O Bar da Esquina

2 Eu Te Levo Para Casa


Notas iniciais
Olá, anjos! Como estão? Primeiramente, quero agradecer aos comentários deixados no prólogo! Nos incentivaram a continuar e também a quem está acompanhando a fic. Esperamos nunca decepcioná-los... Dan, dan, dan! Hoje é o aniversário da Julia, e foi exatamente por esse motivo que eu escolhi para postar O Bar da Esquina. Simplesmente, porque a Julia tem um grande carinho por essa fic, já que ela escreve a maior parte! Enfim, eu sei que já te disse isso inúmeras vezes hoje, mas parabéns, minha princesa! Te amo muitão, viu? Ah, mais uma coisinha. Nós costumamos escrever os capítulos com algumas musicas, não que essa musica tenha a ver algo diretamente com o enredo do capítulo. Lana Del Rey - Brooklyn Baby Vamos ao capítulo! Espero que gostem :D ~Mah

Arrumei todos os papéis e os coloquei dentro da minha bolsa, peguei minha taça de vinho e me aproximei de sua mesa.

Com licença, posso?

A morena baixinha levantou a cabeça devagar e me olhou como se pensasse: “Não quero conversa”. E meneou a cabeça positivamente desviando o olhar em seguida, então eu me sentei.

– Você costuma vir com frequência aqui, não é? – perguntei a observando.

– Só quando estou chateada e você? – respondeu, e por alguns segundos eu esqueci o que era respirar. Opa! Ela me respondeu e... que voz! Quer dizer, o máximo que eu a ouvi falar foi: “uma dose uísque com três cubos de gelo, por favor”.

– Eu venho todos os dias depois do trabalho, mas não por estar chateada. – comentei depois de voltar a terra.

– Interessante. – murmurou como se o que eu dissesse não tivesse a mínima importância para ela, não pude deixar de rir baixo com a resposta irônica dela. – Do que está rindo?

– De você. Sua ironia foi engraçada para mim. – tomei um gole de vinho da minha taça.

– Por que você não diz logo o que quer? – bufou. Sério que minha tentativa de manter um diálogo com essa baixinha não está dando certo?

– Ok... Eu reparei que todas as quintas feiras você aparece por aqui, pede uma dose de uísque com três cubos de gelo – sorri de canto. – senta-se nesta mesa e depois que termina de beber, fica segurando o copo aparentemente pensativa, em seguida, paga o que consumiu e vai embora. – wow! Parece que eu fico reparando demais nessa morena. Eu sou uma escritora mesmo ou uma policial do FBI? Estou surpresa comigo mesma e acho que ela também ficou, porque me olhou de uma maneira indagadora.

– Você é da polícia? Porque, você está perdendo seu tempo, eu não possuo nenhum antecedente criminal. – Bingo! Acho que ela leu meu pensamento.

– Se eu fosse da polícia com certeza você estaria sob suspeita agora. Eu não disse em nenhum momento que faço parte de alguma associação do governo, cuja função é investigar as pessoas. – respondi, e ela abriu um sorriso discreto concordando. Calma, calma ela riu! Que sorriso perfeito! Por que meu coração está parecendo querer saltar do meu peito? Meu Deus! Acho que vou ter uma parada cardíaca.

– Você tem razão. Mas não respondeu minha pergunta: por que você não diz logo o que quer?

– De verdade? Fazer você sorrir, quer dizer... – me atrapalhei. – Você... eu não... – parei limpando a garganta. O que você pensa que está fazendo Quinn Fabray? Meu coração não está colaborando, a qualquer instante ele vai me trair e parar de bater. Quero dizer umas coisas antes de bater as botas: foi um prazer ter conhecido você. É, você mesmo que está lendo e por ter acompanhado um pouco da minha rotina, quer dizer, objetivamente o ‘Bar da Esquina’ e caso eu morra sem saber o nome dessa morena, por favor, descubra por mim! – Eu nunca a vi sorrindo, você não parece ser de sorrir muito.

– E você tem algum interesse em mim para querer me fazer sorrir? – perguntou desafiadora. Seria melhor se eu tivesse ficado quieta no meu canto apenas observando o ritual dessa baixinha, porque apenas quem teve parada cardíaca deve saber como eu estou me sentindo agora, principalmente com essa pergunta tão direta.

– Claro... – ruborizei. – Não. Olha, desculpe por atrapalhar sua bebida, mas é melhor eu ir. – ela parecia estar se divertindo com a minha resposta, seu rosto assumiu uma expressão divertida, mas logo fechou quando eu levantei da cadeira.

– Não. – segurou meu braço, fazendo com que eu quase derrubasse minha taça. – Por favor, fique. Você parece ser divertida eu que não fui nada amistosa com você. – abri um sorriso, sentando novamente. – Então, vamos começar de novo. Prazer, Rachel Berry. – estendeu-me a mão.

– Quinn Fabray. – apertei sua mão e soltei- a logo em seguida. Socorro, eu preciso por o pé na terra ou abraçar uma árvore, estou carregada de energia! Segurar a mão de Rachel foi como colocar o dedo na tomada, o choque percorreu todinha minha espinha.

Dali em diante eu consegui conversar com Rachel e ela acabou me contando o porquê de toda quinta- feira aparecer chateada no bar. Bem, não completamente, ela apenas disse que as quintas não são boas. Mas o resto foi uma maravilha eu consegui cumprir meu objetivo de fazê-la sorrir — mesmo que eu quase tivesse uma parada cardíaca a cada vez que ela exibisse aqueles dentes. Descobri que a mulher que frequenta todas as quintas-feiras o bar da esquina, possui um ótimo gosto musical, por literatura inglesa, teatro – não é só gosto é fascinação, tipo, paixão — e que é cantora, mas atualmente está trabalhando para uma agência de modelos fotográficas. Nasceu em Lima- Ohio, e com dezenove anos veio para NY tentar seu sonho. Sonho esse que ela não disse, e pelo que pareceu, não foi concluído.

Eu também contei um pouco sobre mim. Nasci em Los Angeles, e quando completei a maior idade vim morar em NY, a fim de cuidar de uma das empresas no ramo imobiliário que meu pai deixou de herança assim que faleceu. Mas quando tudo estava estabilizado financeiramente, contratei um número maior de funcionários e entreguei a presidência á minha melhor amiga que também trabalhava na empresa, Santana Lopez. Sendo assim, segui meu maior sonho: ser escritora. Bem, essa parte eu não falei para Rachel, pois eu não divulgo minha identidade. Apenas assino meus livros com: Lucy Q. F. e, somente meus familiares, amigos e agora o pessoal da Broadway — que eu pedi para que mantessem em total sigilo -, sabem da real identidade da autora do mais novo best-seller a fazer sucesso no mundo. Admito que não é fácil viver no anonimato, ás vezes eu tenho vontade de rebater algumas críticas totalmente insolentes e desnecessárias á história que alguns jornalistas baratos fazem ou quando um fã pede sofregamente para que eu diga quem sou. Mas fora isso, eu me sinto bem assim, tenho uma vida normal, com meus amigos, emprego, família e o bar da esquina, é claro. Rachel riu bastante com minhas histórias e acabou deixando aquele semblante contínuo de tristeza longe e até pediu para François outra dose de uísque. Dada certa hora, Rachel disse que precisava ir para casa. Oh, não! E agora? Se ela for embora, eu não vou ter uma desculpa para chegar á mesa dela qualquer outro dia como eu cheguei hoje. Mas o que eu estou pensando? Meu objetivo foi concluído, ela sorriu e eu descobri seu nome.

– Quinn Fabray, foi um prazer te conhecer. De verdade. – levantou-se da cadeira e ao mesmo tempo em que ficou de pé, acabou perdendo o equilíbrio. Ela estava bêbada com duas doses de uísque?

– Você está bem? – perguntei a ajudando se manter de pé.

– Sim, estou. Foi só uma tontura por causa da bebida.

– E você vai dirigir assim?

– Eu não tenho carro, é só chamar um táxi.

– De forma alguma, não será bom você ficar esperando um táxi á essa hora nessas condições. Eu te levo para casa.

Notas finais
E aí, gostaram? Espero que sim! Digam lá nos comentários! Dicas, sugestões e críticas são bem vindas :D Fantasminhas, apareçam! Até o próximo! Bjão! Nosso Tumblr: http://my-50-shades-of-cool.tumblr.com/