O Anjo Negro
7 Sétimo Capítulo – Ameaça angelical
Notas iniciais
Charlotte estava andando pelo escritório quando o telefone tocou. Ela estendeu o braço para atende-lo. Então ele parou de tocar. Ela pegou o telefone mesmo assim, ele tocou de novo.
– Alô?
– Me devolva ele! — Era aquela voz feminina novamente.
– Francamente, você ainda está falando nisso...
– Eu vou ai pega-lo de volta... Por isso deve desistir.
– Ah. Faça como quiser. — Ela desligou, já cansada de se irritar.
Algumas horas depois Lola sentiu uma presença pura, não era a de Mary. Ela andou até a entrada, e saiu, no seu enorme jardim de entrada, uma garota estava parada lá.
– E você é...? — Charlotte perguntou sem muito interesse.
– Sou Angelica, e quero Sebastian de volta.
– Ele não é seu... — A calda pontuda e vermelha de Charlotte apareceu, presas cresceram em sua boca.
– Eu não tenho medo de você!
– Ha! Pois devia ter. — Charlotte abriu um sorriso.
Sebastian saiu pela porta principal. Confuso ele olhou para as duas.
– Angelica? — Ele disse, fazia uma cara de surpresa.
– Sebastian... Ainda se lembra de mim?
– Lembro... O que está fazendo aqui? E porque a senhorita Charlotte está em modo de defesa...?
– Eu vim te levar de volta, porque... Eu te amo! — Angelica afirmou.
– Eu sinto muito, Angelica. Mas agora eu não posso mais ser um anjo, eu não posso voltar com você. E... eu não te amo.
– Você é apenas uma tola. — Charlotte disse, em seguida suspirou.
– Sebastian... Como assim não me ama? O que você vê nessa ai?
– Vá embora, Angelica.
– Você vem comigo! — Os cabelos loiros cacheados e curtos dela começaram a flutuar. Uma aura branca pairava em volta dela.
– Já chega. Cansei desse drama todo. — Charlotte abriu um par de asas negras pareciam asas de morcego, só que não eram grudadas nos braços dela. Ela correu, em alta velocidade, até Angelica botando uma das mãos no pescoço dela. – Quer uma morte rápida? Ou prefere lutar? — Charlotte ria.
– Maldita... — Angelica já estava sem ar. Deu um chute com força na barriga de Charlotte, fazendo-a cair. Enquanto ela recuperava o folego Charlotte se levantava.
– Seu sangue puro vai banhar minhas rosas vermelhas. — Charlotte pulou em cima dela, modendo o braço dela com muita força, fazendo-a sangrar.
Angelica gritava de dor. Charlotte pegou ela pelo pescoço de novo, a levantou no ar, e fincou com força suas garras na barriga de Angelica. Angelica cuspiu sangue, ela estava tonta, mas não desistiu, chutou o rosto de Charlotte com toda a força que lhe restava. Aquilo deixou Charlotte furiosa, tão furiosa que subiu as garras que estavam fincadas em Angelica, subiu até chegar em seu coração, arrancou muita pele e em seguida quando ia arrancar o coração, Sebastian disse:
– Pare! Já esta bom!
– Mas se eu não a matar ela pode voltar...
– Charlotte... Chega, vamos voltar para dentro.
– ...Tudo bem. — Charlotte a largou. Ela caiu no chão, ainda gemendo de dor, segundos depois ela sumiu em uma fumaça branca.
Eles entraram na casa de Charlotte, e ela foi tomar um banho, estava toda ensanguentada. Charlotte ficou pensando que Sebastian, mesmo sendo um anjo caido ainda parecia um anjo, ele teve piedade de Angelica, e demônios não costumavam ser piedosos. Sebastian estava sentado no sofá, ele suspirou, parecia aliviado. Ela afundou o corpo na banheira, aquela pequena batalha trouxe vários pensamentos.
– Não importa o que aconteça, eu não vou deixar um anjo estragar meus planos. — Ela disse para si mesma.
Depois do banho ela vestiu uma camisola justa, de seda, e caminhou para o seu quarto. Chegando lá Sebastian estava fechando as janelas, pois já estava de noite. Ela o olhou fixamente, ele virou e a olhou, Charlotte foi até ele pulou nele, o fazendo cair de costas na cama dela.
– Senhorita Charlotte? — Ele arregalou os olhos.
– Sim...
– O que está fazendo? — Ele parecia que ia gaguejar.
– Haha... — Ela sorriu, estava montada em cima dele.
– … — Ele ficou com as bochechas vermelhas.
– Você é lindo. — Ela se aproximou dele, fazendo seus narizes se encostarem.
– Senhorita...?
– Você fala demais, sabia?
– Eu... — Ele foi interrompido pelos labios de Charlotte nos dele.
Mary apareceu na porta, ela ficou com o rosto vermelho de imediato.
– Se-Senhorita? — Ela gaguejou
Charlotte subiu o olhar para ela, parou de beijar Sebastian e saiu de cima dele, ele se levantou rapidamente.
– O que foi, Mary?
– Desculpe interromper, mas...
– Mas...?
– O senhor Lúcifer está aqui.
– O que aquele velho quer?
– Quem é o velho? – Ele apareceu segundos depois dela ter o chamado de velho.
– Você. Quem mais seria?!
– Charlotte... É verdade que você quase matou um anjo hoje?
– Sim.
– Porque não a matou?
–Sebas...
– Você sabe que não podia deixa-la viva! — Ele parecia estar sentindo raiva.
– Mas...
– A culpa é minha! — Sebastian se meteu. — Eu pedi para ela a deixar viva.
– … Imaginei, você está sendo um problema para a minha filha.
– Cale a boca, papai. Lembre-se que não sou mais uma criança.
– Se continuar assim vou me livrar de você, rapaz.
– Não liga para ele, Sebastian. Vá embora, papai. Agora!
– Tudo bem, mas ele é um problema, depois não diga que não avisei.
Charlotte fez uma expressão de raiva. Parecia que ia pular em cima de Lúcifer a qualquer momento. Então ele se retirou do quarto dela e voltou para o inferno. Na mansão ele estava sentado em um trono, que ficava na sala, a televisão estava ligada.
– Aquele garoto... Ele é realmente um grande problema. Não sei o que vou fazer, amo muito Charlotte, mas se eu tira-lo dela ela vai me odiar, e se não tira-lo... Bem coisas ruins vão continuar acontecendo. Só quero o melhor para ela. O que vou fazer?
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