O Anjo Negro

16 Décimo sexto Capítulo – Conhecendo o inimigo. Inimigo?


Notas iniciais
Finalmente um cap novo, postei ontem no Morte justa.

Era uma bela noite, sem nuvens, céu estrelado. Charlotte tinha de ir atrás do maldito nephilim que matou sua mãe. Ela vestiu o vestido longo com uma abertura lateral, que começava na altura da metade de sua coxa, até o final. O vestido era vermelho carmesim, muito sexy.

– Porque eu tenho de vestir isso? Não é feio, adoro essa cor e o estilo longo e tomara que caia, mas... Parece que estou me vestindo para jantar, um encontro romântico... — A raiva estava estampada no rosto dela. — Estão de sacanagem comigo.

Antes de sair Charlotte reforçou a barreira anti-pureza em torno de Sebastian, que já estava quase curado.

– Não posso te deixar exposto... Com essa barreira ninguém poderá te tocar. — A barreira era tão negra que nem podia se imaginar que havia algo dentro. — Eu volto em breve, prometo.

Ela saiu do quarto onde estava Sebastian, caminhou até a entrada e abriu duas enormes assas negras encouraçadas, com garras vermelhas na ponta superior de cada uma. Ela até então cumprindo o acordo, foi até o locar que dizia no papel que estava na caixa.

Ela finalmente chegou no local, era um armazém abandonado, enorme e que nem parecia estar abandonado, pelo menos por dentro, por fora parecia estar caindo aos pedaços.

– Que tipo de magia eles usam para deixar esse lugar assim, que curioso... — Charlotte finalmente colocou seus pés no chão e suas asas penetraram em suas costas.

– Incrível, não é? — A mesma voz do telefonema.

Charlotte se virou para a direção que vinha o som da voz. Ele era alto, pálido, tinha cabelos negros e levemente compridos, de olhos amarelos. Ela ficou em choque, pensava que seria alguém mais obscuro, talvez até feio, afinal era a mistura de um anjo caído com um humano, não era de se esperar muito.

– Quem é você? — Charlotte foi direto ao ponto.

– Eu? Bem, eu sou a escuridão, um perito em mortes rápidas, ainda mais as de anjos. Não mato porque tenho vontade, mas sim porque me pagam para isso.

O coração de Charlotte, que antes batia forte se tranquilizou, ela acabou soltando um suspiro sem querer.

– Ficou aliviada, princesa.

– Princesa?

– É como a maior parte de nós, anjos caídos e demônios inferiores aos nobres a chamamos. É uma honra estar em sua presença.

– A é... Obrigada, eu acho.

– A muito tempo penso no que fiz, não me arrependo de nada. Mas, vi que se tornou muito raivosa por culpa da morte de sua mãe. Que no caso eu ajudei.

– Raivosa? Use outra expressão, essa da a impressão que eu sou um cãozinho raivoso.

– Enfim, quero me desculpar, sei que não vai trazer Aileen de volta, mas é um jeito de me redimir.

– O que vai fazer para se redimir? Se desculpar? Sério? Isso nunca será o suficiente.

– Então me use!

– C-Como assim?

– Me use como achar melhor.

– Da pra especificar, isso soa meio sexual...

– Ha-ha, não sabia que a princesa era assim.

– Eu não sou assim! Foi você quem disse besteiras.

– Posso lhe servir, ajudar a matar Gabriel.

– Hum... Isso é interessante, mas eu não posso matar Gabriel, querendo ou não ele é pai de Sebastian.

– Um pai não bate no filho a ponto de ele quase morrer.

– Então você esteve lá.

– Sim, eu tive que fazer o trabalho sujo. Tenho um vinculo com Gabriel, é como se fosse um contrato, preciso de um demônio nobre para quebrar, afinal alguém forte resolveria as coisas.

– Então no fim você quem quer me usar.

– Também, e em todos os sentidos possíveis. — Ele piscou um dos olhos.

Ela revirou os olhos e em seguida falou:

– Tudo bem, lhe ajudo, mas antes quero saber seu nome.

– Adryel.

Notas finais
Comentem, por favor!