O Anjo Negro
10 Décimo Capítulo – Ficando mais próximos
Notas iniciais
O dia começou chuvoso, Charlotte se levantou, nem tomou café, apenas colocou uma blusa, uma saia rodada e prendeu o cabelo no topo da cabeça. Andou até seu escritório. Sebastian estava lá, limpando-o.
– Bom dia. — Ela disse.
– Bom dia. — Ele respondeu, parecia desanimado, ou triste.
– O que aconteceu?
– Nada...
– Sebastian?
– Sim...
– Por acaso tenho cara de burra? Ou de boca-aberta?
– Não!
– Então não me trate como uma. Acha mesmo que pode mentir para mim? Acha mesmo que eu sou burra a ponto de não perceber que esta deprimido?
– Desculpe...
– Está desculpado, agora... Me diga o motivo.
– Está bem. Ontem Belzebu veio aqui...
– Prossiga, senhor obviou.
– E teve um momento que ele estava bem perto de você.
– Certamente, ele é um demonio pervertido que não sabe controlar o que tem no meio das pernas.
– O quão longe ele foi?
– Ele só cheirou meu pescoço. Alias por que você está preocupado com isso?
– Não estou preocupado, é só curiosidade.
Charlotte foi o encurralando até ele ficar encostado, de costas, na parede. Ele já mostrava estar nervoso, suava um pouco.
– Sei... Isso me parece outra coisa.
– Outra coisa? Que tipo de coisa? Não consigo imaginar nada... — Ele disse rapidamente, estava nervoso.
– Então, meu querido, lhe apresento o “ciume”.
– C-Ciume?
– Exato.
– Mas eu não disse nada sobre te amar, ou coisa do tipo.
– Está dizendo que não me ama?
– N-Não disse isso.
– Então me ama? — Ela o encurralava cada vez mais, agora com palavras.
– E-Eu...
Charlotte ficou na ponta dos pés e aproveitou o momento para roubar-lhe um beijo. Sem demora Sebastian cedeu, e ficou com as bochechas rosadas. Ela afastou os lábios dos dele.
– Me ama?
– Amo.
Agora quem estava com as bochechas vermelhas era Charlotte, ela arregalou os olhos por um momento, não sabia que ele realmente ia falar isso.
– C-Como?
– Eu a amo.
Ela deu um pulo em direção a ele, ele a segurou fazendo-a ficar na altura dele, ela não tocava os pés no chão.
– Senhorita?
– Cale a boca, idiota, apenas me abrace. — Sua voz parecia tremula, como se estivesse segurando para não chorar.
– Não vou abandona-la nunca.
– Prometa.
– Eu prometo não abandona-la nunca.
– Se-Sebastian... — Ela não aguentou, acabou por chorar.
– Charlotte.
Eles ficaram abraçados daquele jeito até ela parar de chorar, ambos estavam felizes, mas Charlotte continuava pensando sobre o pai de Sebastian. A preocupação não a deixava em paz.
Logo anoiteceu, ela foi se deitar. Assim que se aproximou da cama teve um mal pressentimento. Foi tão ruim que ela paralisou. Sebastian bateu na porta e entrou, ela estava lá, no lado da cama, parada.
– Senhorita?
– S-Se...bastian...
– Está tudo bem? — Imediatamente ele a abraçou por trás.
Ela relaxou, começou a pensar que tudo iria ficar bem, que ela não devia se preocupar tanto. E se fosse para acontecer, ela não ia poder interferir.
Ela se deitou, e olhou fixamente para Sebastian.
– Ei.
– Sim?
– Durma comigo.
– O-O q-que? — Ele avermelhou.
– Deite aqui.
– Tem certeza?
– Sim, se troque e deite aqui comigo.
– Vou me trocar, já volto.
– Por que não se troca aqui?
– M-Mas...
– Eu já vi seu corpo todo mesmo.
Ele estava muito vermelho e envergonhado.
– S-S-Senhorita!
– O que? Não me diga que ficou com vergonha. — Ela se levantou e em um ataque surpresa abaixou as calças dele.
– O-O que você fez? — Ele arregalou os olhos.
Charlotte se jogou na cama, não conseguia parar de rir. A risada dela era bonita, e muito contagiante, tão contagiante que até Sebatian que estava constrangido começou a rir sem parar.
– Ha... Você é uma gracinha. Agora venha para a sua mestra. — Ela piscou um dos olhos.
Ele obedeceu, mesmo estando com vergonha, aquela noite eles dormiram juntos, sem a menor malicia, o único medo de Sebatian era que ela pensasse que ele eram algum pervertido. Ambos dormiram tranquilamente.
No dia seguinte eles acordaram juntos, Sebastian se levantou e esbarrou na comoda, fazendo cair uma joia, era um diamante totalmente branco.
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