O Bar da Esquina

3 Felicidade Oculta


Notas iniciais
Hey! Quero agradecer quem vem deixando comentários nos capítulos a quem está favoritando e acompanhando a fic :) Vocês são demais! Musica do capítulo: The Beatles - Love Me Do Espero que gostem... Julia.

Rachel ofereceu resistência quanto ao meu pedido de levá-la para casa, eu também não aceitaria carona de um estranho que aparentemente sabe da minha rotina dentro do bar ou age como uma investigadora, mas diante de minha insistência ela aceitou. Dei graças a Deus por ser e escritora e, consequentemente, boa com palavras, sendo assim, bem convincente. Quando chegamos próximo ao meu carro, Rachel estacou enquanto eu continuava a caminhar para abrir a porta á ela, até que notei que ela estava parada olhando o carro.

– Rachel? Algum problema?

– E-esse é seu carro? – apontou.

– Sim, por quê?

– Você não parece fazer o tipo que anda por aí de carrão. Quer dizer, é uma Range Rover! O que você faz no Brooklyn, ou melhor, nesse bar?

– Está frio aqui fora. Eu posso explicar se você entrar no carro. – abri a porta do passageiro, gesticulando para que ela entrasse. O que não foi feito, porque ela continuou parada me encarando incrédula.

– Eu já disse que não tenho nenhum antecedente criminal... – nesse meio tempo, acabei descobrindo que Rachel Berry possuí um alto senso dramático. — Oh, não, já que você não é da polícia só pode ser uma sequestradora! – abriu a boca chocada, dando meia volta. Gargalhei alto com sua constatação. Qual é o problema dela com a polícia?

– Oh, certo. Rachel! – chamei e ela se virou. – Eu não sou da polícia muito menos uma sequestradora, sou empresária. Esse é o motivo por ter esse carro, tudo bem? E eu gosto desse bar, me sinto bem aqui. O que não é seu caso, já que você está um pouco alterada devido á duas doses de uísque. – suspirei fechando meu casaco. – Vai entrar ou não?

Rachel meneou a cabeça e entrou no carro, murmurando um ‘desculpa’ tímido. Perguntei seu endereço e continuamos a conversar, ela morava ali mesmo no Brooklyn. A diferença era que o bairro dela era um pouco mais afastado e perigoso. O que me fez temer um pouco andar pelas ruas e estar sendo notada pelos homens que nelas estavam. Quer dizer, eu estava bem longe de casa e caso algo acontecesse, seria difícil voltar caminhando. Mas logo eu esqueci onde estava, quando ouvi mais uma vez a risada de Rachel, nem preciso contar o que aconteceu comigo, não é? Sei lá, acho que vou ter que procurar um cardiologista amanhã. Foi um caminho descontraído, o percurso durou cerca de quinze minutos. Assim que estacionei em frente ao prédio de cinco andares de Rachel, ponderei um pouco a despedida. Acho que ela fazia o mesmo, já que ficou calada uns instantes apenas com a mão direita segurando o botão do cinto de segurança.

– Quinn Fabray, muito obrigada pela carona... Não só por isso, mas também pela companhia, pelos risos que me causou e pela noite agradável. Não sei como eu estaria agora se você não tivesse chegado á minha mesa naquele instante. – tirou o cinto de segurança, eu fiz o mesmo saindo do carro e abrindo a porta para Rachel.

– Por favor, me chame só de Quinn. Soa muito formal você dizendo meu nome completo. Não há o que agradecer, foi muito bom ter sua companhia essa noite... – olhei para os lados sem saber muito o que dizer. – Er... você ainda acha que eu sou da polícia ou uma sequestradora? – perguntei divertida e ela sorriu.

– Não, você foi muito convincente quanto á isso. Bem, eu já vou indo, está frio aqui fora e não quero que você chegue tarde em casa. – Ãnh? Ela está preocupada comigo? Que fofo! Sorri bobamente com isso. Por que eu estou rindo? – Boa noite, Quinn.

– B-boa noite Rachel. – respondi ainda sorrindo, a assistindo caminhar até a entrada do prédio.

– Espero te encontrar mais vezes no bar. – disse por cima do ombro, em seguida acenou para mim. Ela quer me encontrar mais uma vez! O que quer dizer que, eu não terei que inventar alguma desculpa para me aproximar dela.

Entrei no carro ainda sorrindo. Mas que efeito é esse que está me fazendo sorrir dessa forma? Olhei no relógio e constatei que era 00h04min. Santana devia estar subindo pelas paredes de preocupação, peguei meu celular e digitei uma rápida mensagem dizendo que já estava chegando em casa. Não demorou muito para que eu chegasse, talvez fosse a distração das músicas que tocavam na rádio ou um certo sorriso... De Rachel Berry. Entrei com o carro dentro do estacionamento do condomínio e notei que tinha um carro na minha vaga. Minha! Que saco! Contornei o estacionamento inteiro até achar uma vaga vazia quase do outro lado de onde era minha vaga original, tranquei o carro e saí correndo até o elevador. Acabei encontrando a senhora Laurence e engatamos uma pequena conversa até que eu parasse no último andar. Sim eu moro na cobertura do prédio! Por mim, eu moraria no segundo andar, mas por insistência de Santana, que mora comigo, acabei comprando a cobertura. Relutei alguns segundos com a chave do apartamento nas mãos. Com certeza, se eu abrisse aquela porta eu teria uma pequena representação do inferno, porque enfrentar Santana Lopez preocupada era como enjaular um macaco. Não que ela tivesse motivos de verdade para ter preocupação, já que ela estava careca de saber que eu sempre frequentava o bar da esquina. Abri a porta devagar e contei: um, dois, três. E Satã Lopez apareceu na sala com o seu olhar furioso para cima de mim.

– Fabray! Onde estava? Eu fiquei aqui preocupada!

– Menos, Lopez! Você sabe onde eu estava. – fiz um sinal com a mão para que ela não falasse mais nada.

– Mas dessa vez, me preocupou. Você nunca chega tão tarde assim... – Santana semicerrou os olhos, chegando perto de mim. – Você estava com alguém! – bateu palmas, sorrindo sacana, como se tivesse feito a maior descoberta do mundo e eu não pude deixar de abrir um sorriso ao me lembrar de Rachel.

– Vê se não enche, Santana! – murmurei, parando de sorrir. Assim eu daria muita bandeira.

– É Sant, deixa a Q em paz. – ouvi alguém dizer e logo me virei. Brittany apareceu na porta da sala repreendendo Santana.

– Britt! Que saudade! – corri para abraçá-la. Brittany retribuiu o abraço gritando de empolgação por me ver. Há alguns meses que eu não a via devido as suas constantes viagens para apresentações de dança pelo mundo e, com isso, Santana – que é namorada dela — acabou ficando com seu humor bem “agradável”, por assim dizer.

Aproveitei a brecha que tive quando Santana se aproximou de Brittany lascando um beijo nela e corri para o meu quarto, ouvindo Santana gritar:

– Fabray, você não irá escapar de mim! Amanhã eu vou saber o que aconteceu hoje, quer você queira ou não! – e Brittany gargalhou em seguida.

Eu estava feliz! Muito feliz. Eu não sabia o motivo direito, mas o que importa? Parece que eu ingeri três latinhas de energético de uma vez só, meu coração ainda está disparado. Tirei minhas roupas no meio do quarto e fui tomar um banho, o que meu deu uma acalmada. Senti o sono me pegar, coloquei uma roupa confortável e me joguei na cama, fechando os olhos e sorrindo.

– Rachel Berry... – sussurrei.

Notas finais
Quinn abestalhada *---* Espero que tenham gostado do capítulo! Comentem! Boa noite, anjos!