Notas iniciais
Hey, hey anjos! Bem, sei que fui má no capítulo anterior, interromopendo mais um momento Faberry, mas eu pedi para que confiassem, estão lembrados? Não deixaria vocês na mão, aquela cena fazia parte do que nós estávamos planejando... hahahhaha. Suspense? Não, imagina! Olha só, que nome interessante tem esse capítulo, não? Já podem imaginar o que está por vir? Espero surpreendê-los! Musica do capítulo: The Pretty Reckelles- Follow Me Down Julia e Mah!

(...)

– Quinn! Ainda bem que te encontrei, estava te procurando pelo teatro inteiro!

Ah, não, não, não! Droga! Nós estávamos quase lá! Por quê, céus? Por quê? Retirei minha mão do queixo de Rachel e fechei os olhos, abaixando a cabeça. Respire. Conte até três, Quinn. Um, dois, três... Assim que tornei a levantar a cabeça, deparei-me com Rachel de olhos fechados, mordendo o lábio inferior. Sua expressão era indecifrável, mas ainda sim, e nossos corpos continuavam colados.

– Quinn? – ah, sim. Havia me esquecido de que Lizz, uma atriz da peça me chamava. Por um segundo, eu cheguei a me imaginar entrando na porrada com ela, por apenas ter me atrapalhado. Calma, Quinn, seja flexível. Virei-me forçando um sorriso.

– Olá, Lizz! No que posso ajudar?

– Na verdade, Quinn, eu estava pensando em conversar com você a sós, entende? – ela exibia um sorriso, que para mim, era estranho. Ergui as sobrancelhas em confusão, que tipo de assunto eu teria de tratar com ela?

– No que posso ajudá-la? – afastei-me apenas alguns centímetros de Rachel, que acompanhava tudo quieta, mas sua expressão também era de desentendimento.

Lizz não respondeu minha pergunta, apenas continuou com aquele sorriso estranho na face se aproximando sorrateiramente. Não sabia se permanecia estática ou me esquivava, então continuei na mesma posição.

– Ah, Quinn, há tanta coisa em que você poderia me ajudar... – ouvi Rachel soltar um suspiro e se afastar um pouco mais, rapidamente, lhe lancei um olhar suplicante. – Ma seria melhor se você aceitasse meu convite de irmos tomar um café e quem sabe algo mais? – oh, Deus! Agora entendi o que ela está querendo dizer com isso.

– Me perdoe, Lizz, mas eu tenho um compromisso marcado para daqui a não muitos minutos. – sorri sem graça, mas ainda assim, mantendo a cordialidade. Mas minha recusa estava sendo irrelevante, Lizz tocou meu braço, sorrindo genuinamente.

Bem, se ela estava tentando dar em cima de mim, seria uma tentativa totalmente falha. Cá entre nós, Lizz não faz meu tipo, nem de longe. É um comentário um tanto quanto sarcástico de minha parte, mas eu não curto loiras altas. Claro, além de mim. Na verdade, só Rachel faz meu tipo, mais ninguém.

– Vamos Quinn, aceite e não irá se arrepender, acredite. – sorriu sugestivamente, encurtando nossa distância.

– Ah, mas eu me arrependerei se você continuar sendo persistente!

Se eu não tivesse tão sem reação com tamanha audácia de Lizz, acreditaria que o tom de Rachel estava irritadiço. Aproveitei que Lizz a fitava e me desvencilhei parando ao lado das duas, e minha constatação estava certa. O rosto de Rachel estava vermelho, sorri de canto ao ver isso, mas não seria nada engraçado de ver se algo realmente acontecesse ali.

– Escuta aqui, não é por que você é a atriz principal da peça que você pode falar dessa forma comigo, garota! Quem você pensa que é? – apontou o dedo no rosto de Rachel.

– Você é muito audaciosa, não é mesmo? Você não enxerga o papel que está fazendo? Dando em cima da Quinn? – se aproximou de Lizz, e seu rosto estava ficando cada vez mais rubro. Bem, eu poderia estar gargalhando com a situação, está na cara de que Rachel está demonstrando ciúmes!

– E por acaso você é alguma coisa dela para agir dessa forma? Está com ciúmes por eu ter chegado primeiro na Fabray? – Rachel sorriu sarcástica para Lizz, e por alguns segundos eu já não sabia mais o que poderia acontecer. Uma hora Rachel está quase indo para cima da mais alta, em outra está sorrindo como se aquilo fosse realmente engraçado.

– Hmm... Vejamos, você chegou primeiro? Ah, caso você não tenha notado, EU e Quinn estávamos partilhando um momento muito íntimo até você chegar. Portanto, quem chegou primeiro há algum lugar aqui, minha querida, esse alguém sou eu!

Oh, meu coração! Isso é pura demonstração de ciúmes! Se meu coração não estivesse tão descontrolado eu juro que agarraria Rachel ali mesmo. Lizz mantinha uma expressão igual á minha: surpresa.

– P-por favor, vamos parar as duas! – decidi tomar partido. – Lizz, agradeço seu convite, mas terei de recusá-lo... Rach, não precisava disso tudo, Eliza não irá incomodar mais desta forma, certo?

– Sim, precisava sim, Quinn! E acho que eu ainda não terminei.

Rachel deu um passo firme e decidido em minha direção. E de repente, tudo ao redor se desconecta. Sinto a mão quente de Rachel arranhando minha nuca, e minhas mãos inconscientemente, vão para sua cintura, trazendo-a para mais perto. Peço permissão para avançar e Rachel cede rapidamente. O que começa com apenas um selinho cheio de pressão, se desenvolve num beijo sôfrego, não daria para dizer, exatamente, que possuía o controle. Nossas línguas exploravam-s e mutuamente, num ritmo acelerado, como se aquele beijo fosse o nosso primeiro e último. Rachel aos poucos foi desacelerando, sua mão direita subiu para minha bochecha, até que o ar se fez impossível. Encerrei o beijo mordendo o lábio inferior de Rachel. Nossas testas coladas uma na outra, respirações ofegantes, corações batendo loucamente em nossas caixas torácicas e, mesmo com os olhos fechados, pude perceber o sorriso que brincava nos lábios de Rachel. Foi como vinte segundos de coragem insana, quando você não enxerga nada, tudo gira muito rápido, como se você estivesse dentro de um trem bala, ao mesmo tempo em que você sente a adrenalina escorrer vagarosamente pelas suas veias. Eu preciso sentir isso para sempre.

~.~

Ainda com a cabeça nas nuvens, eu e Rachel saímos do teatro. Como eu me sentia? Simplesmente como uma adolescente apaixonada! Eu a deixei escolher um lugar que ela quisesse ir, então ela acabou optando por andar pelo Central Park. Não era preciso conversa ou qualquer coisa do tipo para que nos fizesse entender perfeitamente o que estávamos sentindo. Pode parecer clichê isso, mas vindo de uma escritora, acho que não. Desde o momento em que trocamos o primeiro olhar dentro do bar, nossos corações começaram a bater no mesmo compasso.

Conversamos descontraidamente, rimos de coisas banais, entre tantas outras coisas. Até que Rachel avistou um carrinho de sorvete e me olhou como um cachorro que acaba de cair de um caminhão de mudança. Rachel parecia uma criança, falava descontroladamente encantada com os preparativos da peça. Quando se aproxima das seis da tarde, Santana me ligou, dizendo que precisava tratar de um assunto extremamente importante. Relutei em ter que me despedir de Rachel, ofereci uma carona até sua casa, mas ela recusou gentilmente, dizendo que Kurt, seu amigo viria buscá-la. Fiquei sem jeito, então apenas dei um beijo em sua bochecha quando estava para me afastar, Rachel sorriu de canto, e então segurou meu queixo nas mãos e demos o nosso segundo beijo naquele dia.

~.~

– Quinn! – Santana me recebeu com um grande sorriso em sua sala, e eu o retribuí a abraçando.

– Diga-me, San, o que temos para hoje? – sentei-me á sua frente, cruzando as pernas.

– Bem, o seu plano foi concluído com sucesso! – sorriu. – Os cassinos já estão livres de qualquer ameaça... pelo menos eu acho.

– E qual é o problema? – perguntei, enquanto varria a sala com o olhar.

– Por incrível que pareça, o problema está em Londres agora. Frannie me ligou há algumas horas, ela até tentou fazer contato com você, mas não obteve resultado. Bem, há alguém sabotando os elevadores da Fabray Imóveis de lá, entre outras coisas, o que me leva a crer que seja a mesma pessoa das ações passadas. – pausou, esperando que eu dissesse alguma coisa, apenas assenti para que ela prosseguisse. – E graças áquela equipe de investigação que você contratou temos nossos suspeitos dos ‘atentados’. — fez aspas com as mãos.

– E quem são eles? – sorri brevemente, minhas suspeitas estavam prestes a serem confirmadas.

– Michelle Ferrari e Bryan Payne! – soltei a caneta que, anteriormente estava brincando em meus dedos e me aproximei de Santana.

– San, o que você acha de reunir a Máfia dos Fabray novamente?

(CONTINUA)...

Notas finais
Já podemos ouvir alguns suspiros e outros xingamentos com mais um final cheio de suspense, kkkkk... Mas, apenas confiem! Esperamos que tenham curtido esse capítulo :D Digam lá nos comentários! Bjão e até o próximo!