O Bailar de Asas Douradas
21 Provocações
Notas iniciais
As flores desabrochavam, perfumando o ar com os mais diversos aromas, e embelezando a vista humana, com suas cores e tonalidades. Naquela fazenda, tão longe do mundo, as margaridas mais uma vez abriam. Uma enleada elaborada e intricada, que era meio natural, meio divina.
Era no pátio, onde Geanna lavava as roupas e Yaha estendia-as no varal, que o som de madeira com madeira era ouvido. Lázaro, desajeitadamente empunhava a espada com a mão esquerda e enfrentava o menino Maxwell. Este último, ao menos, era capaz de segurar tal armamento com alguma graça.
Geanna soltou um suspiro longe e demorado. De desalento, de desencanto.
— Que há? — Yaha perguntou, ríspida. Olhando a menina. — Se não tens motivo nenhum de pranto.
— Sinto falta da tia Wenna. — Curvou os lábios. — Queria que ela viesse, como faz todos os anos.
— Eu também. — Yaha sorriu com as pontas dos lábios finos. Às suas costas ouviu-se o baque surdo da madeira na terra. — Quem venceu?
— Max. — Lázaro segurou na gola do chemise e chacoalhou, tentando espantar o calor. — Sou melhor como bardo que como espadachim.
— Também não és muito bom como bardo — Geanna falou.
Max riu, solto, e Yaha virou-se para suas roupas; sorrindo entre dentes.
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