O Anjo Negro
9 Nono Capítulo - Uma visita inesperada
Notas iniciais
Uma hora da tarde, Charlotte olhava pela sacada, Londres era um lugar lindo, ótimo de se admirar, quando percebeu um homem a olhava fixamente. Ele era bem interessante. Cabelos ruivos – que cobriam seu pescoço, atrás e nos lados. Olhos verdes claro. Parecia ter um bom fisico, era alto, forte, vestia um terno, ele era muito bonito.
Charlotte olhava-o, queria saber o que ele iria fazer. Ele continuava a encara-la, se encararam por um tempo, até que ele colocou a mão na gravata para afrouxa-la, tirando os olhos de Charlotte. Ela desviou olhar também e quando voltou o olhar para ele, ele não estava mais lá.
– Que estranho. — Ela falou para si. Então ela sentiu a presença dele. Virou rapidamente para a porta da sacada. Lá estava ele. – E você...é?
– Você é tão bela quanto dizem...
– Vai me responder?
– Ah! Desculpe. Sou Belzebu, mas como estou me disfarçando aqui escolhi um nome humano, Damon. Mas pode me chamar pelo nome original, afinal não temos segredos.
– Belzebu... Um demônio poderozo mas que ainda sim se curva diante meu pai.
– Sim... Mas me diga, doce Charlotte, ainda está solteira? — Ele deu um sorriso sedutor, isso irritou um pouco Charlotte.
– Estou. — Ela respondeu de forma seca.
– Sério? Incrivel, uma garota linda como você, e sem namorado.
– Não estou interessada em ter um namorado.
– Uma namorada? — Ele sorriu maliciosamente. Ele sabia que não era isso que ela queria dizer, mas falou para provoca-la — Que sexy.
– Na verdade, se eu pudesse teria uma harem de homens e mulheres. — Ela entrou na brincadeira, só para incomoda-lo. Ela entrou na porta da sacada, que dava direto para seu quarto. – Você é realmente um babaca, não é?
Belzebul a seguia com um sorriso idiota no rosto.
– Sou, e você é bem humorada, pensei que ia me xingar, mas por algum motivo brincou comigo.
– Caso não saiba, eu sou perfeita, tudo que eu faço é perfeito, e se eu fiz isso é porque sabia que você iria gostar.
– Pare de me seduzir, Charlotte. — Ele mordeu o labio inferior, em seguida lançou um olhar selvagem na direção dela.
– Não estou te seduzindo, idiota. Realmente não tenho culpa se minha sinceridade o atrai. — Ela virou de costas.
– Hahah, Charlotte... — Ele a abraçou por trás e cheirou seu pescoço. – Você é perfeita.
Sebastian bateu na porta e entro em seguida.
– Com... licença... — Ele parecia surpreso.
– Eu sei que sou, agora desgruda de mim, babaca. — Ela empurrava o rosto dele com as mãos.
– Ta bem... — Belzebu parecia desapontado.
– O que foi, Sebastian?
– N-Nada, quer dizer, seu pai está aqui.
– Aonde está minha Charlotte? — Lúcifer entrou no quarto, ele viu Belzebu e parece ter ficado bravo. – O que RAIOS esse infeliz faz aqui?
– Vim ver sua linda filha, ela é realmente tão linda quanto a mãe. — Belzebu respondeu calmamente.
– Pois já viu, agora vá embora, ou eu vou chutar seu trazeiro até o inferno.
– Ah... foi com o papai que eu aprendi a falar isso. — Charlotte comentou baixinho.
Sebastian olhou para Charlotte, ela observava Lúcifer e Belzebu discutindo.
– Porque eles estão discutindo? — Charlotte se perguntou.
– Acho que seu pai está apenas te protegendo, nesse caso do Belzebu.
– Que bobagem. — Enquanto ela e Sebastian conversavam o barulho de discução no fundo da conversa era notavel. – Calem as bocas! — Ela gritou.
Eles a olharam assutados. Então ela continuou:
– Agora vocês dois saiam da minha casa! Parecem duas crianças. Papai, eu não tenho nada com Belzebu. Belzebu, eu não quero nada com você.
– Okay, mas não vou desistir tão facil. — Belzebu disse, se afastou e se teleportou.
– Desculpe por agir assim, querida. Volto outra hora. — Lúcifer também se teleportou.
– Rum, idiotas. — Charlotte deu as costas.
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