouco mais calmo que os do demais, Sam entendeu o olhar do velho e se levantou.

– Notícias, Filipe? – perguntou, chamando a atenção do outros.

– Sim. Boas notícias, inclusive. Santana está viva! – respondeu e todos vibraram. Menos Quinn... – Se o socorro demorasse a chegar, infelizmente ela não resistiria. A explosão não foi muito forte, a polícia foi rápida. Alguns peritos fizeram uma breve análise no carro e constataram que uma parte da bomba falhou... E é por isso que a nossa Sant sobreviveu. – soltou o ar que prendia e crispou os lábios. Sim! Santana estava viva! – Agora, eu e Nicolas vamos conversar com o Detetive Chang e os outros policiais. Com licença. – Filipe fez um breve carinho na cabeça de Noah, que estava próximo á porta, como se quisesse agradecê-lo e saiu, acompanhado de Nicolas, Finn e Leon.

– A Sant sobreviveu... – Brittany sussurrou um pouco mais aliviada. – Quando eu vou poder vê-la?

– Tenha calma, Britt. O médico ainda virá aqui, minha querida. – Judy respondeu, acariciando o braço da dançarina.

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Passaram mais um tempo assim, num clima um pouco mais ameno. Exceto pelo fato de Quinn continuar quieta. Rachel não estava cabendo dentro de si, de tanta ansiedade, desespero, agonia... Filipe estava de volta e discutia algo com Noah, quase que inaudivelmente, ao parar por um segundo sua fala, seu olhar cruzou-se com o de Rachel. Ele conhecia aquela pose tensa da morena, e como um velho sábio, sabia que tinha a ver com Quinn. Num rápido devaneio, aproximou-se de Rachel.

– Rachel, querida... Como está se sentindo? – sentou-se ao lado da morena. Rachel o mirou por breves segundos, séria em seguida respondeu:

– Eu não sei. Estou em choque, mas acho que vocês estão piores do que eu. – respondeu tão baixo que se Filipe não estivesse perto, não ouviria.

– A Família Fabray já passou por muita coisa, querida. Muita mesmo. Estamos mal realmente, Sant não merecia isso. Ninguém, na verdade... Mas há alguém que está sofrendo mais do que qualquer um aqui e você sabe quem é. – sorriu suavemente, quando Rachel lançou um breve olhar para Quinn.

– Quinn... Por que ela não diz alguma coisa?

– Ela não vai dizer. Dentro da cabeça dela deve estar a maior confusão do mundo, oscilando entre a culpa que ela não deveria sentir, pelo ocorrido com Santana e o pior. – franziu o cenho, tentando escolher as palavras certas. – O desejo de ver a cabeça de Michelle rolando até seus pés...

– Oh, Deus! Ela não pode fazer isso! – virou-se assustada para Filipe.

– Mas vai se deixarmos. Rachel, me escute. Eu não estava aqui quando você e minha Quinn se conheceram, entrementes, não cheguei tão tarde. Tempo suficiente para ver as mudanças que você causou em Lucy. Para você elas podem nem aparecer, mas para nós que já estávamos acostumados com a antiga Quinn, é notável. Por isso, nós sabemos que não haverá jeito que dê jeito que a faça tirar isso da cabeça, esse desejo. Mas acho que você consegue é a única.

– E o que eu tenho que fazer, Sr. Fabray? – passou a mão pelos cabelos.

– Primeiramente, aqui ela não irá falar nada. Vai ser difícil, mas precisamos levá-la para casa. Você acha que consegue?

– Sim, claro! – afirmou decidida.

– Ótimo! Judy irá falar com ela, só esteja pronta para ficar com ela. Não a estranhe se ela agir de maneira diferente, por favor. Independente de qualquer coisa, fique com ela.

Rachel ficou tensa por alguns segundos, mas meneou a cabeça positivamente. Filipe sorriu e foi até Judy, sussurrando algo. Em seguida, a mulher agachou-se em frente a filha, carinhosamente, levantou seu rosto. Rachel sentiu seu coração se apertar com o semblante da loira: dor. Judy disse algo que fez Quinn negar com a cabeça, nesse momento, Rachel se aproximava sorrateiramente.

– Quinn, minha querida. Você precisa ir para casa, ficar aqui, sentada nesse chão não vai adiantar muita coisa. Santana vai ficar bem, eu prometo... Vá para casa, você volta amanhã.

– Não. – respondeu. Rachel prendeu o ar com o tom de Quinn. Pesado, grave e imperativo. – Eu vou ficar... Santana precisa de mim. Mãe...

– Santana precisa de você inteira. – Rachel interrompeu, séria. Quinn fitou a morena por alguns segundos. – Vamos para a sua casa, Quinn... – suavizou o tom de voz. – Você precisa de um banho. – olhou para a camisa e as mãos da loira, estavam sujas de sangue, devido a hora em que Quinn segurou a latina dentro da ambulância. Judy sorriu carinhosa para Rachel e se afastou, dando “privacidade” para a morena. – Deixe-me cuidar de você... – acariciou a face da loira. — Amanhã cedo nós estaremos aqui novamente e você verá Santana.

– Me desculpe, você não me deveria ver assim, Rachel.

– Claro que devia, assim eu me acostumo. – sorriu carinhosa.

– Desculpe, Rach... – e ali, a morena pôde enxergar uma sombra da Quinn que conheceu. Ofereceu uma mão para a loira, que aceitou e se levantou.

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Noah se ofereceu para levá-las para casa. Durante o caminho um total silêncio. Chegando ao apartamento da loira, Rachel a ajudou no banho, em seguida, preparou algo para a loira comer. Quinn mal mexeu no prato, decidiu ir para o quarto, a morena não quis comentar mas, o comportamento de Quinn estava a assustando. Falava baixo, porém, sua voz estava mais grave, o olhar expressava algo que Rachel não compreendia, a postura estava mais rígida. Era como se Quinn não conseguisse se soltar de uma tomada que estava conectada, ao mesmo tempo em que estava em total silêncio, sua linguagem corporal demonstrava o contrário. Total inquietação. A escritora parecia querer gritar, mas a presença da morena ali estava a impedindo.

Já no quarto, Rachel estava deitada no peito de Quinn, que encarava o teto em silêncio. A respiração pesada, como se quisesse chorar, sufocando algo.

– Não vai falar comigo mais? – fazia desenhos aleatórios no peito da loira. Quinn continuou em silêncio. Um, dois, três minutos se passaram e nada. Rachel esperando calmamente. A escritora esvaziou o peito e o encheu novamente.

– Merda... – foi o que disse, voltando a ficar em silêncio. Rachel sorriu suavemente, era impossível que uma simples palavra pudesse livrar alguém. – Ele vai pagar pelo o que fez. Cada centavo...

Rachel parou o fazer desenhos aleatórios no peito de Quinn e a encarou.

– Você não vai perder a cabeça, Quinn. Eu estou aqui para impedi-la de fazer isso. – Quinn sorriu debochada e rolou os olhos.

– Está para nascer a pessoa que irá me impedir de fazer algo.

– Essa pessoa está bem aqui na sua frente. Está duvidando de mim? – Quinn desviou o olhar e respirou fundo.

– Estou duvidando de que as coisas irão voltar a ser como antes...

– Do que você tem medo? – sentou-se para encarar melhor a loira.

– Medo de contar o que se passa na minha cabeça agora e você sair por essa porta e nunca mais voltar... De as coisas não voltarem a ser como antes.

– Vai ficar tudo bem. Não vou sair daqui, nem que você queira, Quinn. Descanse agora. Vai ficar tudo bem...

Mas será que as coisas iriam voltar a ser como antes?

Notas finais
Kkkkk, esse não ficou lá aquelas coisas, mas ele é importante! No próximo exploraremos mais a questão da Sant (é óbvio) e também haverá uma passagem de tempo! Diretamente para a estreia da peça! Uhuul, hsuah! Então é isso, peço desculpas mais uma vez! Comentem, anjos! Abraços!